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Data Expert | Carrinho XP – A vida é cíclica, assim como é o varejo..

Nessa edição do Carrinho XP, analisamos os principais destaques para os resultados do setor de moda no mundo, segundo a McKinsey

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Compartilhando os principais destaques do relatório “The State of Fashion 2023” da McKinsey

Na edição deste mês do Carrinho XP, trazemos uma breve visão do relatório “The State of Fashion 2023” da McKinsey. No geral, as principais mensagens são: i) o cenário macro deve ditar o tom do setor novamente em 2023, com uma previsão de vendas estagnada frente à dinâmica econômica global mais desafiadora; ii) as marcas de luxo devem continuar superando a performance do setor; e iii) as empresas devem focar em ter uma estratégia realista, com foco em redução de custos e inteligente do ponto de vista de investimentos, além de estarem preparadas para se adaptar e reagir rapidamente a oportunidades e riscos.

Depois de se beneficiar no pós Covid, devemos continuar vendo uma dinâmica fraca de vendas pela frente

Depois que as restrições do Covid-19 começaram a diminuir em 2021, a indústria da moda experimentou uma forte demanda, uma vez que os consumidores não estavam saindo e atualizando o seu guarda-roupas durante o lockdown. De acordo com a McKinsey, o faturamento global da indústria da moda cresceu 21% A/A em 2021, com margens voltando para níveis mais normalizados, enquanto a contribuição de resultados no setor foi a mais equilibrada desde 2013, com as 20 principais empresas contribuindo com 83% da receita da indústria vs. 113% historicamente. No entanto, a consultoria espera que o crescimento desacelere em 2023, com vendas estáveis em 2023 (entre -2% e +3% A/A), enquanto as varejistas de luxo devem continuar superando a indústria, crescendo entre 5-10% A/A. No entanto, as companhias que sobreviveram a pandemia contam com bases mais sólidas para enfrentar os desafios de 2023.

Cuidado com o cenário macro

A McKinsey compartilha nossa visão de que a dinâmica macro continua desafiadora, ditando o tom para o setor varejista mais uma vez em 2023. A empresa destaca a deterioração da economia global como um risco importante, com a China ainda lidando com o Covid-19 e a Europa enfrentando uma crise de energia e um moeda enfraquecida. Com isso, as marcas de luxo devem continuar superando a indústria, à medida que os consumidores de classes sociais mais baixas devem reduzir os gastos com categorias mais discricionárias e passar a comprar por exemplo com varejistas mais voltadas para média baixa renda. Aqui, a importância de ter uma execução sólida em estratégias de marketing com melhores retornos é fundamental para gerar mais valor.

Em meio a um ambiente externo incerto, o jeito é se voltar para dentro

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Embora tentar prever resultados e dinâmicas de consumo nunca seja uma tarefa fácil, a McKinsey observa que este ano será particularmente mais desafiador frente às incertezas econômicas e geopolíticas no mundo. Com isso, a empresa acredita que os varejistas devem focar em ter uma estratégia realista e ousada, focada em iniciativas internas que fortaleçam as bases para o crescimento futuro. Nesse sentido, eles observam que os varejistas i) devem precisar repensar suas operações, atualizando estruturas organizacionais e elevando papéis para poder responder mais rapidamente a riscos e oportunidades; ii) construir um relacionamento sólido com seus fornecedores é algo fundamental, sugerindo que as companhias fortaleçam essas relações; iii) se alavancar na utilização de tecnologias para ganhar eficiência na gestão da cadeia de suprimentos e capital de giro; e iv) a experiência no canal físico e de atacado são bastante estratégicas para o futuro.

Conclusões similares com o nosso relatório de 2023 recém publicado

Conforme discutido no nosso relatório sobre 2023 para as varejistas no Brasil (link), compartilhamos a visão da McKinsey de que 2023 deve ser um ano desafiador para as vendas no varejo como um todo, explicado principalmente pelo cenário macro difícil. No entanto, as iniciativas internas das empresas podem conter um pouco da pressão macroeconômica, enquanto as empresas em segmentos/posicionamentos defensivos devem continuar apresentando resultados sólidos. Reiteramos nossas preferências no setor, sendo Assaí (ASAI3), Grupo Soma (SOMA3), Petz (PETZ3) e Vivara (VIVA3).

Veja o relatório completo abaixo.

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Este relatório de análise foi elaborado pela XP Investimentos CCTVM S.A. (“XP Investimentos ou XP”) de acordo com todas as exigências na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A XP Investimentos não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório. Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor. O(s) signatário(s) deste relatório declara(m) que as recomendações refletem única e exclusivamente suas análises e opiniões pessoais, que foram produzidas de forma independente, inclusive em relação à XP Investimentos e que estão sujeitas a modificações sem aviso prévio em decorrência de alterações nas condições de mercado, e que sua(s) remuneração(es) é(são) indiretamente influenciada por receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela XP Investimentos.

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