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Entradas de estrangeiros aceleram fortemente. Vão continuar? – Fluxo em foco

Outubro registrou entrada diária recorde de estrangeiros após o primeiro turno da eleição no Brasil

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Em setembro, os investidores estrangeiros voltaram à bolsa brasileira, com entradas líquidas totais de R$ 8,1 bi (+R$ 9,1 bi no mercado à vista e -R$ 1,0 bi em futuros), a maior entrada mensal no mercado à vista desde março. Como discutimos em nosso último Raio-XP, o movimento ocorreu apesar da disparada dos juros das Treasuries americanas, à medida que os investidores começaram a se posicionar para as eleições locais. Dito isso, as entradas aceleraram fortemente em outubro: no acumulado do mês, os estrangeiros registraram entradas líquidas totais de R$ 19,1 bi, já o mês mais forte desde janeiro, incluindo R$ 10,1 bi no mercado à vista no primeiro pregão após o primeiro turno da eleição, a maior entrada diária da história. Como argumentamos em nosso recente relatório Medindo o Potencial de Alta da Bolsa Brasileira, vemos espaço para entradas adicionais significativas na bolsa nos próximos meses em um cenário otimista, lideradas inicialmente pelos estrangeiros e seguidas pelos investidores domésticos. Na indústria de fundos, os resgates líquidos somaram R$ 29,8 bi em setembro, o pior mês desde dezembro, puxados pelos fundos de renda fixa.

Os investidores estrangeiros voltaram à bolsa brasileira em setembro… Setembro registrou entradas líquidas de R$ 9,1 bi no mercado à vista, a maior desde março, parcialmente compensadas por saídas de R$ 1,0 bi em futuros, totalizando R$ 8,1 bi. Como discutimos em nosso último Raio-XP, as entradas ocorreram mesmo com o juro da Treasury de 10 anos atingindo 5,30%, o maior nível desde 2007, à medida que os investidores começaram a se posicionar para as eleições.

…e as entradas aceleraram fortemente no início de outubro. No acumulado do mês, os estrangeiros registraram entradas líquidas de R$ 17,8 bi no mercado à vista e de R$ 1,3 bi em futuros, já a maior entrada mensal no mercado à vista desde janeiro. Somente em 5 de outubro, foram R$ 10,1 bi de entradas líquidas no mercado à vista, a maior entrada diária da história. As entradas acumuladas de estrangeiros em 2026 estão agora em R$ 45,2 bi, ainda bem abaixo do pico de R$ 69,1 bi de meados de abril.

A nível setorial, as entradas de setembro se concentraram em commodities e grandes bancos, com Óleo, Gás e Petroquímicos e Bancos registrando entradas líquidas de R$ 4,7 bi e R$ 2,5 bi, respectivamente, enquanto os cíclicos domésticos tiveram saídas significativas, lideradas por Varejo e Transportes. Em outubro, o fluxo estrangeiro migrou para nomes domésticos: 12 dos 17 setores tiveram entradas líquidas, incluindo todos os defensivos e financeiros, enquanto Mineração & Siderurgia e Papel & Celulose registraram saídas.

Enquanto isso, os investidores domésticos têm sido vendedores líquidos. Os institucionais registraram saídas líquidas de R$ 6,9 bi no mercado à vista em setembro, parcialmente compensadas por entradas de R$ 1,1 bi em futuros, totalizando R$ 5,8 bi de saídas líquidas. A pessoa física também foi vendedora líquida, com saídas de R$ 0,4 bi no mercado à vista e de R$ 0,1 bi em futuros. Em outubro, ambos seguem como fortes vendedores líquidos até o momento, com saídas de R$ 7,9 bi dos institucionais e de R$ 6,5 bi da pessoa física, enquanto os estrangeiros intensificaram suas entradas.

Por fim, a indústria de fundos voltou a registrar saídas líquidas em setembro. A indústria teve resgates líquidos de R$ 29,8 bi, seu pior mês desde dezembro, puxados principalmente pelos R$ 27,0 bi de saídas dos fundos de renda fixa. Os fundos multimercados tiveram saídas líquidas de R$ 3,6 bi, estendendo para oito meses consecutivos sua sequência negativa, enquanto os fundos de ações registraram resgates líquidos de R$ 3,9 bi, os maiores desde abril de 2025, acumulando R$ 10,9 bi de resgates no ano.

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