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Raio-XP – Bolsa brasileira em alta: o que vem pela frente?

Atualizando nossas cestas temáticas para diferentes cenários macroeconômicos

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Em setembro, as bolsas globais recuaram (ACWI -1,0%), com a alta dos juros nos EUA e no mundo começando a pesar sobre as ações, além do retorno do petróleo para acima de US$ 100/barril. O Treasury de 10 anos chegou a 5,30%, nível não visto desde 2007, pressionando os ativos de risco. A Bolsa brasileira, por outro lado, mostrou uma recuperação (IBOV +5,0%, EWZ +3,4%), com os investidores operando as eleições que se aproximam. Neste Raio-XP, discutimos que a Bolsa brasileira está em uma encruzilhada, dependendo, localmente, da trajetória dos juros e, globalmente, de um ambiente de apetite a risco para os mercados emergentes. Por isso, atualizamos nossas cestas fundamentalistas de ações para os diferentes cenários Macro possíveis. Mantemos nosso valor justo do Ibovespa para o fim de 2026 em 200 mil pontos, com cenário pessimista em 165 mil e otimista em 248 mil pontos. Também atualizamos as Carteiras XP, aumentando um pouco o beta (risco) das carteiras esse mês.

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O Brasil supera os pares e as taxas das Treasuries disparam em setembro. Setembro foi um mês misto para os mercados globais (MSCI ACWI, -1,0%), com o petróleo de volta acima de US$ 100/barril e a disparada dos juros globais, com destaque para a Treasury de 10 anos, que atingiu o maior nível desde 2007. A Bolsa brasileira, por outro lado, subiu (IBOV +5,0%, EWZ +3,4%), com os investidores operando as eleições que se aproximam. Nossa visão, no entanto, é que a maior parte dos investidores ainda está em modo de espera em relação aos ativos de risco no Brasil, aguardando mais clareza nas frentes macro e política antes de alocar mais capital.

Bolsa brasileira em alta, o que esperar adiante? Embora o valuation da Bolsa brasileira siga descontado, a 8,6x P/L projetado, a trajetória dos juros, especialmente da parte longa da curva, e a perspectiva para a economia são os principais debates do mercado. Os investidores vão avaliar se o Brasil conseguirá controlar suas contas fiscais nos próximos anos, especialmente diante do elevado nível de Dívida/PIB, hoje em 83% e crescendo 3 p.p. por ano. Embora continuemos vendo valor na Bolsa brasileira, reconhecemos que essas considerações Macro devem pesar mais sobre os fluxos e o sentimento do que o valuation.

Atualizando nossas cestas temáticas fundamentalistas. Diante do potencial de diferentes cenários e desfechos, atualizamos neste relatório nossas cestas temáticas fundamentalistas: Deterioração Fiscal, Política Alternativa, Fluxo Estrangeiro, Alta Exposição ao Dólar e Baixa Exposição ao Dólar. Além delas, temos nossas cestas de fatores, como Valor, Momentum, Qualidade, Revisões do Sell-Side e Short Interest, entre outras. Até aqui em 2026, as cestas de Deterioração Fiscal e Política Alternativa tiveram o melhor desempenho, mas, recentemente, as cestas de maior beta começaram a subir antes das eleições.

Atualizando nossas Carteiras XP. Atualizamos nossas carteiras bottom-up e aumentamos modestamente o beta antes das eleições: 1) Top Ações: aumentamos BPAC11, IGTI11 e SBSP3; reduzimos RDOR3 e GGBR4. 2) Dividendos: aumentamos PETR4 e B3SA3; reduzimos VALE3. 3) Small Caps: adicionamos COGN3, aumentamos TUPY3 e ECOR3, removemos TTEN3 e CEAB3, e reduzimos ORVR3 e ALUP11.

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