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CVM autoriza empresas que aderiram ao IFRS S1 e S2 a desistirem sem cumprir prazo mínimo | Café com ESG, 28/08

Normas da CVM para IFRS S1 e S2 em destaque

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de quinta-feira fechou em território misto, com o IBOV avançando 0,31%, enquanto o ISE recuou 0,19%.

• No Brasil, (i) a CVM determinou que companhias abertas que aderiram voluntariamente ao padrão internacional de divulgação de informações financeiras de sustentabilidade (IFRS S1 e S2) antes da mudança das regras, em maio, poderão desistir da publicação, sem cumprir o período mínimo de três exercícios estabelecido pela nova regulamentação – segundo a autarquia, a adesão feita sob as regras anteriores não obriga a empresa a manter a divulgação nos exercícios seguintes, mesmo que o compromisso já tenha sido comunicado ao mercado; e (ii) a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estima que 12 operadores aéreos terão a obrigação de usar o combustível sustentável de aviação (SAF) a partir de 2027 – segundo Marcelo Bernardes, superintendente de governança e meio ambiente da Anac, não serão apenas companhias “conhecidas”, como Gol, Latam e Azul mas também empresas de carga aérea e de táxi aéreo.

• No internacional, segundo a Wood Mackenzie, o mercado de armazenamento de energia da América Latina deve crescer 13 vezes até 2035, com a capacidade saindo de 2,5 gigawatts (GW), em 2025, para 34 GW – de acordo com a instituição, o crescimento será impulsionado principalmente pela aceleração nas licitações, além do aumento dos cortes de geração (curtailment).

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Brasil

SAF deve ser obrigação para 12 empresas em 2027, diz Anac 

“A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estima que 12 operadores aéreos terão a obrigação de usar o combustível sustentável de aviação (SAF) a partir de 2027. O critério em estudo pela agência são companhias que emitem mais de 10 mil toneladas de CO2 por ano em voos domésticos. “Não estamos falando só das conhecidas, como Gol, Latam e Azul. Também tem as empresas de carga aérea e de táxi aéreo”, diz Marcelo Bernardes, superintendente de governança e meio ambiente da Anac, ao Reset. O limite de 10 mil toneladas de CO2 segue padrões internacionais, como o Corsia e o sistema europeu de comércio de emissões (ETS). Também é o valor previsto para o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), o mercado regulado de carbono do Brasil, que está em implementação e ao qual as aéreas também serão submetidas. A Anac vai colocar em consulta pública, em setembro, as regras para a operação do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV). A iniciativa foi criada pela Lei do Combustível do Futuro, de 2024, e determina que companhias aéreas reduzam em 1% as emissões de gases de efeito estufa a partir de 2027. O SAF é produzido a partir de matérias-primas renováveis ou de baixo carbono, como óleos vegetais, resíduos agrícolas, lixo orgânico, etanol e gases industriais.”

Fonte: Capital Reset; 28/08/2026

CVM permite que empresas voltem atrás na adesão a padrão de sustentabilidade

“Companhias abertas que haviam aderido voluntariamente ao padrão internacional de divulgação de informações financeiras de sustentabilidade antes da mudança das regras promovida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em maio, poderão desistir da publicação sem cumprir o período mínimo de três exercícios estabelecido pela nova regulamentação. O esclarecimento consta de ofício-circular divulgado pela autarquia nesta quinta-feira (27). Segundo o documento, a manifestação de adesão feita sob as regras anteriores não obriga a empresa a manter a divulgação nos exercícios seguintes, mesmo que o compromisso já tenha sido comunicado ao mercado. “As companhias que, antes da edição da Resolução CVM nº 244/2026, tenham manifestado adesão voluntária à divulgação das informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, inclusive mediante divulgação de informação ao mercado, podem decidir não prosseguir com essa divulgação”, diz o ofício. Por meio da 244, a autarquia alterou a 193, eliminou a obrigatoriedade do reporte e não indicou se a obrigatoriedade voltaria a valer em algum momento no futuro. Em 2024 e 2025, a prestação dessas informações era voluntária, e a obrigatoriedade entraria em vigor para o exercício de 2026. Agora, com esse ofício, de acordo com uma fonte ligada à CVM ouvida pelo Valor, é como se o assunto estivesse começando do zero com a 244. Assim, as empresas que divulgaram ou ainda venham a divulgar em 2026 informações referentes ao exercício de 2025, sob o regime anterior, não ficam sujeitas ao novo compromisso de continuidade. No ofício, a CVM endureceu a interpretação sobre referências parciais ao padrão, o International Sustainability Standards Board (ISSB), internalizado no Brasil pelo Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade (CBPS). Segundo as áreas técnicas da autarquia, expressões como “alinhado”, “baseado”, “inspirado” ou “desenvolvido considerando” o padrão CBPS/ISSB não devem ser usadas de forma a sugerir uma adesão que não exista. Caso a divulgação faça referência ao padrão ou indique sua utilização, deverá cumprir integralmente seus requisitos e apresentar declaração explícita e sem reservas de conformidade.”

Fonte: Valor Econômico; 27/08/2026

Parque transformará resíduos complexos em combustível

“A gestão de resíduos passa por uma transformação importante no Brasil. Materiais que antes eram considerados apenas um custo operacional começam a ser avaliados como potenciais insumos para novos processos produtivos, especialmente quando não apresentam viabilidade para a reciclagem convencional. É nesse contexto que a Brasil Nutri Ambiental inaugura, em novembro, seu novo parque de geração de Combustível Derivado de Resíduos (CDR), localizado em Buerearema, Bahia. O empreendimento foi desenvolvido para ampliar as alternativas de valorização e destinação ambientalmente adequada de materiais complexos. A nova unidade terá capacidade para processar mais de 100 toneladas de resíduos por dia e atenderá empresas de diferentes setores que enfrentam desafios relacionados à destinação de produtos fora de especificação, resíduos industriais e materiais que não podem ser reciclados pelos métodos convencionais. O parque foi projetado para receber materiais que, após avaliação técnica, não apresentam viabilidade para a reciclagem convencional, mas podem ter potencial de valorização energética, servindo como combustível para fornos industriais. Antes de qualquer processamento, esses materiais passam por procedimentos controlados de recebimento, análise, triagem e descaracterização. Essa etapa é fundamental para impedir o retorno indevido de produtos ou materiais ao mercado, além de garantir maior controle sobre sua origem, tratamento e destinação. A descaracterização é realizada de forma segura e documentada, considerando as características de cada resíduo e os requisitos técnicos, ambientais e regulatórios aplicáveis. Na sequência, os materiais elegíveis podem ser preparados para a produção de Combustível Derivado de Resíduos, conforme as especificações necessárias para sua utilização. “A implementação desta planta adicional à já existente de gestão de resíduos sólidos representa o fechamento de um ciclo de valorização de resíduos com conformidade regulatória”, afirma a Engenheira Ambiental e de Sustentabilidade do Grupo Brasil Nutri Ambiental, Thayná Keslley.”

Fonte: Valor Econômico; 27/08/2026

Usinas flex para etanol atraem investimentos

“Otimização industrial, redução de custos e vantagens ambientais têm estimulado investimentos em usinas que combinam o uso de cana-de-açúcar e milho na produção de etanol. Como o grão pode ser estocado, o modelo possibilita produzir o ano todo, e não apenas nas safras, como ocorre com a cana. O mercado avalia que a prática, além de reduzir a ociosidade dos equipamentos, pode estabilizar a oferta do combustível ao longo do ano. “Trata-se de um avanço que fortalece o abastecimento continuado do mercado nacional e apoia a segurança energética do Brasil”, afirma a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). A entidade estima que as 12 usinas flex em atividade no país – dez no Centro-Sul e duas no Nordeste – já respondem por até 6% do etanol produzido no país. No ciclo 2025/26, entre 1,8 bilhão a 2,2 bilhões de litros do combustível saíram dessas usinas. Para Marcos Fava Neves e Vinícius Cambaúva, sócios da consultoria Markestrat Group, a tecnologia estabelece um modelo de complementaridade que fortalece a segurança energética, a sustentabilidade e a competitividade no cenário de descarbonização global, estimulada pela ascensão acelerada do etanol de milho. “O Brasil vivencia uma transformação estrutural na sua matriz energética e agrícola”, afirmam os executivos. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) avalia que o combustível a partir do milho pode representar quase a metade do crescimento esperado na produção de etanol até 2035, que deve ficar entre 45 bilhões e 58 bilhões de litros. “O modelo flex reúne importantes vantagens operacionais, econômicas e ambientais. A principal delas é a possibilidade de maximizar a utilização dos ativos industriais ao longo do ano, aproveitando a complementaridade entre as safras de cana e milho”, diz Ronaldo Bezerra, diretor-geral da Cargill Bioenergia, que tem uma operação integrada das duas culturas em Quirinópolis (GO).”

Fonte: Valor Econômico; 27/08/2026

Redução da pressão noturna da água completa 1 ano, e Sabesp aponta economia de 193 bilhões de litros

“Nesta quinta-feira (27), a gestão da pressão noturna de água na região metropolitana de São Paulo completa um ano, com uma economia de cerca de 193 bilhões de litros de água, segundo a Sabesp, a companhia de saneamento básico do estado. Conforme a empresa, o volume obtido com a diminuição da pressão nos canos é o suficiente para abastecer 33 milhões de pessoas, mais de duas vezes a população da capital paulista, ou toda a população do Peru, por 30 dias. A Sabesp diz ainda que a economia acumulada equivale a um ano inteiro de produção do sistema Rio Grande, quarto maior sistema de captação e tratamento de água do estado e que abastece diariamente mais de 1,5 milhão de pessoas no ABC Paulista, nas cidades de São Bernardo do Campo, Santo André e Diadema. A gestão da pressão noturna é uma ação preventiva e temporária, e atende a uma deliberação da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), com o objetivo de preservar os reservatórios que abastecem a região, devido à fase de estiagem que começou no ano passado e continua sem previsão de terminar. Desta forma, também não há prazo para que a medida chegue ao fim, ainda mais porque o fenômeno El Niño está se intensificando e deve provocar ondas de calor sem chuva no estado, piorando a situação dos mananciais de água. Segundo Antonio Carlos Zuffo, professor do departamento de Recursos Hídricos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a diminuição da pressão é uma prática muito comum na gestão de perdas de água, principalmente, nas redes onde há muitos vazamentos. Ele explica que, durante o dia, quando o consumo é alto, a água circula pelos canos e a pressão dinâmica é mais baixa. À noite, com todo mundo dormindo, essa circulação diminui e a pressão estática sobe muito, potencializando os vazamentos na rede. Assim, a diminuição da pressão à noite ajuda a diminuir os vazamentos, gerando a economia citada pela Sabesp. No entanto, há o lado negativo dessa economia: a água pode não chegar a lugares altos e periféricos, prejudicando a população dessas áreas.”

Fonte: Valor Econômico; 27/08/2026

Mercado de armazenamento de energia da América Latina deve crescer 13 vezes até 2035, diz Wood Mackenzie

“O mercado de armazenamento de energia da América Latina deve crescer 13 vezes até 2035, projeta a Wood Mackenzie. A capacidade deve ir de 2,5 gigawatts (GW), em 2025, para 34 GW. De acordo com a instituição, o crescimento será impulsionado principalmente pela aceleração nas licitações, o aumento dos cortes de geração (curtailment) e a infraestrutura de transmissão não modernizada. No Brasil, a expectativa é que os leilões de baterias, previstos para 2 e 4 de dezembro, impulsionem acréscimos de capacidade a partir de 2028. Entretanto, a consultoria considera que o financiamento de projetos continuará sendo um desafio no curto prazo, diante da ausência de mecanismos claros de remuneração. De acordo com as projeções, o Chile continuará sendo o líder regional no horizonte de dez anos, com os maiores projetos de baterias de armazenamento (BESS) da região. Já a Argentina construiu rapidamente um mercado de armazenamento autônomo por meio de licitações. As rodadas recentes concederam 1,3 GW em armazenamento autônomo.”

Fonte: Eixos; 27/08/2026

Vendas de biocombustíveis em alta devem acelerar geração de CBios

“O aumento da produção de etanol e de biodiesel no Brasil neste ano deve levar a uma geração de créditos de descarbonização (CBios) maior do que o esperado inicialmente, contribuindo para manter os preços desses ativos em patamares baixos historicamente. Os CBios, que equivalem a 1 tonelada de carbono de emissão evitada pelo uso de biocombustíveis no lugar de fósseis, é negociado atualmente em torno de R$ 25. A consultoria StoneX elevou sua estimativa de geração de CBios deste ano em 400 mil créditos, em relação a sua projeção de março, passando a estimar agora uma geração total de 45,45 milhões. Trata-se de um acréscimo de 5,7% sobre 2025. O aumento da geração de CBios está sendo puxado principalmente pelo aumento das vendas de etanol, que devem resultar na geração de 6,4% mais CBios, somando 37,4 milhões de créditos, estima a StoneX. Esse incremento está relacionado à queda dos preços do etanol hidratado, que está começando a atrair a demanda dos motoristas de carros flex neste semestre, e à elevação da mistura do etanol anidro na gasolina para 32%. Para a analista de inteligência de mercado da consultoria, Isabela Garcia, a alta recente dos preços do açúcar não deverá interferir no aumento da oferta de etanol, e por consequência de CBios.”

Fonte: NovaCana; 27/08/2026

Rio quer descarbonizar frota com apoio do BNDES

“A prefeitura do Rio quer descarbonizar a frota de ônibus da cidade e planeja começar a transição já com o leilão do Sistema Rio, rede rodoviária integrada do município, marcado para esta sexta-feira (28). Para isso, o Executivo carioca apresentou um projeto para ter acesso ao Fundo Clima, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A gestão municipal tem como meta renovar toda a frota de ônibus até 2028, com carros a base de biocombustível e elétricos. No certame de hoje serão oferecidos cinco lotes para operar as linhas rodoviárias que circulam na zona oeste e norte da cidade. Essa fase da operação prevê a compra de 1.420 novos veículos com um investimento estimado de R$ 1,3 bilhão. Vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, o Fundo Clima tem o BNDES como agente financeiro e administrador dos recursos reembolsáveis. O fundo é voltado para projetos de combate à crise climática. O secretário de Transportes do Rio, Jorge Arraes, diz que o certame desta sexta ainda não contará com as condições garantidas pelo Fundo Clima, uma vez que a proposta ainda está sendo formalizada com o BNDES. A possibilidade de acesso aos recursos do banco deixa a licitação mais atrativa. “A licitação se torna mais atrativa uma vez que parte do investimento na frota viria de financiamento com condições melhores de taxa de juros, carência e prazo”, diz Arraes.”

Fonte: Valor Econômico; 28/08/2026

Minerais críticos: Brasil não pode chegar atrasado ao futuro

“No último dia 10 de julho, o presidente Lula reuniu especialistas no Palácio do Planalto para discutir como o Brasil pode acelerar sua inserção na corrida global pelos minerais críticos. Na ocasião, anunciou a possibilidade de uma parceria entre o BNDES e a Petrobras para impulsionar a exploração desses recursos e a construção de capacidades industriais associadas a eles. A motivação é compreensível. A transição energética está redefinindo a geografia econômica do mundo. Se o século XX foi marcado pela disputa em torno do petróleo, o século XXI será cada vez mais influenciado pelo acesso a minerais como lítio, níquel e terras raras, indispensáveis para veículos elétricos e equipamentos de alta tecnologia. O Brasil possui reservas importantes desses minerais e, por isso, passou a ser visto como um potencial protagonista da nova economia de baixo carbono. O risco, entretanto, é acreditar que a simples existência dessas reservas seja suficiente para garantir ao país uma posição de liderança. Entre possuir minerais e transformá-los em prosperidade existe um longo caminho que exige capacidades tecnológicas, industriais, financeiras e institucionais que não se constroem apenas por vontade política. No setor de petróleo, a Petrobras exerce há décadas o papel de articuladora de investimentos, tecnologia, pesquisa e formação de fornecedores. Na mineração, o Brasil já contou com uma empresa de porte semelhante quando a Vale ainda era estatal. Hoje, sem uma empresa assemelhada, surge a questão sobre quem coordenará os investimentos necessários para transformar o nosso potencial geológico em capacidade industrial.”

Fonte: Valor Econômico; 28/08/2026

Eficiência do licenciamento ambiental deve redefinir a competitividade da mineração

“A mineração ocupa posição estratégica na economia brasileira, mas a sua viabilidade depende cada vez mais de um licenciamento ambiental capaz de conciliar rigor técnico, segurança jurídica e previsibilidade. Em um cenário de expansão dos investimentos e crescente demanda por minerais estratégicos, a eficiência desse processo tende a se tornar um dos principais diferenciais competitivos do setor. A mineração envolve intensa interação com o território, uso de recursos naturais e impactos ambientais e sociais que se estendem por décadas. Além disso, os empreendimentos atravessam diferentes fases, como da pesquisa ao fechamento da mina, e exigem diálogo permanente com comunidades, órgãos reguladores e diversos stakeholders. A relevância econômica do setor reforça esse desafio. Segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) arrecadou R$ 7,91 bilhões em 2025, a segunda maior da série histórica, o que beneficiou mais de 5,2 mil municípios brasileiros. Já o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) projeta US$ 76,9 bilhões em investimentos entre 2026 e 2030, impulsionados, principalmente, pela demanda por minerais essenciais à transição energética. Nesse contexto, o licenciamento ambiental assume um papel estratégico. A elaboração dos estudos demanda integração entre diferentes especialidades, como fauna, flora, recursos hídricos, geotecnia, arqueologia, socioeconomia e estabilidade de estruturas. Para além de atender à legislação, esses estudos precisam demonstrar viabilidade ambiental, gestão de riscos, governança e capacidade de operação sustentável ao longo de todo o ciclo do empreendimento.”

Fonte: Eixos; 27/08/2026

Papel do Estado é reduzir risco em créditos para transição energética, dizem especialistas

“O investimento em transição energética para que o Brasil zere as emissões líquidas até 2050 é estimado em US$ 5,4 trilhões pela BloombergNEF, empresa de pesquisa e análise especializada nesse mercado. Para especialistas, o desafio não está no tamanho da cifra, mas na construção da estrutura adequada para financiar projetos em diferentes estágios de maturidade. Principalmente em tecnologias emergentes, ainda sem escala comercial comprovada, apontam o papel do Estado e de organismos multilaterais para reduzir riscos, baixar o custo do capital e criar condições para atrair e catalisar o capital privado. A biorrefinaria da Acelen, por exemplo, captou R$ 503 milhões do BNDES em maio para transformar óleos vegetais em combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel renovável (HVO). O financiamento público representa cerca de 7% dos R$ 7 bilhões a serem investidos, dentro de uma estrutura de longo prazo que reúne 12 instituições financeiras, lideradas por HSBC e International Finance Corporation (IFC). No desenho, o Estado atua por meio de instrumentos de crédito, estruturação de projetos e mobilização de capital privado. A Brazil Climate and Ecological Transformation Investment Platform (BIP), lançada em 2024, conecta recursos públicos, bancos de desenvolvimento e investidores privados. O Fundo Clima, do BNDES, aprovou R$ 6,1 bilhões para transição energética em 2024, associados a R$ 16,1 bilhões em investimentos totais, e outros R$ 5,29 bilhões em 2025. Já o Eco Invest Brasil, do Ministério da Fazenda, mobilizou R$ 55,9 bilhões, em quatro leilões, para projetos de transição energética. Segundo Ivan Oliveira, subsecretário de Financiamento ao Desenvolvimento Sustentável do Ministério da Fazenda, uma parcela desses recursos vem de fundos multilaterais, o que pode reduzir de cerca de 5% para 3,5% ao ano o custo de empréstimos em dólar.”

Fonte: Valor Econômico; 27/08/2026

Internacional

A investida de US$ 2 bilhões do Exército dos EUA na corrida pela energia nuclear

“A corrida para implantar e operar o primeiro pequeno reator nuclear modular no mundo ocidental está se intensificando, à medida que a administração Trump investe bilhões de dólares em projetos-piloto com prazos apertados. Na quarta-feira, o Exército dos EUA concedeu contratos no valor de US$ 2,2 bilhões a cinco empresas para construir e operar uma frota de microrreatores nucleares inéditos em cinco instalações militares pelo país. Os contratos fazem parte de um programa da administração Trump que visa revitalizar a capacidade industrial e a liderança tecnológica dos EUA, bem como fortalecer a capacidade do Exército de projetar poder globalmente. Um microrreator é um pequeno reator de fissão nuclear, fabricado em fábrica, que cabe dentro de um contêiner de carga padrão e foi projetado para produzir eletricidade limpa e calor. Eles são projetados para gerar entre um e 20 megawatts de eletricidade, o suficiente para abastecer até 20.000 residências. Os únicos pequenos reatores modulares (SMRs) construídos e em operação atualmente estão na Rússia e na China, criando um desafio estratégico para Washington em um setor no qual o país historicamente foi líder global. O Programa Janus visa cumprir os termos de uma ordem executiva emitida por Trump em maio de 2025, que determinava ao Exército a operação de um microrreator avançado em uma instalação militar dos EUA até 30 de setembro de 2028. O Exército e a Unidade de Inovação do Departamento de Defesa fornecerão suporte técnico e logístico aos fornecedores, além de financiamento para apoiar uma implantação acelerada. “A concessão desses contratos acelera nossa capacidade de fornecer energia de carga de base segura e confiável diretamente às nossas instalações. Estamos construindo a resiliência energética necessária para projetar poder de combate globalmente, sem depender de redes externas potencialmente vulneráveis”, disse Dan Driscoll, Secretário do Exército.”

Fonte: Financial Times; 27/08/2026

Mudanças climáticas aumentaram o risco de uma inundação devastadora no Himalaia, dizem especialistas

“As mudanças climáticas estão criando condições capazes de desestabilizar rochas e gelo em grandes altitudes, aumentando a probabilidade de desastres como a inundação ocorrida nesta semana no Himalaia — na fronteira entre o Nepal e o Tibete (China) —, que deixou 165 mortos, segundo cientistas. Pelo menos 800 estrangeiros estão entre as quase 1.500 pessoas desaparecidas, informaram as autoridades na quinta-feira, um dia após uma enorme massa de lama e rochas desabar sobre um rio do Himalaia, provocando inundações catastróficas que atingiram cidades e vales. “As mudanças climáticas estão gerando condições que podem desestabilizar rochas e gelo em grandes altitudes”, afirmou Simon Cox, cientista-chefe do programa Mountains to Sea (Das Montanhas ao Mar) da Earth Sciences New Zealand. Isso, por sua vez, torna mais frequentes os desabamentos e os riscos em cadeia, como os observados nesta semana, acrescentou ele. Embora a causa exata do desastre de quarta-feira ainda esteja sendo analisada, cientistas afirmam que ele provavelmente começou com uma enorme avalanche de gelo e rocha nas encostas norte do pico Langtang Lirung, no Nepal, em direção ao rio Lhende Khola, no lado tibetano. Pelo menos seis grandes usinas hidrelétricas e a infraestrutura do polo comercial de Gyirong Port foram danificadas em uma cadeia de eventos perigosos em múltiplas etapas, que atravessou fronteiras e foi desencadeada pelo colapso inicial. O evento também alterou os cursos dos rios a mais de 100 km (62 milhas) rio abaixo, perto da fronteira com a Índia. Embora especialistas alertem para que não se aponte a mudança climática como o único gatilho imediato para o colapso de quarta-feira, eles afirmam que o aumento das temperaturas e o derretimento das geleiras provavelmente desempenharam um papel no desastre. O aquecimento pode reduzir a sustentação proporcionada pelo gelo em encostas íngremes, aumentar o volume de água do degelo e alterar os padrões de congelamento, descongelamento e precipitação, o que pode enfraquecer as encostas das montanhas e tornar grandes colapsos mais prováveis ​​em alguns locais, acrescentou Cox.”

Fonte: Reuters; 27/08/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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