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Redata, programa de incentivos a data centers, pode voltar a votação no Congresso na semana que vem | Café com ESG, 27/08

Data Centers em pauta no Congresso

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do temaESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O pregão de quarta-feira fechou em território misto, com o IBOV andando de lado (0,01%), enquanto o ISE recuou 0,17%. 

• Do lado das empresas, (i) a mineradora australiana St George Mining assinou um protocolo de intenções com o grupo brasileiro Lima & Pergher, por meio da Start Química, para instalar um centro de separação e processamento de terras raras em Uberlândia (MG) – o investimento estimado no projeto é de R$ 2 bilhões e deve entrar em operação em 2030; e (ii) a Vale, como parte dos esforços para ter uma produção mais circular e sustentável, estuda fazer a extração de ferro a partir de rejeitos de cobre, além de retirar ferro que fica nos resíduos da extração de minério de ferro – segundo Rafael Bittar, vice-presidente técnico da companhia, em 2025, o programa de circularidade proporcionou uma produção de mais de 20 milhões de toneladas de minério de ferro extraído de rejeitos de minério de ferro.

• Na política, o presidente Lula acordou com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta e do
Senado, Davi Alcolumbre, a votação na semana que vem de cinco projetos considerados prioritários, entre eles o Marco Legal dos Minerais Críticos e o programa de estímulos à instalação de data centers com consumo de energia renovável (Redata) – a semana que vem será o último esforço concentrado do Congresso Nacional antes do primeiro turno das eleições.

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Brasil

Fontes renováveis lideram produção de eletricidade

“A expansão da geração de eletricidade no Brasil será puxada por fontes renováveis na próxima década, mas parte importante da nova capacidade virá de usinas que não produzem energia de forma contínua. O crescimento de eólicas e solares aumenta a oferta quando há vento e sol, mas não assegura, sozinho, o atendimento nos horários de maior demanda. Até 2035, a expansão indicativa das renováveis soma cerca de 32 GW, ante 27,7 GW das fontes não renováveis, segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035), elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A geração eólica responde pela maior parcela, com 13,6 GW, seguida por hidráulica (7,5 GW), solar fotovoltaica (5,6 GW) e térmicas renováveis (5,4 GW). Fontes eólica e solar, juntas, concentram 60% desse crescimento. “O próximo ciclo do setor elétrico não será apenas sobre adicionar megawatts, mas sobre aumentar a capacidade de coordenar oferta, demanda e infraestrutura. Precisamos fazer com que a energia esteja disponível onde e quando o sistema precisa dela”, diz Fernando Maia, vice-presidente de regulação e relações institucionais do Grupo Energisa.”

Fonte: Valor Econômico; 27/08/2026

ONS projeta cortes declinantes na geração de energia solar e eólica

“O Brasil vive o paradoxo de precisar limitar a produção de energia renovável em um momento em que o mundo busca a transição para uma economia mais limpa. O problema está na expansão descontrolada da oferta, sem demanda equivalente. O país continuará convivendo com “curtailments”, os cortes forçados na produção de energia que vêm afetando a geração renovável, nos próximos anos. Os volumes serão expressivos, mas declinantes. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão responsável pela determinação dos curtailments, projeta interrupções da ordem de 1,5 gigawatt médio (GWmed) em 2027, volume que deverá ser reduzido para 1 GWmed em 2030. A informação consta do Plano da Operação Energética (PEN 2026), tornado público em julho. É o primeiro documento do ONS que prevê uma redução na projeção de curtailments para os próximos anos. O PEN 2026 informa que a redução na projeção ocorre “em função do efeito conjunto do crescimento da demanda, da expansão da rede de transmissão e da redução do ritmo de expansão das fontes eólicas e solares conectadas na rede básica”. Procurado, o ONS reforçou que curtailments continuarão necessários apesar da expansão já contratada da rede de transmissão e da implementação de sistemas de armazenamento de energia em baterias, com primeiros leilões programados para dezembro. “A redução do curtailment dependerá de diversos fatores, entre eles a entrada em operação de novas cargas (demandas) eletrointensivas, como os data centers, e o equilíbrio entre o crescimento da demanda e a expansão da geração renovável centralizada e da micro e minigeração distribuída (MMGD)”, informou.”

Fonte: Valor Econômico; 27/08/2026

Baterias podem destravar negócios

“O primeiro leilão de contratação de sistemas de armazenamento de energia, previsto para dezembro, deve destravar um novo segmento em negócios em um momento em que investimentos em geração renovável estão suspensos diante do “curtailment”, os cortes impostos pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) nos momentos de excesso de oferta de eletricidade. Especialistas avaliam que armazenar essa energia excedente para uso nos momentos de maior demanda trará mais flexibilidade e segurança à operação. “Isso inaugura um negócio muito positivo”, diz o presidente da CPFL Energia, Gustavo Estrella. “O armazenamento veio para ficar e os sistemas de curta e longa duração serão essenciais para a expansão das fontes renováveis variáveis”, diz Thiago Prado, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Ao todo, 6.091 projetos, que somam 296.807 MW de potência, foram cadastrados para a disputa. Parte deles são repetidos, e agora a EPE fará avaliação daqueles que poderão participar dos certames. O Ministério de Minas e Energia dividiu a contratação em dois leilões com dois produtos: um com exigência de conteúdo nacional do BNDES e o outro aberto à concorrência internacional.”

Fonte: Valor Econômico; 27/08/2026

Cresce adoção de fontes renováveis na indústria

“Energia solar e eólica, além de outras fontes renováveis como biomassa, vêm conquistando espaço importante na indústria na busca de alcançar metas ESG, descarbonização e redução de custos. O hidrogênio verde, que ainda é produzido em escala experimental, deve também ganhar relevância na substituição dos fósseis carvão e gás em processos industriais de altas temperaturas, na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A adesão da indústria a energias limpas saltou de 34% em 2023 para 48% no ano seguinte (último dado da CNI disponível). “O uso de fontes renováveis vem crescendo e ganhando impulso com a aprovação do marco legal do hidrogênio, que pode desempenhar papel importante em setores onde a eletrificação direta é mais complexa”, afirma Davi Bomtempo, superintendente de meio ambiente e sustentabilidade da entidade. Segundo ele, a transição energética tem avançado mais rápido em setores que conseguem incorporar fontes renováveis sem mudanças drásticas em seus processos produtivos. “A autoprodução se tornou estratégia central nesse avanço, com destaque para o Nordeste, onde seis em cada dez indústrias já investem em energia renovável”, explica Bomtempo.”

Fonte: Valor Econômico; 27/08/2026

Minerais críticos devem atrair US$ 21,3 bi até 2030

“O Brasil tem o desafio de não apenas se converter em um dos principais produtores de minerais críticos do mundo, mas numa plataforma alternativa e confiável de suprimento, processamento e, eventualmente, transformação desses elementos. “A grande oportunidade brasileira, portanto, não é simplesmente produzir mais”, afirma Daniel Martins, sócio e líder do setor de energia da PwC Brasil. Projeções do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) mostram que o país tem cerca de 10% das reservas globais provadas desses minerais, com destaque para nióbio (primeiro no mundo), terras raras e grafita (segundo) e níquel (terceiro), cruciais para a transição energética. A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) estima que, até 2040, a demanda mundial por lítio, por exemplo, pode crescer 42 vezes, e a de grafita, cobalto e níquel entre 20 e 25 vezes. Esse cenário reforça a importância de ampliar investimentos em mapeamento geológico, pesquisa mineral e exploração responsável”, afirma Pablo Cesário, diretor-presidente do Ibram. De acordo com ele, como apenas cerca de 27% do território brasileiro foram adequadamente mapeados para o setor mineral, o potencial do país pode ser muito maior do que o conhecido.”

Fonte: Valor Econômico; 27/08/2026

Para trocar gás por biometano, Reiter constrói sua própria infraestrutura

“A empresa gaúcha de transporte Reiter Log terá metade da sua frota de veículos movidos a combustíveis alternativos ao diesel com o recebimento, até o fim do ano, de uma encomenda de 220 caminhões que podem ser abastecidos com gás natural (GNV) e biometano. Serão cerca de 600 veículos com esse perfil, de uma frota total de 1.100 unidades. A meta da empresa familiar, anunciada em 2021, é chegar a 2035 sem usar combustíveis fósseis no transporte. O plano inclui veículos elétricos para distâncias menores em centros urbanos, mas a principal aposta da empresa é o biometano, combustível produzido a partir de resíduos orgânicos. O desafio de reduzir as emissões de carbono do setor de frete rodoviário — que representa cerca de 60% do transporte de carga no Brasil — passa por dificuldades de infraestrutura e escala, como a disponibilidade de abastecimento nas rodovias brasileiras e a necessidade de investimento para a troca da frota. No caso da Reiter, a empresa está construindo seus próprios pontos de abastecimento. A companhia tem hoje nove postos nos estados de Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, que fornecem três milhões de metros cúbicos mensais de biometano para a frota da empresa. Mais um pit stop vai ser inaugurado em São Paulo até o fim do ano, e há planos de construir outros em Santa Catarina e na região Centro-Oeste. O investimento para a construção dessa infraestrutura própria foi de cerca de R$ 100 milhões. Hoje a Reiter Log compra o biocombustível de fornecedores e tem uma parceria com a Copersucar, cooperativa de açúcar e etanol, que produz biometano a partir da vinhaça, resíduo líquido da fermentação da cana..”

Fonte: Capital Reset; 26/08/2026

Mineradora australiana fecha acordo de R$ 2 bi para centro de refino de terras raras em MG

“A mineradora australiana St George Mining assinou nesta quarta-feira (26) um protocolo de intenções com o grupo brasileiro Lima & Pergher, por meio da Start Química, para instalar um centro de separação e processamento de terras raras em Uberlândia (MG). O investimento estimado no projeto é de R$ 2 bilhões. A unidade será instalada no complexo industrial da Start Química e deve entrar em operação em 2030. O centro deve processar carbonatos de terras raras extraídas do Projeto Araxá, da St George, em Araxá (MG). “A Start Química tem quase 100 funcionários e experiência de produzir e trabalhar com os diferentes ácidos, diferentes químicos, em diversas áreas”, afirmou o country manager da St George, Thiago Amaral.”

Fonte: Valor Econômico; 26/08/2026

Vale estuda extração de ferro a partir de rejeitos de cobre

“A Vale, como parte dos esforços para ter uma produção mais circular e sustentável, estuda fazer a extração de ferro a partir de rejeitos de cobre, bem como retirar ferro que fica nos resíduos da extração de minério de ferro. A fala é do Rafael Bittar, vice-presidente técnico da Vale, que participa da Exposibram 2026, em Belo Horizonte. “A linha de reprocessamento de rejeitos é uma linha de pesquisa importante para a companhia. A gente tem estudado os rejeitos para a produção de minério de ferro”, disse a jornalistas. Segundo Bittar, o programa de circularidade da Vale proporcionou em 2025 uma produção de mais de 20 milhões de toneladas de minério de ferro, extraído de rejeitos de minério de ferro. A expectativa para este ano é manter o mesmo nível de aproveitamento. “Em complemento a isso, a gente vem estudando os nossos rejeitos para outros minerais. Estudando terras raras, ouro, outros elementos que porventura possam gerar valor nos rejeitos. A ideia da mineração do futuro é que a gente tenha uma mineração com cada vez menos rejeitos”, acrescentou. Ele ponderou, no entanto, que os estudos ainda estão em fase prematura.”

Fonte: Valor Econômico; 26/08/2026

São Paulo conta com leilões de resíduos em 2027 para escalar produção de biometano

“O governo do estado de São Paulo pretende realizar, em 2027, os leilões do Programa Integra Resíduos, iniciativa que reúne municípios em blocos regionais para dar escala ao tratamento do lixo e viabilizar projetos de aproveitamento energético, incluindo a produção de biogás e biometano. A consulta e a audiência pública sobre a modelagem estão previstas para ocorrer entre novembro e dezembro de 2026. A data dos leilões ainda não foi definida. Nesta etapa, o programa contempla 63 municípios, distribuídos em três blocos de modelagem. São eles: o Consórcio de Municípios da Região Central (Concen); o Consórcio de Estudos, Recuperação e Desenvolvimento da Bacia do Rio Sorocaba e Médio Tietê (Ceriso); e o agrupamento formado pela Região Metropolitana de Campinas (RMC) e pelo Consórcio Intermunicipal de Manejo de Resíduos Sólidos (Consimares). O trabalho é conduzido pela Companhia Paulista de Parcerias, vinculada à Secretaria de Parcerias em Investimentos, em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Em entrevista à agência eixos, a subsecretária de Energia e Mineração da Semil, Marisa de Barros, afirma que a regionalização pode criar as condições necessárias para projetos de produção de combustíveis renováveis a partir do lixo. “A iniciativa vai propiciar a escalabilidade de projetos, pois reúne um conjunto de municípios com esta agenda de gestão de resíduos e de modelagem dos projetos, como uma das soluções para aumentar e melhorar a viabilidade financeira e econômica da produção de energia, biogás e o biometano”, explica.”

Fonte: Eixos; 26/08/2026

Etanol paulista pode receber “hub” para captura de carbono

“Uma empresa criada por ex-executivos da Petrobras e do setor de biocombustíveis apresentou um pedido para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para realizar testes no centro-oeste paulista. Trata-se de um projeto de captura e armazenagem no solo do gás carbônico que é emitido pelas indústrias de etanol da região. A EnduraCarbon, criada há um ano, pretende captar esse gás carbônico e injetá-lo no solo de forma permanente. O objetivo é vender créditos de remoção de carbono para agentes que queiram compensar suas emissões de gases de efeito estufa. A apresentação do projeto foi destravada com a assinatura do decreto 13.095/2026 no último dia 13, que regulamentou diversos tipos de atividade de captura, transporte e armazenagem de carbono (CCS, na sigla em inglês), previstas na lei do Combustível do Futuro. O decreto atribuiu à ANP a responsabilidade de autorizar projetos e regular o setor. Pelas regras estabelecidas, a iniciativa da EnduraCarbon se encaixa na modalidade Bioenergia com Captura e Estocagem de Carbono (BECCS), ou seja, que utiliza o carbono do processamento de bioenergia ou da produção de biocombustíveis. O plano da EnduraCarbon é ter um “hub” com poços de injeção de carbono no solo que recebam gás carbônico liquefeito emitido por diferentes usinas. Atualmente, as usinas emitem à atmosfera o CO2 resultante do processo de fermentação para a produção de etanol, e as que têm plantas de biometano ainda emitem CO2 resultante do processo de purificação do biogás, que separam o metano do gás carbônico.”

Fonte: NovaCana; 26/08/2026

Veja novos carros da BYD aprovados no Move Brasil

“A BYD afirmou nesta quarta-feira (26) que o governo federal aprovou a inclusão dos modelos King, Song Pro, Song Pro Flex e Atto 2 no programa Move Brasil, que tem condições especiais de financiamento para taxistas e motoristas de aplicativos. Os veículos ainda não constam na lista oficial de bens financiáveis do programa, elaborada pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços). A pasta informou que a lista atualizada de modelos será publicada após regulamentação do CMN (Conselho Monetário Nacional). A montadora diz que o King GS (híbrido a gasolina) poderá ser adquirido por R$ 129.890, já com os descontos do programa. No varejo, o preço sugerido é de R$ 166.990. A BYD não divulgou os valores com descontos dos demais veículos. Portaria do Mdic e do Ministério da Fazenda publicada na última quarta-feira (19) elevou o teto do financiamento de R$ 150 mil para R$ 200 mil, em um aceno de Lula em meio à campanha eleitoral. A expectativa é de que mais montadoras confirmem a inclusão de veículos no programa. Carro sedan azul metálico com design aerodinâmico, faróis estreitos e grade frontal larga com detalhes horizontais cromados. Rodas de liga leve com múltiplos raios e vidros escurecidos. Fundo branco sem elementos adicionais.”

Fonte: Folha de São Paulo; 26/08/2026

Combustíveis marítimos desembarcam do CNPE de setembro

“O Ministério de Minas e Energia (MME) atualizou novamente a pauta da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), agendada para o dia 2 de setembro, desta vez, para retirar os combustíveis sustentáveis de navegação. A resolução que institui o Programa Nacional do Combustível Sustentável de Navegação (PNCSN), incluída na atualização de pauta da semana passada, saiu da programação. A instituição do programa é uma das 26 recomendações do relatório aprovado pelo CNPE em 1º de abril, com os resultados do grupo de trabalho destinado a propor políticas para descarbonização do transporte aquaviário, o capítulo que faltou na Lei do Combustível do Futuro. O objetivo é criar um ambiente regulatório capaz de estimular investimentos privados no setor e posicionar o Brasil como hub global de combustíveis renováveis. Há um senso de urgência em desenvolver o marco legal porque o país está envolvido com as negociações do Net-Zero Framework da Organização Marítima Internacional (IMO, em inglês) e ter uma regulação própria dá mais peso à defesa brasileira por neutralidade tecnológica, por exemplo. A retirada de pauta e a curta janela daqui até dezembro — quando a IMO retoma a votação para adotar o mecanismo — colocam em xeque esse cronograma. Isso porque, além de passar pelo CNPE, a política precisa ser discutida e votada na Câmara e no Senado, com uma eleição no meio do caminho. E tem muita gente de olho no PNCSN e no mecanismo da IMO como oportunidades de demanda para alavancar investimentos. Do biodiesel e etanol já consolidados na matriz brasileira, até biometano e hidrogênio, para colocar no mercado uma nova geração de combustíveis de baixo carbono, como bioGNL, e-metanol e amônia verde.”

Fonte: Eixos; 26/08/2026

Ministro vê terras raras como ativo para Brasil em disputa entre EUA e China

“O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou na segunda-feira (24), em Belo Horizonte, que ouviu de Donald Trump e de sua equipe que “os Estados Unidos perderam a corrida dos minerais críticos para a China”. A declaração veio num discurso na Exposibram, um grande congresso anual de mineração sediado na capital mineira, em que Silveira defendia atrair capital estrangeiro para processar minério em solo brasileiro. Silveira contou ter passado uma hora na Casa Branca durante a viagem de Lula a Washington em maio e disse que os americanos citaram eletrificação, separação de minerais e indústria bélica, admitindo estar correndo atrás do gigante asiático. O argumento central do ministro foi que os EUA não têm escolha a não ser trabalhar com o Brasil porque produzir terras raras lá é mais caro do que aqui. Sobre a China, Silveira disse acreditar que Pequim talvez não tenha interesse em investir na separação e no processamento de terras raras em território brasileiro, já que tem abundância e domina a tecnologia. Horas antes do discurso, o Departamento de Defesa americano anunciou US$ 750 milhões (R$ 3,8 bilhões) para o veículo que vai comprar carbonato misto de terras raras da Serra Verde, em Goiás.”

Fonte: Folha de São Paulo; 26/08/2026

Governo aprova data center de R$ 181 bi no Ceará e projeto de “aço verde” da Vale no Maranhão

“O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) aprovou, na terça (25/8), cinco novos projetos industriais e de serviços nas ZPEs de Pecém (CE), Bacabeira (MA) e Parnaíba (PI), com investimentos previstos de R$ 206 bilhões. O maior deles é um data center associado à Voltalia, com aportes estimados em R$ 181,7 bilhões no Complexo do Pecém. No Maranhão, o governo autorizou um projeto de R$ 18,5 bilhões da Hydeas, plataforma lançada por Vale e Green Energy Park Global (GEP) para descarbonizar a produção de aço com hidrogênio verde. As iniciativas aprovadas abrangem economia digital, energias renováveis, biocombustíveis e siderurgia de baixo carbono. Em conjunto, devem acrescentar cerca de R$ 40 bilhões por ano às exportações brasileiras a partir de 2029, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O projeto ligado à Voltalia prevê a expansão da rede de usinas eólicas e solares para atender ao elevado consumo de eletricidade do centro de processamento de dados. Em junho, a empresa assinou contrato com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para garantir 322 megawatts (MW) de capacidade de conexão à rede no Complexo do Pecém, destinada à instalação de data centers. Na ocasião, a companhia afirmou estar em negociações avançadas com diferentes operadores interessados nos projetos.”

Fonte: Eixos; 26/08/2026

Lula e Congresso acertam votação de minerais críticos e Redata

“O presidente Lula (PT) acordou, em reunião nesta quarta (26/8), com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos/PB); e do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP), a votação na semana que vem de cinco projetos considerados prioritários: a PEC que põem fim à escala 6×1, a MP que suspende a chamada taxa das blusinhas (1357/2026), a PEC da Segurança Pública, o Marco Legal dos Minerais Críticos e o programa de estímulos à instalação de data centers com consumo de energia renovável (Redata). A semana que vem será o último esforço concentrado do Congresso Nacional antes do primeiro turno das eleições. Segundo Alcolumbre, a MP do Redata não foi apreciada pelo Senado logo após sua aprovação pela Câmara, em fevereiro, em razão do curto prazo para análise do texto — na véspera da MP perder a validade. Dessa vez, ele se comprometeu em colocar em votação o PL 278/2026, derivado da medida provisória. “Esta matéria estará pautada na semana que vem”. Lula afirmou que a estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) é de investimentos de até R$ 500 bilhões no país para a construção de data centers. O Redata e o Marco Legal dos Minerais Críticos foram classificados com temas vinculados à soberania do país por Lula, Alcolumbre e Motta.”

Fonte: Eixos; 26/08/2026

Eleições: CEBDS entrega carta a presidenciáveis e pede política de Estado para agenda verde

“O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) apresenta, nesta quarta-feira (26/8), no Congresso Sustentável, na zona sul do Rio, uma carta aos candidatos à Presidência em 2026. O grupo reúne mais de 110 grandes empresas e diz representar cerca de um terço do Produto Interno Bruto (PIB). A carta organiza recomendações em três eixos. No primeiro, propõe proteção e restauração da natureza, com transição do combate ao desmatamento para uma “economia da restauração”, incentivos à restauração florestal e à recuperação de solos, agro de baixa emissão com rastreabilidade, gestão de bacias e marco nacional para reúso de água, além de maior foco empresarial em biodiversidade. O principal indicador sugerido é a área de cobertura de vegetação nativa primária e secundária. O texto cita metas como restaurar 12 milhões de hectares até 2030 e recuperar até 40 milhões de hectares de pastagens em dez anos, além do compromisso de zerar o desmatamento ilegal até 2030.”

Fonte: Eixos; 26/08/2026

Internacional

Siemens Energy planeja cisão de unidade industrial para focar em geração e transmissão de energia

“A Siemens Energy está se preparando para fazer a cisão de sua unidade de transformação industrial e avalia potenciais estruturas da operação, enquanto concentra seus esforços na geração e transmissão de energia. A fabricante alemã de equipamentos de energia registra pedidos recordes e lucros expressivos em meio ao forte crescimento do setor de data centers nos Estados Unidos. No entanto, à medida que a expansão de seus negócios de turbinas a gás e transmissão de energia acelera, a unidade de transformação industrial enfrenta dificuldades para competir por capital, segundo a empresa.”

Fonte: Valor Econômico; 26/08/2026

Transição energética vira questão de segurança nacional

“Em 2022, a Europa descobriu o custo de depender demais de um único fornecedor de energia. A vulnerabilidade do continente já vinha de antes da invasão da Ucrânia pela Rússia. A participação do país governado por Vladimir Putin no abastecimento de gás da União Europeia havia passado de cerca de 30% em 2010 para mais de 45% em 2019 e, no fim de 2021, os estoques do bloco estavam no nível mais baixo em quase uma década. Com a guerra, os cortes no fornecimento se aceleraram. As importações de gás russo por gasodutos caíram pela metade em 2022, redução estimada em 83 bilhões de metros cúbicos. No verão daquele ano, o gás no principal mercado europeu custou, em média, mais de quatro vezes o valor registrado no verão anterior. Este ano, o bloqueio do estreito de Ormuz, após os ataques americanos e israelenses ao Irã, voltou a colocar no centro das discussões a segurança energética, em um momento em que o mundo tenta reduzir os danos causados pelo aquecimento global. O fechamento do transporte de cargas depois da escalada do conflito no Oriente Médio atingiu uma rota por onde passaram, em 2025, aproximadamente um quarto 25% do comércio marítimo mundial de petróleo.”

Fonte: Valor Econômico; 27/08/2026

Combate à seca ganha fundo para atrair capital privado na COP17

“A desertificação está deixando de ser tratada apenas como uma agenda de conservação e entrando na discussão sobre alocação de capital. A COP17, da Convenção da ONU para o Combate à Desertificação (UNCCD), colocou o financiamento privado e mecanismos de mercado no centro da discussão sobre restauração de terras. A conferência está sendo realizada em Ulan Bator, na Mongólia, de 17 a 28 de agosto de 2026. “Falamos de financiamento não para doar, mas para investir. Para mobilizar recursos que invistam nas pessoas, nas economias e na prevenção”, disse a secretária executiva da UNCCD, Yasmine Fouad. O problema não é apenas encontrar dinheiro para a restauração, mas transformar a atividade em uma classe de investimento financiável. Isso aproxima a agenda da UNCCD das discussões que já ocorrem nas COPs de clima e biodiversidade sobre blended finance, créditos ambientais, métricas e redução de risco. Exemplo disso é o Fundo de Investimento para a Resiliência à Seca (DRIF, na sigla em inglês), lançado oficialmente nesta terça-feira (25) na COP17, um veículo de blended finance que tem a meta de mobilizar US$ 400 milhões em investimentos privados. Esse é o primeiro mecanismo global dedicado a financiar agricultura sustentável, gestão sustentável da água e soluções baseadas na natureza para regiões afetadas pela seca. Ele foi criado no ano passado a partir de um memorando de entendimento assinado pelo governo de Luxemburgo e pela UNCCD.”

Fonte: Capital Reset; 26/08/2026

Isenções de mistura de biocombustíveis nos EUA preocupam produtores de soja

“Uma ampliação das isenções concedidas a pequenas refinarias para o cumprimento das metas de mistura de biocombustíveis nos Estados Unidos pode causar danos de longo prazo aos produtores de soja do país, alertou a Associação Americana da Soja (ASA). Segundo a entidade, há relatos de que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) poderá aprovar muito mais pedidos de isenção do que as projeções anteriores do governo. Nesse caso, cerca de 500 milhões de galões (1,89 bilhão de litros) de demanda por diesel renovável à base de biomassa poderiam ser eliminados, resultando em aproximadamente US$ 1 bilhão em perdas de receita para os produtores de soja. O senador republicano Chuck Grassley, de Iowa, disse no X que a indústria de biocombustíveis perdeu mais de US$ 6 bilhões na última vez em que a EPA concedeu isenções a pequenas refinarias em uma escala semelhante à que está sendo especulada (1,8 bilhão de créditos, conhecidos como RINs). Enquanto isso, “os créditos de combustíveis renováveis despencaram até 78%, e os preços da gasolina chegaram a subir 12%”, afirmou. “Os produtores perderam. As refinarias ganharam. Os consumidores não ganharam nada”, completou.”

Fonte: NovaCana; 26/08/2026

Baterias ganham espaço na Índia para conter perdas de energia solar

“A Índia aposta no aumento dos investimentos em armazenamento de energia por baterias para ajudar a reduzir os crescentes cortes na geração de energia solar que a rede elétrica atualmente não consegue absorver. Projetos que não forem equipados com sistemas de armazenamento por baterias provavelmente terão dificuldade para encontrar compradores. Cerca de 42 GW (gigawatts) de capacidade planejada ainda não têm contratos de compra de energia, disse na sexta-feira (21) Santosh Kumar Sarangi, secretário de Energias Renováveis. Entre os projetos mais ameaçados estão cerca de 18 gigawatts de empreendimentos exclusivamente solares e outros 14 a 15 gigawatts de capacidade que foram contratados a preços elevados, afirmou ele durante o BNEF Summit, em Nova Déli.”

Fonte: Folha de São Paulo; 26/08/2026

EUA se preparam para flexibilizar análises ambientais para perfuração de petróleo e gás no Alasca

“O Departamento do Interior dos EUA está se preparando para flexibilizar as exigências de análise ambiental para algumas atividades de exploração de petróleo e gás na Reserva Nacional de Petróleo do Alasca, como parte dos esforços da administração Trump para acelerar o desenvolvimento energético no Ártico, informou um porta-voz do departamento na quarta-feira. A agência está trabalhando em uma proposta de “exclusão categórica” ​​que aceleraria o licenciamento de atividades de exploração de petróleo e gás durante o inverno — incluindo levantamentos sísmicos e operações de perfuração exploratória — na reserva, disse o porta-voz em um comunicado enviado por e-mail.”

Fonte: Reuters; 26/08/2026

Guerra entre EUA e Irã leva Europa e Ásia a impulsionar energias renováveis

“Seis meses após o início da guerra entre os EUA/Israel e o Irã, governos de toda a Europa e Ásia correm para acelerar a expansão de fontes renováveis, numa tentativa de reduzir a dependência de importações de combustíveis fósseis, o que dá um novo impulso à transição energética global. Como o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz interrompeu o fluxo de um quinto das remessas mundiais de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), governos — da Coreia do Sul e Tailândia até a União Europeia — comprometeram-se a aumentar o financiamento para energias renováveis. Será que o conflito impulsionou a transição para energias limpas? Aqui estão algumas formas de medir esse impacto. A geração de energia renovável está disparando em todo o mundo, e a Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que ela se torne a principal fonte de eletricidade pela primeira vez neste ano. Desde o início da guerra, a energia solar em telhados tem se mostrado atraente por ser rápida e barata de instalar. Nas Filipinas, os preços elevados da energia — decorrentes do custo mais alto dos combustíveis importados — estão levando residências e empresas a adotar a energia solar, enquanto um programa de subsídios para baterias está impulsionando uma retomada da instalação de sistemas em telhados na Austrália.”

Fonte: Reuters; 26/08/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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