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Relatório Mensal de Alocação | Julho 2026

Nosso Relatório Mensal de Alocação, com a leitura do cenário macroeconômico, retornos dos mercados no mês, perspectivas por classe de ativo e carteiras recomendadas.

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  • A melhora nas perspectivas para o conflito no Oriente Médio reduziu parte da aversão ao risco e levou a uma normalização mais rápida dos preços do petróleo, mas o novo patamar ainda acima do início do ano mantém as atenções sobre seus efeitos na inflação global e na condução da política monetária.
  • Na primeira reunião do Fed sob nova liderança, a taxa de juros dos EUA foi mantida inalterada, mas trouxe importantes mudanças de comunicação e indicativos de mudanças de conduta da instituição nos próximos anos, buscando deixar claro um forte compromisso com a convergência da inflação à meta.
  • No Brasil, o Copom decidiu em sua última reunião por mais um corte de 25 pontos-base na taxa Selic, porém reconhecendo que muitos fatores têm limitado o espaço disponível para a flexibilização na política monetária, o que tem impulsionado a volatilidade das taxas no mercado de renda fixa doméstico.

Cenário macroeconômico no mundo

A crise no Oriente Médio continua sem um encerramento formal das hostilidades, mas os primeiros sinais concretos da proximidade de um acordo entre as partes trouxeram um importante arrefecimento dos efeitos negativos nos mercados globais ao longo do mês de junho. A leitura central, porém, é que o alívio no petróleo reduz o risco de um choque de oferta extremo, mas não elimina o contexto de um ambiente global marcado por inflação persistente e juros altos por mais tempo.  

Um Memorando de Entendimento foi assinado entre EUA e Irã no dia 17 de junho, renovando por mais 60 dias o cessar-fogo em vigor. Além disso, o documento prevê a reabertura do Estreito de Ormuz para navios comercial e o encerramento do bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos pelo mesmo período. No campo financeiro, o memorando concede ainda ao Irã o alívio parcial de sanções dos EUA, a liberação de ativos iranianos bloqueados e a criação de um fundo de US$ 300 bilhões para reconstrução do país.

Por outro lado, o acordo não inclui um entendimento com relação ao programa nuclear iraniano ou seus estoques de urânio enriquecido, pontos centrais do conflito para os EUA, que serão discutidos em novas negociações ao longo do período de extensão do cessar-fogo.

Apesar dos vários ataques trocados entre ambos os lados no restante do mês manterem algum nível de incerteza, os mercados parecem ter retomado uma maior confiança na resolução do conflito. Um maior volume de petroleiros tem atravessado o Estreito de Ormuz nos últimos dias, mas a retomada total do tráfego deve demorar ainda algum tempo, já que será necessária a remoção das minas marítimas na região.

Conforme vemos no gráfico a seguir, entretanto, o preço do petróleo Brent já teve forte queda ao longo de junho. Os contratos com entrega para o mês seguinte, que chegaram a atingir o preço de US$ 120 por barril durante o conflito, já se encontram próximos a US$ 70, valor próximo ao vigente no mês de fevereiro, antes do início da guerra. Os contratos para entrega em jan/27 também se encontram próximos a esse patamar, indicando uma relativa normalização esperada na oferta em poucos meses, ainda que a um preço cerca de 20% maior que o vigente no início de 2026.


Gráfico 1 – Petróleo tem recuperação mais rápida que o esperado com expectativa de resolução do conflito no Irã

Evolução dos preços de contratos futuros de petróleo Brent, em US$ por barril

Fonte: Refinitiv. Elaboração: Alocação XP. Data-base: 02/07/26.

Confira o relatório completo abaixo

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