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Governo acelera medidas de estímulo e impulso ao PIB de 2026 chega a 1,4 p.p.

O balanço de riscos em torno da nossa projeção de crescimento econômico este ano (2,0%) está assimétrico para cima

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O governo acelerou as medidas de estímulo à economia, com quatro anúncios no período de um mês. O entendimento dentro da esplanada dos ministérios é de que as principais ações precisam ser viabilizadas até 4 de julho, quando começam a vigorar as regras de conduta do período eleitoral. O anúncio mais recente abarcou motoristas de aplicativos e taxistas, um crédito subsidiado no valor de até R$ 30 bilhões que saiu do papel com o apoio do BNDES e a defesa pessoal do presidente Lula. O pacote das últimas semanas também incluiu financiamento a caminhões e ônibus; linha para máquinas agrícolas; e o programa de renegociação de dívidas a famílias inadimplentes, o novo Desenrola.

Nas próximas semanas, pelo menos outras duas iniciativas deverão ser viabilizadas: a segunda etapa do Desenrola, dessa vez voltada a correntistas adimplentes, com potencial de liberação de renda disponível no curto prazo; e um novo estímulo à construção civil, por meio da criação de uma Estratégia Nacional da Construção Industrializada, que será viabilizada por decreto e receberá o selo de “Constrói Mais Brasil”. A expectativa do governo é de que a iniciativa acelere a entrega de moradias do Minha Casa Minha Vida, com custos e prazos reduzidos.

Em termos de atividade econômica, estimamos que esses impulsos de crédito, somados a subsídios e medidas de renda, tenham impacto potencial em 2026 de até 1,4 p.p. do PIB ou quase R$ 190 bilhões – conforme detalhado na tabela abaixo.

Para a maioria das medidas de estímulo apresentadas na tabela, trazemos estimativas próprias de efeito líquido. Por exemplo, o novo consignado para trabalhadores do setor privado considera o aumento de renda disponível decorrente da substituição entre modalidades de crédito. No mesmo sentido, as linhas dos programas Move Brasil (crédito para aquisição de caminhões e ônibus) e Reforma Casa Brasil (crédito para reformas residenciais) não consideram a concessão de todos os recursos disponíveis. A calibração das estimativas reflete nosso acompanhamento sistemático sobre o ritmo de tomada de recursos (e execução orçamentária) nessas rubricas. Em relação ao programa Desenrola 2.0, divulgamos um estudo especial com estimativas de impacto obtidas via modelagem econométrica. Para mais informações, ver “Desenrola 2.0 poderá elevar o crescimento do PIB de 2026 em até 0,2 p.p.

No que diz respeito ao programa de crédito para motoristas de aplicativos e taxistas, divulgado recentemente, assumimos por ora os números oficiais compartilhados pelo governo (disponibilidade de até R$ 30 bilhões).

Em resumo, acreditamos que o impacto líquido das medidas de estímulo sobre o PIB de 2026 tende a ser inferior ao montante de R$ 190 bilhões (1,4 p.p.), especialmente porque as novas operações de crédito em 2026 não devem utilizar todo o volume de recursos à disposição. Ainda assim, uma parcela relevante desse conjunto deve se traduzir em maior consumo e investimento; logo, em aumento do PIB de curto prazo. O balanço de riscos em torno da nossa projeção de crescimento econômico este ano (2,0%) está assimétrico para cima, a despeito dos efeitos adversos do conflito no Oriente Médio sobre a inflação e o espaço para cortes de juros.

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