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Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono, criada na COP30, avança em sua governança | Café com ESG, 11/05

Coalização global de carbono em pauta; Venda de elétricos avança

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado encerrou a semana passada em território misto, com o Ibovespa caindo 1,7%, enquanto o ISE andou de lado (-0,07%). Já o pregão de sexta-feira fechou em alta, com o IBOV e o ISE subindo 0,49% e 0,69%, respectivamente.

• No Brasil, de acordo com a ABVE, à medida que o interesse do consumidor brasileiro por carros híbridos e elétricos aumenta, a maior parte das montadoras que produzem no Brasil perde espaço no mercado, enquanto os chineses ganham destaque – de janeiro a abril foram vendidos 659,5 mil automóveis, o que representou aumento de 19,4% vs. o primeiro quadrimestre de 2025, com as vendas de veículos vindos da China crescendo 81,6% no mesmo período.

• No internacional, (i) a Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono teve um avanço na última semana, após Brasil, China e União Europeia aprovarem a governança do grupo e as regras para adesão formal à iniciativa – o passo é importante para dar início de fato a uma das agendas aprovadas durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de Belém (COP30); e (ii) a capacidade de projetos de geração renovável com baterias acopladas na Europa deve aumentar mais de 450% até 2030, segundo relatório divulgado hoje pela Aurora Energy Research – a alemanha foi apontada como o país mais atrativo para a construção desses projetos.

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Brasil

Com R$ 29,7 mi do BNDES, Bosch viabiliza uso de etanol em motores de veículos pesados

“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento no valor de R$ 29,7 milhões para apoiar um plano de investimento do grupo Bosch voltado para a pesquisa e o desenvolvimento de soluções tecnológicas. Os recursos devem viabilizar projetos de duas frentes de atuação. Uma delas é voltada para a descarbonização e conta com tecnologia para adaptar motores de veículos pesados, que passam a operar com uma mistura de diesel e etanol, sem comprometer seu desempenho. De acordo com o grupo Bosch, a expectativa é de que a tecnologia substitua em média 35% o consumo de óleo diesel por etanol nos veículos pesados, com picos de até 60%. Além de atender o mercado interno, a tecnologia também poderia ser exportada, visando sobretudo países com alta produção e disponibilidade de etanol, como Índia e Estados Unidos. O financiamento contará com recursos da linha BNDES Mais Inovação. Os projetos serão conduzidos pela Bosch Soluções Integradas Brasil, empresa do grupo fundada em 2015. Sediada em Campinas (SP), ela atua com foco no desenvolvimento de soluções tecnológicas e digitais, acelerando novos negócios em áreas consideradas estratégicas. “Ao apoiar esse projeto, o BNDES reafirma seu compromisso com o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, capazes de contribuir de forma relevante para a redução das emissões de gases de efeito estufa e do consumo de combustível fóssil. É mais uma medida que fortalece a agenda de descarbonização do governo do presidente Lula”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.”

Fonte: NovaCana; 08/05/2026

Eletrificação abre caminho para carro importado

“À medida que o interesse do consumidor brasileiro por carros híbridos e elétricos aumenta, a maior parte das montadoras que produzem no Brasil perde espaço no mercado. A intenção de todas é também entrar na era da eletrificação e, assim, recuperar o protagonismo no setor. Mas, por enquanto, os chineses se mostram mais ágeis e conquistam principalmente o consumidor que optou por ter um veículo 100% elétrico. O mercado de carros de passeio está em alta. De janeiro a abril foram vendidos 659,5 mil automóveis, o que representou aumento de 19,4% em relação ao primeiro quadrimestre de 2025. Foram os automóveis que puxaram as vendas totais de veículos que somaram 873,5 mil unidades (aumento de 14,9%), já que as vendas de caminhões e ônibus continuaram em queda, com retrações de 17,2% e 16%, respectivamente. Mas esse crescimento não se refletiu na produção. De janeiro a abril, foram produzidos 872,6 mil veículos, o que representou crescimento de 4,9%, um percentual bem abaixo da expansão do mercado. O avanço mais tímido na produção reflete, em parte, que carros importados têm atraído boa parte das atenções do consumidor que antes mantinha fidelidade aos modelos nacionais. Indica, ao mesmo tempo, que o fenômeno se repete no mercado externo. As vendas de veículos vindos da China cresceram 81,6% no quadrimestre.”

Fonte: Valor Econômico; 11/05/2026

Yduqs elege maior acionista individual como presidente do conselho

“O Yduqs elegeu como presidente do conselho de administração o empresário Chaim Zaher, maior acionista individual, com cerca de 12% do grupo de ensino superior. Chaim substitui Juan Pablo Zucchini, sócio da gestora Advent, que, por sua vez, detém 15,8% da companhia. Zucchini passa a ser o vice-presidente do colegiado. Esse desenho vale até 31 de dezembro deste ano, segundo ata publicada pela companhia. A expectativa é que, no próximo ano, eles troquem as funções. O conselho conta ainda com Brenno Raiko (também da Advent), Thamila Cefali Zaher (filha de Chaim e diretora executiva do Grupo SEB), Mario Ghio Junior (ex-Cogna), Flavio Jansen (ex-Submarino e Locaweb) e André Pires (diretor da Aegea). A companhia divulgou, nesta sexta-feira (8), resultados do primeiro trimestre. Os analistas consideraram o desempenho entre “misto” e negativo.”

Fonte: Valor Econômico; 08/05/2026

Internacional

Bayer e BP firmam parceria de produção de camelina para biocombustíveis

“A alemã Bayer e a britânica BP anunciaram a formação de uma aliança estratégica de longo prazo para ampliar a produção e a comercialização da camelina, uma oleaginosa utilizada na produção de biocombustíveis. A iniciativa terá início na América do Norte. O objetivo é desenvolver o mercado de oleaginosas intermediárias para atender à demanda crescente por biodiesel, diesel renovável e SAF (combustível sustentável de aviação). A estimativa apresentada no anúncio é de que esse mercado possa atingir 40 bilhões de galões até 2040. De acordo com as empresas, a parceria combina a atuação da BP no setor de combustíveis e refino com a experiência da Bayer em tecnologia de sementes e sua base de agricultores. A camelina é apontada pelas companhias como uma cultura com potencial para uso em sistemas agrícolas diversificados, com um cultivo possível tanto no inverno quanto na primavera, com menor necessidade de insumos em comparação a outras culturas. Ela também apresenta características como tolerância à seca e resistência ao frio, o que permite seu cultivo em áreas ociosas, em pousio ou entre safras principais. Segundo o comunicado, a cultura pode ser utilizada como alternativa para geração de renda adicional aos produtores, seja como cultura intermediária entre ciclos agrícolas, dentro de sistemas de rotação ou em áreas consideradas marginais. A proposta é oferecer flexibilidade para que os agricultores decidam como integrar a camelina em suas operações.”

Fonte: Valor Econômico; 08/05/2026

Aposta em elétricos leva Honda ao primeiro prejuízo operacional em quase 70 anos

“A Honda Motor registrou um prejuízo operacional de aproximadamente 400 bilhões de ienes (US$ 2,55 bilhões) no ano fiscal encerrado em março, segundo informações obtidas pelo “Nikkei Asia”, impactada fortemente por problemas relacionados ao seu negócio de veículos elétricos (EVs). Esse resultado marca o primeiro prejuízo operacional da companhia desde sua abertura de capital em 1957. No ano fiscal anterior, a empresa havia registrado lucro operacional de 1,2 trilhão de ienes. Para o atual exercício fiscal, que termina em março de 2027, a montadora pretende voltar ao lucro operacional, apoiada pelo forte desempenho do segmento de motocicletas. O tamanho do prejuízo operacional da Honda seria o segundo maior já registrado entre montadoras japonesas, atrás apenas do resultado negativo de 461 bilhões de ienes da Toyota Motor no ano fiscal encerrado em março de 2009, durante a crise financeira global — embora a comparação direta seja limitada por diferenças contábeis. Em março, a Honda já havia divulgado previsão de prejuízo operacional entre 270 bilhões e 570 bilhões de ienes para o exercício encerrado naquele mês. Na mesma ocasião, a empresa anunciou o cancelamento de três lançamentos de modelos elétricos previstos para a América do Norte.A companhia também estimou custos e perdas totais de até 2,5 trilhões de ienes ao longo dos dois anos fiscais entre abril de 2025 e março de 2027. Esse valor inclui perdas por redução ao valor de ativos, decorrentes da suspensão do desenvolvimento e da produção em massa de EVs, além de compensações a fornecedores de autopeças.”

Fonte: Valor Econômico; 09/05/2026

Coalizão global de mercado de carbono dá novos passos

“A Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono teve um avanço na última semana, após Brasil, China e União Europeia (UE) aprovarem a governança do grupo e as regras para adesão formal à iniciativa. O passo é importante para dar início de fato a uma das agendas aprovadas durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de Belém (COP30). O Brasil exerce a presidência da coalizão; a China e a UE são copresidentes. O mandato é de dois anos. Proposta pelo Brasil durante a COP30, a coalizão tem o objetivo de trocar experiências e metodologias entre os países sobre o mercado regulado de carbono, em temas como precificação, qualidade dos créditos e métodos de contabilização, entre outros. A longo prazo, o objetivo é estabelecer a interoperabilidade, ou seja, padrões comuns a serem seguidos pelos países, de forma a integrar esses mercados, evitando dupla contagem dos créditos de carbono.”

Fonte: Valor Econômico; 11/05/2026

Projetos de renováveis com baterias na Europa devem crescer mais de 450% até 2030

“A capacidade de projetos de geração renovável com baterias acopladas na Europa deve aumentar mais de 450% até 2030, com a Alemanha como país mais atrativo para a construção desses empreendimentos, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira pela Aurora Energy Research. Projetos renováveis como eólica e solar na Europa vêm sendo cada vez mais desenvolvidos com sistemas de armazenamento em baterias, o que permite aos geradores estocar energia em vez de vendê‑la com prejuízo quando há excesso de oferta no sistema, e depois despachá‑la quando os preços se recuperam. De acordo com o relatório, a capacidade de renováveis com armazenamento no mesmo local atingiu 6,3 GW em 2025, liderada por usinas solares com baterias, que responderam por mais de 60% das instalações. A expectativa é que esse número cresça para cerca de 35 GW até 2030.”

Fonte: Reuters; 11/05/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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