IBOVESPA -0,61% | 189.578 Pontos
CÂMBIO -0,76% | 4,96/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,6%, aos 189.579 pontos, acumulando a quarta baixa consecutiva. O movimento refletiu a combinação da persistência nas tensões entre EUA e Irã e a alta das expectativas de inflação no Brasil, causada pelo choque do petróleo.
Usiminas (USIM5, +7,0%) liderou os ganhos, repercutindo a divulgação dos resultados do 1T26. Cury (CURY3, -7,8%) foi a principal queda, pressionada pela abertura da curva de juros.
Na agenda de hoje, o destaque doméstico fica para a divulgação do IPCA-15 de abril, além dos resultados de Hypera e Vale. No exterior, o foco recai sobre os resultados de Coca-Cola, T-Mobile e Visa.
Renda Fixa
Os juros futuros tiveram alta nesta segunda-feira, em meio à persistência das tensões entre EUA, Israel e Irã, à alta do petróleo e à expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos encerrou em 3,80% (+2 bps), a T‑Note de 10 anos em 4,34% (+4 bps) e o T‑Bond de 30 anos em 4,94% (+3 bps). No Brasil, a curva de DIs apresentou maior pressão na ponta intermediária e longa, refletindo o aumento da aversão ao risco e a piora das expectativas para o IPCA-15, com o DI jan/27 fechando em 14,14% (+4 bps), o DI jan/29 em 13,62% (+15 bps) e o DI jan/31 em 13,64% (+14 bps).
Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500 -0,2%; Nasdaq -0,6%). O pano de fundo é um mercado que segue resiliente, mas com sinais de fadiga diante de dois vetores principais: (i) incerteza geopolítica e (ii) concentração de risco em earnings. As negociações entre EUA e Irã seguem travadas, apesar de uma possível proposta envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz. Alphabet, Amazon, Meta Platforms e Microsoft reportam resultados na quarta, seguidas por Apple na quinta, além da decisão do Federal Reserve, possivelmente a última sob liderança de Jerome Powell.
Na Europa, as bolsas operam estáveis (Stoxx 600: 0,0%), com destaque para energia (+1,6%) acompanhando o Brent. Bancos também avançam (+1,2%), enquanto químicos recuam (-1,1%). No corporativo, BP (+3,7%) se destaca com resultados fortes, enquanto Novartis (-2,2%) decepciona em lucro. Barclays também recua levemente após impacto de crédito.
Na China, os mercados fecharam em leve queda (HSI: -1,0%; CSI 300: -0,3%), enquanto o restante da Ásia foi misto. O Nikkei 225 recuou 1,0% após máximas históricas recentes, sinalizando realização de lucros, enquanto o Kospi (+0,4%) destoou positivamente. No pano de fundo, a política monetária segue acomodada (BoJ manteve juros) e a inflação sofreu revisão altista, refletindo o choque energético vindo do Oriente Médio.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão de segunda-feira em queda de 0,27%, acompanhando o tom de cautela que predominou nos mercados domésticos, com investidores atentos as expectativas inflacionárias e à decisão do Copom prevista para quarta-feira (29), em meio às incertezas no cenário externo. Entre os segmentos, o recuo foi generalizado. Os Fundos de Recebíveis encerraram com queda de 0,14%. Os FIIs de Tijolo recuaram 0,32%: Shoppings foram o subsegmento de maior queda, com -0,47%, seguidos por Lajes Corporativas (-0,37%) e Ativos Logísticos (-0,20%). Híbridos foram o segmento de maior recuo no pregão, cedendo 0,51%, enquanto Multiestratégia caiu 0,32% e FOFs encerraram levemente positivos, com alta de 0,04%. Entre os destaques positivos do pregão de sexta-feira, sobressaíram ITRI11 (+1,6%), HGRE11 (+0,9%) e VILG11 (+0,9%). No campo negativo, as maiores quedas foram registradas por TRBL11 (-3,2%), PVBI11 (-2,0%) e KNRI11 (-1,6%).
Economia
O preço do petróleo segue pressionado em meio ao impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. No Japão, o Banco Central manteve a taxa básica de juros em 0,75%, conforme amplamente esperado, mas em decisão dividida (6 a 3) que aumentou a probabilidade de uma alta na reunião de junho.
No Brasil, o Boletim Focus registrou nova alta nas projeções de inflação, com a mediana das estimativas para o IPCA de 2026 subindo de 4,80% para 4,86%. Publicamos ainda ontem o relatório Esquenta do Copom, no qual avaliamos que o Comitê realizará mais um corte de 0,25 p.p. na taxa Selic (para 14,50%) na reunião que se inicia hoje, com comunicado mais duro (hawkish) do que o anterior.
Na agenda doméstica de hoje, destaque para a divulgação do IPCA-15 de abril pelo IBGE. No exterior, atenções voltadas para o índice de confiança do consumidor do Conference Board nos Estados Unidos.
Veja todos os detalhes
Economia
Boletim Focus registra nova alta nas projeções de inflação
- O preço do petróleo voltou a subir ontem em meio ao impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. No final de semana, o Irã encaminhou nova proposta para encerrar o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz, mas que adiaria as discussões sobre o programa nuclear iraniano para uma etapa posterior. De acordo com a Reuters, Donald Trump não recebeu bem o documento, uma vez que a eliminação das capacidades nucleares de Teerã tem sido um dos principais objetivos da ofensiva conjunta entre Estados Unidos e Israel iniciada no fim de fevereiro. Paralelamente, o chanceler iraniano Abbas Aragchi se reuniu com Vladimir Putin em São Petersburgo, em movimento que reforça a aproximação entre Teerã e Moscou. O Estreito de Ormuz – por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial – segue praticamente fechado ao tráfego marítimo, sustentando os preços da commodity em patamar bastante elevado.
- No Japão, o Banco Central (BoJ) manteve a taxa básica de juros em 0,75%, conforme amplamente esperado pelo mercado. A decisão, no entanto, foi tomada por placar dividido de 6 votos a 3, com três membros defendendo elevação imediata dos juros. O resultado aumentou a probabilidade precificada pelo mercado de uma alta na reunião de junho. Em coletiva de imprensa, Ueda demonstrou cautela em relação às perspectivas para a economia japonesa, citando os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de energia e a atividade global como o principal fator que justifica a postura de “esperar para ver”;
- No Brasil, o Boletim Focus registrou nova alta nas projeções de inflação. A mediana das estimativas para o IPCA de 2026 subiu de 4,80% para 4,86%, enquanto as expectativas para 2027 avançaram de 3,99% para 4,00% e, para 2028, de 3,60% para 3,61%. No fim de fevereiro, o mercado projetava inflação de 3,91% para este ano e 3,79% para o próximo. A piora reflete principalmente a alta recente dos preços do petróleo. Em relação à política monetária, a mediana das expectativas para a taxa Selic permaneceu em 13,00% ao final de 2026 e 11,00% ao final de 2027 – patamar que reflete um ritmo de flexibilização mais lento do que o previsto antes do conflito no Oriente Médio. Para mais informações, clique aqui;
- Publicamos ontem o relatório Esquenta do Copom, no qual detalhamos nossas expectativas para a reunião do Comitê que ocorre hoje e amanhã. Avaliamos que o Copom realizará mais um corte de 0,25 p.p. na taxa Selic (para 14,50%), sustentando que a evolução do cenário econômico é compatível com níveis de juros mais baixos. O comunicado tende a ser mais duro (hawkish) do que o anterior, reforçando a necessidade de uma condução cautelosa, mas sem sinalizar uma possível interrupção do ciclo de calibração no curto prazo. Projetamos a taxa Selic em 13,50% ao final de 2026, com duas reduções de 0,50 p.p. em junho e agosto, assumindo que as tensões no Oriente Médio se dissipem e os preços do petróleo retornem à faixa de 80–90 dólares por barril;
- Na agenda doméstica de hoje, destaque para a divulgação do IPCA-15 de abril pelo IBGE, prévia da inflação oficial que ganha relevância adicional em meio à pressão dos preços de combustíveis decorrente do conflito no Oriente Médio. Na agenda internacional, atenções voltadas para o índice de confiança do consumidor do Conference Board referente a abril e para os dados semanais de emprego do ADP nos Estados Unidos. Vale destacar ainda que iniciam-se hoje as reuniões de política monetária do Fed (banco central dos Estados Unidos) e do Copom, com as decisões sendo divulgadas amanhã.).
Commodities
Bens de capital: Vendas de veículos elétricos mantêm tração em meio à volatilidade dos preços de combustíveis
- O desempenho de veículos leves se destacou tanto no Brasil quanto na Europa em Mar’26, com altas de +40% A/A e +11% A/A, respectivamente;
- No mercado doméstico, ANFAVEA e FENABRAVE apontam que promoções e descontos deram suporte à melhora das vendas, com o desempenho dos próximos meses sendo decisivo para confirmar se a tendência é estrutural;
- Ao mesmo tempo, veículos eletrificados seguem ganhando participação no Brasil e no exterior, especialmente em um contexto de incertezas quanto aos preços de combustíveis;
- Outros destaques incluem: (i) melhora M/M transversal entre segmentos em Mar’26, em linha com a sazonalidade; (ii) avanço também nas vendas de caminhões, em +33% M/M, embora o 1T26 ainda tenha fechado -20% A/A vs. 1T25;
- Reforçando nossa visão de que as condições de financiamento seguem como um vetor negativo relevante e que os efeitos do Move Brasil ainda não se refletiram plenamente nos emplacamentos;
- (iii) nos EUA, os dados de pedidos de caminhões Classe 8 continuam indicando uma recuperação cíclica em estágio inicial (+137% A/A), com a FTR destacando melhora dos fundamentos de frete; e, por fim;
- (iv) em ônibus, a produção de Mar’26 foi sazonalmente mais forte (indústria +26% M/M e +10% A/A), com melhor demanda doméstica compensando exportações mais fracas, e a produção da Marcopolo seguindo dinâmica semelhante, com destaque para micros no 1T26, em +20% A/A;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Papel e Celulose: Momentum de preços de celulose perde força na China; outlook misto esperado para nomes de P&C no 1T26E
- Na semana passada, a Suzano anunciou um novo aumento de preços de BHKP para pedidos de Mai’26, de +US$50/t para Europa e Américas, após reajustes realizados nos meses anteriores;
- Embora reconheçamos esses aumentos de preços na América do Norte e Europa como um desenvolvimento positivo, a ausência de novos reajustes para pedidos na Ásia levanta preocupações sobre um possível pico do ciclo na China;
- Especialmente considerando a postura recente mais restritiva de compras no país;
- Por fim, esperamos resultados mistos no 1T26 para as companhias de Papel e Celulose com o início da temporada de resultados nesta semana;
- Com preços de celulose mais altos T/T sendo parcialmente compensados pela valorização do BRL e por diversas paradas de manutenção, fatores que devem pressionar os resultados do setor;
- Em relação aos dados recentes do setor, destacamos: (i) estoques de fibra curta ao consumidor na Europa caíram -3% M/M em Mar’26 (-5% A/A), enquanto os estoques de fibra longa aumentaram +2% M/M (+7% A/A) no mesmo período;
- E (ii) os preços líquidos de BHKP na China estão atualmente em US$604/t, com futuros de BHKP em US$605/t para Mai’26 (estáveis em relação à semana anterior);
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Empresas
Embraer (EMBJ3): Níveis sólidos de backlog seguem sustentando elevada visibilidade de receita
- A Embraer apresentou indicadores operacionais saudáveis no 1T26, com esforços de nivelamento de produção ajudando a mitigar a sazonalidade mais fraca;
- A companhia encerrou o 1T26 com 44 aeronaves entregues, o equivalente a 16% do ponto médio do guidance (vs. média histórica de 12% no 1T);
- A companhia manteve um backlog sólido de ~US$32 bilhões, com destaque para novos pedidos em Aviação Comercial, apesar do ambiente volátil de preços de combustível de aviação;
- Os pedidos em Aviação Comercial (21 E195‑E2 líquidos) levaram a um book‑to‑bill de 3,0x UDM no 1T, enquanto o backlog se manteve resiliente em Defesa (com seleções do KC‑390 por Eslováquia e Lituânia ainda não refletidas na carteira);
- No geral, seguimos vendo o backlog robusto da Embraer como um importante fator de des‑risco, sustentando entregas nos próximos anos mesmo que o ritmo de novos pedidos desacelere no curto prazo diante de um ambiente macroeconômico volátil;
- Às vésperas dos resultados, esperamos que o foco dos investidores migre para lucratividade, com potencial upside ao guidance atual, em nossa visão, caso isenções tarifárias e disciplina de custos sejam mantidas;
- Reiteramos recomendação de Compra para EMBJ3;
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Assaí (ASAI3): 1T em linha; linha de receita pressionada, forte controle de SG&A e queima de FCL
- O Assaí reportou resultados fracos, mas em linha, no 1T, com crescimento moderado, mas com controle de SG&A levando a um resultado final acima do esperado;
- Como esperado, a linha de receita permaneceu pressionada pelo macro desafiador, somado à deflação de alimentos em diversas commodities simultaneamente;
- Enquanto isso, a companhia conseguiu entregar uma margem EBITDA estável com efeitos tributários positivos, maturação das lojas e forte controle de SG&A;
- Vale destacar que o ASAI reconheceu R$273 milhões de monetização de créditos de PIS/Cofins relacionados às suas operações de bebidas frias, apesar de reportagens recentes na imprensa sugerirem uma potencial notificação da Receita Federal em relação ao alegado uso indevido de tais créditos;
- Ao mesmo tempo, a companhia destacou que realizou uma reestruturação organizacional durante o trimestre, o que pode ajudar a manter o SG&A sob controle apesar de um ambiente de linha de receita desafiador;
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Minerva (BEEF3) | Prévia de Resultados do 1T26: alta do custo do gado deve superar ganhos de preços
- Prevemos que a Minerva entregue um trimestre fraco, já que a alta dos preços do gado, especialmente no Brasil, deve pressionar as margens, apesar da tendência positiva de preços tanto no mercado doméstico quanto no externo;
- Projetamos que a receita alcance BRL 12,5bi, alta de 12% A/A, impulsionada por maiores volumes e preços, mas queda de 12% T/T em função da sazonalidade mais fraca;
- Ainda assim, estimamos uma redução de 30bps T/T na margem bruta, refletindo o aumento dos preços do gado — sobretudo no Brasil — o que deve resultar em um EBITDA ajustado de BRL 986mi (alta de 2% A/A com base na receita mais forte, mas queda de 16% T/T);
- Clique aqui para acessar o relatório.
Armac (ARML3): Armac Anuncia a Aquisição da Escad
- A Armac anunciou a aquisição de uma participação de 100% na Escad, uma locadora de equipamentos de linha amarela com um sólido histórico de 50 anos no Sudeste do Brasil;
- Pelo lado positivo, destacamos que a transação:
- Parece complementar ao portfólio da ARML, ao aumentar a exposição a clientes de médio porte do setor de Infraestrutura;
- Apresenta impacto limitado sobre a alavancagem, dado seu tamanho relativamente reduzido (~5% do EBITDA estimado da ARML para 2026);
- Foi precificada a um valuation aparentemente atrativo (3,7x EV/EBITDA 26E vs. ~4,7x da ARML);
- Oferece potencial de acréscimo de margem (margem EBITDA da Escad de 52% vs. 49% da ARML em 26E);
- Por outro lado, observamos que os riscos de execução podem aumentar, uma vez que a ARML se encontra nos estágios finais de seu processo de reestruturação e concluiu três aquisições desde nov/25;
- Mantemos nossa recomendação de Compra;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Gerdau (GGBR4): Melhoras generalizadas
- A Gerdau reportou resultados robustos, com EBITDA ajustado de ~R$3,0 bilhões (+25% T/T, +6% vs. XPe, +5% vs. consenso), refletindo mais um trimestre sólido na América do Norte e melhora de margens no Brasil;
- Destacamos: (i) desempenho forte na BD da América do Norte, impulsionado por preços mais altos (+4% T/T em USD) e maiores volumes (+5% T/T), além de backlog sólido (ou seja, >90 dias), com o outlook da Nucor para o 2T26E sugerindo espaço para novas melhoras no próximo trimestre;
- (ii) melhora do desempenho na BD do Brasil (margens +2 p.p. T/T), refletindo custos caixa/t menores (-6% T/T), principalmente por despesas de manutenção mais baixas e mix mais favorável; e (iii) geração de FCF em breakeven, impactada por ~R$1,0 bilhão de consumo de capital de giro;
- A Gerdau também anunciou dividendos de R$0,18/ação (yield anualizado de 1,7%);
- A Gerdau segue como top pick em nossa cobertura de Mineração e Siderurgia, apoiada por geração resiliente de FCF em 2026–27E, conforme discutido em nossa atualização recente;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Petrobras (PETR4) e Brava Energia (BRAV3) | O acordo do ring-fence de Argonauta
- Nesta segunda‑feira (27), após o fechamento do mercado, a Petrobras anunciou que celebrou um acordo para adquirir 100% de uma porção do ring‑fence do campo de Argonauta (Concessão BC‑10). A transação foi avaliada em cerca de US$ 290 milhões (cerca de 0,2% do valor de mercado da Petrobras) e, portanto, não tem impacto relevante para a Petrobras;
- Para a Brava, por outro lado, trata‑se de um evento positivo. A companhia integra o consórcio operador e detém 23% de participação no campo. Como resultado, a Brava deverá receber US$ 67 milhões, o equivalente a um retorno de cerca de 3,8%;
- O negócio já era esperado, embora o valor final tenha ficado levemente acima das expectativas de cerca de US$ 50 milhões pela participação da Brava;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Notícias Diárias do Setor Financeiro
- Bancos: Crescimento resiliente do crédito, mas piora na inadimplência de curto prazo acende um sinal de alerta
- Os dados de crédito do BCB referentes a março, divulgados hoje (27), mostraram um crescimento de 9,7% YoY no saldo de crédito, com alta de 7,6% na carteira de PJ e 10,9% na de PF.
- Esses números indicam uma leve aceleração no mercado de crédito em relação ao mês anterior (+9,6%, +7,2% e +11,2% YoY, respectivamente), o que vemos como resiliente diante de um cenário macroeconômico desafiador.
- Enquanto isso, a inadimplência +90 dias recuou levemente no mês, atingindo 4,3% (vs. 4,4% em fev/26). Esse movimento reflete uma queda de cerca de 10 bps MoM tanto em PJ quanto em PF. Por outro lado, a inadimplência de 15 a 90 dias aumentou levemente em 10 bps, chegando a 4,3% no mês, com destaque negativo para o cheque especial em PF, cuja inadimplência nessa faixa subiu cerca de 300 bps.
- No segmento de Agro, observamos um mês mais benigno, embora ainda pressionado, para a inadimplência +90 dias, que atingiu 7,1% em PF (-50 bps MoM). Vale notar que a inadimplência de 15 a 90 dias nas linhas a taxas de mercado para PF ficou estável MoM, em 3,0%, após quatro meses consecutivos de queda.
- Ressaltamos que o 1T costuma ter um cronograma de vencimentos mais leve na carteira de agronegócio, o que nos leva a acreditar que ainda é prematuro adotar uma visão mais otimista sobre uma recuperação mais ampla do setor. No crédito consignado privado, março mostrou aceleração no crescimento do saldo MoM (+10,1% em mar/26 vs. +5,5% em fev/26), após um fevereiro sazonalmente mais fraco, com as concessões avançando para +52,0% MoM (vs. -22,5% em fev/26).
- No entanto, destacamos que as taxas médias desse tipo de crédito recuaram no mês, atingindo 56,8% (vs. 59,4% em fev/26), enquanto a taxa de inadimplência subiu 20 bps, chegando a 6,6%. Os dados de consignado privado sugerem alguns ventos contrários, com maior pressão de inadimplência e taxas médias menores parcialmente diluindo o efeito positivo do crescimento mais acelerado do saldo.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
- Entrega XP: Notícias diárias do setor de varejo
- Varejo XP: Feedback da Arnold Sports Festival 2026
- Participamos da edição deste ano do Arnold Sports Festival, o maior evento multiesportivo da América Latina, com marcas focadas em nutrição, Saúde & Bem‑Estar, fitness e negócios. Também realizamos reuniões com os principais players do setor, incluindo fabricantes de equipamentos e operadores de academias;
- Nossos principais insights foram:
- i) os agregadores seguem como uma parte estrutural do ecossistema;
- (ii) o avanço de modelos de equipamentos via leasing/opex representa um desafio para operadores de baixa margem;
- (iii) a concorrência aprendeu a replicar o modelo HVLP da SMFT, com a diferenciação sendo sustentada por níveis de serviço e execução;
- (iv) a expansão liderada por franquias intensificou a pressão sobre o mercado imobiliário; e
- (v) a consolidação do setor pode acelerar à medida que academias de baixa margem enfrentem dificuldades para sustentar as operações diante do aumento da competição e dos custos fixos.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
- XP Daily: As principais notícias do setor Imobiliário
- Propriedades de Renda: O que esperar da temporada de resultados do 1T26
- Esperamos um trimestre moderado a positivo para os operadores de shoppings no Brasil, com vendas resilientes dos lojistas e altos níveis de ocupação sustentando o desempenho operacional, enquanto o menor carrego do IGP‑DI/M limita o crescimento dos aluguéis;
- As tendências de receita devem permanecer positivas, impulsionadas principalmente por aluguéis recorrentes e receitas de estacionamento, além de contribuições seletivas de negócios não core; por outro lado, a expansão de margens segue restrita pela normalização de custos e pela expansão de unidades de negócios menos rentáveis. Na última linha, o crescimento de EBITDA e FFO deve permanecer modesto, reforçando uma visão setorial amplamente neutra, com a dispersão de desempenho sendo explicada sobretudo por qualidade dos ativos, mix de portfólio e decisões recentes de alocação de capital;
- Acreditamos que a Multiplan deve ser o destaque do trimestre em função da venda não recorrente do BH Shopping, enquanto a Iguatemi deve se sobressair do ponto de vista operacional;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Na Oncoclínicas, climão entre credores; Latache deixa operação (Valor Econômico);
- Axia vai investir até R$ 14 bilhões em 2026 (Valor Econômico);
- Compass aprova cisão parcial da Cosan Dez Participações (Valor Econômico);
- Gol pede ao Cade para entrar como terceira interessada em caso American-Azul (Valor Econômico).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Estratégia
Esperamos um trimestre misto, mas sequencialmente melhor
- Nossas estimativas indicam um trimestre misto, mas sequencialmente melhor no 1T26, com 8 de 15 setores projetados para apresentar crescimento negativo de lucros
- Para o nosso universo de cobertura da XP (aproximadamente 140 empresas), a prévia consolidada de resultados indica crescimento de receita líquida de 4,9% ano contra ano (vs. 5,5% no 4T25) e expansão de EBITDA de 4,7% (vs. -2,7% no 4T25)
- No nível de lucro líquido, esperamos uma queda anual de -18,4%, impulsionada principalmente por commodities.
- Olhando setor a setor, esperamos uma divergência significativa no 1T26
- Vemos Óleo, Gás & Petroquímicos, TMT, construtoras de baixa renda e Utilidade Pública como os destaques positivos, enquanto construção civil de média/alta renda, Papel & Celulose e Pagamentos devem ser os destaques negativos.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- TRBL11 e PVBI11 caem, e IFIX começa semana com recuo de 0,27% (FIIs);
- FIIs registram salto de 4x em novos investidores (ClubeFII);
- A reconfiguração do mercado de escritórios em São Paulo: um ciclo mais estratégico e seletivo (Buildings);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Compass e o Novo Mercado; TerraPower inicia construção da 1ª usina nuclear com reator avançado nos EUA | Café com ESG, 28/04
- O mercado encerrou o pregão de segunda-feira em queda, com o IBOV e o ISE recuando 0,61% e 1,06%, respectivamente;
- No Brasil, na frente de governança, (i) a Compass Gás e Energia informou, em Fato Relevante enviado à CVM ontem, que protocolou um pedido de registro para uma oferta pública secundária de ações – segundo o documento, a operação marca um passo decisivo na estratégia de governança da companhia, que também formalizou sua migração para o Novo Mercado da B3; e (ii) a temporada de assembleias de acionistas vai eleger, até o fim deste mês, um total de 333 conselheiros de administração em 45 das 79 empresas do Ibovespa, segundo estudo da Ânima – neste ponto, o presidente da Amec, Fábio Coelho, afirmou que as eleições deste ano se mostram mais disputadas, com investidores desafiando as propostas da administração para indicar candidatos aos conselhos que tragam perspectivas de mudanças na condução de estratégias operacionais em companhias com problemas conhecidos ou com disputas societárias;
- No internacional, a empresa de tecnologia nuclear TerraPower anunciou que deu início à construção da Kemmerer Unidade 1, projetada para ser a primeira usina nuclear com reator avançado em escala comercial nos EUA – fundada em 2008 por Bill Gates, a TerraPower é uma empresa de inovação nuclear voltada ao desenvolvimento de tecnologias para fornecer energia livre de carbono, segura, acessível e abundante.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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