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Vale avança em frete de baixo carbono; Aneel adia regras para baterias | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Vale fecha acordo de afretamento de 25 anos para navios de minério movidos a etanol a partir de 2029

Na mídia. Vale contrata navio a etanol para transporte marítimo de minério – Eixos, 9 de abril (link)

Nossa visão. No dia 9 de abril, a Vale anunciou que fechou um acordo de afretamento de 25 anos com a chinesa Shandong Shipping Corporation para dois navios graneleiros de minério da classe Guaibamax (capacidade de 325kt cada), com entregas previstas a partir de 2029. As embarcações foram projetadas para operar principalmente com etanol, mantendo, porém, flexibilidade para uso de metanol ou combustíveis convencionais, além de possibilitar conversão futura para Gás Natural Liquefeito (GNL) ou amônia. Segundo a Vale, o etanol pode reduzir as emissões no ciclo de vida em até ~90% em relação ao óleo combustível pesado, contribuindo para a meta de descarbonização do Escopo 3 da companhia, que prevê redução de 15% até 2035 (com o Escopo 3 representando ~98% das emissões totais). Embora a escala ainda seja limitada (2 navios vs a exposição estimada da Vale a ~30–35 graneleiros de minério de grande porte), vemos o desenvolvimento de forma positiva no médio e longo prazo, dado que: (i) reforça a narrativa de descarbonização da companhia por meio de uma iniciativa concreta que acelera a adoção de biocombustíveis na navegação de longa distância; (ii) oferece um caminho de transição pragmático, aproveitando a escala e a infraestrutura já estabelecidas do etanol, particularmente no Brasil, ao mesmo tempo em que preserva flexibilidade de longo prazo para metanol e amônia; (iii) incorpora opcionalidade de combustíveis, ajudando a reduzir riscos na cadeia logística da Vale em meio à incerteza sobre a futura matriz de combustíveis; e (iv) posiciona a empresa à frente de potenciais padrões futuros de combustíveis marítimos a serem definidos pela Organização Marítima Internacional (IMO). Por outro lado, a economia dos combustíveis alternativos (metanol e amônia), combinada a um arcabouço regulatório ainda incerto para incentivos a combustíveis marítimos de baixo carbono, permanece como ponto de atenção relevante a ser monitorado.

#2. Aneel adia decisão sobre regras para sistemas de armazenamento, reduzindo visibilidade para o primeiro leilão de capacidade do Brasil

Na mídia. Aneel adia novamente decisão sobre regras para sistemas de armazenamento de energia – Valor Econômico, 7 de abril (link)

Nossa visão. Nesta semana, a Aneel adiou mais uma vez sua decisão sobre o marco regulatório para sistemas de armazenamento de energia em bateria (BESS, na sigla em inglês), adiando a incerteza em relação ao primeiro leilão de capacidade do país que incluirá armazenamento. Em contexto, o leilão, antes esperado para o segundo semestre de 2025, já foi (novamente) postergado de abril para junho de 2026, ainda continua sem um cronograma definido para a regulamentação. O principal ponto de debate segue sendo o desenho tarifário, em particular se ativos de armazenamento “standalone” serão sujeitos à chamada “tarifa dupla” (isto é, pagar tarifas de rede e de geração) ou se se beneficiarão de uma estrutura mais simplificada. Essa definição é crucial para a atratividade econômica dos projetos e para a viabilidade dos investimentos. Na nossa visão, embora os vetores de demanda estrutural por sistemas de armazenamento permaneçam sólidos – especialmente diante da necessidade de reforçar a confiabilidade do sistema e mitigar os riscos de intermitência das fontes renováveis, conforme mencionamos em nosso relatório temático sobre o tema (link) –, os sucessivos adiamentos e a falta de clareza sobre o tratamento tarifário correm o risco de impactar a confiança dos investidores em um momento importante para a formação de mercado no Brasil, sendo um dos principais desafios de curto prazo.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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