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Intelbras (INTB3): Melhora de margens com crescimento seletivo

Prévia do 1T26 e atualização de modelo – Preço-alvo de R$ 17,0/ação mantido; recomendação de Compra reiterada

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Neste relatório, apresentamos nosso preview do 1T26 e a atualização do nosso modelo para a INTB. Para o 1T26, esperamos uma receita líquida de R$ 1,04 bi, representando um crescimento de 13,2% A/A, refletindo uma base de comparação mais fraca, com destaque para o segmento de Segurança (+25,5% A/A), enquanto projetamos tendências mais moderadas em TIC e Energia. Estimamos um EBITDA de R$ 132 mi (+62,5% A/A) e lucro líquido de R$ 136 mi, um aumento de 120,6% A/A, explicado pela base de comparação favorável, melhora do mix e ganhos de eficiência em SG&A. Atualizamos nosso modelo incorporando o preview, juntamente com o desempenho operacional recente. Para 2026, projetamos um avanço de 0,5% na receita em um contexto de crescimento seletivo, EBITDA de R$ 594 mi (margem de 13,2%) e lucro líquido de R$ 584 mi (+21% A/A). Nosso preço-alvo permanece em R$ 17,0/ação. Com a ação negociando a 8,2x P/L 2026, reiteramos nossa recomendação de Compra.

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Confira as análises dos resultados das empresas da Bolsa referentes ao 4º trimestre de 2025

Visão geral:
2025 foi um ano de ajuste para a Intelbras, marcado pela racionalização do portfólio e mudanças no mix de produtos, que continuaram a pressionar o desempenho da receita, mesmo com uma melhora gradual da execução operacional ao longo do ano. Essa evolução ficou mais evidente no 4T25, quando a companhia apresentou uma expansão relevante de margens apesar da receita mais fraca. No trimestre, a receita líquida recuou 9,3% A/A, refletindo os ajustes contínuos de mix, enquanto a margem bruta avançou para 30,7% (+171 bps A/A) e a margem EBITDA expandiu para 13,9% (+105 bps A/A; +108 bps T/T), apoiada por um mix mais rentável e iniciativas de eficiência. Segurança seguiu como o principal pilar de rentabilidade, enquanto TIC e Energia, apesar das quedas acentuadas de receita, também exibiram melhora relevante de margens.

Prévia 1T26:
Esperamos que o 1T26 seja marcado por uma base de comparação mais favorável, dado o impacto das disrupções operacionais relacionadas à migração do sistema ERP no 1T25. Como resultado, o trimestre deve se beneficiar de comparações mais fáceis em receita e da continuidade da melhora da rentabilidade.

Em base consolidada, projetamos receita líquida de R$ 1,04 bi, crescimento de 13,2% A/A (-10,7% T/T), impulsionado principalmente pelas bases fracas em Segurança, parcialmente compensado por uma dinâmica mais suave em TIC e Energia, à medida que a companhia segue priorizando subsegmentos mais rentáveis.

Em termos de rentabilidade, estimamos EBITDA de R$ 132 mi (+62,5% A/A) e margem EBITDA de 12,6% (+383 bps A/A), sustentados por (i) um mix mais rentável, com maior exposição a segmentos de maior margem, e (ii) ganhos de eficiência em SG&A. Por fim, projetamos lucro líquido de R$ 136 mi (+120,6% A/A).

Segurança:
Projetamos receita de R$ 660 mi, implicando crescimento de 25,5% A/A (-8,6% T/T), refletindo a base de comparação fraca do 1T25 e um perfil de demanda semelhante ao observado no 2S25. Além disso, a dinâmica recente de preços aponta para um ambiente de precificação racional.

Esperamos margem bruta de 33,2% (estável T/T e A/A), com pressão de custos de matérias-primas, apesar de um câmbio mais favorável e de um impacto provavelmente menor do PVA.

TIC:
Projetamos receitas de R$ 213 mi (+3,3% A/A), impulsionadas pela continuidade da redução da exposição a GPON. A margem bruta é estimada em 26,7%, sustentada por esses ajustes de mix.

Energia:
Estimamos receitas de R$ 170 mi (-10,0% A/A), refletindo um nível de atividade mais normalizado em função da menor exposição a projetos de geração solar distribuída (rooftop solar) e do foco contínuo da companhia em rentabilidade, e não em volume. A margem bruta é prevista em 26,5%.

Atualização de Modelo:
Incorporamos os resultados do 4T25, nosso preview do 1T26 e as iniciativas de eficiência implementadas ao longo de 2025 em nossas estimativas revisadas.

Para 2026, projetamos receita líquida de R$ 4,5 bi, o que implica crescimento de 0,5% A/A, refletindo um perfil de crescimento seletivo. Segurança segue como principal motor da receita, com avanço de 4,4% A/A, refletindo a dinâmica ainda mais fraca de demanda observada no mercado.

Em TIC, esperamos retração de 6,1% na receita, impulsionada pela redução da exposição a GPON, que estimamos alcançar níveis de low-to-mid teens como participação do mix de TIC (vs. ~25% no 2S25). Já em Energia, projetamos queda de 5,1% A/A, com a receita convergindo para patamares mais normalizados (usando o 2S25 como referência), após o rebalanceamento de mix e os ajustes estratégicos realizados ao longo de 2025.

Em rentabilidade, projetamos EBITDA de R$ 594 mi, correspondente a uma margem EBITDA de 13,2% (+110 bps A/A), sustentada pelos ajustes de mix e por um SG&A praticamente estável. Por fim, a estimativa de lucro líquido para 2026 é de R$ 584 mi, um crescimento de 20,8% A/A.

Estimativas antigas vs. novas:
Revisamos a receita líquida de 2026 para baixo em 12,9%, refletindo os ajustes de mix e receitas de Segurança abaixo do esperado, enquanto o EBITDA foi revisado negativamente em 10,2%. Apesar do menor nível absoluto, as estimativas revisadas implicam maior rentabilidade, com a margem EBITDA avançando 39 bps, para 13,2%, refletindo um mix mais favorável e ganhos de eficiência em SG&A.

XP vs. Consenso:
Em relação ao consenso, nossas estimativas seguem ligeiramente mais conservadoras na receita para 2026 e 2027, com receitas líquidas 2,6% e 3,0% abaixo, respectivamente. No nível de EBITDA, nossas projeções ficam 3,7% abaixo do consenso em 2026 e 2,7% abaixo em 2027, em grande parte em função das menores premissas de receita, enquanto as margens EBITDA permanecem amplamente alinhadas, com um desconto de 16 bps em 2026 e em linha em 2027. O lucro líquido fica em linha com o consenso em 2026 e 3,5% abaixo em 2027.

Mantemos nosso preço-alvo em R$ 17,0 por ação (upside de 16%) e reiteramos a recomendação de Compra. Aos níveis atuais, a ação negocia a 8,2x e 7,7x P/L para 2026 e 2027, respectivamente. Acreditamos que um eventual re-rating do papel dependerá de uma aceleração do crescimento da receita no segmento de Segurança. Além disso, enxergamos potencial de alta adicional para as margens EBITDA de longo prazo, ainda não refletido em nossas estimativas, à medida que Segurança ganhe maior relevância no mix e que novas eficiências em SG&A sejam capturadas no médio e longo prazo, conforme a companhia avance para uma fase operacional mais madura.

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Disclaimer:

  • Este relatório de análise foi elaborado pela XP Investimentos CCTVM S.A. (“XP Investimentos ou XP”) de acordo com todas as exigências previstas na Resolução CVM 20/2021, tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar sua própria decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta ou solicitação de compra e/ou venda de qualquer produto. As informações contidas neste relatório são consideradas válidas na data de sua divulgação e foram obtidas de fontes públicas. A XP Investimentos não se responsabiliza por qualquer decisão tomada pelo cliente com base no presente relatório.
  • Este relatório foi elaborado considerando a classificação de risco dos produtos de modo a gerar resultados de alocação para cada perfil de investidor.
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