Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território positivo, com IBOV e o ISE avançando 0,26% e 0,64%, respectivamente.
• Na política, (i) o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta quarta-feira (01) uma resolução que estabelece diretrizes para regulamentação da lei que institui o marco das eólicas offshore – entre as regras divulgadas pelo MME, está a consideração de uma faixa de afastamento mínima de 12 milhas náuticas da costa para o desenvolvimento de projetos; e (ii) o CNPE também aprovou, nesta quarta, a meta de descarbonização de produtores e importadores de gás natural para 2026, fixando em 0,5% a redução de emissões por meio da participação de biometano no consumo – o percentual representa uma vitória do agronegócio, que conseguiu que o Ministério de Minas e Energia (MME) revisasse a proposta original de 0,25%.
• No internacional, de olho nas reservas de terras raras do Brasil, a agência norte americana International Development Finance Corporation (DFC) concedeu um financiamento de US$ 565 milhões à mineradora Serra Verde – o acordo, que faz parte da estratégia dos EUA de reduzir sua dependência da China, que hoje domina a cadeia global de terras raras, inclui mecanismos que permitem aos americanos influenciar o destino da produção.
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Brasil
Empresas
Suzano ativa gatilho de juros maiores após não bater meta climática
“A Suzano não atingiu a meta de descarbonização prometida na emissão de uma dívida atrelada à sustentabilidade (SLB, na sigla em inglês) e, por isso, vai pagar juros maiores aos investidores. Esse evento também afeta outros dois instrumentos de dívida da companhia. Diferentemente dos green bonds, em que os recursos são carimbados para projetos específicos, os sustainability-linked bonds permitem uso livre do dinheiro, mas vinculam o custo da dívida ao cumprimento de metas ambientais, sociais ou de governança pré-definidas. No caso da Suzano, a emissão de US$ 1,25 bilhão realizada em 2020 estava atrelada às emissões de gases de efeito estufa da operação (escopo 1) e do consumo de energia elétrica (escopo 2). A companhia se comprometeu a reduzir a intensidade de carbono para 0,190 tonelada de CO2 por tonelada de produto até 2025, ante 0,1998 em 2019. O não cumprimento da meta gerou uma penalidade. A taxa de juros foi acrescida de 25 pontos-base, para 4% ao ano, um custo adicional de US$ 3 milhões por ano para a empresa, maior produtora de celulose do mundo.”
Fonte: Capital Reset; 02/04/2026
BNDES aporta R$ 1 bi em usina de etanol de milho do Grupo Piccini em MT
“O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou, em nota, que aprovou financiamento de R$ 1 bilhão para a implantação de uma usina de etanol de milho em Tapurah, no médio-norte de Mato Grosso, reforçando a expansão da produção de biocombustíveis no país. O crédito, destinado à RRP Energia, do Grupo Piccini, corresponde a 62,2% do investimento total no projeto. A unidade terá capacidade de produzir até 459 milhões de litros por ano de etanol hidratado ou 452 milhões de litros de etanol anidro, além de subprodutos como DDGS, WDGS e óleo de milho. A planta também poderá processar mais de 1 milhão de toneladas de milho anualmente, ampliando a agregação de valor à produção agrícola local. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota, o investimento está alinhado à estratégia de diversificação energética e desenvolvimento regional. “O investimento na produção de biocombustíveis à base de milho no Brasil diversifica a matriz energética e agrega valor à produção agrícola, impulsionando o desenvolvimento regional e consolidando uma agenda de transição ecológica”, afirmou, na nota.”
Fonte: Eixos; 01/04/2026
Petrobras vai aumentar oferta de diesel, diz Chambriard
“A Petrobras vai avaliar se pode atender 100% da demanda por diesel no Brasil, segundo a presidente da estatal, Magda Chambriard. Conforme a executiva, a discussão será parte da revisão do plano de negócios da estatal, que começará a ser debatido em maio. A Petrobras costuma divulgar um novo plano a cada ano, em novembro, para o quinquênio seguinte. “Estamos revendo o plano de negócios para alcançar 100% do mercado de diesel em cinco anos. Atualmente, a Petrobras tem 70% do mercado. No plano atual, até 2030, projetamos chegar aos 80%”, disse Chambriard em entrevista ao vivo à CNN ontem. Cerca de 25% a 30% do diesel consumido no Brasil é importado. No caso da Petrobras, essa importação costuma ser feita desde os Estados Unidos. Para alcançar esses números, a presidente afirmou que a companhia planeja ampliar a capacidade das refinarias, com destaque para a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, e a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio. “Aumentando [a produção] de diesel, a gasolina vem junto”, disse.”
Fonte: Valor Econômico; 02/04/2026
Política
CNPE atende agro e fixa meta de 0,5% de descarbonização no mandato de biometano
“Após meses de indefinição e reuniões canceladas, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta quarta (1/4), a meta de descarbonização de produtores e importadores de gás natural para 2026, fixando em 0,5% a redução de emissões por meio da participação de biometano no consumo. O percentual representa uma vitória do agronegócio, que conseguiu que o Ministério de Minas e Energia (MME) revisasse a proposta original de 0,25%, que foi para consulta pública em outubro do ano passado. O percentual mais baixo era uma demanda de consumidores e produtores de gás. Enquanto o agronegócio argumentava que a proposta subestimava a expansão da oferta de biometano, especialmente a partir de resíduos agroindustriais. Segundo o MME, a meta de 0,5% busca equilibrar viabilidade técnica, previsibilidade regulatória e estímulo ao desenvolvimento do mercado. O cumprimento da meta será comprovado por meio dos certificados de origem do biometano (CGOB). Para o ministro Alexandre Silveira (PSD), a definição do percentual envia um sinal claro aos investidores.”
Fonte: Eixos; 01/04/2026
Governo apresenta plano para desenvolver bioeconomia no país
“O governo apresentou, nesta quarta-feira (1º/4), uma nova estratégia para tornar a biodiversidade um dos principais ativos econômicos de desenvolvimento no país até 2035. O Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) deve abranger desde extrativistas até a indústria. Entre as metas estão a ampliação do pagamento por serviços ambientais, incorporação de novos fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS) e a concessão de novas Unidades de Conservação para promoção de ecoturismo. O PNDBio está organizado em três eixos: Sociobioeconomia e ativos ambientais; Bioindustrialização competitiva e Produção sustentável de biomassa. A secretária nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Carina Pimenta, explicou que se trata de uma estratégia de desenvolvimento nacional que olha para os ativos ambientais não apenas do ponto de vista da conservação, mas de como fazer o uso deles dentro das atividades econômicas, “gerando um novo ciclo de prosperidade”.
Fonte: Eixos; 01/04/2026
CNPE aprova diretrizes para eólicas offshore e estudos para hidrelétricas com armazenamento
“O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão responsável por assessorar a Presidência da República na formulação de políticas na área de energia, aprovou nesta quarta-feira (01) resolução que estabelece diretrizes para regulamentação da lei que institui o marco das eólicas offshore, que geram energia através de turbinas instaladas no mar. A lei foi sancionada em janeiro de 2025. Entre as diretrizes estabelecidas estão os critérios relativos à distância da costa, a consideração do afastamento de 12 milhas náuticas a partir da linha de base como referência inicial para a definição locacional dos prismas (locais onde o parque eólica será instalado), admitindo-se sua revisão com base em estudos técnicos específicos e nas diretrizes do Planejamento Espacial Marinho do Brasil. “Prevê-se que os estudos técnicos sejam conduzidos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com suporte do GT Eólicas Offshore, com a finalidade de avaliar a adequação desse parâmetro locacional, podendo subsidiar sua eventual revisão a partir de critérios técnicos, econômicos, ambientais e sociais, permitindo, assim, maior flexibilidade regulatória e um debate mais fluido no âmbito do decreto em elaboração”, informou a pasta.”
Fonte: Valor Econômico; 01/04/2026
Internacional
Empresas
Microsoft, Chevron e Engine No. 1 assinam acordo exclusivo para fornecimento de energia
“Microsoft (MSFT. O), Chevron (CVX.N) e o fundo de investimento Engine No. 1 firmaram um acordo de exclusividade para geração e fornecimento de energia, disseram as três empresas na terça-feira. Empresas de tecnologia, incluindo a Microsoft, estão correndo para garantir o fornecimento de eletricidade para seus data centers em rápida expansão, que alimentariam serviços de inteligência artificial generativa como ChatGPT e Copilot. “Nenhum termo comercial foi finalizado e não há um acordo definitivo no momento”, disseram as três empresas em comunicado. Chevron e o Engine No. 1 já haviam anunciado uma parceria no ano passado para construir usinas a gás natural ao lado de data centers nos EUA, com os dois planejando usar turbinas da empresa de serviços elétricos GE Vernova (GEV. N). A Bloomberg News, que informou o acordo com a Microsoft, disse que o acordo de longo prazo está vinculado a uma proposta de usina a gás natural no oeste do Texas, com custo projetado de cerca de 7 bilhões de dólares. A instalação inicialmente geraria 2.500 megawatts de eletricidade, destinada a abastecer um grande campus de data center, disse Bloomberg.”
Fonte: Reuters; 31/03/2026
Política
Mundo adicionou quase 700 GW renováveis em 2025 — a maior parte na Ásia
“Em 2025, a capacidade total de energia renovável atingiu 5.149 gigawatts (GW) após a adição de 692 GW, um aumento anual de 15,5%, segundo um novo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena). O relatório Estatísticas de Capacidade Renovável 2026 também aponta que as fontes solar, eólica, hidráulica, biomassa e geotérmica juntas dominaram a expansão total da capacidade, com uma participação de 85,6%, enquanto as fontes fósseis continuam a representar uma parcela menor das adições. A agência observa que, no contexto das tensões geopolíticas, como a guerra no Oriente Médio e seus impactos sobre o mercado de energia, novas preocupações sobre a segurança do abastecimento e a volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis, a expansão renovável é um fator de resiliência para os sistemas nacionais.”
Fonte: Eixos; 01/04/2026
“Os EUA garantiram terras raras do Brasil como parte de um acordo de meio bilhão de dólares para garantir que empresas americanas tenham acesso aos metais necessários em indústrias que vão da tecnologia à defesa. Conor Coleman, chefe de investimentos da Corporação de Financiamento ao Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC), disse que os EUA têm direito às terras raras produzidas pela Serra Verde sob as condições de um empréstimo de US$ 565 milhões feito à empresa mineradora no ano passado. Os termos do empréstimo não eram conhecidos anteriormente. O acordo “previa controles de retenção, garantindo que [os metais] fossem destinados aos Estados Unidos e a partes alinhadas aos EUA”, disse ele ao FT. O direito de influenciar onde os metais eram vendidos era “em conexão com nosso financiamento”. A mina Pela Ema da Serra Verde, no Brasil, tem despertado crescente interesse de governos e compradores desses metais ao redor do mundo, sendo um dos poucos produtores das chamadas terras raras pesadas fora da China.”
Fonte: Financial Times; 01/04/2026
Índia: Grupo Adani testará produção verde com a maior usina de energia renovável do mundo
“O Grupo Adani, da Índia, está construindo o que considera a maior usina de energia renovável do mundo, planejando mais que triplicar a produção de sua principal unidade doméstica até 2029 para cultivar energia verde para o crescimento como parte de sua estratégia de descarbonização. Viajando de carro pelo deserto em Khavda, no estado de Gujarat, oeste da Índia, na fronteira com o Paquistão, avista-se um conjunto de turbinas eólicas com mais de 120 metros de altura. O terreno é coberto por painéis solares. Esta é a usina de energia renovável em escala nacional do Grupo Adani. A construção começou em 2023, com a transmissão de energia iniciando em fases em 2024. O local abrange 538 quilômetros quadrados. Com mais de 350 turbinas eólicas e 1,37 milhão de painéis solares já instalados, a capacidade da usina ultrapassa 9 gigawatts. A Adani Green Energy (Agel) está desenvolvendo a maior usina de energia renovável do mundo, com capacidade de 30 GW, prevista para 2029, afirmou Ashish Khanna, executivo-chefe (CEO) da subsidiária, ao “Nikkei Asia”. O orçamento anual de investimentos da Agel gira em torno de US$ 4 bilhões, a maior parte destinada ao projeto Khavda.”
Fonte: Valor Econômico; 02/04/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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