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Raio-XP – Brasil permanece relativamente bem posicionado, apesar da volatilidade

O atual regime macroeconômico no Brasil está prestes a mudar?

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Em março, os mercados globais foram abalados pela guerra no Irã. O que deveria ser uma incursão rápida já dura mais de 1 mês, com fortes rupturas decorrentes do quase fechamento do Estreito de Ormuz. Embora os mercados acionários tenham tentado minimizar os impactos iniciais da guerra, sua continuidade levou a uma grande volatilidade ao longo do mês, e o MSCI ACWI e o S&P 500 recuaram 7,4% e 5,1%, respectivamente, à medida que os preços do petróleo saltaram para acima de US$ 100/barril. As ações brasileiras caíram 1,8% em dólares, mostrando maior resiliência. O Brasil segue como um dos principais destinos de fluxo estrangeiro, que já supera R$ 50,6 bilhões em ações à vista (US$ 9,7 bilhões) no ano, dada a alta exposição ao setor de energia, o baixo risco geopolítico, valuations atrativos, entre outros fatores. Atualizamos nossa análise de regime macroeconômico e discutimos se estamos prestes a ver uma mudança no regime atual. Também atualizamos nossas carteiras XP.

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A guerra no Irã traz volatilidade adicional e novos riscos no horizonte. Março trouxe maior volatilidade para os mercados globais após a eclosão do conflito no Oriente Médio. Como resultado, as bolsas globais encerraram o mês em queda (MSCI ACWI: -9,1%), enquanto as ações brasileiras tiveram uma correção mais moderada (MSCI Brasil -5,0%), em meio à manutenção de fortes fluxos estrangeiros. Uma das principais consequências do salto no preço do petróleo foi a alta nas taxas globais de curto prazo, à medida que o mercado passou a esperar uma postura mais dura (“hawkish) por parte dos bancos centrais — inclusive no Brasil, como discutimos neste relatório.

O Brasil continua entre os principais destinos de fluxo estrangeiro. Embora a guerra traga volatilidade e riscos para os ativos locais, vemos o Brasil bem posicionado nesse ambiente, dada sua alta exposição ao petróleo e o potencial de seguir atraindo fortes fluxos estrangeiros, especialmente quando as tensões arrefecerem. No acumulado do ano, os fluxos estrangeiros para ações à vista no Brasil já superam R$ 50 bilhões, com mais R$ 8,9 bilhões apenas em março, apesar da maior volatilidade. Vemos a elevada exposição ao setor de Energia (17% do EWZ), o baixo risco geopolítico, a atratividade das avaliações, as revisões de lucro para cima e as eleições se aproximando como fatores-chave para que o Brasil permaneça em destaque, sobretudo quando a volatilidade trazida pelo conflito diminuir.

O regime macro está prestes a mudar? Um risco importante que emerge do conflito é o impacto sobre a inflação e sobre o ciclo de afrouxamento monetário iniciado pelo BCB. Um conflito prolongado e preços de petróleo mais altos por mais tempo são os principais pontos de atenção, à medida que as expectativas de inflação local sobem acima da meta do Banco Central. O regime macro atual indicado pelos nossos modelos quantitativos permanece como “inflação baixa, juros em queda”, historicamente o melhor regime para ações. Atualizamos, neste relatório, quando poderíamos ver uma mudança de regime à frente.

Mantendo o valor justo do Ibovespa em 196 mil pontos. Nosso valor justo para o Ibovespa ao fim de 2026 permanece em 196 mil pontos. Em termos de valuation, seguimos vendo a bolsa brasileira como atrativa, negociando a um P/L projetado de 9,3x (desconto de 19% em relação aos emergentes e de 45% em relação ao MSCI ACWI). Além disso, destacamos que o nosso Indicador de Sentimento XP recuou novamente para níveis próximos de “pessimista” (35, em uma escala de 0 a 100), patamar que historicamente tem se mostrado um bom indicador de direcionamento contrário quando atinge extremos.

Atualizamos nossas carteiras recomendadas XP: 1) Top Ações: inclusão de NU e aumento em B3SA3 e RENT3, com a retirada de CYRE3 e redução em ITUB4; 2) Top Dividendos: sem alterações; 3) Top Small Caps: inclusão de VIVA3, com redução em TTEN3 e INBR32; 3) ESG: inclusão de RENT3 e retirada de MOTV3. 

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