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EUA esperam sinalização do Brasil para acordo de minerais críticos | Café com ESG, 17/03

Governo lança Plano Clima com orçamento de R$ 27,5 bilhões em 2026; EUA aguardam maior clareza política do Brasil para avançar em minerais críticos

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Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.

Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.

Principais tópicos do dia

• O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território positivo, com IBOV e o ISE avançando 1,25% e 1,05%, respectivamente.

• No lado das empresas, a Volkswagen Caminhões e Ônibus e a Amaggi, produtora brasileira de grãos e fibras, iniciaram os testes com biodiesel puro (B100) em estradas do Centro-Oeste e do Norte do Brasil – o objetivo é testar, na operação rodoviária pesada, o comportamento do biodiesel de óleo de soja para orientar aplicações futuras e práticas de operação com combustíveis renováveis.

• Na política, (i) o governo federal lançou, nesta segunda-feira, o Plano Nacional sobre Mudança do Clima – o documento, que orienta as ações do país para enfrentar as mudanças climáticas até 2035, contará com orçamento de R$ 27,5 bilhões em recursos reembolsáveis provenientes do Fundo Clima; e (ii) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aguarda um “sinal político claro” do Brasil para avançar em um acordo entre os dois países sobre minerais críticos – de acordo com um porta-voz da embaixada americana, o interesse do governo Trump é cooperar para ampliar a capacidade de processamento desses minerais.

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Brasil

Cury anuncia mudança na presidência, com modelo de co-CEOs

“A incorporadora Cury anunciou que o atual CEO, Fábio Cury, vai deixar o cargo no próximo mês. Executivo – que é filho do fundador do negócio, Elias Cury, e ocupava a posição desde 1991 – deve ser substituído por uma dupla de co-CEOs. A empresa divulgou fato relevante, nesta segunda-feira (16). A Cury vai levar para votação em assembleia, em 17 de abril, os nomes de Leonardo Mesquita, vice-presidente comercial, e Paulo Curi, vice-presidente de engenharia. Se aprovados, eles se tornarão co-presidente executivo e co-presidente de engenharia, respectivamente. Curi também faz parte da família fundadora da incorporadora e atua na empresa desde 1993. Mesquita, que teve uma passagem de três anos pela Tenda, está na Cury desde 2010. De acordo com a empresa, a sucessão já era planejada, e Fábio Cury deve passar a presidir o conselho de administração. Hoje, ele é vice-presidente. O grupo é presidido por Ronaldo Cury, também diretor de crédito imobiliário, relações institucionais e com investidores da companhia. Ronaldo passará para a vice-presidência do conselho.”

Fonte: Valor Econômico; 16/03/2026

Febraban confirma CEO do Itaú como novo presidente do conselho e passa a ter Nubank como associado

“A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) confirmou que o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, será o novo presidente do conselho diretor da entidade, conforme antecipado pelo Valor. Ele substitui Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho de administração do Bradesco. “O CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, fará o registro de chapa única, liderando o rol das instituições associadas e dos dirigentes que irão compor, na condição de conselheiros e diretores executivos da Febraban, a nova gestão deliberativa”, diz a entidade. A assembleia para eleição será realizada no dia 9 de abril, em reunião presencial na sede da federação. Maluhy foi indicado em chapa única, após uma série de conversas entre Trabuco e representantes dos principais bancos do país nas últimas semanas. Havia a expectativa de que o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, pudesse se candidatar ao posto, dada a relevância para o sistema que a instituição financeira alcançou nos últimos anos. Porém, o banqueiro seguiu o consenso, segundo fontes que acompanham o processo. Interlocutores próximos negam que ele tivesse intenção de liderar a Febraban.”

Fonte: Valor Econômico; 16/03/2026

Volkswagen e Amaggi iniciam testes com B100

“A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) e a Amaggi, produtora brasileira de grãos e fibras, iniciaram os testes com biodiesel puro (B100) em estradas do Centro-Oeste e do Norte do país, anunciaram as companhias nesta segunda-feira (16/3). As empresas farão os testes em um caminhão por 12 meses, na rota típica de transporte de grãos realizada pela produtora, que conecta Sinop (MT) a Matupá (MT), e segue até Miritituba (PA). O objetivo é testar, na operação rodoviária pesada, o comportamento do biodiesel de óleo de soja fabricado pela Amaggi. As informações coletadas vão orientar aplicações futuras e práticas de operação com combustíveis renováveis.“Ao avançarmos nos testes com biodiesel 100%, em parceria com a Amaggi, buscamos validar uma rota efetiva de descarbonização, aprimorando o desempenho, a eficiência e a confiabilidade operacional de nossos veículos”, afirmou o vice-presidente de Engenharia da VWCO, Rodrigo Chaves.”

Fonte: Eixos; 16/03/2026

Governo lança Plano Clima com orçamento de R$ 27,5 bilhões em 2026

“O governo federal lançou, nesta segunda-feira (16), o Plano Nacional sobre Mudança do Clima. Para este ano, a iniciativa contará com orçamento de R$ 27,5 bilhões em recursos reembolsáveis provenientes do Fundo Clima e R$ 5,9 milhões em recursos não reembolsáveis. Desde 2023, já foram destinados R$ 52,4 bilhões ao Plano Clima. O documento, detalhado por integrantes do governo no Palácio do Planalto, orienta as ações do país para enfrentar as mudanças climáticas até 2035. Dentre as metas a serem cumpridas ao longo deste ano, estão: realização de 100% dos projetos que atendem aos objetivos do Plano Clima, 25% dos recursos aplicados nas regiões Norte e Nordeste e 20% dos recursos no eixo de adaptação. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ressaltou que o planeta está diante de uma “situação gravíssima de emergência climática”. Segundo ela, o plano é algo que já está sendo posto em prática e, a partir de agora, será intensificado “com todas essas estratégias, metas e responsabilidade para todos os setores da economia”.”

Fonte: Valor Econômico; 16/03/2026

EUA aguardam ‘sinal político claro’ do Brasil para avançar em acordo sobre minerais críticos

“O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aguarda um “sinal político claro” do Brasil para avançar em um acordo entre os dois países sobre minerais críticos. De acordo com um porta-voz da embaixada americana, a ideia é estabelecer um marco de cooperação “sob medida” entre os países com prioridades, como o estabelecimento de um preço mínimo para esses materiais. Minerais críticos são materiais usados em tecnologia de ponta em áreas como defesa e comunicações e viraram objeto de disputas geopolíticas. A ideia dos americanos é estabelecer com o Brasil uma parceria capaz de desenvolver as bases industriais e tecnológicas de ambos os países. Segundo o porta-voz, o país comandado por Trump tem interesse em cooperar para ampliar a capacidade de processamento desses minerais. De acordo com ele, já foram identificados mais de 50 projetos de mineração no país “que podem contribuir para os esforços internacionais de diversificação e fortalecimento das cadeias globais de suprimento de minerais”.”

Fonte: Valor Econômico; 16/03/2026

ANP vai regulamentar com urgência subvenção econômica do diesel, diz diretor-geral

“A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vai regulamentar com urgência a definição do preço de referência do óleo diesel, prevista na Medida Provisória (MP) 1.340/2026, que estabelece subvenção econômica do produto. Segundo o diretor-geral do órgão, Artur Watt, que participa de evento da ANP sobre gás natural na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a ideia é definir o preço de referência ainda esta semana, com realização, se necessário, de reunião extraordinária de diretoria, para firmar as regras do preço que vai balizar o mercado. Watt ressaltou que a agência está “em modo sala de situação” para acompanhar o tema. “O preço de referência é prioridade máxima. A ANP está com esforço total, integral, [trabalhando] 24 horas para atender às atribuições da MP 1.340. A implementação da subvenção econômica do preço do diesel é prioridade total nesse momento de oscilação de preços”, disse Watt.”

Fonte: Valor Econômico; 16/03/2026

Governo aposta em cortar emissões sem frear petróleo

“Publicado na última sexta (13/3), o caderno de mitigação do Plano Clima manteve o roteiro apresentado para consulta pública no final de julho de 2025, como a meta de 800 MW de baterias até 2035 e o foco na redução de emissões do óleo e gás — sem perspectivas de limitar a produção. O documento foi aprovado pelos ministérios que compõem o Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) em dezembro, uma semana após o presidente Lula (PT) encomendar diretrizes para o mapa do caminho da transição brasileira. Assim como a encomenda presidencial “para uma transição energética justa e planejada, com vistas à redução gradativa da dependência de combustíveis fósseis no país”, o Plano Clima de Energia foca na substituição da demanda — especialmente com biocombustíveis. O caderno de mitigação é o detalhamento de como o país espera contribuir com sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, em inglês) ao Acordo de Paris até 2035. O compromisso é mitigar entre 59% e 67% das emissões líquidas, o que significa reduzir as emissões de 2,04 bilhões de toneladas de CO2 equivalente atuais para 850 milhões de toneladas a 1,05 bilhão de toneladas no período.”

Fonte: Eixos; 16/03/2026

Internacional

Nova crise no mercado de carbono: créditos válidos, mas ‘maculados’

“A gigante de serviços financeiros Mastercard, a gestora de ativos BlackRock e a produtora de tabaco Philip Morris utilizaram créditos de carbono de um polêmico projeto de preservação florestal (Redd+) no Pará para compensar emissões de gases de efeito estufa. As três companhias, entre diversas outras, “aposentaram” créditos – ou seja, os tiraram de circulação depois de utilizá-los para fazer a compensação de suas pegadas climáticas – mesmo depois de o projeto que os gerou ser colocado sob investigação por acusações de irregularidade fundiária. A informação foi publicada pelo jornal americano The Wall Street Journal. Os ativos utilizados pelas três empresas eram válidos e poderiam ser utilizados normalmente, pois foram emitidos antes das denúncias e da suspensão provisória adotada pela certificadora Verra em setembro de 2023. “Os créditos foram adquiridos antes da investigação, mas ainda assim você pode levantar dúvidas sobre os processos de diligência dos compradores”, diz Ana Carolina Szklo, especialista em créditos de carbono e membro do painel de especialistas da UNFCCC, braço climático da ONU.”

Fonte: Capital Reset; 17/03/2026

A Reliance assina um acordo de fornecimento de amônia verde de US$ 3 bilhões com a Samsung C&T da Coreia do Sul

“A Reliance Industries da Índia (RELI. NS) disse na segunda-feira que havia assinado um acordo vinculativo com a Samsung C&T (028260.KS), afiliada ao grupo sul-coreano Samsung, para fornecer amônia verde por 15 anos em um acordo avaliado em mais de 3 bilhões de dólares. O fornecimento sob o acordo começará na segunda metade do ano fiscal de 2029, informou o conglomerado indiano em um documento de troca. O acordo, um dos maiores acordos de longo prazo para a captura de amônia verde no mundo, ocorre enquanto países como Japão e Coreia do Sul buscam combustíveis de baixo carbono, como hidrogênio e amônia, para reduzir as emissões da indústria e da geração de energia. A Reliance afirmou que está desenvolvendo um ecossistema de manufatura de energia limpa que inclui módulos solares, sistemas de armazenamento de energia em baterias e eletrólisores.
A amônia verde é produzida combinando nitrogênio com hidrogênio feito com eletricidade renovável e é vista como um combustível de baixo carbono e uma forma de transportar hidrogênio.”

Fonte: Rueters; 16/03/2026

Espanha alerta a UE contra a suspensão do mercado de carbono para tentar reduzir os preços da energia

“A Espanha defendeu o sistema de comércio de carbono da UE, alertando que seria um “grande erro” desmontá-lo para amenizar o choque dos preços da energia provocado pela guerra no Irã. Itália e outros países estão pressionando para suspender o sistema de comércio de emissões do bloco — que responde por cerca de 11% dos custos de energia — para amortecer o impacto nos mercados do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde normalmente transita cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo. A ministra de energia da Espanha, Sara Aagesen Muñoz, disse ao FT que usar “essa crise para mudar um sistema que funciona é irresponsável e um grande erro”, acrescentando: “O ETS precisa durar e não podemos ignorar as lições aprendidas sobre a guerra na Ucrânia.” O ETS exige que as empresas possuam permissões para cobrir as emissões de carbono e as incentiva à descarbonização. O esquema também foi pressionado por uma crise energética agravada pela invasão em larga escala da Ucrânia em 2022, quando a Rússia cortou o fornecimento de gás para a Europa. Mas o bloco evitou suspender o comércio de carbono durante esse período.”

Fonte: Financial Times; 17/03/2026

A Índia pode flexibilizar novas regras de fornecimento de rede para produtores de energia renovável

“A Índia pode aliviar as penalidades propostas para produtores de energia eólica e solar que não cumprirem compromissos mais rigorosos de fornecimento de rede, mostraram atas do governo, após incorporadoras alertarem que as mudanças podem prejudicar a receita e desacelerar o investimento em energia limpa. O regulador de energia – a Comissão Central de Regulação de Eletricidade – propôs regras mais rigorosas para produtores de energia eólica e solar em um rascunho publicado em setembro. As regulamentações visavam reduzir gradualmente a diferença entre a quantidade de eletricidade que os produtores se comprometem a fornecer e o que eles realmente geram. As novas regras, que incluíam pesadas penalidades por não cumprir compromissos de fornecimento da rede, deveriam entrar em vigor a partir de abril de 2026. Em uma reunião com os ministros de energia e energia limpa do país no final de janeiro, os desenvolvedores de energia limpa da Índia alertaram que as regras mais rígidas poderiam levar a perdas significativas de receita, mostraram as atas. Anteriormente, muitos atores do setor haviam escrito ao regulador, dizendo que o plano proposto diminuiria o investimento em energia limpa.”

Fonte: Rueters; 16/03/2026

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
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