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Veículos elétricos produzidos no Brasil ganham tração; MME rejeita antecipar o aumento da mistura de biodiesel para B17 | Brunch com ESG

Nossa visão sobre as principais notícias da semana na agenda ESG

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Como avaliamos os principais acontecimentos da semana

Pensando em melhor auxiliar os investidores, o Brunch com ESG é um relatório publicado pelo time ESG do Research da XP que busca destacar os principais tópicos da agenda na semana. Considerando que informação é a melhor ferramenta para auxiliar os investidores na tomada de decisão, nosso objetivo é mantê-los atualizados com os acontecimentos mais relevantes no Brasil e no exterior da semana que passou, incluindo: (i) nossa visão sobre as principais notícias ESG; (ii) o desempenho dos principais índices ESG em diferentes países; e (iii) comparação da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

#1. Mercado de veículos elétricos no Brasil acelera, com produção doméstica sustentando o crescimento

Na mídia. Feito no Brasil: produção nacional ganha peso na onda dos carros elétricos – Eixos, 9 de março (link)

Nossa visão. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), mais de 28,1 mil veículos híbridos e elétricos foram emplacados em fevereiro, o que representa 15,9% das vendas totais (vs. 9,3% no mesmo período de 2025). Notavelmente, 43% desses veículos eletrificados foram produzidos no Brasil (vs. média de 25% entre jan-ago/25). Vemos o marco de fevereiro como reflexo de uma demanda sólida por veículos elétricos de entrada com preços competitivos e pela contínua expansão do leque de modelos disponíveis. Olhando à frente, o início da produção local por novos entrantes, em especial montadoras chinesas como BYD, GWM e Geely, tende a dar suporte adicional aos volumes de vendas ao longo de 2026. Como discutido em nossa reunião com Ricardo Bastos, presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) (link), a combinação de tarifas de importação mais altas e o fortalecimento da demanda doméstica está gradualmente aumentando a atratividade da fabricação local de veículos elétricos. Na nossa visão, essa dinâmica deve reduzir progressivamente a dependência de importações e incentivar as montadoras a acelerar suas estratégias de localização no Brasil, com o desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos doméstica.

#2. MME rejeita antecipar o aumento da mistura de biodiesel em meio à escalada das tensões no Oriente Médio

Na mídia. Governo nega aumento imediato da mistura de biodiesel e fala em testes ainda neste semestre – Globo Rural, 12 de março (link)

Nossa visão. Nesta semana, o Ministério de Minas e Energia (MME) negou um pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para antecipar o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, de B15 para B17. Do ponto de vista da CNA, o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio elevou os preços internacionais do petróleo, movimento que vem sendo repassado aos preços domésticos do diesel. Na avaliação da entidade, uma maior participação de renováveis poderia ajudar a mitigar esse impacto. O MME, no entanto, rejeitou a proposta com base em dois argumentos principais: (i) os testes de durabilidade e os estudos de viabilidade técnica para misturas acima do atual B15 ainda estão em andamento, com resultados esperados para o 1º semestre de 2026; e (ii) qualquer redução significativa da dependência brasileira das importações de diesel exigiria uma expansão relevante da capacidade doméstica de produção de biodiesel, embora representantes do setor defendam que há capacidade ociosa suficiente disponível. Do ponto de vista de preços, o biodiesel tem sido negociado, de modo geral, com prêmio em relação ao diesel fóssil na saída das refinarias. Assim, não está claro que um aumento da mistura obrigatória se traduziria necessariamente em preços mais baixos ao consumidor final, especialmente no curto prazo. Além disso, embora observemos possíveis atrasos no cronograma inicial da Lei do Combustível do Futuro (o cronograma prevê aumentos anuais de 1 p.p. até 2030, alcançando B20, sujeitos à aprovação técnica em cada etapa. Dentro desse arcabouço, a mistura deveria subir para B16 em março de 2026, mas permanece em B15), avançar para uma mistura de 17% sem a conclusão das validações técnicas pode se mostrar desafiador -ponto que merece acompanhamento.

Índices ESG e suas performances

(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).
(6)
O Índice MSCI ACWI, que representa o desempenho de todo o conjunto de ações de grande e médio porte do mundo, em 23 mercados desenvolvidos e 26 emergentes.



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