Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território levemente negativo, com IBOV e o ISE recuando 0,13% e 0,91%, respectivamente.
• No Brasil, (i) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo busca uma saída jurídica para que o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data center (Redata) possa ser reeditado ainda neste ano, se houver apoio dos senadores – a medida provisória que criou o programa caducou ontem, e o projeto de lei com o mesmo tema não foi apreciado pelo Senado Federal, com isso, o programa deixa de existir a partir de hoje; e (ii) a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) respondeu às cartas das entidades do mercado de capitais sobre o reporte pelas empresas de capital aberto de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade sob os padrões IFRS S1 e S2 – no documento, a CVM sinaliza que não vai postergar os prazos, mas diz que considera “ajustes” e “alívios adicionais”, desde que preservem o trabalho realizado até o momento.
• No internacional, o Google usará baterias feitas de ferro para abastecer um grande campus de data centers em Minnesota, um desenvolvimento que pode representar uma mudança no jogo na tecnologia de baterias – as chamadas baterias ferro-ar podem fornecer um suprimento estável de eletricidade por 100 horas, ampliando substancialmente a vida útil das instalações de energia limpa.
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Brasil
Empresas
CVM confirma prazo de novos reportes de sustentabilidade e fala em ‘alívios’
“A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) respondeu, na véspera do Carnaval, às cartas das entidades do mercado de capitais que recebeu na véspera do Natal. O assunto: o reporte pelas empresas de capital aberto de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade sob os padrões IFRS S1 e S2. No documento de nove páginas, o xerife do mercado de capitais sinaliza que não vai postergar os prazos, mas diz que considera “ajustes” e “alívios adicionais”, desde que preservem o trabalho realizado até o momento. A resposta é à Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca). A entidade pediu à CVM para derrubar a obrigatoriedade desses relatórios, que vale a partir do exercício de 2026. O pedido é para que a adoção se mantenha voluntária, como é hoje, ou que seja postergada por três anos. Os relatórios com o novo padrão precisam ser publicados junto com as demonstrações financeiras só no próximo ano, mas a contabilidade das empresas precisa trabalhar sobre o exercício deste ano, por isso a urgência do assunto.”
Fonte: Capital Reset; 25/02/2026
“A gigante petrolífera Shell (SHEL.L), a parceira mais saudável da joint venture com a produtora brasileira de açúcar e etanol Raizen, está pronta para investir mais recursos na recapitalização da empresa em dificuldades, disseram à Reuters três pessoas familiarizadas com o assunto. A Raizen (RAIZ4.SA), uma das maiores produtoras globais de açúcar, está em sérias dificuldades financeiras após registrar um prejuízo líquido de 15,6 bilhões de reais (US$ 3 bilhões) no terceiro trimestre, em meados de fevereiro, quando alertou para uma “significativa incerteza” sobre sua capacidade de continuar operando. A problemática produtora de açúcar e biocombustíveis viu sua dívida líquida subir para 55,3 bilhões de reais no final de dezembro, devido a uma combinação de investimentos pesados, clima instável e incêndios florestais, que levaram a colheitas mais fracas e volumes de moagem menores. Até a semana passada, a Shell estava disposta a injetar 2,5 bilhões de reais na Raizen, mas desde então indicou que ofereceria até 3,5 bilhões de reais, sujeitos a certas condições, de acordo com duas das fontes.”
Fonte: Reuters; 25/02/2026
ESG nas transações tributárias desafia governo e empresas
“A transação tributária, mecanismo que tem permitido a celebração de acordos entre contribuintes e o Fisco para quitação de dívidas fiscais e previdenciárias com concessões e vantagens mútuas, vem passando por uma transformação interessante no Brasil e estimulando, a meu ver, um verdadeiro “ganha-ganha”. Desde a Lei nº 13.988, resultado da conversão em 2020 da medida provisória do “contribuinte legal” que inaugurou a transação tributária em nível federal, o instrumento ganhou força, movimentando cerca de R$ 466 bilhões entre 2020 e 2023, segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Agora, um debate que surge é a incorporação dos critérios ESG (ambiental, social e de governança) nesses acordos, uma tendência que pode impulsionar uma relação cooperativa entre Estado, empresas e sociedade. A lógica da transação tributária (excetuado o Programa de Transação Integral – PTI) é simples: o contribuinte que necessita de incentivos para regularizar suas dívidas as confessa e, considerando sua capacidade econômico-financeira, histórico e forma de pagamento, pode obter descontos e prazos mais alongados do que os parcelamentos tradicionais (sendo esses os benefícios mais comuns).”
Fonte: Valor Econômico; 26/02/2026
Política
Senado não vota e incentivo a datacenters perde a validade
“O plenário do Senado decidiu não votar o projeto de lei que conferia tributação especial a datacenters, o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). O motivo seria a insatisfação do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), com a falta de articulação do Executivo com os senadores. A medida provisória (MP) que estabelece o programa perdeu seus efeitos às 23h59 de quarta-feira (25). Com isso, o programa deixa de existir nesta quinta-feira (26). O Redata busca atrair investimentos para o país no setor de datacenters ao instituir um regime especial de tributação destinado a empresas que implementem projetos de serviços nessa área. Segundo o Valor apurou, o presidente do Senado ficou insatisfeito com a condução das negociações em torno do tema. De acordo com interlocutores do senador, ele não foi procurado pela equipe econômica e não houve articulação para o avanço do tema na Casa. Segundo fontes, o vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes (PL-TO), estava pronto para relatar o tema. Ele defenderia a aprovação sem mudança em relação ao texto aprovado pela Câmara na madrugada de quarta. A relação de Alcolumbre com o governo enfrenta percalços desde o final do ano passado, após a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). À época, o presidente do Senado rompeu com o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA).”
Fonte: Valor Econômico; 25/02/2026
Haddad diz que equipe jurídica da Fazenda estuda formas para reeditar Redata
“O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo busca uma saída jurídica para que o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) possa ser reeditado ainda neste ano, se houver apoio dos senadores. A medida provisória que criou o programa caduca hoje, e o projeto de lei com o mesmo tema não foi apreciado pelo Senado Federal. Com isso, o programa deixa de existir a partir de amanhã. “Se o Congresso quiser, nós vamos encontrar um caminho jurídico de restabelecer [o Redata]. A gente precisa ter uma vontade política do Senado em apreciar a matéria. A Câmara apreciou a matéria, mas o projeto precisa das duas Casas para que ele tenha vigência”, disse Haddad a jornalistas. Conforme mostrou o Valor, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ficou insatisfeito com a condução das negociações em torno do Redata, por isso não votou o projeto enquanto a MP estava válida. De acordo com interlocutores, Alcolumbre não foi procurado pela equipe econômica e não houve articulação do governo para o avanço do tema no Senado. Haddad disse que o governo vai procurar Alcolumbre para entender se há insatisfação com o formato do programa ou se não houve votação por outro motivo.”
Fonte: Valor Econômico; 25/02/2026
Coalizão de biocombustíveis lança proposta para mapa do caminho
“Formada no início de fevereiro, a Coalizão pelos Biocombustíveis divulgou nesta quarta (25/2) uma proposta de contribuição para o mapa do caminho brasileiro para a transição dos combustíveis fósseis. Entre as ambições está a “consolidação da bioenergia como eixo central da política energética e industrial brasileira”. A proposta também fala em redução gradual da dependência de importações de combustíveis fósseis e estabelecimento de hubs regionais integrados de biocombustíveis. O grupo é formado por associações dos setores de biodiesel, etanol, biometano e hidrogênio, e frentes parlamentares da Agropecuária (FPA), do Biodiesel (FPBio), do Etanol (FPEtanol) e da Economia Verde. O documento foi lançado nesta tarde durante um seminário na Comissão Especial de Transição Energética da Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), que também está na liderança da coalizão e foi relator da lei do Combustível do Futuro.”
Fonte: Eixos; 25/02/2026
Internacional
Empresas
EDP Renováveis tem otimismo com crescimento nos EUA após incertezas regulatórias
“A EDP Renováveis, quarta maior produtora de energia eólica do mundo, está “muito otimista” em relação ao seu crescimento contínuo no mercado dos Estados Unidos, após grande parte da incerteza regulatória do ano passado ter sido dissipada, disse o diretor-presidente da empresa à Reuters. Em janeiro de 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou que as agências federais suspendessem a emissão de quaisquer aprovações novas ou renovações para projetos de energia eólica off-shore, e que considerassem rescindir ou alterar os contratos de arrendamento existentes, o que acabou atrasando diversos investimentos. Miguel Stilwell de Andrade, que comanda tanto a EDP Renováveis quanto a sua empresa controladora, a Energias de Portugal (EDP), disse que, apesar da percepção de grande risco gerada inicialmente, “no ano passado, houve um grande esclarecimento de todo o marco regulatório nos Estados Unidos… aliviando a incerteza”. “Portanto, tivemos um bom ano de crescimento em 2025 e esperamos bons anos pela frente, em 2026 e além, nos Estados Unidos. Estamos muito otimistas”, afirmou ele em uma entrevista.”
Fonte: Valor Econômico; 25/02/2026
Bateria recarregável de ferro é nova aposta do Google
“O Google usará baterias feitas de ferro para abastecer um grande campus de data centers em Minnesota, um desenvolvimento que pode representar uma mudança no jogo na tecnologia de baterias. As chamadas baterias ferro-ar podem fornecer um suprimento estável de eletricidade por 100 horas, ampliando substancialmente a vida útil das instalações de energia limpa. A gigante de tecnologia anunciou na terça-feira (24) que trabalhará com a concessionária Xcel Energy, de Minnesota, para obter 1,9 gigawatt de energia limpa para seu data center, incluindo o financiamento de grandes parques eólicos e solares. Incluída nesses 1,9 gigawatt estará uma instalação de baterias de 300 megawatt construída pela startup privada Form Energy, sediada em Massachusetts. As baterias ferro-ar da Form geram eletricidade por meio de uma reação química envolvendo oxigênio, água e pó de ferro que imita como peças antigas de metal enferrujam. As baterias também podem ser recarregadas por meio de uma espécie de “remoção da ferrugem”. A eletricidade reverte o processo de oxidação, permitindo que as baterias de ferro armazenem energia para uso posterior.”
Fonte: Valor Econômico; 25/02/2026
Política
Gestoras retomam aliança net zero – mas agora sem prazo
“A aliança de gestoras de recursos pela descarbonização de seus portfólios, a Net Zero Asset Managers (NZAM), anunciou seu relançamento nesta quarta-feira (25). O net zero, porém, agora não tem mais prazo – anteriormente, o compromisso do grupo era atingir emissões líquidas zero até 2050. O relançamento conta com 250 signatários, ante os 325 membros da aliança quando suas operações foram suspensas um ano atrás. A lista traz nomes de algumas das maiores empresas de investimento globais, mas também conta com ausências notáveis. As europeias dominam a página de signatários, com UBS Asset Management, BNP Paribas Asset Management e Allianz Global Investors. Não estão lá as grandes casas americanas, que antes participavam da aliança: BlackRock, JPMorgan e Goldman Sachs. Cinco casas brasileiras são membros da aliança: Flying Rivers Capital, IG4 Capital, JGP, Régia Capital e Fama Re.Capital. “O forte apoio dos investidores à NZAM sinaliza que os gestores de ativos em todo o mundo continuam a reconhecer e a tomar medidas para lidar com os riscos e oportunidades financeiros relacionados ao clima”, diz o comunicado da aliança. Ele menciona uma declaração pública de apoio de um grupo de mais de 50 proprietários de ativos, que respondem por US$ 3,7 trilhões em investimentos.”
Fonte: Capital Reset; 25/02/2026
Choques climáticos ameaçam economia esportiva global de US$ 2,3 trilhões, alerta um estudo
“Condições climáticas extremas ameaçam o crescimento anual da receita na economia esportiva de US$ 2,3 trilhões, cuja expansão é impulsionada principalmente pelo turismo ligado a eventos globais que demandam muitos recursos, como os Jogos de Milão-Cortina, recentemente concluídos, de acordo com um relatório. O crescimento do setor deve ser usado para maximizar os benefícios sociais, como a redução dos gastos com saúde pública e a promoção da igualdade de gênero. Isso implica em confrontar a ameaça que o setor enfrenta devido às mudanças climáticas e à perda da natureza – ameaça essa que corre o risco de ser agravada pela sua própria presença, afirmou Tony Simpson, sócio e líder global da indústria esportiva da consultoria Oliver Wyman, autora do relatório. “O esporte tem mais poder do que qualquer outro setor para impulsionar comportamentos porque se vê como um ativo comunitário. E se você é um ativo comunitário, precisa agir como tal”, disse ele à Reuters.”
Fonte: Reuters; 25/02/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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