Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território levemente negativo, com IBOV e o ISE recuando 0,88% e 0,87%, respectivamente.
• No Brasil, (i) a Engie está considerando instalar baterias ou data centers para mineração de bitcoin em seu complexo solar no Brasil, que se tornou o maior de todo o portfólio global da empresa francesa, disse um executivo da companhia – o complexo Assú Sol, localizado no Rio Grande do Norte, soma 753 megawatts de capacidade instalada e entrou totalmente em operação comercial neste mês; e (ii) o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) vai destinar R$ 1,3 bilhão ao setor automotivo pelo Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) até 2029 – o programa é a atual política industrial brasileira para desenvolvimento tecnológico e descarbonização da cadeia automotiva.
• No internacional, a gigante chinesa BYD registrou um aumento de quase três vezes nas vendas na Europa no mês passado em relação a janeiro de 2025, marcando um forte início de ano, e reforçando a alta demanda no continente por seus veículos elétricos e híbridos – os registros de carros novos da BYD saltaram para 18.242 unidades no mês passado (vs. 6.884 em janeiro de 2025).
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Brasil
Empresas
Engie avalia baterias e data center para aliviar cortes em seu maior parque solar no mundo
“A Engie está considerando instalar baterias ou data centers para mineração de bitcoin em seu recém-inaugurado complexo solar no Brasil, que se tornou o maior de todo o portfólio global da empresa francesa, disse um executivo da companhia. Essas tecnologias são vistas como alternativas para reduzir os cortes de geração de energia que têm prejudicado não só o projeto solar da Engie, mas todo o setor de energias renováveis brasileiro. O complexo Assú Sol, localizado no Rio Grande do Norte, soma 753 megawatts de capacidade instalada e entrou totalmente em operação comercial neste mês, após dois anos e meio de construção e investimentos de R$ 3,3 bilhões pela Engie Brasil Energia. O projeto, composto por mais de 1,5 milhão de módulos fotovoltaicos, gera energia suficiente para abastecer uma cidade de 850 mil consumidores e tem sua produção contratada por empresas que contratam energia no mercado livre. Mas a usina solar tem sofrido com os cortes de geração, restrições que são impostas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), disse Eduardo Sattamini, presidente da Engie no Brasil. “Isso está impactando o retorno do projeto. Mas para nós, uma grande companhia com muitas tecnologias de geração, o impacto não é tão grande quanto para as menores”, disse, em conversa com jornalistas.”
Fonte: Valor Econômico; 23/02/2026
Inclusão da geração distribuída no curtailment em debate na Aneel
“A diretoria da Aneel volta a debater os cortes de geração (curtailment) na reunião de diretoria de terça-feira (24/2), desta vez tendo em vista o parecer da Procuradoria Federal junto à agência que entendeu que a micro e mini geração distribuída (MMGD) pode ser incluída no “curtailment”. O parecer conclui que a MMGD pode ser incluída nos cortes de geração físicos, mas não pode entrar nos rateios contábeis pelos cortes. O eventual corte da geração dos sistema distribuídos preocupa o segmento (Agência Infra). Na MMGD, o consumidor gera a própria energia, normalmente por meio de placas fotovoltaicas. A discussão faz parte da terceira fase da consulta pública 45/2019, que colhe informações para o aprimoramento da norma sobre os critérios operativos para redução ou limitação de geração no Sistema Interligado Nacional (SIN), sob relatoria da diretora Agnes da Costa. A intensificação nos cortes das usinas renováveis centralizadas fez o tema ganhar tração nos últimos anos. A combinação de baixa demanda e falta de infraestrutura para escoar a geração nas grandes usinas ampliou os cortes, com impactos financeiros para os investidores de fontes renováveis no país.”
Fonte: Eixos; 23/02/2026
Política
Senai vai destinar 1,3 bilhão ao setor automotivo pelo Mover
“O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) vai destinar R$ 1,3 bilhão ao setor automotivo pelo Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) até 2029. O programa é a atual política industrial brasileira para desenvolvimento tecnológico e descarbonização da cadeia automotiva. Os recursos vão ser distribuídos em cinco frentes de atuação: formação profissional; consultoria; pesquisa e desenvolvimento (P&D); apoio à criação de centros de competência; e parcerias internacionais para intercâmbio de pesquisadores para centros de excelência em outros países. A meta do Senai é realizar pelo menos 1,6 mil consultorias gratuitas de manufatura enxuta, digitalização e pegada de carbono, e formar 700 profissionais nos cursos de especialização. Além disso, a instituição quer promover ao menos 50 alianças entre empresas de diferentes portes, startups e instituições de ciência e tecnologia (ICTs) para o desenvolvimento de novas tecnologias. Do total previsto, R$ 1,25 bilhão é do Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT), R$ 25 milhões são do Senai, e pelo menos R$ 25 milhões virão de contrapartida das empresas participantes dos projetos de P&D.”
Fonte: Eixos; 23/02/2026
Tereos certifica etanol para SAF com selo de baixo risco de desmatamento
“A produtora de açúcar e bioenergia Tereos anunciou nesta segunda (23/2) a certificação do etanol produzido na unidade de Mandu, em Guaíra (SP), no ISCC CORSIA Low LUC Risk. A certificação internacional atesta que a produção do biocombustível não provoca emissões de gases de efeito estufa relacionadas ao impacto indireto de uso da terra (LUC). Com isso, ele pode ser utilizado como matéria-prima para produção de combustível sustentável de aviação (SAF, em inglês) atendendo exigências de mercados internacionais. O Corsia é um acordo da aviação civil internacional que busca neutralidade de emissões até 2050. Para isso, estabelece uma série de parâmetros. Entre eles, regras para garantir que os combustíveis sustentáveis tenham realmente baixo impacto ambiental. De acordo com a Tereos, a certificação foi possível graças à adoção de boas práticas agrícolas que garantiram aumento de produtividade por meio da melhoria da qualidade do solo.”
Fonte: Eixos; 23/02/2026
Após pressão indígena, governo revoga decreto de concessões de hidrovias na Amazônia
“Após mais de um mês de protestos de indígenas e da ocupação do terminal de embarque da comercializadora de alimentos Cargill, em Santarém (Pará), o governo federal decidiu revogar o decreto 12.600, que incluía partes das hidrovias dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins no Plano Nacional de Desestatização. O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos (PSOL), anunciou a decisão pelas redes sociais. “Este governo tem capacidade de escuta do povo, inclusive para rever decisões quando necessário”, publicou. Segundo o ministro, a revogação será publicada na edição desta terça (24) do Diário Oficial da União. A volta atrás acontece 14 dias após a suspensão da dragagem de um trecho do Tapajós, cuja licitação também foi alvo dos protestos. “Isso é resultado da resistência do Tapajós, de muita luta e também da nossa crença na força e importância da natureza”, afirmou a liderança indígena Alessandra Korap logo após a notícia da revogação. A dragagem e a concessão de trechos dos rios amazônicos à iniciativa privada faziam parte de um plano para melhorar a eficiência do escoamento de produtos agrícolas do Centro-Oeste pelos portos da região Norte.”
Fonte: Capital Reset; 23/02/2026
Brasil e Índia usam tecnologia do PIX em nova rede climática para o Sul Global
“Num movimento articulado durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia, os dois países anunciaram a criação da Rede Aberta de Inteligência Planetária (OPIN). A proposta é ambiciosa: unir o que há de mais avançado em infraestrutura digital pública — a exemplo do PIX, no Brasil, e do India Stack — para acelerar a implementação de políticas climáticas e de desenvolvimento sustentável, com foco nos países do Sul Global. A ideia é usar a tecnologia como ponte para que metas ambientais saiam do papel com mais velocidade e escala. Na prática, isso pode significar desde sistemas de alerta contra desastres naturais até plataformas que conectem pequenos produtores rurais a mercados de carbono ou que permitam que famílias gerem e vendam energia limpa. Assim, os países agilizam a agenda ambiental e climática a partir dos avanços digitais. Túlio Andrade, Diretor de Estratégia e Alinhamento da COP30, afirmou que a a OPIN reflete uma mudança estrutural mais profunda nas agendas. “Essa alteração vem com a crescente integração das transições digital e climática em uma agenda planetária compartilhada, alinhada ao Acordo de Paris e à Agenda 2030”, disse.”
Fonte: Exame; 23/02/2026
Internacional
Empresas
Vendas da BYD na Europa triplicam em um ano
“A gigante chinesa do setor automotivo BYD registrou um aumento de quase três vezes nas vendas na Europa no mês passado em relação a um ano antes, um início de ano brilhante, já que seus veículos elétricos e híbridos continuam em alta demanda no continente. Os registros de carros novos da BYD, um reflexo das vendas, saltaram para 18.242 unidades no mês passado, ante 6.884 em janeiro de 2025, em toda a União Europeia, Reino Unido, Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, de acordo com a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea). As vendas da BYD na Europa dispararam todos os meses — às vezes quase cinco vezes — desde que a Acea começou a incluir a empresa em seus dados no verão passado, ressaltando o crescente interesse por sua linha de veículos entre os motoristas europeus, representando uma ameaça para as montadoras tradicionais. A Volkswagen, da Alemanha, registrou uma queda de 3,8% nas vendas na Europa no mês passado, enquanto os registros da BMW e da Renault caíram 5,7% e 15%, respectivamente, de acordo com dados da Acea. Embora essas empresas ainda tenham vendido muito mais veículos na Europa do que a BYD, os números em queda são uma prova da forte concorrência que as montadoras nacionais enfrentam de sua rival chinesa.”
Fonte: Valor Econômico; 24/02/2026
Política
Suprema Corte dos EUA analisará pedido de petroleiras para rejeitar ações sobre mudanças climáticas
“A Suprema Corte dos Estados Unidos concordou em analisar um pedido das petroleiras ExxonMobil e Suncor Energy para encerrar um processo movido por autoridades municipais de Boulder (localizada no estado do Colorado) que busca responsabilizar as empresas de petróleo por contribuir para as mudanças climáticas. O caso em questão pode afetar dezenas de ações semelhantes em todo o país. Os ministros da Suprema Corte aceitaram, nesta segunda-feira, o recurso apresentado pelas companhias contra uma decisão de instância inferior que permitiu que o processo contra elas avançasse. A ação, que alega violações da legislação estadual, pede indenização por danos não especificados relacionados aos custos que Boulder teve para mitigar os impactos das mudanças climáticas. A administração do presidente americano, Donald Trump, apoiou o recurso das empresas de petróleo. O caso de Boulder é mais um capítulo nos esforços de diversas jurisdições dos EUA que buscam indenizações de empresas que extraem, produzem, distribuem ou vendem combustíveis fósseis. Os autores dessas ações pedem compensação por danos que atribuem ao papel dessas companhias na causa das mudanças climáticas.”
Fonte: Valor Econômico; 23/02/2026
“O dinheiro que a Rússia ganhou com a exportação de petróleo e gás caiu nos últimos 12 meses, mesmo com o aumento de volume das exportações de petróleo do país, segundo dados divulgados na terça-feira, no quarto aniversário da invasão em larga escala da Ucrânia por Moscou. A Rússia depende fortemente das receitas de energia para apoiar sua guerra na Ucrânia – um elo que levou os países ocidentais a impor sanções cada vez mais rigorosas ao combustível russo, buscando enfraquecer o esforço militar do país. Uma análise publicada pelo Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo, uma organização sem fins lucrativos, constatou que as receitas da Rússia provenientes das exportações de petróleo, gás, carvão e produtos refinados totalizaram 193 bilhões de euros no período de 12 meses encerrado em 24 de fevereiro de 2026, uma queda de 27% em relação ao período comparável antes da invasão. Embora as exportações de gás da Rússia tenham despencado desde 2022, as sanções até agora não prejudicaram os volumes de exportação de petróleo da Rússia – mas, na verdade, forçaram Moscou a vender petróleo a preços mais baixos.”
Fonte: Reuters; 24/02/2026
UE adia o plano ‘Made in Europe’ após desentendimentos sobre o escopo
“A Comissão Europeia anunciou na segunda-feira que adiou o anúncio de uma política para priorizar peças industriais e produtos fabricados na Europa em uma semana, após divergências sobre o escopo geográfico do programa. As medidas – que estabeleceriam limites mínimos para peças fabricadas localmente em projetos que utilizam fundos públicos em setores estratégicos, incluindo baterias, energia solar e eólica e energia nuclear – estavam programadas para serem anunciadas na quinta-feira. “Após a discussão … a apresentação da IAA está agora marcada para o dia 4 de março”, disse um porta-voz do gabinete do Vice-Presidente Executivo da Comissão, Stéphane Séjourné, referindo-se às políticas que seriam elaboradas sob a nova Lei dos Aceleradores Industriais. Governos, incluindo a França, têm defendido a ideia de regulamentos “Made in Europe”, argumentando que as indústrias europeias precisam de proteção diante de importações mais baratas de mercados, incluindo a China, com regulamentações ambientais e outras mais flexíveis.”
Fonte: Reuters; 23/02/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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