IBOVESPA +1,06% | 190.534 Pontos
CÂMBIO -0,48% | 5,20/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 2,2% em reais e 2,8% em dólares, fechando em 190.534 pontos, em uma semana mais curta e de menor liquidez devido ao Carnaval.
Axia Energia (AXIA3, +4,7%; AXIA6, +7,9%) foi o principal destaque positivo da semana após anunciar proposta de migração para o Novo Mercado, a ser votada em Assembleia Geral Extraordinária no dia 1º de abril.
Na ponta negativa, Pão de Açúcar (PCAR3, -11,9%) apresentou desempenho inferior, refletindo um movimento técnico e possivelmente maior cautela do mercado em relação aos resultados da companhia.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros dos EUA avançaram após a Suprema Corte derrubar as tarifas impostas pelo governo Donald Trump, movimento que pressionou as Treasuries, levando a T Note de 2 anos a 3,48% (+8 bps vs. semana anterior), a T Note de 10 anos a 4,08% (+3 bps) e o T Bond de 30 anos a 4,72% (+2 bps). No Brasil, o alívio externo impulsionado pela decisão gerou uma queima de prêmios ao longo de toda a curva, com a NTN B 2030 recuando para 7,67% a.a. ( 5 bps), enquanto os DIs acompanharam o movimento, fechando em 13,24% no jan/27 ( 7 bps), 12,60% no jan/29 ( 7 bps) e 13,05% no jan/31 ( 3 bps).
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,4%) após o presidente Donald Trump anunciar que elevará as tarifas globais para 15%, acima dos 10% previamente indicados, poucos dias depois de a Suprema Corte ter invalidado parte relevante de sua política comercial. Na sexta-feira, os índices haviam fechado em alta, após decisão da Suprema Corte, mas a nova medida reacendeu incertezas sobre inflação e crescimento global. No radar da semana, destaque para o discurso do Estado da União na terça-feira e os resultados da Nvidia na quarta-feira.
Na Europa, os mercados iniciam a semana em queda (Stoxx 600: -0,3%), reagindo à nova rodada de tarifas anunciada por Trump. Entre os destaques corporativos, a JD Sports sobe quase 4% após anunciar recompra de ações de 200 milhões de libras, enquanto a Johnson Matthey despenca 12% após reduzir o valor de venda de sua divisão Catalyst Technologies. No campo macroeconômico, saem o índice Ifo da Alemanha e dados de inflação da Itália.
Os mercado na China e no Japão permaneceram fechados devido a feriado. No restante da Ásia, os mercados fecharam mistos. O anúncio das novas tarifas elevou incertezas, mas apesar da decisão da Suprema Corte limitar parte do uso do IEEPA, o arcabouço tarifário mais amplo segue intacto.
IFIX
Com a semana encurtada pelo feriado de Carnaval, o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) avançou 0,42%, impulsionado principalmente pelos fundos de tijolo (+0,63%). Nesse grupo, destacaram-se os fundos de shoppings (+1,09%), de lajes corporativas (+0,79%) e os logísticos (+0,50%), estes últimos favorecidos pelo forte desempenho do TRBL11, que apresentou a maior alta da semana (+10,8%).
Embora os FIIs de papel costumem ser pressionados no início do ano devido à sazonalidade mais baixa da inflação, que tende a reduzir as distribuições nos primeiros meses, o segmento apresentou alta de 0,25% na semana, impulsionado especialmente pelos FIIs de perfil mais high grade e middle risk. Entre os destaques negativos ficaram os FIIs de papel de perfil mais high yield, como URPR11, além de SNCI11 e HSAF11, que figuraram entre as cinco maiores baixas da semana. Por fim, os fundos híbridos e os fundos multiestratégia ficaram praticamente estáveis, com variações de -0,05% e -0,02%, respectivamente.
Economia
Nos Estados Unidos, a Suprema Corte decidiu que Donald Trump violou a legislação federal ao impor tarifas emergenciais sem autorização do Congresso, invalidando parte das tarifas de importação impostas pelo presidente. Após a decisão, Trump recorreu à Lei de Comércio de 1974 e instaurou uma nova tarifa global de 15% por até 150 dias, aumentando a incerteza sobre a política comercial.
Na agenda internacional desta semana, conheceremos o índice de preços ao produtor e uma série de sondagens regionais de atividade econômica dos Estados Unidos. Na China, o banco central decidirá pelas taxas de empréstimos de 1 ano e de 5-10 anos. Por fim, na Europa, a leitura final da inflação ao consumidor de janeiro será conhecida. No Brasil, o protagonismo ficará com o IPCA-15 de fevereiro. Do lado da atividade econômica, teremos a geração de emprego formal (relatório Caged) de janeiro. Além disso, o banco central divulgará as estatísticas de crédito, fiscais e do setor externo – também de janeiro.
Veja todos os detalhes
Economia
Após derrota na Suprema Corte, Trump impõe nova tarifa global de 15%
- Nos Estados Unidos, a Suprema Corte decidiu que Donald Trump violou a legislação federal ao impor tarifas emergenciais e globais sem autorização do Congresso. O tribunal concluiu que o presidente utilizou de forma indevida a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Com isso, as tarifas recíprocas de 10% e as sobretaxas adicionais (que, no caso brasileiro, eram de 40%) foram invalidadas. Após a derrota judicial, Trump recorreu à Lei de Comércio de 1974 e restabeleceu tarifas globais de 15% por um período de até 150 dias. O episódio elevou a incerteza sobre a direção da política comercial e reforçou dúvidas quanto ao ambiente regulatório nos Estados Unidos;
- Na agenda internacional desta semana, conheceremos o índice de preços ao produtor e uma série de sondagens regionais de atividade econômica dos Estados Unidos. Na China, o banco central decidirá pelas taxas de empréstimos de 1 ano e de 5-10 anos. Por fim, na Europa, a leitura final da inflação ao consumidor de janeiro será conhecida;
- No Brasil, o protagonismo ficará com o IPCA-15 de fevereiro, para o qual esperamos aceleração ante janeiro, especialmente por reajustes em educação. Do lado da atividade econômica, o Ministério do Trabalho trará a geração de emprego formal (relatório Caged) de janeiro. Além disso, o banco central divulgará as estatísticas de crédito, fiscais e do setor externo – também de janeiro.
Empresas
Banco Mercantil (BMEB4): Um case estrutural ligado ao aumento da longevidade
- Estamos iniciando a cobertura do Banco Mercantil com recomendação de Compra e preço alvo de R$126,0 para 2026;
- Vemos o banco combinando uma rentabilidade estruturalmente elevada, baixa volatilidade de resultados e um modelo de negócios altamente especializado e difícil de replicar, ancorado no crédito consignado do INSS e no segmento 50+;
- O banco construiu uma franquia protegida por barreiras regulatórias de entrada, especialmente sua posição de liderança nos leilões do INSS, que juntos criam um funil de aquisição proprietário, com CAC competitivo e forte recorrência;
- A geração de valor não decorre de um crescimento acelerado, mas da capacidade do banco de sustentar ROEs elevados e previsíveis, apoiados por originação disciplinada, funding estruturalmente barato, baixo custo de risco e crescente alavancagem operacional impulsionada pela digitalização;
- À medida que o mercado reconhece que esse nível de rentabilidade é estrutural, e não cíclico, vemos espaço para re-rating (nosso preço alvo implica ~10x P/L 2026E vs. ~5x atualmente), o que sustenta o potencial de valorização e reforça a assimetria positiva da tese de investimento;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Trump’s new flat-rate tariff is a boost for China and Brazil (Financial Times);
- Renan Calheiros apresenta projeto para prevenir alavancagens excessivas de bancos com uso de garantia do FGC (Valor Econômico);
- Brasil TecPar compra Ligga Telecom (Pipeline Valor);
- Azul anuncia conclusão do seu processo de reestruturação nos Estados Unidos (Valor Econômico).
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- VGIP11 sobe, TRBL11 cai e IFIX fecha em alta, com ganho de 0,42% na semana (FIIs);
- Brasil projeta 11 novos shoppings em 2026 e reforça varejo (Buildings);
- MXRF11, CPTS11 e mais: FIIs mais populares da bolsa rendem até 32%; veja ranking (MoneyTimes);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- J.P. Morgan lança primeiro ETF ativo do Brasil: A J.P. Morgan Asset Management lançou no Brasil os BDRs do ETF JEPI, marcando a chegada do primeiro ETF de gestão ativa no país e antecipando-se à regulamentação da CVM. (Valor Econômico);
- Global Cash Is Fueling a Historic Start for Latin America Stocks: Global investors are pouring money into Latin American equities at the fastest pace in a decade, driving markets in Brazil, Colombia, and Mexico to multi‑year highs and pushing the MSCI EM Latin America Index to its strongest start to a year since 1991. (Bloomberg);
- ETFs de Bitcoin registram saída histórica de US$ 3,8 bilhões em cinco semanas consecutivas: As saídas ressaltam a persistente cautela institucional em relação ao bitcoin após a queda do início de outubro. (CoinDesk);
- Hedge Funds That Piled Into US Bitcoin Funds Are First to Exit: Hedge funds that once drove the surge in US Bitcoin ETFs are now rapidly unwinding positions, slashing allocations by 28% in late 2025 as Bitcoin’s price drop and shrinking basis‑trade yields trigger a broad de‑risking across fast‑money investors. (Bloomberg).
ESG
STF deve voltar a julgar lei que obriga as seguradoras a adquirirem créditos de carbono | Café com ESG, 23/02
- O mercado fechou a semana passada em território positivo, com o IBOV avançando 2,18% e o ISE 2,13%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram altas de 1,06% e 0,82%, respectivamente;
- No Brasil, (i) o Supremo Tribunal Federal (STF) deve voltar a julgar, até o mês de maio, se é válida a lei que obriga as seguradoras, entidades de previdência complementar e resseguradoras a adquirirem um percentual mínimo anual de ativos ambientais, como créditos de carbono – após três votos pela inconstitucionalidade da norma, o julgamento no Plenário Virtual foi suspenso por um pedido de vista do ministro Cristiano Zanin, que tem 90 dias para devolver o caso à pauta; e (ii) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta segunda-feira, durante sua visita de Estado à Coreia do Sul, a importância de fortalecer a parceria bilateral com Seul em áreas estratégicas como minerais críticos, semicondutores, aeroespacial, defesa, indústria verde e transição energética;
- Do lado das empresas, a Enel planeja aprofundar seus compromissos nos EUA e na Europa nos próximos três anos com uma nova onda de investimentos em projetos de energia renovável e armazenamento de baterias – a maior empresa de serviços públicos da Itália pretende fazer cerca de 53 bilhões de euros em investimentos até 2028, de acordo com o novo plano de negócios da companhia;
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