Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou o pregão de quinta-feira em alta, com IBOV e o ISE avançando 1,35% e 1,23%, respectivamente.
• No Brasil, a renovabilidade da matriz de transportes pode chegar a 85% em 2055, estimam o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), no Plano Nacional de Energia (PNE 2055) – segundo os órgãos, os biocombustíveis convencionais, como etanol e biodiesel, podem responder por 43% da demanda do setor de transportes em 2055 (vs. 23% atualmente).
• No internacional, (i) produtores de painéis solares estão intensificando os esforços para substituir a prata por alternativas como o cobre, após a prata ter subido 130% no último ano, comprimindo margens já sob pressão devido à supercapacidade de produção, especialmente na China, disseram especialistas do setor; e (ii) os ministros da Energia não conseguiram chegar a um acordo para enfrentar as mudanças climáticas durante uma reunião de dois dias da Agência Internacional de Energia, marcada por um questionamento contínuo às ambições de neutralidade de carbono pelo secretário de energia dos EUA, Chris Wright – diferente dos últimos anos, os ministros não concordaram com uma posição conjunta após as negociações.
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Brasil
Empresas
Honda CR-V a hidrogênio é testado no Brasil com truque de híbrido plug-in
“A Honda anunciou no começo deste mês o início dos testes do CR-V e:FCEV no Brasil, em parceria com a empresa espanhola Neoenergia. O SUV elétrico traz uma inusitada combinação de células de hidrogênio com um sistema plug-in a bateria semelhante ao de modelos híbridos. Apesar dos testes, não há, por enquanto, a intenção de vendê-lo por aqui. Isso porque, tradicionalmente, os carros movidos a hidrogênio – como o Toyota Mirai, que Autoesporte testou em 2022 – possuem apenas um tanque de armazenamento. O hidrogênio, vale dizer, passa por um reator para gerar a célula de combustível que será convertida em eletricidade. No entanto, o CR-V também possui um conjunto de baterias com fonte externa de recarga. Este é o primeiro veículo em produção da Honda capaz de rodar com dois tipos de energia limpa. Além da célula de combustível, traz um sistema elétrico com bateria de 17,7 kWh que pode ser carregado em tomadas convencionais e eletropostos. A autonomia é de 47 km, número que sobe para 434 km quando os tanques de hidrogênio estão cheios, de acordo com as medições da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). Os tanques são de alta pressão, de 700 bar, e suportam até 4 kg de hidrogênio.”
Fonte: Valor Econômico; 20/02/2026
24% menos CO2: o que a JSL aprendeu sobre descarbonizar sem sair da estrada
“O transporte pesado por rodovias é, de longe, o maior emissor de gases de efeito estufa no setor de transportes no Brasil. O modal rodoviário concentra 93% das emissões do setor, segundo estimativas do Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa. Apenas a carga rodoviária responde por quase metade de todas as emissões do transporte no país, algo na casa de 110 a 120 milhões de toneladas de CO₂ equivalente ao ano, uma vez que o transporte como um todo representa cerca de 11% das emissões totais de CO₂ do Brasil. O principal desafio é que o caminhão não tem uma alternativa óbvia de baixo carbono para rotas longas e cargas pesadas, comuns ao setor. O transporte segue como favorito porque é o único que acessa locais de difícil acesso, conectando regiões remotas de todo o Brasil com vasta flexibilidade. É nesse contexto — de um modal essencial, mas carbonizado por natureza — que a JSL, operadora logística rodoviária líder no Brasil, tenta construir um caminho para emitir menos. O gerente fde sustentabilidade da companhia, Gustavo Brito, conversou com a EXAME e contou mais sobre a sua estratégia para reduzir o impacto ambiental diário.”
Fonte: Exame; 19/02/2026
Os veículos seminovos elétricos entram no jogo para valer
“O mercado americano começou 2026 com um sinal que merece atenção no Brasil. O seminovo elétrico deixou de ser vitrine de nicho e passou a disputar comprador na lógica mais poderosa do varejo automotivo: preço de entrada e custo mensal de uso. Em vários recortes, a diferença para modelos a combustão encolheu de forma relevante e, em alguns casos, virou vantagem do elétrico. Para investidor e operador do setor, o ponto não é ideológico. É econômico. Quando o usado elétrico aproxima o ticket de compra do usado a combustão, a decisão do consumidor sai do campo da curiosidade tecnológica e entra na matemática do orçamento doméstico. A mudança não veio de um único fator. Ela é resultado de uma combinação de oferta, depreciação e ajuste de risco na cadeia. Primeiro, aumentou a oferta de usados elétricos. Parte vem de renovação de frota, parte vem de veículos que entraram no mercado novo com descontos agressivos nos últimos ciclos e agora retornam ao canal de seminovos. Segundo, a depreciação de vários elétricos foi mais forte que a dos equivalentes a combustão, comprimindo o preço de revenda e abrindo janela para o segundo comprador. Terceiro, com mais histórico de uso, o mercado começa a precificar bateria e autonomia com menos ruído e mais método, reduzindo incerteza para lojista, financeira e cliente final.”
Fonte: InfoMoney; 20/02/2026
Política
Renovabilidade da matriz de transportes pode alcançar 85% em 2055 com bioenergia
“A renovabilidade da matriz de transportes pode chegar a 85% em 2055, estimam o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), no Plano Nacional de Energia (PNE 2055). Os biocombustíveis convencionais, como etanol e biodiesel, podem responder por 43% da demanda do setor de transportes em 2055. Atualmente, eles respondem a 23%. Já os biocombustíveis avançados, como diesel verde e combustível sustentável de aviação (SAF), podem responder por até 22% da demanda no ano, enquanto a eletrificação pode chegar a 13%, com destaque para veículos leves e transporte urbano. Já em 2035, o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035) estima que 22% dos licenciamentos de caminhões semileves e leves devem ser compostos por veículos híbridos e elétricos. A proporção é de 17% nos caminhões médios, e de 1,4% em semipesados e pesados. Segundo o documento, outras alternativas devem avançar mais rápido nos pesados, como o gás natural comprimido (GNC) ou liquefeito (GNL), e a hibridização.”
Fonte: Eixos; 19/02/2026
Internacional
Política
Preço do carbono cai 20% na Europa – e porque isso importa ao Brasil
“O preço para emitir uma tonelada de dióxido de carbono na União Europeia caiu 20% neste ano. A queda brusca foi causada pela pressão política para rever ou intervir no mercado regulado de carbono do bloco – e fez com que ações de empresas do setor de energia também sofressem. As implicações disso vão muito além da Europa. O Sistema de Comércio de Emissões (ETS, na sigla em inglês) é peça central na política climática europeia. Ele impõe limites de emissões a companhias elétricas e setores que emitem muitos gases de efeito estufa. Quem consegue reduzir além do estabelecido pode vender esse excedente às companhias que não atingiram suas metas obrigatórias. Ele tem sido, em grande parte, um sucesso ao afastar o setor elétrico do carvão, o impulsionando em direção às energias renováveis. O custo adicional tem sido suportável, segundo o Financial Times. A próxima fase, porém, é mais difícil de concretizar. Fabricantes de produtos muito intensivos em emissões, como aço e cimento, também recebem alguns “créditos” gratuitamente porque atuam em setores de difícil descarbonização.”
Fonte: Capital Reset; 19/02/2026
“Os ministros da Energia não conseguiram chegar a um acordo para enfrentar as mudanças climáticas durante uma reunião de dois dias da Agência Internacional de Energia, marcada por um ataque contínuo às ambições de neutralidade líquida pelo secretário de energia dos EUA, Chris Wright. Diferente dos últimos anos, os ministros não concordaram com uma posição conjunta após as negociações, um sinal das divisões fomentadas pelos EUA. Reino Unido, França e Espanha estavam entre os países que mantinham a importância das fontes renováveis. Um resumo da reunião preparado pela presidente Sophie Hermans, ministra da energia holandesa, focou principalmente na “segurança energética”. Observou que uma “grande maioria dos ministros enfatizou a importância da transição energética para combater as mudanças climáticas”, referindo-se ao acordo climático COP28 da ONU em Dubai para uma transição global para emissões líquidas zero. Isso ocorreu após uma afirmação da “importância contínua do petróleo e gás.”
Fonte: Financial Times; 19/02/2026
Indústria solar acelera a transição da prata à medida que os custos disparam
“Produtores de painéis solares estão intensificando os esforços para substituir a prata por alternativas como o cobre, após a prata ter subido 130% no último ano, comprimindo margens já sob pressão devido à supercapacidade de produção, especialmente na China, disseram especialistas do setor. “A prata é o maior contribuinte para o aumento do custo de fabricação de painéis solares”, disse Derek Schnee, consultor sênior de energia solar comercial da JK Renewables, acrescentando que o custo dos painéis solares aumentou de 7 a 15% nos últimos 12 meses. A pasta de prata, um material chave para painéis fotovoltaicos, representa 30% do custo total das células solares, observaram analistas da Heraeus. Após uma alta de 147% em 2025, os preços da prata atingiram uma recorde histórica de $121,64 por onça em janeiro, em meio à oferta física restrita e às compras no varejo, antes de diminuir para $77 por onça. O setor fotovoltaico representa 196 milhões de onças troy, ou 17%, da demanda total de prata, que também é impulsionada por joias, eletrônicos e investimentos.”
Fonte: Reuters; 19/02/2026
“Um confronto legal entre a administração Trump e a Califórnia sobre regras de poluição automotiva está chegando ao auge, com enormes implicações financeiras para fabricantes de veículos elétricos, incluindo a Tesla (TSLA. O) e montadoras tradicionais dependentes de veículos a combustíveis fósseis. A Califórnia está contestando uma medida pouco ortodoxa dos republicanos do Congresso para anular uma isenção que permitisse ao estado promulgar suas próprias regulamentações de emissões. Se a Califórnia vencer, isso pode forçar as montadoras americanas a cumprirem dois esquemas regulatórios diametralmente opostos: a política anti-VEs do presidente Donald Trump e o regime pró-EV da Califórnia, que outros 11 estados adotaram. A Califórnia pretende exigir que as montadoras vendam 100% de veículos elétricos ou outros veículos de zero emissão até 2035, com metas temporárias agressivas que deveriam começar este ano. A administração Trump, por outro lado, eliminou subsídios federais para veículos elétricos e incentivos políticos – caindo nas vendas de veículos elétricos em todo o país.”
Fonte: Reuters; 19/02/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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