IBOVESPA -0,17% | 185.929 Pontos
CÂMBIO +0,15% | 5,20/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a terça-feira em leve queda de 0,2%, aos 185.929 pontos. O principal destaque do dia foi a divulgação do IPCA de janeiro, que veio ligeiramente acima das expectativas do mercado, enquanto os investidores seguem no aguardo da divulgação do relatório de empregos nos EUA.
Braskem (BRKM5, +8,3%) avançou após a aprovação do regime de urgência para um projeto de lei que amplia os benefícios do REIQ entre março e dezembro de 2026. Na ponta negativa, Eneva (ENEV3, -9,7%) recuou após a Aneel revisar os preços-teto definidos para o próximo leilão de reserva de capacidade, movimento negativo para a companhia.
Nesta quarta-feira, o foco do mercado será o relatório de empregos dos EUA referente a janeiro. Pela temporada de resultados, os principais destaques no Brasil serão Banco do Brasil, Guararapes, Klabin e TOTVS. No cenário internacional, atenção para os balanços de McDonald’s e Heineken.
Renda Fixa
Os juros futuros dos EUA fecharam a terça‑feira em queda, à espera do payroll de janeiro, após indicadores mais fracos de varejo e custo de emprego e discursos de dirigentes do Fed. O Tesouro leiloou US$ 58 bilhões em T‑notes de 3 anos, com taxa de 3,518% e bid‑to‑cover de 2,62. A T‑Note de 2 anos caiu para 3,45% (‑4 bps), a de 10 anos para 4,14% (‑6 bps) e o T‑Bond de 30 anos para 4,78% (‑7 bps). No Brasil, os juros futuros subiram em realização pós‑IPCA, que mostrou desaceleração, mas ainda pressão em componentes sensíveis à política monetária. O DI jan/27 fechou a 13,38% (+3 bps), o DI jan/29 a 12,75% (+5 bps) e o DI jan/31 a 13,15% (+4 bps).
Mercados globais
Nesta quarta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,2%), com investidores aguardando a divulgação do relatório de emprego (payroll) de janeiro, que foi adiado devido ao shutdown parcial do governo. Economistas esperam criação de 55 mil vagas em janeiro, ante 50 mil em dezembro, com taxa de desemprego projetada em 4,4%. Na sessão anterior, o S&P 500 caiu -0,3% e o Nasdaq recuou cerca de -0,6%, pressionados por preocupações com o impacto da inteligência artificial no setor financeiro. Ainda na semana, investidores acompanham o CPI na sexta-feira.
Na Europa, as bolsas operam em leve queda (Stoxx 600: -0,3%), com exceção do FTSE 100, que sobe 0,3% com rotação para ações de energia e mineração. Entre os destaques corporativos, a Heineken avança cerca de 4% após anunciar corte de 5.000 a 6.000 empregos em meio a estratégia de reestruturação e projetar crescimento do lucro operacional entre 2% e 6% neste ano. Já a Dassault Systèmes despenca cerca de 19% após resultados abaixo do esperado, enquanto o Commerzbank reportou lucro operacional recorde, mas suas ações recuam cerca de 4%.
Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: -0,2%; HSI: +0,3%), após dados fracos de inflação. O CPI chinês subiu 0,2% em janeiro na comparação anual, abaixo da expectativa de 0,4%, reforçando sinais de pressão desinflacionária. O Kospi sul-coreano avançou 0,6%, assim como o Kosdaq (+0,6%). Os mercados japoneses permaneceram fechados devido a feriado.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a terça-feira em queda de 0,25%, influenciado pela abertura da curva de juros, em um dia marcado pela divulgação do IPCA de janeiro. A queda foi puxada sobretudo pelos Fundos de Fundos e pelos Fundos de Papel, que recuaram 0,38% e 0,37%, respectivamente.
Os Fundos de Tijolo também registraram desempenho negativo, com retração de 0,23%, influenciada principalmente pelos Fundos de Lajes Corporativas, que caíram 0,64%. Os Fundos de Shoppings (-0,07%) e os Fundos de Ativos Logísticos (-0,19%) igualmente encerraram o pregão no campo negativo.
Entre as maiores altas do dia, destacaram-se RBFM11 (+2,9%), VINO11 (+2,8%) e SNFF11 (+2,7%). No campo negativo, as principais baixas foram PVBI11 (-2,6%), BBIG11 (-2,4%) e TOPP11 (-2,0%).
Economia
No Brasil, o IPCA avançou 0,33% em janeiro comparado com dezembro, em linha com as expectativas (XP: 0,33%; Mercado: 0,32%). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses subiu de 4,26% para 4,44%. Por sua vez, a média dos núcleos de inflação aumentou 0,45% em janeiro, com a taxa acumulada em 12 meses cedendo de 4,63% para 4,47%, o menor patamar desde janeiro de 2025. Os resultados do IPCA de janeiro reforçaram nossa visão de que a inflação de curto prazo seguirá bem-comportada. Logo, acreditamos que o Copom iniciará um ciclo de flexibilização monetária em março, reduzindo a taxa Selic em 0,50 p.p. (de 15,00% para 14,50%). Prevemos inflação de 3,8% em 2026, após 4,3% em 2025. Para uma análise completa sobre o IPCA de janeiro, clique aqui.
Na China, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,2% em janeiro ante dezembro, ligeiramente abaixo da expectativa de mercado (0,3%). Com isso, a inflação ao consumidor acumulada em 12 meses cedeu de 0,8% – o maior nível em quase três anos – para apenas 0,2%. Por sua vez, o índice de preços ao produtor (PPI) permaneceu em terreno deflacionário, ao passar de -1,9% em dezembro para -1,4% em janeiro. A demanda doméstica na China segue fraca, sobretudo em função da crise no setor de construção e da baixa confiança do consumidor.
Hoje, destaque para a divulgação do relatório Nonfarm Payroll, que traz as principais estatísticas sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. A projeção de mercado indica criação líquida de 65 mil empregos em janeiro, após a adição de 50 mil em dezembro. A taxa de desemprego deve continuar em 4,4%, enquanto o rendimento médio por hora deve mostrar elevação de 0,3% no mês e 3,7% em termos anuais.
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Economia
Núcleo da inflação brasileira no menor patamar em 12 meses; relatório de emprego nos Estados Unidos no centro das atenções hoje
- No Brasil, o IPCA avançou 0,33% em janeiro comparado com dezembro, em linha com as expectativas (XP: 0,33%; Mercado: 0,32%). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses subiu de 4,26% para 4,44%. Por sua vez, a média dos núcleos de inflação aumentou 0,45% em janeiro, com a taxa acumulada em 12 meses cedendo de 4,63% para 4,47%, o menor patamar desde janeiro de 2025. Ainda em relação aos dados desagregados, os preços de alimentos registraram alta de 0,10% na comparação mensal, a menor taxa de variação para janeiro desde 2006. Além disso, os preços administrados subiram 0,54%, com a ativação da “bandeira verde” nas tarifas de energia elétrica compensando a elevação na gasolina e no transporte público (ônibus e metrô). O grupo de bens industrializados apresentou alta mensal acima do previsto (0,61%), puxada sobretudo pelos itens (voláteis) de higiene pessoal e bens duráveis. Apesar disso, a recente apreciação da taxa de câmbio, combinada à queda dos preços ao atacado, sugere desaceleração desse grupo nos próximos meses. Enquanto isso, a inflação de serviços subjacentes permaneceu elevada (0,57% em janeiro contra dezembro; 5,6% em 12 meses), refletindo a taxa de desemprego nas mínimas históricas e a contínua expansão dos salários reais. O subgrupo de serviços intensivos em mão de obra subiu 0,63% em janeiro e 6,7% no acumulado em 12 meses. No geral, os resultados do IPCA de janeiro reforçaram nossa visão de que a inflação de curto prazo seguirá bem-comportada. Portanto, acreditamos que o Copom iniciará um ciclo de flexibilização monetária em março, reduzindo a taxa Selic em 0,50 p.p. (de 15,00% para 14,50%). Por fim, prevemos inflação de 3,8% em 2026, após 4,3% em 2025. Para uma análise completa sobre o IPCA de janeiro, clique aqui;
- Nos Estados Unidos, as vendas no varejo ficaram estáveis em dezembro, enquanto o mercado esperava crescimento de 0,4%. Na comparação com o mesmo mês de 2024, as vendas avançaram 2,4%. Pelo lado negativo, os segmentos de veículos (-0,2%) e móveis (-0,9%) recuaram em dezembro. Por outro lado, o segmento de materiais de construção subiu 1,2% no período. A medida de núcleo do varejo — exclui automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação — declinou 0,1% em dezembro, após elevação de 0,2% em novembro. Esse indicador é bastante correlacionado ao componente de consumo das famílias do PIB americano. Diante disso, o Federal Reserve de Atlanta reduziu sua estimativa para o crescimento do PIB no 4º trimestre de 2025, de 4,2% para 3,7% (em termos dessazonalizados e anualizados). O governo publicará a primeira leitura do PIB na semana que vem. Em resumo, a atividade econômica dos Estados Unidos permanece sólida, com desaceleração suave do consumo;
- Na China, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,2% em janeiro ante dezembro, ligeiramente abaixo da expectativa de mercado (0,3%). Assim, a inflação ao consumidor acumulada em 12 meses cedeu de 0,8% – o maior patamar em quase três anos – para apenas 0,2%. A medida de núcleo do CPI, que exclui itens de alimentos e energia, avançou 0,8% na base anual, arrefecendo em relação à alta de 1,2% na leitura anterior. Enquanto isso, o índice de preços ao produtor (PPI) permaneceu em terreno deflacionário, ao passar de -1,9% em dezembro para -1,4% em janeiro. A demanda doméstica na China segue fraca, sobretudo em função da crise no setor de construção e da baixa confiança do consumidor;
- Hoje, destaque para a divulgação do relatório Nonfarm Payroll, que traz as principais estatísticas sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos. A projeção de mercado indica criação líquida de 65 mil empregos em janeiro, após a adição de 50 mil em dezembro. A taxa de desemprego deve continuar em 4,4%, enquanto o rendimento médio por hora deve mostrar elevação de 0,3% no mês e 3,7% em termos anuais.
Commodities
Agro, Alimentos e Bebidas – Data Expert | Análise do WASDE – Fev/26
- Após um relatório surpreendente em janeiro, o WASDE de fevereiro teve impacto menor nos mercados. A safra de soja brasileira foi elevada em 2mi t e esperamos novos aumentos;
- Na Argentina, as projeções de safra permaneceram inalteradas. A falta de chuvas no último mês reduziu o potencial produtivo após um início excelente, mas as estimativas locais seguem acima das do USDA;
- Nos Estados Unidos, as exportações de soja foram mantidas, enquanto o mercado e a agência tentam avaliar se o país conseguirá embarcar 20mi t para a China;
- Há espaço suficiente no S&D para esse volume, mas, para alcançá-lo, os EUA precisariam reduzir exportações para outros destinos a níveis inéditos nos próximos meses.
- Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/agro-alimentos-e-bebidas-data-expert-analise-do-wasde-fev-26/
Empresas
Suzano (SUZB3): Volumes fortes impulsionando o EBITDA-beat; resultados 4T25
- Suzano apresentou resultados fortes, com EBITDA adj. de R$5,6 bilhões (+11% XPe, +10% vs. consenso). Com um forte desempenho de volume como destaque nos resultados de hoje, destacamos:
- (i) melhorias na divisão de celulose (EBITDA +8% T/T), impulsionadas por volumes maiores (+9% XPe), preços (+2% T/T em USD) e um desempenho de custos controlado (custos de caixa ex-downtime -1% A/A em 2025); e
- (ii) no papel, os resultados também melhoraram (EBITDA +6% T/T), liderados por volumes domésticos mais fortes (+19% T/T), parcialmente compensado por exportações menores e um ambiente de preços mais fraco.
- Além disso, a Suzano anunciou a manutenção de uma restrição de produção de 3,5% durante todo o ano de 2026 devido às condições do mercado, consistente com a abordagem orientada ao retorno da empresa, enquanto seu renovado programa de recompra reforça a visão do management (e da nossa) de que as ações continuam subvalorizadas.
- Apesar de uma perspectiva estrutural desafiadora para a celulose, continuamos sendo construtivos em relação à Suzano, com a ação relativamente barata nos níveis atuais, em nossa visão.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- FGC aprova plano de R$ 55 bilhões para recompor caixa após indenizações do Master (Valor Econômico),
- Tesouro Nacional emite novos títulos da dívida externa em dólares (O Globo),
- Raízen inicia processo de contratação de assessores para avaliar ‘opções estratégicas’ (Valor Econômico),
- Etanol de milho deve atingir 10 bilhões de litros no Brasil (CNN Money).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Estratégia
MSCI Brazil: rebalanceamento de fevereiro de 2026
- No dia 10 de fevereiro, a MSCI anunciou sua próxima revisão, com mudanças nos constituintes de seus índices globais que entrarão em vigor no dia 2 de março.
- Nenhuma mudança foi anunciada para o índice MSCI Brazil.
- O peso de Copel Energia (CPLE3) aumentou de 0,54% para 0,96%, potencialmente atraindo fluxos entre 2,8 e 4,1 dias do ADTV de 3 meses.
- São esperadas fluxos de saída para Prio (PRIO3) e Itaú Unibanco (ITUB4).
- No índice MSCI Latin America, a empresa chilena Enel Americas (ENELAM) será removida da carteira.
- O peso das empresas brasileiras no MSCI Emerging Markets aumentou ligeiramente de 4,75% para 4,76%.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- No quinto pregão seguido de baixa, IFIX cai 0,25% e fecha aos 3.833,81 pontos (FIIs);
- FIIs acumulam seis meses de alta: veja estratégias automatizadas para surfar rali (InfoMoney);
- Como a Queda da Selic Redesenha o Mercado Imobiliário e os Ativos de Risco (Forbes);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Aneel aprova editais para os leilões de reserva de capacidade | Café com ESG, 11/02
- O mercado fechou o pregão de terça-feira em território levemente negativo, com IBOV e o ISE recuando 0,17% e 0,18%, respectivamente;
- No Brasil, (i) uma pesquisa conduzida pela FGV mapeou o mercado de dívida sustentável no Brasil, reunindo informações sobre emissões realizadas entre 2016 e junho de 2024 – segundo o relatório, o país registrou 215 emissões de títulos sustentáveis no período, que somam R$ 99,8 bilhões; e (ii) a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou os editais para os leilões de reserva de capacidade, que visam a contratação de usinas hidrelétricas e termelétricas para garantir segurança e estabilidade para o fornecimento de energia elétrica no país – os certames estão previstos para serem realizados em 18 e 20 de março;
- No internacional, 10 fábricas de baterias na América do Norte, antes focadas no equipamento para carros elétricos, estão sendo reestruturadas para produzir baterias para sistemas de armazenamento de energia, segundo a empresa de inteligência de mercado CRU – as fabricantes de baterias cancelaram a produção de equipamentos suficiente para produzir 2 milhões de veículos elétricos e, das 10 fábricas, 7 agora vão atender principalmente ao mercado de armazenamento de energia;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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