IBOVESPA -0,08% | 178.720 Pontos
CÂMBIO -0,13% | 5,28/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a segunda-feira em leve queda de 0,1%, aos 178.720 pontos, interrompendo uma sequência de cinco sessões consecutivas de alta, período no qual o índice acumulou valorização de 8,5%. Em um dia de agenda mais esvaziada, os investidores seguiram à espera das decisões de política monetária no Brasil e nos EUA, ambas programadas para esta quarta-feira.
As ações da WEG (WEGE3, +3,5%) subiram, após a divulgação de um relatório com viés positivo por um banco de investimentos. Na ponta negativa, Vale (VALE3, -2,3%) recuou, refletindo a queda dos preços do minério de ferro (-1,5%) e a repercussão da notícia sobre um extravasamento de água em uma das minas da companhia.
Nesta terça-feira, o destaque da agenda doméstica será a divulgação do IPCA-15 de janeiro. No exterior, a temporada internacional de resultados do 4T25 segue em foco, com os balanços de American Airlines, Boeing, General Motors e NextEra.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a segunda-feira novamente em queda. Nos Estados Unidos, as taxas recuaram diante das atenções voltadas aos desdobramentos no Federal Reserve, com o prazo de Donald Trump para nomear o próximo presidente da instituição se aproximando do fim, além do aumento do risco de uma nova paralisação do governo a partir deste sábado (31). Os títulos de 2 anos fecharam em 3,59% (-1 bp); os de 10 anos, em 4,22% (-1 bp); e os de 30 anos, em 4,81% (-2 bps).
No Brasil, a queda acompanhou o movimento das Treasuries e também foi influenciada pela desvalorização do dólar frente a moedas emergentes, além de ajustes de posições nesta semana de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O fechamento das taxas foi mais acentuado a partir do miolo da curva. O DI jan/27 encerrou a 13,68% (-2 bps), o DI jan/29 a 12,98% (-5 bps) e o DI jan/31 a 13,3% (-6 bps).
Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: +0,3%; Nasdaq 100: +0,6%) diante da suavização de tensões geopolíticas e comerciais, com avanço negociações mediadas pelos EUA de paz na Ucrânia e perspectiva de acordo entre EUA e Índia para redução de tarifas. O setor de saúde recua no pré mercado diante de perspectiva de reajuste inferior ao esperado nos pagamentos para planos de saúde. O foco dos mercados permanece na temporada de resultados, na expectativa dos resultados de Big Techs (incluindo companhias como Apple, Microsoft, Meta e Tesla) e decisão de política monetária do FOMC na quarta-feira, para a qual o mercado espera amplamente manutenção do atual patamar de juros.
Diante da perspectiva de acordo comercial benigno entre EUA e Índia, ações globais reagem positivamente. O índice da Europa opera positivo (Stoxx 600: 0,4%), com maioria de setores e bolsas em alta. Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: -0,03%; HSI: +1,4%).
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a segunda‑feira em alta de 0,11%, renovando sua máxima histórica aos 3.845,91 pontos. O movimento foi puxado principalmente pelos fundos de fundos e pelos fundos multiestratégia (hedge funds), que avançaram 1,18% e 0,44%, respectivamente, em um pregão marcado pelo fechamento da curva de juros, influenciado pela desvalorização do dólar frente às moedas emergentes e à medida que a reunião do Copom permaneceu no radar dos investidores.
Os fundos de papel e os fundos de tijolo também registraram desempenho positivo, com altas de 0,16% e 0,15%, respectivamente. Nos fundos de tijolo, o avanço foi novamente liderado pelo segmento de lajes corporativas, que subiu 0,45%, enquanto os fundos de logística e de shoppings apresentaram desempenho negativo, com recuos de 0,04% e 0,12%, respectivamente. Com esse resultado, o índice acumula valorização de 1,87% no ano.
Entre as maiores altas do dia, destacaram‑se URPR11 (+5,8%), BCIA11 (+3,1%) e OUJP11 (+2,3%). Já entre as principais quedas figuraram HGRU11 (-2,1%), BTAL11 (-1,9%) e TRBL11 (-1,9%).
Economia
Nos Estados Unidos, aumentou o risco de paralisação do governo diante do impasse no Senado sobre o Orçamento. Ainda no cenário internacional, a União Europeia e a Índia anunciaram um acordo de livre‑comércio, enquanto Trump voltou a elevar tarifas e ameaçar parceiros comerciais.
No Brasil, o Boletim Focus mostrou leve queda na projeção de inflação para 2026. As expectativas para o PIB e a taxa Selic não apresentaram mudanças. Nos indicadores, o déficit em transações correntes ficou próximo de 3% do PIB em 2025. No entanto, fluxos de Investimento Direto no País elevados trouxeram alívio às contas externas.
Na agenda de hoje, destaque para a divulgação do IPCA-15 de janeiro, que trará informações relevantes para a inflação do ano. O subitem ‘emplacamento e licença’ (IPVA) se repete ao longo do ano e pode gerar revisões nas projeções de inflação.
Veja todos os detalhes
Economia
Aumentam os riscos de uma nova paralisação do governo dos Estados Unidos
- Nos Estados Unidos, os riscos de shutdown (paralisação parcial das atividades do governo federal por ausência de aprovação orçamentária) aumentaram após a mudança de postura de Donald Trump em relação ao estado de Minnesota. O tema ganhou tração após manifestações em Minneapolis motivadas pela morte de um homem de 37 anos em uma ação da Patrulha de Fronteiras, o que reacendeu debates sobre imigração e atuação do Departamento de Segurança Interna. Apesar da aprovação prévia, pela Câmara dos Representantes, de projetos de financiamento do governo, o avanço no Senado perdeu impulso diante das pressões de democratas por maior supervisão da agência. Mesmo com maioria na Casa, os republicanos dependem de votos democratas para evitar um novo shutdown. Às vésperas do prazo de 31 de janeiro, Trump buscou reduzir as tensões ao dialogar com o governador de Minnesota e sinalizar a saída do chefe da Patrulha de Fronteiras do estado.
- Foi anunciado um acordo histórico de livre‑comércio entre a União Europeia e a Índia, comunicado conjuntamente pela Comissão Europeia e pelo governo indiano após a conclusão das negociações iniciadas em 2007. O documento ainda depende de aprovação interna das partes e não entrou em vigor. A notícia ocorre em um cenário de instabilidade no comércio internacional, caracterizado pelo avanço do protecionismo e pelo uso mais frequente de medidas tarifárias unilaterais. Em contraste, Donald Trump elevou as tarifas sobre produtos da Coreia do Sul de 15% para 25%, sob a alegação de descumprimento de um acordo comercial firmado em julho do ano passado. O presidente também ameaçou impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance na assinatura de um acordo comercial com a China.
- No Brasil, o Boletim Focus trouxe recuo marginal nas projeções para a inflação deste ano. As expectativas para o IPCA de 2026 caíram de 4,02% para 4,00%, dando continuidade ao movimento da semana passada. O mercado continua a projetar IPCA em 3,80% para 2027 e em 3,50% para 2028. Por sua vez, as projeções de PIB e de taxa Selic não apresentaram mudanças. Para detalhes, leia o relatório completo “Boletim Focus: Inflação em 4,00% para 2026”.
- Em 2025, o déficit em transações correntes foi de US$ 68,8 bilhões (–3,02% do PIB), próximo aos US$ 66,2 bilhões de 2024 (–3,03% do PIB). A piora marginal foi explicada principalmente pelo enfraquecimento da balança comercial. O forte crescimento das importações foi o principal fator, enquanto o desempenho robusto das exportações limitou um desequilíbrio maior. Por sua vez, os ingressos líquidos de Investimento Direto no País totalizaram US$ 77,7 bilhões (3,41% do PIB), superando os US$ 74,1 bilhões (3,39% do PIB) registrados em 2024. Os dados anuais indicam que os setores de Extração de Minerais Metálicos, Celulose, Transporte e Armazenagem estão entre os principais destinos dos investimentos. Para 2026, projetamos um déficit em conta corrente de US$ 73,3 bilhões (3,0% do PIB). Pelo lado positivo, esperamos mais uma safra agrícola recorde, enquanto os volumes de exportação de petróleo bruto e carnes devem continuar a crescer. Pelo lado negativo, preços baixos do petróleo e a recuperação do PIB cíclico devem pressionar as importações e as saídas de renda primária. Por fim, projetamos ingressos de IDP de US$ 75,0 bilhões em 2026 (3,1% do PIB). Essa perspectiva é sustentada por oportunidades de investimento em minerais críticos e data centers.
- Na agenda de hoje, destaque para a divulgação do IPCA-15 de janeiro, que trará informações relevantes para a inflação do ano. O subitem ‘emplacamento e licença’ (IPVA) se repete ao longo do ano e pode gerar revisões nas projeções de inflação.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Corte no preço da gasolina pela Petrobras pode aliviar IPCA no curto prazo (Estadão);
- Contas externas mostram maior déficit desde 2014 (Valor Econômico);
- CSN pode vender negócio de aço em revisão de portfólio (Valor Econômico);
- South Korea scrambles to pass U.S. investment bill after Trump threatens higher tariffs (CNBC);
- Clique aqui para acessar o clipping.
Estratégia
XP Short Scout: Monitor de short selling no Brasil – 26/01/2026
- XP Short Scout: Monitor de short selling no Brasil – 26/01/2026
- O short interest (SI) mediano do Ibovespa diminuiu para 6,9%, enquanto as posições em aberto aumentaram para R$ 139,8 bilhões desde nosso último relatório.
- A Braskem (BRKM5) teve um aumento em sua taxa de aluguel para 14,5%, uma alta de 5,71 p.p. desde o dia 9 de janeiro. Posições em aberto agora representam 18% do seu free float e 11.2 dias de ADTV.
- PetroReconcavo (RECV3) e Raizen (RAIZ4) também registraram aumento nas taxa de aluguel, chegando a 5,9% e 26,7%, respectivamente.
- Outras ações para ficar de olho: AZZA3, BBSE3, BRAV3, HAPV3, MDNE3, MGLU3, MULT3, PCAR3, VULC3
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- HGRU11 e BTAL11 caem, mas IFIX mantém sequência positiva (FIIs);
- JK, Pinheiros e Chucri Zaidan dão fôlego à recuperação dos escritórios (Exame);
- TEPP11 fecha 2025 com vacância física zerada e DY anualizado de 10,88% (FIIs);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
BNDES anuncia os fundos selecionados na chamada pública de mitigação climática | Café com ESG, 27/01
- O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território misto, com IBOV recuando 0,08% e o ISE avançando 0,15%;
- No Brasil, (i) a prefeitura de Congonhas (MG) suspendeu os alvarás de funcionamento das unidades de Fábrica e Viga, da Vale, após os transbordamentos de água ocorridos nos últimos dias – a administração municipal também exigiu a adoção de medidas emergenciais de controle, monitoramento e mitigação ambiental pela companhia; e (ii) o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou ontem os sete fundos selecionados na chamada pública de mitigação climática que vai destinar R$ 4,3 bilhões em aportes do BNDESPAR, braço do banco para atuação no mercado de capitais – a expectativa é que os investimentos mobilizem cerca de R$ 16,2 bilhões adicionais em capital privado;
- No internacional, a Grade Nacional da Grã-Bretanha (NG. L) e a TenneT da Alemanha farão uma parceria para desenvolver uma interligação de energia conectando parques eólicos offshore britânicos e alemães no Mar do Norte para abastecer ambos os países, disseram as empresas na segunda-feira – o anúncio ocorre enquanto Reino Unido, Alemanha e outros países europeus assinam um pacto de energia limpa em uma cúpula em Hamburgo, comprometendo-se a fornecer 100 gigawatts de energia eólica offshore por meio de projetos conjuntos de grande escala;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua!
![YA_2026_Banner_Intratexto_-_download[1]](https://conteudos.xpi.com.br/wp-content/uploads/2025/12/YA_Banner_Intratexto_-_download1.jpg)
