Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• Com o mercado fechado nos últimos dias devido ao feriado, no pregão de terça-feira o IBOV e o ISE registraram leve alta de 0,40% e 0,77%, respectivamente.
• Do lado das empresas, a Petrobras recebeu a autorização da diretoria da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para vender óleo diesel marítimo com conteúdo renovável – a decisão retroage para regularizar a situação das operações que já vinham ocorrendo desde novembro, e é válida até que a agência regulamente de forma definitiva o tema.
• Na política, (i) o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e o BNDES fecharam um acordo para liberação de R$ 4 bilhões do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) para companhias aéreas – os empréstimos têm como contrapartida obrigatória a aquisição de combustível sustentável de aviação (SAF), assim como o incremento na proporção anual de voos na Amazônia Legal e no Nordeste, em relação à quantidade de 2024; e (ii) a ANP publicou nesta terça-feira as metas preliminares de redução de emissões de gases do efeito estufa aplicáveis a distribuidores de combustíveis para 2026, com os valores sendo estabelecidos em unidades de crédito de descarbonização (Cbio).
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Brasil
Empresas
Serena Energia investirá US$ 370 mi para concluir novo parque eólico no Texas
“O conselho de administração da Serena Energia aprovou um plano de investimento de US$ 370 milhões para a conclusão do parque eólico Goodnight 2, localizado no Condado de Armstrong, no Estado americano do Texas. Desde 2023, a antiga Omega opera, no Texas, o projeto Goodnight 1, o seu primeiro fora do Brasil. Quando finalizada, a nova planta terá uma capacidade instalada de 265,5 megawatts, a mesma do Goodnight 1. Segundo a Serena, os projetos são suportados por contratos de fornecimento de energia para um futuro “data center” do Google. A conclusão do Goodnight 2 será viabilizada com financiamentos e recursos próprios, informou a empresa. O aporte será destinado à finalização do balanço da usina e à montagem de turbinas.”
Fonte: Valor Econômico; 31/12/2025
Petrobras e Lightsource notificam Cade sobre parceria no segmento de energias renováveis
“As empresas Petrobras e Lightsource Brazil notificaram o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre ato de concentração para parceria comercial no setor de geração de energia. O edital que dá publicidade ao recebimento do processo pelo órgão foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (31/12). Com a notificação, o Cade começa a analisar o caso. No dia 16 de dezembro, a Petrobras confirmou ter celebrado acordo para estabelecimento de uma parceria estratégica no segmento de energias renováveis onshore, por meio da aquisição de 49,99% das subsidiárias da Lightsource bp no Brasil. As empresas Petrobras e Lightsource Brazil notificaram o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre ato de concentração para parceria comercial no setor de geração de energia. A parceria será estruturada como uma joint venture, com gestão compartilhada entre as duas empresas. O valor da operação não foi informado e “não é materialmente relevante” para a Petrobras, afirmou a estatal em comunicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).”
Fonte: Eixos; 31/12/2025
Petrobras reduz em 9,4% preço do QAV a partir de janeiro
“A Petrobras anunciou a redução de 9,4% do preço médio do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras. A mudança corresponde a uma queda de R$ 0,34 por litro e começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026. No acumulado desde dezembro de 2022, a companhia reduziu os preços do QAV em 35,2%, equivalente a R$ 1,79 por litro. Considerando a inflação no período, essa redução é de 43,1%, de acordo com os cálculos da estatal. A Petrobras comercializa o QAV produzido nas refinarias ou importado apenas para as distribuidoras, que transportam e comercializam os produtos para as empresas de transporte aéreo e outros consumidores finais nos aeroportos, ou para os revendedores.”
Fonte: Eixos; 31/12/2025
ANP dá aval para diesel marítimo coprocessado da Petrobras
“A diretoria da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a vender óleo diesel marítimo com conteúdo renovável. A decisão retroage para regularizar a situação das operações que já vinham ocorrendo desde novembro, e é válida até que a agência regulamente de forma definitiva o tema. O chamado Diesel Verana é obtido pelo coprocessamento de 5% de óleo vegetal. Em agosto, a empresa apresentou à ANP o plano de produção e comercialização do produto. Em outubro, foi realizada a primeira produção na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC) e as vendas tiveram início no mês seguinte — antes da autorização expressa da agência. Ocorre que a resolução da ANP que trata das especificações dos combustíveis de uso aquaviário (903/2022) não contempla a adição de biocombustíveis ao diesel marítimo. A revisão da regra consta na agenda regulatória 2025-2026, sob a relatoria do diretor Pietro Mendes, com previsão de conclusão em junho de 2026.”
Fonte: Eixos; 31/12/2025
Política
MT regulamenta lei que limita incentivos a signatários da Moratória da Soja
“O governo de Mato Grosso publicou na terça-feira (30/12) o decreto nº 1.795/2025, que regulamenta o artigo 2º da Lei nº 12.709/2024, que suspende a concessão de incentivos fiscais a empresas que sejam signatárias da Moratória da Soja. O decreto entra em vigor a partir de amanhã (1/1). De acordo com o decreto, ficam impedidas de receber incentivos fiscais ou terrenos públicos as empresas que participarem de acordos, tratados ou compromissos nacionais ou internacionais que imponham limitações às atividades agropecuárias em áreas não protegidas por legislação ambiental específica.”
Fonte: Globo Rural; 31/12/2025
ANP publica metas preliminares de redução de emissões para distribuidoras de combustíveis
“A Agência Nacional de Petróleo (ANP) publicou nesta terça-feira (30) as metas preliminares de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa aplicáveis a distribuidores de combustíveis para 2026. Os valores são estabelecidos em unidades de crédito de descarbonização (Cbio), calculadas a partir das definições de meta compulsória publicada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nesta terça-feira (30) no Diário Oficial da União. As metas, estabelecidas no âmbito do RenovaBio, são renovadas anualmente e buscam estimular a descarbonização do setor de combustíveis e ampliar a produção e uso de biocombustíveis. Os CBios são adquiridos pelas distribuidoras como forma de comprovar o atendimento às metas individuais de redução de emissões. Esses créditos são negociáveis em bolsa, derivados da certificação do processo produtivo de biocombustíveis com base nos respectivos níveis de eficiência alcançados em relação às emissões, conforme a ANP. As metas individuais são definidas pela ANP e devem ser publicadas em 2026, segundo a agência. Os valores individuais são proporcionais à participação de cada agente no mercado de combustíveis.”
Fonte: Valor Econômico; 30/12/2025
MPor e BNDES liberam R$ 4 bi para companhias aéreas que se comprometerem com a compra de SAF
“O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fecharam um acordo para liberação de R$ 4 bilhões do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) para companhias aéreas. Os empréstimos têm como contrapartida obrigatória a aquisição de combustível sustentável de aviação (SAF), assim como o incremento na proporção anual de voos na Amazônia Legal e no Nordeste, em relação à quantidade de 2024. Além da compra de SAF, os valores também podem ser usados para a aquisição de aeronaves e em atividades de manutenção em aviões e motores. Segundo a pasta, a expectativa é que o banco comece a receber os primeiros pedidos de empréstimos no primeiro trimestre de 2026. “Essa iniciativa reflete na saúde financeira das empresas e resulta em melhores serviços e mais opções para os passageiros”, disse o ministro do MPor, Silvio Costa Filho (Republicanos), em nota. A taxa de juros do empréstimo variará de 6,5% a 7,5% ao ano, dependendo da linha de crédito.”
Fonte: Eixos; 30/12/2025
Internacional
Política
A transição energética de 2025 em oito gráficos: vitórias limpas, contratempos sujos
“Para os apoiadores da transição energética, 2025 teve muito do que reclamar: o abandono das políticas de energia limpa dos EUA, secas eólicas na Europa, recuos corporativos na geração de energia eólica e um ressurgimento da produção de energia a carvão. No entanto, também houve desenvolvimentos a celebrar, incluindo Recorde de implantação, de sistemas de armazenamento de baterias, participações históricas de geração de energia provenientes de fazendas solares em dezenas de países e crescimento contínuo nas vendas de veículos elétricos em mercados-chave de carros. Abaixo estão oito gráficos que capturam alguns dos principais marcos e desenvolvimentos que impactam o progresso da transição energética global em 2025, além de pontos de dados importantes a serem acompanhados para 2026 e além. A China continua na vanguarda da geração de energia limpa e implanta mais energia nuclear, solar, eólica e bioenergética do que qualquer outra nação.A produção de eletricidade limpa está a caminho de registrar seu sétimo ano consecutivo de forte crescimento. Nos primeiros 11 meses de 2025, a produção total de energia limpa aumentou 15,4% em relação ao ano anterior, Os dados de Ember mostram.”
Fonte: Reuters; 30/12/2025
Os EUA aceleram o biocombustível de aviação. As abelhas estão pagando um preço
“Os Millers são uma família de apicultores na pequena cidade agrícola de Gackle, no estado americano de Dakota do Norte. Há cinco décadas eles começaram seu trabalho no local, em meio às intermináveis faixas de trevo doce, alfafa e uma variedade de outras plantas das quais as abelhas se alimentam. Há muito tempo, a Dakota do Norte é uma das principais produtoras de mel dos Estados Unidos, produzindo 18,2 milhões de quilos por ano e gerando cerca de US$ 67 milhões. Tudo isso é cortesia de campos ondulados de gramíneas selvagens e dos insetos de zumbido que retornam a eles todos os anos. Esse paraíso está sendo lentamente transformado em um “oceano” de milho e soja. Só na Dakota do Norte, a produção de milho quadruplicou para 67 milhões de hectares desde a virada do século, eliminando a vegetação diversificada da qual as abelhas dependem. Parte do motivo foi o uso crescente de etanol de milho e soja no biocombustível, que mistura matérias-primas agrícolas e de resíduos com combustíveis fósseis para uso em motores de combustão. Porém, mais recentemente, é a promessa de um biocombustível mais novo que os lobistas agrícolas e alguns ambientalistas esperam que algum dia possa suplantar uma fonte intratável de emissões de gases de efeito estufa: o combustível sustentável de aviação, ou simplesmente SAF na sigla em inglês.”
Fonte: Bloomberg Lìnea; 30/12/2025
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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