Vale a pena investir nas ações da USIM5?
Em julho de 2026, atualizamos nossas estimativas para a Usiminas e reiteramos nossa recomendação Neutra, ao mesmo tempo em que introduzimos um preço-alvo para 2026 de R$ 9,50/ação (+14% vs. preços atuais). O ambiente para aços planos no Brasil tornou-se mais construtivo, com as medidas antidumping já aprovadas para produtos galvanizados, laminados a frio e pré-pintados reduzindo a pressão de importados e sustentando reajustes domésticos de preços. Nesse contexto, esperamos que as margens da divisão de Siderurgia avancem de cerca de 4% no 4T25 para aproximadamente 13% no 2T26E, permanecendo em patamares de dois dígitos em 2026–27E. Embora a companhia apresente uma das recuperações de resultados mais relevantes do setor, mantemos uma visão equilibrada, dado que (i) parte dos aumentos de preços deve ser compensada por pressões de custos, especialmente carvão, coque e placas, (ii) a continuidade da recuperação depende de normalização dos estoques e melhora da demanda, e (iii) o novo ciclo de capex limita a conversão do crescimento de EBITDA em FCF. Assim, apesar da melhora operacional, seguimos vendo suporte limitado de valuation para um upside mais expressivo.
Medidas antidumping sustentam a recuperação de preços e margens. A aprovação das medidas para produtos galvanizados, laminados a frio e pré-pintados já provocou uma forte redução das importações de aços planos, que recuaram para cerca de 13% da demanda aparente, ante picos próximos de 34%. Esse movimento permitiu uma recuperação gradual dos preços domésticos desde o final de 2025 e melhorou a disciplina competitiva no mercado brasileiro. A principal optionalidade remanescente é a investigação de bobina quente, cuja decisão final é esperada até Dez’26 e poderia oferecer upside adicional para preços e resultados em 2027E. Ainda assim, após os reajustes recentes, os níveis de paridade de importação estão mais normalizados, fazendo com que novos aumentos dependam cada vez mais da redução dos estoques e de uma melhora mais clara da demanda doméstica.
A melhora de preços deve ser parcialmente compensada por custos mais altos. Nosso cenário base incorpora aumento de aproximadamente 15% nos preços de aço em 2027 frente aos níveis do 1T26, levando a margem EBITDA da divisão de Siderurgia para cerca de 13% em 2027E, ante aproximadamente 6% a 11% em 2025–26E. Com isso, estimamos que o EBITDA da divisão alcance cerca de R$3,4 bilhões em 2027E, frente a R$1,4 bilhão a R$2,6 bilhões em 2025–26E. Entretanto, esperamos que pressões relacionadas principalmente a carvão, coque e placas limitem parte do benefício dos reajustes, especialmente no 2S26E. Portanto, embora a inflexão operacional esteja mais visível, a sensibilidade dos resultados à execução dos aumentos de preços e à evolução dos custos permanece elevada.
Mudanças nas estimativas. Incorporamos os resultados do 1T26, preços domésticos de aço mais altos e premissas mais conservadoras para preços e volumes de mineração. Apesar de reduzirmos a receita de 2026E em 5%, elevamos nossas estimativas de EBITDA em 22%, 25% e 19% para 2026E, 2027E e 2028E, respectivamente, refletindo principalmente a melhora esperada na rentabilidade da Siderurgia. Projetamos EBITDA de R$2,9 bilhões em 2026E e R$3,8 bilhões em 2027E, 7% e 14% acima do consenso, com margens consolidadas de 11,1% e 13,3%. Nossas estimativas de lucro líquido também aumentaram para R$1,7 bilhão em 2026E e R$1,7 bilhão em 2027E, ficando 46% e 13% acima do consenso, respectivamente. Por outro lado, reduzimos os volumes de mineração em 7% para 2026E e 9% para 2027E, além de incorporarmos preços de minério de ferro mais baixos.
Assimetria operacional positiva, mas suporte limitado de valuation. A Usiminas negocia a 3,4x EV/EBITDA e 5,9x P/E em 2026E, recuando para 2,6x e 6,2x em 2027E. Embora esses múltiplos pareçam comprimidos, estimamos FCF yields de apenas cerca de 5% em 2027–28E, uma vez que a melhora do EBITDA deve ser parcialmente absorvida por um novo ciclo de investimentos, com capex subindo de R$1,5 bilhão em 2026E para R$1,7 bilhão em 2027E e R$1,9 bilhão em 2028E. Além disso, nosso preço-alvo pressupõe que os reajustes acumulados de aço alcancem aproximadamente 15% frente ao 1T26; uma implementação mais fraca ou custos acima do esperado reduziriam significativamente a recuperação de lucros. Assim, apesar do momentum operacional mais construtivo e da possibilidade de upside adicional com medidas antidumping para bobina quente, entendemos que o preço atual já incorpora parte relevante da recuperação, justificando a manutenção da recomendação Neutra.
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Análise ESG
Uma análise comparativa do setor. Apesar dos desafios enfrentados por esses setores, olhando por uma perspectiva por empresa, vemos a GGBR4 liderando o setor, com destaque para uma estratégia de redução de emissões e um plano de descarbonização de alta qualidade, enquanto vemos melhoras na governança nos últimos anos. Com uma atuação multisetorial, a CSNA3 enfrenta desafios intrínsecos à essa condição, embora reconhecemos como positiva a presença de metas de redução de emissões em todos as suas unidades de negócios, além de boas práticas de saúde e segurança, ao mesmo tempo em que não podemos negligenciar os riscos relacionados ao pilar (G) como o principal desafio, que se estende para a CMIN3, apesar de ser pioneira no processo de filtragem de rejeitos e empilhamento a seco. Para a USIM5, esperamos que a mudança na composição acionária (Ternium 14%) aprimore práticas de governança da companhia, embora vejamos espaço para melhorias em iniciativas no pilar ambiental (E). Por fim, a VALE3 conta com uma detalhada e completa divulgação ESG, com esforços e ações concretas visando melhorar o desempenho ESG, embora os riscos permaneçam após a tragédia de Brumadinho.
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Quem é a Usiminas?
A Usiminas atua no mercado brasileiro de aços planos e está presente em toda a cadeia de atividades do setor, da extração do minério, passando pela produção de aço, até sua transformação em produtos e bens de capital customizados para o mercado.
A Companhia fabrica aço laminado plano, bobinas de aço laminado a quente e a frio, aço bruto, ferro gusa, chapas grossas, chapas galvanizadas e placas. A Usiminas atende as indústrias automobilística, line pipe, construção civil e equipamentos elétricos. A Usiminas possui operações que cobrem 6 estados brasileiros, atuando nos mercados de siderurgia e mineração, além dos segmentos de transformação do aço e de bens de capital.
A Usiminas Siderurgia é a maior fornecedora de aços planos para os principais segmentos consumidores do país. A maior parte dos negócios da Usiminas Siderurgia se destina ao mercado interno, que concentrou, em 2019, 89,6% das vendas totais da empresa, o correspondente a 3,6 milhões de toneladas das 4,1 milhões de toneladas de produtos fabricados. O mercado externo, no entanto, também é importante, em especial quando as vendas domésticas se encontram enfraquecidas. No mercado interno, a Usiminas Siderurgia comercializa produtos principalmente para os segmentos industrial, de linha branca, da construção civil e automotivo.
A Mineração Usiminas (MUSA) produz pellet feed, sinter feed e granulados em quatro minas na região de Serra Azul (MG). A empresa possui capacidade logística com modais integrados, além de um terreno estratégico na Baía de Sepetiba, em Itaguaí (RJ), no centro de um dos mais importantes complexos portuários do país. Em 2019, 25,4% do total comercializado pela MUSA foram vendidos para a Usina de Ipatinga, da Usiminas Siderurgia, enquanto o remanescente se destinou a clientes do mercado interno e externo.
A Soluções Usiminas atua nos mercados de processamento de aço e distribuição para clientes parceiros e clientes distribuidores. O segmento atende clientes em diversos setores, como automobilístico, autopeças, construção civil, eletroeletrônico, máquinas e equipamentos, utilidades domésticas, entre outros.
A Usiminas Mecânica se consolidou como referência em equipamentos e montagens para diversos setores da economia. O segmento foca na produção e desenvolvimento de projetos de estruturas metálicas e pontes, montagem industrial, energia, entre outros.
Para mais detalhes sobre a companhia, acesse o site de relação com investidores da empresa aqui.
Se você ainda não tem conta na XP Investimentos, abra a sua!
