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Trump e Biden garantem mínimo de delegados para indicação | Resumo semanal das eleições americanas (14/03/2024)

Veja nosso resumo semanal das eleições americanas de 2024

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Embora as convenções dos partidos estejam marcadas para julho e agosto e um grupo de estados ainda não tenha realizado primárias, tanto Joe Biden quanto Donald Trump já alcançaram o número de delegados necessário para garantir suas indicações. Assim, os candidatos eliminam a possibilidade, que já era considerada baixa, do surgimento de um novo candidato pelo processo.​

Até o momento, Trump soma 1253 delegados, de um total 2429 e 1215 necessários para vencer e Biden soma 2107 de um total de 3934 e 1968 necessários para vencer. Vale lembrar que as primárias tecnicamente continuam até o dia 8 de junho, porém, com os candidatos virtualmente decididos, as votações devem atrair pouca atenção.​​

O movimento foi refletido nas probabilidades de apostas, que viram a possibilidade de Biden vencer a eleição crescer ligeiramente, de 30,5 p.p para 33,7 p.p, enquanto a possibilidade de outros candidatos vencerem a eleição caiu de 21,8 p.p. para 17 p.p. ​ ​

As campanhas agora estão focadas em estados chave e estratégias internas. Joe Biden está atualmente atrás de Trump nas pesquisas nacionais e em estados decisivos, incluindo seu estado natal da Pensilvânia, onde anteriormente desfrutava de uma pequena margem sobre o ex-presidente Trump (veja mais na página 4). Nesse contexto, a campanha está intensificando esforços em estados onde a margem ainda está próxima e os democratas veem uma chance de melhoria, como Michigan, Pensilvânia e Wisconsin.​ ​

Vale ressaltar que Trump lidera Biden nos três estados. Em Michigan, ele desfruta da maior margem, 3,6 p.p., seguido por Wisconsin com 1 p.p. e Pensilvânia com 0,6 p.p.​ ​

Seguindo a estratégia de foco nesses estados, o Presidente Biden fez viagens a Wisconsin e Michigan para se reunir com eleitores. Em discursos, o Presidente focou nas preocupações da classe média e destacou a melhora nos indicadores econômicos.​ ​

Vale notar também que Biden fez o tradicional discurso do Estado da União perante o Congresso dos Estados Unidos na quinta-feira (7), no qual procurou se mostrar enérgico e refutar argumentos sobre sua idade. Em seu discurso, destacou o apoio contínuo à Ucrânia, suavizou o tom em relação ao apoio a Israel no conflito em Gaza, considerou a legalização do aborto e fertilização in vitro como prioridades e fez uma série de críticas ao Partido Republicano e a Donald Trump, principalmente pela suposta ameaça à democracia. O discurso foi bem recebido na imprensa local e foi seguido por um aumento na arrecadação de campanha, arrecadando USD 10 milhões nas 24 horas seguintes ao discurso.​ ​

Enquanto isso, o líder das pesquisas, Donald Trump, está fazendo mudanças no Comitê Nacional Republicano (RNC) e, segundo relatos, está fundindo equipes com sua própria equipe de campanha. Notavelmente, a ex-presidente do RNC, Ronna McDaniel, e o ex-co-presidente Drew McKissick renunciaram para dar lugar a Michael Whatley e Lara Trump, nora de Trump.​ ​

Em seus discursos, o ex-presidente continua enfatizando a necessidade de uma nova política de imigração. Por exemplo, em um evento na Geórgia no domingo, criticou Biden e vinculou ​a imigração à morte de Laken Riley, uma estudante de enfermagem de 22 anos que foi morta no estado no mês passado, supostamente por um migrante venezuelano que entrou ilegalmente no país e foi libertado sob fiança.​ ​

Espera-se que o tema continue sendo prioritário para o ex-presidente durante a campanha, dada a importância para o eleitorado americano. Segundo a Gallup, os americanos citam a imigração como o problema mais importante enfrentado pelos EUA (28%), seguido pelo governo (20%), economia (12%) e inflação (11%).​​

Sobre as pesquisas eleitorais, destacamos que essa semana o site Five Thirty Eight divulgou números preliminares de seu agregador, que na nossa opinião é mais competente para controlar pelo histórico de acerto e viés dos institutos. Na aferição nacional, mediram vantagem de 1,9 p.p. para Trump, praticamente em linha com o agregador do RCP que temos mostrado regularmente aqui, que no momento marca 1,8 p.p. de diferença entre os candidatos. Nos estados, a despeito de diferenças maiores por conta do menor número de pesquisas, ambos os agregadores cravam o favoritismo de Trump nesse momento, como podemos ver no gráfico abaixo.​

 

Fonte: 538 e RCP. Elaboração: XP. ​

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