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Trump e Biden avançam nas primárias | Resumo semanal das eleições americanas (01/03/2024)

Veja nosso resumo semanal das eleições americanas de 2024

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À medida que avançamos no processo das primárias, Donald Trump e Joe Biden se consolidam como os principais pré-candidatos dos partidos Republicano e Democrata, respectivamente. Os resultados das primárias desta semana reforçam nossa visão de que o ex-presidente e o atual presidente são os mais prováveis a disputarem a presidência dos EUA, reduzindo a chance da emergência de um candidato alternativo pelo processo das primárias. ​

​Vale destacar que foram realizadas duas eleições primárias nos últimos sete dias. No estado de South Carolina, os republicanos realizaram eleições no sábado (24) e, sem surpresas, Donald Trump teve um forte desempenho mais uma vez e superou Nicky Haley por 10 p.p. em seu estado natal. Em Michigan, tanto o partido Republicano quanto o Democrata realizaram votações. Os resultados também não trouxeram surpresas. Do lado Republicano, Trump conquistou a vitória com 68% dos votos, seguido por Nikki Haley com 27%. ​

​Do lado Democrata, Joe Biden foi o vencedor em Michigan com 81% dos votos. Apesar de ser uma vitória clara para o presidente, 13% dos eleitores disseram não estar decididos sobre seu voto, o que foi associado principalmente a questionamentos sobre a abordagem da Casa Branca do conflito em Gaza após manifestações em Michigan contra o apoio do governo americano a Israel. Apesar da porcentagem haver gerado ruído e deixar em claro uma possível fragilidade para o partido, avaliamos que o apoio de 81% dos votantes reforça a liderança de Biden na disputa formal. Vale lembrar que sem uma concorrência real em 2024, o turnout para as primárias democratas tende naturalmente a ser menor do que em 2020 e que justamente a falta de candidaturas alternativas permite dar escala ao tipo de voto de protesto visto em Michigan.​

​Notamos ainda que, até agora, os republicanos já realizaram primárias em Iowa, New Hampshire, Nevada, Ilhas Virgens, South Carolina e Michigan, e os democratas já realizaram primárias em Michigan, New Hampshire, Nevada, South Carolina e Michigan. O calendário deve se intensificar em março, principalmente após a Super Terça-feira (5), data em que 17 estados realizarão primárias. Em nossa análise, é pouco provável que os resultados tragam surpresas, com tanto Biden quanto Trump liderando por ampla margem. ​

​Embora a probabilidade de outro candidato ganhar relevância a esta altura seja baixa, candidatos alternativos seguem na disputa. Em particular, os holofotes estivaram voltados à republicana Nikki Haley, devido a rumores sobre a possibilidade de sua saída da corrida  após derrota em seu estado, South Carolina, mas a pré-candidata reiterou que não tem intenções de desistir da candidatura. Apesar de ser foco das notícias, avaliamos como pouco provável que Haley tenha impacto significativo para a campanha de Trump no longo-prazo. ​

​Quanto às questões que ganham destaque nos debates eleitorais, observamos o crescente peso da imigração no discurso das campanhas. Tanto Trump quanto Biden estão visitando diferentes regiões da fronteira entre os EUA e o México hoje. Em nossa opinião, a questão provavelmente permanecerá em destaque até novembro e tende a favorecer a narrativa republicana, ainda que Biden esteja tentando capitalizar a derrubada por republicanos de legislação mais dura proposta no Congresso sobre o tema.​

Nas pesquisas, Trump mantém vantagem sobre Biden nos levantamentos nacionais, com​ leve aumento de 1,1 p.p. na semana passada para 2,1 p.p. agora O ex-presidente também manteve vantagem na maioria dos swing states (Arizona, Georgia, Nevada, Wisconsin e Michigan), exceto Pennsylvania, onde Biden mantém uma margem de 0,8 p.p..  ​

Na seara judicial, destacamos que a Suprema Corte concordou em considerar se Donald Trump pode ser julgado por acusações de ter conspirado para derrubar a eleição de 2020, depois que tribunais inferiores rejeitaram sua alegação de que tem imunidade por ter sido presidente na época. Isso significa que a Corte terá a palavra final sobre o assunto. ​

 A Suprema Corte marcou argumentos orais para a semana de 22 de abril, com uma decisão provável antes de julho. Em caso de uma decisão desfavorável para Trump, o julgamento sobre a possível interferência nos atos de 6 de janeiro poderia ser realizado até antes da eleição, segundo o noticiário e analistas locais. Vale lembrar que Trump enfrenta uma séria de batalhas legais, e, no mesmo período, enfrenta um julgamento criminal em Nova York, onde é acusado de falsificar registros comerciais para encobrir um pagamento de silêncio a uma atriz.​

Em paralelo, a Suprema Corte está considerando o recurso de Trump em um caso na Colorado em que foi retirado da cédula sob uma provisão da 14ª Emenda que proíbe ex-funcionários desleais de ocupar cargos públicos. Em Illinois, um juiz estadual decidiu que Trump também deve ser desqualificado, o que pode depender da decisão da Suprema Corte no caso do Colorado. Esta é apenas uma das várias batalhas legais enfrentadas por Trump enquanto busca a reeleição e também enfrenta acusações em Nova York e na Geórgia.

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