IBOVESPA -0,24% | 186.016 Pontos
CÂMBIO +0,12% | 5,23/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda de 0,2%, aos 186.016 pontos, registrando o terceiro pregão consecutivo de baixa. A sessão foi marcada por menor liquidez e horário reduzido devido à Quarta-feira de Cinzas. No cenário macro doméstico, o Boletim Focus revisou para baixo a projeção do IPCA de 2026 pela sexta semana seguida, movimento que contribuiu para o fechamento da curva de juros.
Porém, o principal fator de pressão sobre o índice foi o desempenho negativo de Vale (VALE3, -3,6%), refletindo a queda de seus ADRs na véspera, após o recuo dos contratos futuros de minério de ferro negociados em Singapura. O mercado chinês, principal referência para a commodity, segue fechado em função do feriado do Ano Novo Lunar. Por outro lado, Raízen (RAIZ4, +6,3%) foi destaque positivo, em movimento de recuperação após acumular perdas relevantes na semana anterior.
Para o pregão de quinta-feira, o destaque da agenda doméstica será a divulgação do IBC-Br referente a dezembro. No cenário internacional, pela temporada de resultados do 4T25, os principais destaques ficam por conta dos balanços de John Deere, Newmont e Walmart.
Renda Fixa
Os juros futuros dos EUA fecharam a quarta‑feira em alta, após a ata do Fed indicar que o ritmo para possíveis cortes pode ser mais lento diante da inflação ainda resistente. O leilão fraco de T‑bonds de 20 anos ajudou a sustentar o movimento. A T‑Note de 2 anos avançou para 3,46% (+6 bps), a de 10 anos para 4,09% (+4 bps) e o T‑Bond de 30 anos para 4,71% (+1 bp). No Brasil, a curva teve leve fechamento em sessão de baixa liquidez após o feriado. O DI jan/27 terminou estável em 13,315%, o DI jan/29 recuou para 12,66% (‑2 bps) e o DI jan/31 caiu para 13,08% (‑1,5 bp).
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,4%), após uma sessão positiva impulsionados por altas nas “Magnificent Seven”, com Nvidia (+1,6%) e Amazon (+1,8%) entre os destaques. O movimento ocorre enquanto investidores aguardam os resultados trimestrais do Walmart, previstos para antes da abertura, além de monitorarem dados de pedidos semanais de seguro-desemprego e o índice de preços de gastos com consumo (PCE), que será divulgado na sexta-feira. O petróleo subiu mais de 4% após declarações do vice-presidente JD Vance sobre o Irã, aumentando a tensão geopolítica.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,5%), com investidores avaliando uma nova rodada de resultados trimestrais. As ações da Airbus recuam 5,4% após projeções de entregas ligeiramente abaixo do esperado para 2026. Já a Renault avança cerca de 2%, apesar de registrar prejuízo líquido de 10,9 bilhões de euros em 2025, impactado por efeito extraordinário ligado à Nissan.
Na Ásia, os mercados de Hong Kong e da China continental permanecem fechados devido ao feriado do Ano Novo Lunar. Na região, o destaque foi a Coreia do Sul, com o Kospi avançando mais de 3% e fechando em máxima histórica, enquanto o Kosdaq subiu quase 5%. No Japão, o Nikkei 225 ganhou 0,6% e o Topix avançou 1,2%. O movimento acompanha os ganhos recentes nas bolsas americanas e a retomada gradual das negociações na Ásia após o feriado.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a quarta-feira praticamente estável, com desempenho de -0,01%. Com isso, acumula retração de 0,22% no mês, corrigindo o movimento de alta que vinha se intensificando nos meses anteriores.
No campo negativo, o desempenho do dia foi pressionado sobretudo pelos Fundos Híbridos e pelos Fundos de Fundos, que recuaram 0,13% e 0,27%, respectivamente. Os Fundos Tijolo registraram desempenho positivo de 0,09%, puxados pelos Fundos de Ativos Logísticos, que desempenharam em alta de 0,19%. Além disso, os Fundos de Papel também obtiveram desempenho negativo, encerrando com queda de 0,10%.
Entre as maiores altas do dia, destacaram-se RCRB11 (+1,8%), BTAL11 (+1,7%) e RBFM11 (+1,5%). Do outro lado, as principais baixas foram SNCI11 (-1,8%), RECR11 (-1,5%) e BLMG11 (-1,4%).
Economia
O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) publicou ontem a ata de sua última reunião de política monetária. Pelo lado dovish (acomodatício), alguns membros observaram que a desinflação parece continuar no grupo de serviços subjacentes, e que o crescimento mais forte da produtividade, associado a desenvolvimentos tecnológicos ou regulatórios, pode exercer pressão baixista sobre a inflação geral. Pelo lado hawkish (restritivo), a maioria dos membros alertou que a convergência para a meta de inflação de 2% pode ser mais lenta e irregular do que o antecipado. Ademais, a maioria apontou que as leituras recentes de dados sugerem estabilização das condições do mercado de trabalho após um período de arrefecimento gradual. Tudo considerado, a ata praticamente não alterou as expectativas para os juros de referência dos Estados Unidos, que pressupõem o próximo corte em junho e 2–3 reduções ao longo de 2026.
No Brasil, o Boletim Focus trouxe poucas mudanças. A mediana das projeções para o IPCA de 2026 recuou pela sexta semana consecutiva, de 3,97% para 3,95%. O mercado continua a prever inflação de 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028. Em relação à política monetária, a mediana das previsões para a taxa Selic seguiu em 12,25% no final deste ano e 10,50% no final do ano que vem. Hoje, destaque para a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), uma proxy mensal do PIB.
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Economia
Ata do Fed traz sinais mistos e não altera perspectivas para a política monetária no curto prazo; no Brasil, Boletim Focus mostra recuo na projeção de IPCA 2026 pela sexta semana consecutiva
- O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) publicou ontem a ata de sua última reunião de política monetária. Pelo lado dovish (acomodatício), alguns membros observaram que a desinflação parece continuar no grupo de serviços subjacentes, em especial nos serviços de habitação. Além disso, várias autoridades esperam que o crescimento mais forte da produtividade, associado a desenvolvimentos tecnológicos ou regulatórios, possa exercer pressão baixista sobre os preços. Pelo lado hawkish (restritivo), a maioria dos membros alertou que a convergência para a meta de inflação de 2% pode ser mais lenta e irregular do que o antecipado, julgando como significativo o risco de a inflação continuar persistentemente acima do alvo. Ademais, a maioria apontou que as leituras recentes de dados sugerem estabilização das condições do mercado de trabalho após um período de arrefecimento gradual. Em relação às perspectivas para a política monetária, vários participantes comentaram que novos ajustes para baixo na taxa básica de juros (Fed Funds) provavelmente seriam apropriados caso a inflação cedesse em linha com as expectativas. Por outro lado, muitos sinalizaram que teriam apoiado uma descrição sobre os passos futuros que englobasse a opção de alta de juros, caso a inflação permaneça acima da meta. Tudo considerado, a ata praticamente não alterou as expectativas para os juros de referência dos Estados Unidos, que pressupõem o próximo corte em junho e 2–3 reduções ao longo de 2026;
- No Brasil, o Boletim Focus trouxe poucas mudanças. A mediana das projeções para o IPCA de 2026 recuou pela sexta semana consecutiva, de 3,97% para 3,95%. O mercado continua a prever inflação de 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028. Enquanto isso, as expectativas de crescimento real do PIB permaneceram em 1,8% para 2026 e 2027. Em relação à política monetária, a mediana das previsões para a taxa Selic seguiu em 12,25% no final deste ano e 10,50% no final do ano que vem. Ademais, as projeções para a taxa de câmbio continuaram em R$/US$ 5,50 entre 2026 e 2028;
- Hoje, destaque para a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central do Brasil (IBC-Br), uma proxy mensal do PIB. Estimamos queda de 0,5% em dezembro comparado com novembro, enquanto o mercado espera contração de 0,4%. Apesar disso, acreditamos que o IBC-Br registrará crescimento de 0,2% no 4º trimestre e de 2,3% em 2025. Na agenda internacional, dados de atividade e setor externo dos Estados Unidos estarão no centro das atenções: pedidos de seguro-desemprego na semana passada (exp: 225 mil); vendas de moradias pendentes em janeiro (exp: 2.6%); sondagem industrial do Fed de Filadélfia referente a fevereiro (exp: 9,3); e balança comercial de dezembro (exp: -US$ 56,0 bilhões).
Empresas
Varejo: Entenda como o possível fim da escala 6×1 pode impactar as varejistas
- À medida que as notícias em torno do debate sobre a jornada 6×1 (e 44 horas semanais) se intensifica, parecendo provável no curto prazo, embora ainda sujeito à aprovação do Congresso, mapeamos a exposição dos varejistas a um potencial aumento de custos de mão de obra;
- Em linhas gerais, caso os varejistas não consigam repassar o aumento de custos, estimamos um impacto médio de 8–18% em EBITDA e Lucro Líquido, respectivamente, no conjunto da nossa cobertura, embora com ampla variação entre as empresas;
- As companhias mais diversificadas internacionalmente (ex.: SMFT, MELI) e/ou com maiores margens de EBITDA/lucro líquido (VIVA, TFCO, VULC, LREN) tenderiam a ser as menos afetadas, enquanto aquelas com margens de EBITDA mais baixas (varejo farmacêutico/alimentos) e/ou com maior alavancagem seriam as mais afetadas;
- No entanto, discute-se um período de transição, o que poderia suavizar o impacto nos resultados, já que um repasse de preços mais gradual poderia ajudar a compensar esse vento contrário;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda Fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Equipe econômica vê resistência, mas sinaliza mudar programas sociais (Valor Econômico);
- Seis Estados e DF começam o ano sem dinheiro em caixa para quitar dívidas e assumir novas despesas (Estadão);
- Federal Reserve officials warn progress towards inflation goal will be ‘uneven’ (Financial Times);
- Atacadão conclui venda de quase R$ 1 bilhão em imóveis para fundos (Valor Econômico).
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Estratégia
XPresso: Investidores nos EUA permanecem otimistas com o Brasil
- Passamos a semana passada nos Estados Unidos nos reunindo com investidores para discutir as perspectivas para a Bolsa brasileira. Assim como vimos na Europa algumas semanas atrás, o sentimento em relação às ações brasileiras permanece positivo;
- No entanto, também observamos um certo desconforto com os níveis de valuation e preços após a recente alta. Os fortes fluxos estrangeiros para o Brasil em 2026 são vistos como impulsionados principalmente por fundos Macro e passivos (ETFs), e não por fundos ativos;
- Como resultado, vários investidores mencionaram o descasamento entre os grandes nomes do índice (como Vale, Petrobras, Itaú), que se beneficiaram fortemente dos fluxos, enquanto o restante do mercado ficou para trás. Assim, um trade de convergência pode começar a funcionar em breve, mas somente quando os fortes fluxos passivos para o Brasil diminuírem;
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX cai 0,01% e fecha perto do topo de 52 semanas (Suno);
- Vacância de escritórios no Rio cai para 26,5% em 2025, a menor desde 2015, diz consultoria (FIIs);
- Falta galpão no Paraná. O TRXF11 vai financiar um para a Shopee (Metro Quadrado);
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ESG
Projetos de terras raras somam R$ 13,2 bi em investimentos previstos no Brasil | Café com ESG, 19/02
- O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território misto, com IBOV recuando 0,24% e o ISE andando de lado (+0,06%);
- No Brasil, (i) sete projetos de mineração de terras raras em fase pré-operacional somam até R$ 13,2 bilhões previstos em investimentos no Brasil – o país entrou no radar de outras nações e investidores locais e estrangeiros em meio à corrida global pelo grupo de materiais estratégicos para áreas como transição energética, tecnologia e defesa; e (ii) o sistema elétrico brasileiro deve demandar mais de 6 GW de baterias até 2035, estimam o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – a projeção da demanda por baterias é mais que o dobro do projetado no PDE anterior, quando a EPE estimou 2,8 GW;
- No internacional, a Microsoft se comprometeu a seguir comprando energia renovável suficiente para atender todas as suas necessidades elétricas, após atingir essa meta pela primeira vez no ano passado, ao contratar 40 gigawatts de novo fornecimento de energia renovável, principalmente por meio de contratos de compra de energia;
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