IBOVESPA -0,13% | 163.150 Pontos
CÂMBIO +0,12% | 5,37/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão de segunda-feira com leve queda de 0,1%, aos 163.150 pontos. Em um dia de agenda doméstica esvaziada, o noticiário internacional ganhou protagonismo após a resposta do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, às ameaças de uma possível acusação criminal. Ainda assim, os mercados globais fecharam próximos da estabilidade (S&P 500, +0,2%; Nasdaq, +0,1%).
Assaí (ASAI3, +4,6%) avançou após a divulgação de números de alavancagem abaixo do guidance anteriormente indicado pela companhia. Na ponta negativa, C&A (CEAB3, -2,6%) voltou a recuar, ainda refletindo o aumento das preocupações dos investidores com os resultados do 4T25.
Para o pregão de terça-feira, destaque para a divulgação dos dados de inflação ao consumidor de dezembro nos EUA e da Pesquisa Mensal de Serviços de novembro no Brasil. Além disso, a temporada internacional de resultados do quarto trimestre ganha tração com o setor financeiro, a partir da divulgação dos números do JPMorgan.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem em queda, com movimento concentrado nos vértices longos, em sessão de liquidez fraca e agenda esvaziada. Investidores aproveitaram para ajustar prêmios acumulados na curva após a alta da semana passada, quando IPCA e payroll reforçaram cautela. A postura conservadora do Banco Central segue limitando apostas para cortes imediatos da Selic, mantendo a inclinação mais contida. DI jan/27 em 13,730% (-3,0bps); DI jan/28 em 13,005% (-6,0bps); DI jan/29 em 12,995% (-7,0bps); DI jan/31 em 13,285% (-7,0bps). Nos EUA, os Treasuries mostraram leve abertura, corrigindo parte da queda anterior, em meio a ajustes técnicos e ruídos políticos envolvendo o Fed. T-note 2y em 3,54% (0bps); T-note 10y em 4,19% (+1bp); T-bond 30y em 4,83% (+1bp).
Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,2%; Nasdaq 100: -032%), com investidores aguardando a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de dezembro e o início da temporada de resultados. O dado do CPI vem após um payroll que indicou um mercado de trabalho ainda estável, mas com sinais de arrefecimento, reforçando a expectativa de que o Fed adie cortes de juros. Além disso, os investidores acompanham a divulgação do resultado do JPMorgan, que abre a temporada de balanços do setor financeiro.
Na Europa, as bolsas operam em leve queda (Stoxx 600: -0,1%), com o foco permanecendo nos desdobramentos geopolíticos no Irã e na investigação criminal envolvendo o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Entre os destaques corporativos, as ações da Orsted sobem após decisão judicial nos Estados Unidos permitir a continuidade de um projeto de US$ 5 bilhões suspenso anteriormente. No campo político, o mercado reage às declarações de Trump sobre a imposição de uma tarifa de 25% a países que mantenham relações comerciais com o Irã.
Na China, os mercados fecharam mistos (CSI 300: -0,6%; HSI: +0,9%), com o CSI 300 destoando do bom desempenho regional na Ásia. O destaque positivo ficou para o Japão, onde o Nikkei avançou mais de 3% após a retomada dos negócios, impulsionado por expectativas de eleições antecipadas e fortes ganhos em ações ligadas a tecnologia e semicondutores. Os mercados asiáticos seguem relativamente resilientes às incertezas geopolíticas e institucionais vindas dos Estados Unidos.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a sessão de segunda-feira com leve queda de 0,04%, em um dia de agenda doméstica sem grandes eventos diretamente relacionados aos FIIs. Os fundos de papel avançaram 0,05%, enquanto os fundos de tijolo registraram queda de 0,04%. Entre as maiores altas do dia, destacaram-se HSAF11 (+2,2%), JSAF11 (+1,8%) e MCRE11 (+1,6%). Já entre as principais quedas, figuraram URPR11 (-1,7%), PMIS11 (-1,7%) e GZIT11 (-1,0%).
Economia
Donald Trump anunciou que os Estados Unidos aplicarão uma tarifa de 25% sobre qualquer país que mantenha relações comerciais com o Irã, com efeito imediato. A decisão ocorre antes de um julgamento da Suprema Corte sobre a legalidade de tarifas anteriores impostas por Trump sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).
Na agenda internacional, destaque para a divulgação da inflação ao consumidor de dezembro nos Estados Unidos. No Brasil, temos a Pesquisa Mensal de Serviços de novembro, em que esperamos um leve avanço de 0,1% contra outubro, e 2,8% na comparação interanual.
Veja todos os detalhes
Economia
Inflação ao consumidor nos EUA é o destaque do dia
- Donald Trump anunciou que os Estados Unidos aplicarão uma tarifa de 25% sobre qualquer país que mantenha relações comerciais com o Irã, com efeito imediato. A medida busca aumentar a pressão econômica sobre Teerã em meio a protestos internos. Países como China, Índia, Emirados Árabes, Turquia, Rússia, Brasil e Iraque podem ser impactados, já que possuem laços comerciais relevantes com o Irã. Para a China, por exemplo, isso pode elevar tarifas totais para cerca de 45%, somando as já existentes. A decisão ocorre antes de um julgamento da Suprema Corte sobre a legalidade de tarifas anteriores impostas por Trump sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA);
- A União Europeia anunciou regras para aceitar as propostas de montadoras chinesas de carros elétricos como alternativa às tarifas aplicadas desde 2024, reduzindo a tensão comercial. Essas propostas funcionam como um compromisso em que as empresas chinesas poderiam vender seus veículos no bloco por um valor mínimo acordado, evitando preços artificialmente baixos causados por subsídios do governo chinês. Para serem aceitas, as ofertas precisam compensar a vantagem gerada pelos subsídios, ter um efeito equivalente ao das tarifas atuais para manter a proteção à indústria europeia e serem viáveis na prática, sem permitir brechas como compensação por meio da venda de outros modelos. Além disso, a UE também avaliará fatores como investimentos realizados na região, buscando equilibrar abertura comercial e concorrência justa;
- De acordo com a nova leitura do Boletim Focus, a mediana das projeções para a Taxa Selic em 2028 aumentou de 9,75% para 9,88%, sinalizando uma menor duração no ciclo de corte de juros. Além disso, a outra mudança foi a queda das projeções para o IPCA neste ano, de 4,06% para 4,05%. Para mais informações, leia nosso relatório aqui;
- Na agenda internacional, destaque para a divulgação da inflação ao consumidor de dezembro nos Estados Unidos. No Brasil, temos a Pesquisa Mensal de Serviços de novembro, em que esperamos um leve avanço de 0,1% contra outubro, e 2,8% na comparação interanual.
Empresas
Brava Energia (BRAV3) | Reunião com os novos CEO e CFO
- Esta manhã (12), a Brava anunciou que o Sr. Richard Kovacs deixou o cargo de presidente do Conselho de Administração para se tornar o novo CEO da empresa, a partir de 1º de fevereiro. No final da tarde, participamos de uma conversa com o Sr. Kovacs e o diretor financeiro da Brava, Sr. Luiz Carvalho, durante a qual a gestão compartilhou suas visões sobre o futuro da empresa e os caminhos para desbloquear todo o seu potencial;
- A mensagem principal da nova liderança centra-se em um maior foco na alocação de capital e na maximização de valor, livre de quaisquer dogmas relativos a ativos individuais – algo que interpretamos como uma maior disposição para desinvestir ativos. Não vemos isso como um afastamento completo da estratégia existente da empresa, mas sim como um foco intensificado e uma execução potencialmente mais rápida das oportunidades de fusões e aquisições;
- A administração também enfatizou seu compromisso com a desalavancagem e, com o tempo, a possível retomada da remuneração dos acionistas;
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Cury (CURY3) | Prontos para outro ano excelente
- Na última sexta feira (09), realizamos uma reunião com a alta administração da Cury para dar início ao ano;
- 2025 provavelmente será o melhor ano da história da empresa, com excelente geração de caixa operacional. As margens brutas sustentáveis e saudáveis devem continuar ao longo de 2026, auxiliadas pela controlada inflação de materiais e pelo forte posicionamento do banco de terrenos, que permite melhor precificação;
- O ano de 2026 teve um início forte, com lançamentos e vendas sólidos (o Rio já teve um lançamento durante o ano e este fim de semana marcou o primeiro lançamento em SP). A concorrência em geral continua frágil, prejudicada pelo alto custo de capital e pela força de vendas mais fraca. O novo regime de imposto de renda, que isenta salários mensais de até R$ 5 mil do pagamento de impostos, deve aumentar o mercado potencial. Continuamos otimistas com os fundamentos do setor e da empresa e reiteramos a Cury como nossa principal escolha.
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Aura (AURA33): entregando guidance de produção para 2025; MSG Incluído
- A Aura registrou um forte desempenho operacional em 2025, com produção total (nos preços atuais) de 280 kGEO (+5% A/A, ou 276 kGEO, +3% A/A ex-MSG), em linha com a faixa média de sua previsão de produção de 266-300 kGEO para o ano.
- Destacamos: (i) a produção do EPP superou as expectativas, impulsionada por melhores graus e melhorias na produtividade em 2025;
- (ii) Almas e San Andres entregaram resultados acima do guidance previsto, com melhoria no desempenho operacional em Almas e operações estáveis em San Andres;
- (iii) a produção da Borborema ficou abaixo do guidance, como esperado, refletindo recuperações menores durante a fase pré-comercial, embora o desempenho tenha se recuperado no 4º trimestre de 2025; e
- (iv) a produção da Aranzazu foi impactada negativamente pelos efeitos da conversão de preços dos metais. Por fim, a Aura incluiu a produção de MSG no 4º trimestre de 2025, o que esperamos melhorar à medida que a empresa executa a recuperação operacional. No total, continuamos positivos quanto às ações da Aura, com ventos favoráveis macro e vários microcatalisadores impulsionando ainda mais potencial de upside.
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Tenda (TEND3) | Prévia operacional 4Q25
- Neste domingo (11), a Tenda divulgou sua prévia operacional para o 4Q25;
- Lançamentos consolidados cresceram 10.6% Y/Y e 13.6% Q/Q, mas abaixo das nossas expectativas em -8%. O desempenho foi mais forte na Tenda, 12% acima das nossas expectativas, enquanto a Alea lançou R$69mn, -83% abaixo das nossas expectativas devido ao atraso no processo de aprovação do projeto Casapatio Canoas no RS;
- As vendas líquidas cresceram 24.5% Y/Y e caíram -0.6% Q/Q, -9% abaixo das nossas expectativas. A VSO arrefeceu para 22.6%, queda de -3.2 p.p., impactada pelo forte volume de lançamentos no final do ano. O landbank fechou o trimestre em R$28.6 bilhões, um crescimento vs o valor observado ao final do 3Q25 de R$26.2 bilhões;
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Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Agro, Alimentos & Bebidas: confira as principais notícias
- Agro, Alimentos e Bebidas | Data Expert: Análise do WASDE – Jan/26
- O relatório WASDE de janeiro trouxe fortes surpresas. O consenso apontava para redução de estoques de trigo, milho e soja nos EUA, mas os dados revelaram mais volume do que o esperado. A maior surpresa na oferta e demanda nos EUA veio no aumento da área colhida e produtividade do milho.
- Para compensar o aumento de safra, o USDA elevou novamente a demanda por milho para ração animal nos EUA, um número que será difícil de alcançar e que poderá levar a futuras revisões negativas de demanda. Globalmente, sem reduções significativas de safra, o mercado baixista, impulsionado pela oferta, continua.
- A produção de soja do Brasil foi revisada para cima, assim como a de algodão da China, a de trigo da Argentina e Rússia.
- Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/agro-alimentos-e-bebidas-data-expert-analise-do-wasde-jan-26/
- Agro, Alimentos e Bebidas | Data Expert: Análise do WASDE – Jan/26
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- What the Justice Department investigation of Fed Chair Powell may mean for your money (CNBC)
- Prefixados de longo prazo têm o maior rendimento dos últimos nove anos, mostra fechamento da Anbima (ANBIMA)
- FGC já tem em mãos a relação dos clientes do Master que serão ressarcidos (O Globo)
- Braskem paga parcela de juros da dívida e abre caminho para reestruturação (Estadão)
- Clique aqui para acessar o clipping.
Estratégia
XP Short Scout: Short selling tracker for Brazilian equities
- O short interest (SI) mediano do Ibovespa diminuiu para 7,0%, enquanto as posições em aberto caíram para R$ 135,4 bilhões desde nosso último relatório.
- A PetroReconcavo (RECV3) teve um aumento em seu SI, com 14,6% de seu free float alugado. A taxa de aluguel, entretanto, diminuiu para 2,2% comparado ao dia 26 de Dezembro de 2025.
- Brava Energia (BRAV3) também registrou um forte aumento na taxa de aluguel, chegando a 21,9%, com SI atual de 21,0%.
- Outras ações para ficar de olho: ABEV3, AZUL54, AZZA3, BBSE3, BHIA3, CPFE3, ECOR3, EQTL3, INTB3, PRIO3, TAEE11, WEGE3
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX recua levemente na segunda e fecha aos 3.788 pontos (FIIs);
- Escritórios Classe A do Rio apresentam menor taxa de vacância desde 2015 (Buildings);
- Acredite se quiser: ainda vai faltar galpão em 2026 (Metro Quadrado);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Eventos climáticos extremos causaram perdas globais de US$ 224 bilhões em 2025 | Café com ESG, 13/01
- O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território misto, com o IBOV recuando 0,13% e o ISE avançando 0,13%;
- No Brasil, de acordo com a subsecretária de Energia e Mineração da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Marisa Maia de Barros, o estado de São Paulo deve alcançar entre 700 mil e 750 mil metros cúbicos por dia de capacidade instalada de produção de biometano até o fim deste ano, com projeção de chegar a quase 1 milhão de m³/dia em 2027, somando resíduos do setor agroindustrial e de aterros sanitários;
- No internacional, (i) a destruição ocasionada pelos desastres naturais em 2025 somou US$ 224 bilhões, de acordo com dados levantados pela resseguradora Munich Re – cerca de metade deste prejuízo foi segurado, ou seja, estava coberto por algum tipo de apólice de seguros, com os eventos climáticos respondendo por 92% das perdas totais e por 97% das perdas seguradas; e (ii) a China e a União Europeia (UE) concordaram que é necessário fornecer orientações gerais sobre compromissos de preços aos exportadores chineses de veículos elétricos para o bloco europeu, em esforços para que os exportadores chineses possam abordar suas preocupações de maneira mais “prática e direcionada”, seguindo as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), informou uma nota do Ministério do Comércio chinês ontem;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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