IBOVESPA -0,91% | 177.653 Pontos
CÂMBIO +0,94% | 5,25/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em queda, recuando 1,0% em reais e 1,2% em dólares, aos 177.653 pontos.
SLC Agrícola (SLCE3, +9,8%) liderou os ganhos após divulgar resultados do 4T acima das estimativas do mercado (veja aqui). Já a CSN (CSNA3, -20,4%) esteve entre os principais destaques de queda após reportar resultados abaixo das expectativas, especialmente após o aumento de sua alavancagem financeira (veja mais detalhes aqui).
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros globais avançaram em meio ao aumento da aversão ao risco, influenciados pela combinação de incertezas geopolíticas no Oriente Médio, volatilidade das commodities e ajustes nas expectativas sobre o ritmo de cortes de juros ao redor do mundo. Nos EUA, a T‑Note de 2 anos terminou a 3,73% (+17 bps vs. semana anterior), a T‑Note de 10 anos a 4,28% (+14 bps) e o T‑Bond de 30 anos a 4,91% (+15 bps). No Brasil, o movimento foi intensificado na sexta‑feira pelo desmonte forçado de posições, que pressionou especialmente os vértices curtos, levando o DI jan/27 a 14,32% (+65 bps), o DI jan/29 a 13,93% (+63 bps) e o DI jan/31 a 14,17% (+45 bps).
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos EUA operam em alta (S&P 500: +0,4%; Nasdaq 100: +0,5%), enquanto investidores tentam recuperar parte das perdas após mais uma semana negativa para os mercados. O principal foco segue sendo o petróleo, que permanece elevado em meio à guerra entre EUA e Irã. O WTI opera próximo de US$ 98/barril, enquanto o Brent avança para cerca de US$ 100, após o fluxo de navios no Estreito de Ormuz permanecer praticamente interrompido desde o início do conflito. No radar da semana, investidores acompanham a reunião do Federal Reserve, além da conferência GTC da Nvidia, que começa hoje.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,3%), pressionadas pela persistência dos preços elevados do petróleo e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio. O setor de energia lidera ganhos, refletindo a alta do Brent, enquanto setores mais sensíveis ao crescimento econômico, como automóveis, utilities e viagens, lideram as perdas.
Na China, os mercados tiveram desempenho misto (HSI: +1,5%; CSI 300: +0,1%). Dados macro trouxeram algum alívio, com as vendas no varejo China crescendo 2,8% A/A, acima das expectativas, enquanto a produção industrial avançou 6,3%, indicando resiliência da demanda externa. No restante da Ásia, o Kospi sul-coreano subiu 1,1%, enquanto o Nikkei japonês caiu levemente (-0,1%) e o ASX 200 australiano recuou 0,4%.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) fechou a sexta‑feira em alta de 0,35%, após uma semana predominantemente negativa, marcada pelos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã. Os Fundos de Recebíveis lideraram os ganhos, com valorização de 0,60%, enquanto os Híbridos avançaram 0,48%. Entre os Fundos de Tijolo, que subiram 0,18%, o movimento foi sustentado principalmente por Shoppings (+0,32%), Ativos Logísticos (+0,11%) e Lajes Corporativas (+0,08%). Já os Fundos de Fundos foram o único segmento a registrar queda no dia, com recuo de 0,18%, enquanto Multiestratégia avançou 0,30%. Entre as maiores altas do pregão estiveram VINO11 (+4,0%), PMIS11 (+2,9%) e BCRI11 (+2,4%). No campo negativo, os principais destaques foram TRBL11 (-1,0%), HGRE11 (-0,9%) e RBFM11 (-0,9%).
Economia
Donald Trump aumentou a pressão internacional para reabrir o Estreito de Ormuz ao pedir apoio de países aliados — incluindo membros da Otan — e pressionar a China. Até o momento, não há confirmação de que algum governo tenha aceitado o pedido.
Na China, os dados do início de 2026 mostraram melhora da atividade, com alta da produção industrial, das vendas no varejo e do investimento em ativos fixos. Ainda assim, persistem sinais de fragilidade, refletidos na demanda doméstica fraca, na alta do desemprego e nas pressões do setor imobiliário. Na agenda internacional desta semana, os principais bancos centrais decidirão sobre a taxa de juros e a expectativa é que todos entreguem manutenção. Além disso, a agenda dos Estados Unidos contará com a divulgação do índice de preços ao produtor e a produção industrial, ambos referentes a fevereiro. No Brasil, todas as atenções estarão voltadas ao Copom. Por fim, o Banco Central divulgará o IBC-BR de fevereiro, índice mensal de atividade econômica.
Veja todos os detalhes
Economia
Agenda da semana contará com decisões de política monetária ao redor do mundo
- Donald Trump intensificou a pressão internacional para reabrir o Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de um quinto da oferta global de petróleo. Ele solicitou apoio de sete países para reforçar a segurança na região, mas não confirmou se algum deles concordou com o pedido. Trump também declarou que os membros da OTAN deveriam contribuir para a operação e alertou que a falta de cooperação traria consequências para o futuro da aliança. A China foi mencionada diretamente. O presidente afirmou que pode cancelar a cúpula prevista para abril caso Pequim não use sua influência para desbloquear o estreito. Segundo reportagens, navios‑tanque destinados ao mercado chinês continuam a cruzar a região, enquanto outras embarcações foram atingidas por projéteis, elevando a tensão e a incerteza geopolítica em torno da rota marítima;
- Na China, os dados do início de 2026 apontaram uma economia mais forte. A produção industrial cresceu 6,3% no acumulado de janeiro e fevereiro, acima dos 5,2% de dezembro. As vendas no varejo subiram 2,8% no mesmo período, superando o avanço de 0,9% do fim de 2025. O investimento em ativos fixos aumentou 1,8% e interrompeu a sequência de quedas registradas no ano passado, com destaque para infraestrutura, que avançou 11,4%. Mesmo assim, persistem sinais de fragilidade da economia chinesa. A demanda doméstica segue fraca e a taxa de desemprego subiu para 5,3%. O setor imobiliário segue como foco de preocupação, embora a alta dos investimentos em ativos fixos tenha oferecido algum alívio. O ambiente externo também se deteriorou. A guerra no Oriente Médio elevou a volatilidade dos preços de energia e adicionou novas incertezas ao comércio global. As autoridades chinesas projetam crescimento entre 4,5% e 5%, mas reconhecem que a atividade segue dependente de estímulos e exposta a riscos geopolíticos;
- Na agenda internacional desta semana, os principais bancos centrais decidirão sobre a taxa de juros e a expectativa é que todos entreguem manutenção. Destaque para Estados Unidos, China, Zona do Euro, Reino Unido e Japão. Além disso, a agenda dos Estados Unidos contará com a divulgação do índice de preços ao produtor e a produção industrial, ambos referentes a fevereiro;
- No Brasil, todas as atenções estarão voltadas ao Copom. O mercado segue dividido sobre o próximo passo para a taxa Selic. Por fim, o Banco Central divulgará o IBC-BR de fevereiro, índice mensal de atividade econômica.
Empresas
EZTEC (EZTC3): A expansão das margens foi mitigada pela receita mais fraca
- A EZTEC apresentou resultados mistos no 4T25, com o lucro líquido superando as expectativas. Os principais destaques incluem: (i) queda na receita de -37% A/A e de -6% vs. XPe, explicada pelo reconhecimento de projetos em fase inicial; (ii) forte margem bruta (+3,1 p.p. A/A, mas -0,2 p.p. inferior ao XPe), impulsionada por economias de construção em projetos entregues; • (iii) o EBITDA recuou 18% A/A, prejudicado pela base de receita mais baixa, embora as margens tenham aumentado substancialmente para 32,8% (+7,7 p.p.); e (iv) o lucro líquido caiu para R$ 118 milhões, -7% A/A, mas 14% acima de nossas estimativas, sustentado por resultados financeiros melhores do que o esperado, mas compensado por impostos mais elevados. O ROE dos últimos 12 meses ficou em 10,9%, enquanto o FCF foi positivo em R$ 17 milhões, impulsionado pelo aumento nas entregas;
- Esperamos uma reação negativa do mercado e mantemos uma posição neutra, pois acreditamos que os níveis de ROE levarão mais tempo para atingir a paridade com os principais concorrentes do setor;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Combustível XP: As principais notícias que movem o setor de Óleo & Gás
- Nesta quinta-feira (12), o governo brasileiro anunciou um pacote de medidas destinadas a amenizar o impacto do recente aumento nos preços do petróleo, resultante do conflito entre os EUA e o Irã. O objetivo final do governo é conter o aumento dos preços do diesel para os consumidores finais. Para isso, foram tomadas duas decisões;
- Em primeiro lugar, o governo reduziu a zero as alíquotas do PIS e da Cofins aplicadas tanto à importação quanto à comercialização do diesel. Em segundo lugar, introduziu um mecanismo de subvenção ao diesel para produtores e importadores nacionais. Como contramedida, o governo criou um imposto temporário sobre as exportações de petróleo bruto e diesel;
- Em nossa visão, o imposto de exportação é negativo para as empresas petrolíferas independentes (PRIO, BRAV, RECV), enquanto margens de refino mais fortes ajudam a compensar o impacto para a Petrobras. Por fim, tanto a redução do PIS/Cofins quanto o mecanismo de subvenção têm implicações financeiras limitadas para os distribuidores de combustível, mas ajudarão a mitigar o impacto no preço de varejo quando a Petrobras eventualmente aumentar os preços domésticos;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Oncoclínicas confirma acordo não vinculante com Porto e renúncia de Camille Faria (Valor Econômico);
- Copasa busca lançar privatização nesta semana (Valor Econômico);
- Petroleiras ‘independentes’ serão mais afetadas por imposto (Valor Econômico);
- Moody’s rebaixa ratings da Raízen de CCC+.br para CC.br; perspectiva negativa (Moody’s Local).
- Clique aqui para acessar o clipping.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- FIIs na Semana | IFIX em queda e GPA protocola pedido de recuperação extrajudicial (Research XP);
- VINO11 repõe perdas, HGRE11 cai e IFIX fecha sexta em alta; na semana, índice recua 0,44% (FIIs);
- Bancos e gestoras lideram locações de escritórios em São Paulo (FIIs);
- Clique aqui para acessar o relatório.
- ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
- Guerra mantém renda fixa na mira dos mais ricos; veja os investimentos favoritos: Com a escalada da guerra entre EUA e Irã pressionando o petróleo e colocando em dúvida o ciclo de cortes da Selic, os investidores mais ricos ampliam a busca por renda fixa, que já representa 50,85% das carteiras, com destaque para CDBs atrelados à Selic/CDI, LCIs/LCAs e CRIs/CRAs, que ganham atratividade em um cenário de inflação global mais alta e juros potencialmente mais resistentes. (Valor Investe);
- Ibovespa cai 7% em duas semanas de guerra. O que esperar da bolsa daqui para frente?: Com o petróleo acima de US$ 100, o fechamento do Estreito de Ormuz e o temor de um repique inflacionário global, o Ibovespa já recua 7% desde o início da guerra entre EUA e Irã, mostrando perda de fôlego mesmo com a alta da Petrobras, enquanto o mercado recalibra expectativas para um Copom mais conservador e se prepara para mais volatilidade até haver sinais concretos de desescalada. (Valor Investe);
- Retail Oil Traders Spark ETF Boom Amid Institutional Slump: Amid extreme volatility driven by the Iran war and the near‑shutdown of the Strait of Hormuz, retail traders are flooding oil‑linked ETFs with record inflows — including more than $330 million into USO in a single day — even as institutional players pull back, fueling sharp two‑way bets and amplifying crude’s historic price swings. (Bloomberg);
- Bitcoin acelera ganhos e retoma US$ 73 mil apesar de tensão no Oriente Médio: Mesmo com o petróleo a US$ 100 e o aumento da aversão ao risco pela guerra no Oriente Médio, o bitcoin mostra forte resiliência, volta a romper US$ 73 mil e registra US$ 583 milhões em entradas semanais nos ETFs, sinalizando que parte dos investidores segue vendo a criptomoeda como alternativa em meio à volatilidade global. (Valor Econômico).
- Acesse o relatório completo aqui
ESG
Governo quer realizar 1º leilão de hidrogênio de baixo carbono ainda este ano | Café com ESG, 16/03
- O mercado fechou a semana passada em território negativo, com o IBOV recuando 0,96% e o ISE 2,07%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram quedas de 0,91% e 0,74%, respectivamente;
- Do lado das empresas, a CVM flexibilizou a regulação de fundos de investimentos que devem receber recursos no programa Eco Invest – a medida visa ampliar o acesso do mercado de capitais a iniciativas de financiamento sustentável, removendo entraves regulatórios, e conferindo maior flexibilidade operacional aos fundos elegíveis;
- Na política, (i) o governo nomeou, nesta sexta-feira, os membros do grupo técnico que vai estudar a infraestrutura nacional para permitir receber pequenos reatores nucleares (SMRs) e microrreatores modulares – o grupo, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, terá 180 dias de trabalho, podendo ser prorrogados por mais 90 dias, visando chegar em um documento técnico com os desafios e oportunidades relacionados à infraestrutura nacional para reatores nucleares de potência; e (ii) o Ministério da Fazenda está trabalhando com um cronograma para realizar o primeiro leilão de hidrogênio de baixo carbono ainda este ano, segundo o diretor de Programa da Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Carlos Colombo;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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