Bom dia! Neste relatório diário publicado todas as manhãs pelo time ESG do Research da XP, buscamos trazer as últimas notícias para que você comece o dia bem informado e fique por dentro do tema ESG – do termo em inglês Environmental, Social and Governance ou, em português, ASG – Ambiental, Social e Governança.
Quais tópicos abordamos ao longo do conteúdo? (i) Notícias no Brasil e no mundo acerca do tema ESG; (ii) Performance histórica dos principais índices ESG em diferentes países; (iii) Comparativo da performance do Ibovespa vs. ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial, da B3); e (iv) Lista com os últimos relatórios publicados pelo Research ESG da XP.
Principais tópicos do dia
• O mercado fechou a semana passada em território negativo, com o IBOV recuando 0,96% e o ISE 2,07%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram quedas de 0,91% e 0,74%, respectivamente.
• Do lado das empresas, a CVM flexibilizou a regulação de fundos de investimentos que devem receber recursos no programa Eco Invest – a medida visa ampliar o acesso do mercado de capitais a iniciativas de financiamento sustentável, removendo entraves regulatórios, e conferindo maior flexibilidade operacional aos fundos elegíveis.
• Na política, (i) o governo nomeou, nesta sexta-feira, os membros do grupo técnico que vai estudar a infraestrutura nacional para permitir receber pequenos reatores nucleares (SMRs) e microrreatores modulares – o grupo, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, terá 180 dias de trabalho, podendo ser prorrogados por mais 90 dias, visando chegar em um documento técnico com os desafios e oportunidades relacionados à infraestrutura nacional para reatores nucleares de potência; e (ii) o Ministério da Fazenda está trabalhando com um cronograma para realizar o primeiro leilão de hidrogênio de baixo carbono ainda este ano, segundo o diretor de Programa da Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Carlos Colombo.
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Brasil
Empresas
CVM flexibiliza regulação de fundos para receber recursos do programa Eco Invest
“A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) flexibilizou a regulação de fundos de investimentos que devem receber recursos no programa Eco Invest. A medida, na leitura de especialistas, deve ajudar a ampliar o acesso do mercado de capitais a iniciativas de financiamento sustentável. A Deliberação CVM 906, editada nesta semana, estabelece regras especiais para a constituição e o funcionamento dos chamados Fundos Eco Invest. Esses veículos são diretamente vinculados ao Eco Invest, programa criado pelo governo federal para atrair capital privado para financiamento de projetos de transição ecológica e economia de baixo carbono. Segundo a autarquia, a deliberação é focada em operações destinadas à compra de participações societárias via fundos de investimento em participações (FIP), fundos de investimento imobiliário (FII) e fundos de investimento nas cadeias produtivas agroindustriais (Fiagro). Na avaliação de sócios do Demarest, as regras conseguiram remover entraves regulatórios, conferindo maior flexibilidade operacional aos fundos elegíveis, assumindo que esses veículos serão destinados exclusivamente a investidores profissionais.”
Fonte: Valor Econômico; 13/03/2026
Bancos alocaram 50% dos recursos do Eco Invest no primeiro ano
“Programa do governo federal para atrair capital estrangeiro para projetos verdes no Brasil, o Eco Invest fechou o primeiro ano com 33 projetos financiados, em um total de R$ 20,7 bilhões em empréstimos. Isso representa 50% dos investimentos previstos no primeiro leilão, de R$ 44,3 bilhões. O balanço do primeiro ano do programa foi apresentado pelo Tesouro Nacional no primeiro relatório anual ao comitê gestor do Fundo Clima desde a criação do Eco Invest. Ele consolida as informações relativas à implementação do programa até dezembro de 2025. “Este relatório apresenta as perspectivas iniciais do primeiro ciclo do Eco Invest”, disse Mario Gouvêa, coordenador do Eco Invest no Tesouro Nacional, ao Reset. Segundo ele, os dados ainda são preliminares, já que os relatórios auditados são obrigatórios apenas no fim deste ano. A outra metade dos recursos do primeiro leilão está em fase final de negociação para concessão dos financiamentos. “Vários bancos sinalizaram que quase todo o recurso do primeiro leilão estaria comprometido”, diz Gouvêa.”
Fonte: Capital Reset; 16/03/2026
BYD terá centro de pesquisa e desenvolvimento no Rio
“A vice-presidente executiva global da BYD e CEO da companhia para Américas e Europa, Stella Li, planeja transformar o país num polo regional de produção e inovação. Na sexta-feira (13), a montadora anunciou o novo centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa chinesa no Brasil. “Queremos que este seja o nosso centro de produção para atender toda a América do Sul. E também será um dos nossos principais polos de pesquisa e desenvolvimento para atuar na região”, afirma Li, em entrevista ao Valor. O centro funcionará no complexo do Aeroporto Internacional do Antônio Carlos Jobim, na zona norte do Rio. Com investimento de R$ 300 milhões, o espaço terá 183 mil metros quadrados e foi inspirado na estrutura que a BYD opera na cidade chinesa de Zhengzhou. É o segundo anúncio de instalações da empresa no Brasil em menos de seis meses. Em outubro, a BYD inaugurou a sua primeira fábrica no Brasil em Camaçari (BA). Segundo Li, a ideia de investir no Rio se deu por sua influência global, energia vibrante e capacidade de atrair talentos. “No Rio, temos a sede de grandes empresas e polos financeiros. É uma cidade que tem influência global, além de ser linda. Viemos para cá porque o ambiente é muito dinâmico e atrai talentos com facilidade”, disse.”
Fonte: Valor Econômico; 16/03/2026
Críticas são inveja, e Flash Charging vai revolucionar EVs, diz a No. 2 da BYD
“Os carros elétricos da BYD caíram no gosto do brasileiro. No ano passado, a montadora chinesa acelerou suas importações para o País enquanto construía sua planta em Camaçari. Como resultado, ficou na sétima posição no ranking do setor automotivo, com 5,6% de share. Mas em janeiro e fevereiro, mesmo com o fim da isenção de imposto para carros elétricos importados, a BYD deu um salto ainda maior: ultrapassou a Toyota e a Jeep, e já é a quinta montadora que mais vende no País. Esses números não foram conquistados sem polêmicas – e sem a chiadeira dos concorrentes. Entre as reclamações estão acusações de dumping e até mesmo de trabalho análogo à escravidão de funcionários chineses na construção da planta da Bahia. Stella Li, a vice-presidente global da BYD e a todo-poderosa da montadora fora da China, não se incomoda com essas acusações. “Isso acontece porque somos uma empresa forte e bem-sucedida. Quando você cresce rapidamente, muitas pessoas tentam pressionar ou tirar vantagem,” Stella disse ao Brazil Journal.”
Fonte: Brazil Journal; 13/03/2026
Biodiesel: Aumento da mistura no diesel é viável e não pesa no bolso, dizem produtores
“O aumento da mistura de biodiesel no diesel derivado de petróleo é sustentável e terá peso mínimo no bolso do consumidor. A avaliação é do presidente da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), Jerônimo Goergen, em comunicado divulgado via internet. A proporção atual é de 15%. Goergen afirma que o aumento para 16% (B16) não causaria elevação do valor final do combustível para o consumidor. Se a mistura for para 17% (B17), o preço poderia subir até 3 centavos por litros, mas a isenção de tributos como Pis e Cofins anularia esse repasse na bomba. “Tanto no caso do B16, quanto do B17, o efeito é pequeno e pode ser totalmente compensado pela isenção de PIS/Cofins sobre o biodiesel, assim como já ocorreu com o diesel derivado de petróleo”, argumenta Goergen. “Esse pequeno efeito considera a substituição do diesel importado pelo biodiesel nacional”, acrescenta.”
Fonte: Globo Rural; 14/03/2026
Política
Brasil corre para lançar leilão de hidrogênio em 2026
“O Ministério da Fazenda está trabalhando com um cronograma para realizar o primeiro leilão para acesso a incentivos para produção e consumo de hidrogênio de baixo carbono ainda este ano, indicou esta semana o diretor de Programa da Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Carlos Colombo. “Nossa expectativa é desenhar um leilão realmente eficiente, voltado para a sustentabilidade e o desenvolvimento nacional. E esperamos que esse modelo esteja pronto para ser realizado ainda este ano”. “Sabemos dos desafios, da sensibilidade em ano eleitoral, mas estamos trabalhando para ter um modelo e realizar esse leilão este ano”, reforçou. Colombo participou de evento promovido pela Abihv (hidrogênio verde) e Abeeólica (energia eólica) na Apex, em Brasília, na quinta (12/3), e antecipou que a regulamentação do marco legal do hidrogênio deixará uma “flexibilidade” para que os editais direcionem a concorrência pelos recursos.”
Fonte: Eixos; 13/03/2026
Governo nomeia membros do grupo técnico que estudará pequenos reatores nucleares
“O governo nomeou, nesta sexta-feira (13/3), os membros do grupo técnico que vai estudar a infraestrutura nacional para reatores nucleares de potência, a fim de recepcionar pequenos (SMRs) e microrreatores modulares. O grupo, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), tem também membros dos Ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação; Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e Meio Ambiente. O governo também nomeou servidores da Amazul, Marinha, Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Eletronuclear, Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Indústrias Nucleares do Brasil (INB). Os trabalhos vão durar 180 dias, podendo ser prorrogados por mais 90 dias, e resultarão em um documento técnico com os desafios e oportunidades relacionados à infraestrutura nacional para reatores nucleares de potência.”
Fonte: Eixos; 13/03/2026
MME divulga regimento interno de fórum de transição energética
“O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira (13/3) o regimento interno do Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte). O Fonte foi criado em agosto de 2024 pelo governo Lula, como um dos instrumentos para elaboração do Plano Nacional de Transição Energética (Plante). O trabalho é coordenado pela Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento (SNTEP) do MME. Entre os objetivos estabelecidos na portaria estão ampliar o debate entre governo, setor produtivo e sociedade civil sobre a transição energética e apoiar a formulação da Política Nacional de Transição Energética (PNTE). O fórum deverá ter representantes dos três grupos, que deverão analisar e votar matérias, propor reuniões extraordinárias, e compartilhar conhecimentos e informações institucionais que contribuam para o alcance dos objetivos propostos pelo Fonte. O plenário do fórum terá 87 membros, que se reunirão quadrimestralmente.”
Fonte: Eixos; 13/03/2026
ANP aprova diretrizes para participar de testes do E35 e do B25
“A diretoria colegiada da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou nesta sexta (13/3) a minuta de portaria com critérios para sua participação nos testes de viabilidade técnica para o aumento das misturas de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel. As análises vão verificar a compatibilidade de teores de até 35% de etanol (E35) e 25% de biodiesel (B25), conforme previsto na Lei do Combustível do Futuro Atualmente, a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina é de 30%, e de biodiesel no diesel é de 15%. Segundo a legislação, qualquer aumento obrigatório de teor renovável depende de estudos prévios que garantam sua adoção. A portaria aprovada durante reunião nesta manhã estabelece diretrizes para a participação institucional da ANP em um projeto de pesquisa sobre o tema, por meio do programa Política com Ciência, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).”
Fonte: Eixos; 13/03/2026
Alckmin diz que governo quer evitar pico no preço do diesel em cenário “complexo”
“O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou que as medidas do governo anunciadas nesta semana foram para “ajudar a não ter um pico de aumento de preço de diesel”. Alckmin discursou durante visita a uma concessionária em Santa Maria, no Distrito Federal, neste sábado. Na quinta-feira, o governo federal zerou o PIS e Cofins sobre o diesel para importação e comercialização e criou uma subvenção econômica de R$ 10 bilhões para produtores e importadores de óleo diesel. Cada medida teria impacto de R$ 0,32 por litro de diesel, com efeito combinado de R$ 0,64. Alckmin disse que existe um cenário geopolítico “extremamente complexo”, citando o conflito no Irã, e afirmou esperar que a guerra termine “o mais rápido possível”. Ao explicar as medidas do governo, o vice-presidente destacou a importância delas e disse que foram inteligentes.”
Fonte: Valor Econômico; 14/03/2026
Internacional
Empresas
BYD lançará carro elétrico premium que recarrega em minutos
“A BYD anunciou nesta sexta-feira (13) que lançará um veículo elétrico premium na Europa no próximo mês que pode ser recarregado em apenas alguns minutos, muito mais rápido do que qualquer outro no mercado atualmente. Com uma autonomia de até 800 quilômetros, que é bem acima da maioria dos modelos de carros elétricos disponíveis, o modelo Denza Z9GT da BYD ilustra a vantagem competitiva das montadoras chinesas sobre fabricantes europeus no que diz respeito à tecnologia de eletrificação de veículos. Usando recursos de “carregamento instantâneo” da mais recente tecnologia de bateria revelada na semana passada pela BYD, a montadora chinesa diz que o Denza Z9GT pode recarregar de 10% a 70% em cinco minutos e de 20% a 97% em 12 minutos. Um dos desafios para a adoção em massa de carros elétricos tem sido o fato de que os modelos de recarregamento rápido ainda precisam de cerca de 45 minutos para reabastecer, enquanto o Denza Z9GT se aproxima muito mais do tempo necessário para reabastecer um modelo convencional com motor a combustão.”
Fonte: Valor Econômico; 13/03/2026
Política
A UE corre para conter custos de energia enquanto a guerra no Irã atinge os mercados
“Ministros de energia da União Europeia se reunirão para avaliar opções para conter os custos de energia na segunda-feira, enquanto autoridades elaboram planos de emergência para amenizar o impacto da alta dos preços do petróleo e gás desencadeada pela guerra no Irã. A Comissão Europeia está elaborando medidas emergenciais para proteger os consumidores do aumento das contas de energia, examinando o apoio estatal às indústrias, cortes nos impostos nacionais e utilizando uma próxima revisão do mercado de carbono da UE para facilitar o fornecimento de permissões de CO2, segundo autoridades da UE familiarizadas com as discussões. A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, disse que Bruxelas também está considerando limitar os preços do gás.
Ministros realizarão conversas a portas fechadas na segunda-feira para discutir possíveis medidas para ajudar a aliviar os aumentos de preços causados pelo fechamento do Estreito de Ormuz, que abalou o comércio de GNL e causou uma interrupção sem precedentes no fornecimento de petróleo.”
Fonte: Reuters; 16/03/2026
Índices ESG e suas performances


(1) O Índice ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3) tem como objetivo ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de empresas com reconhecido comprometimento com o desenvolvimento sustentável, práticas e alinhamento estratégico com a sustentabilidade empresarial.
(2) O Índice S&P/B3 Brasil ESG mede a performance de títulos que cumprem critérios de sustentabilidade e é ponderado pelas pontuações ESG da S&P DJI. Ele exclui ações com base na sua participação em certas atividades comerciais, no seu desempenho em comparação com o Pacto Global da ONU e também cias sem pontuação ESG da S&P DJI.
(3) O ICO2 tem como propósito ser um instrumento indutor das discussões sobre mudança do clima no Brasil. A adesão das companhias ao ICO2 demonstra o comprometimento com a transparência de suas emissões e antecipa a visão de como estão se preparando para uma economia de baixo carbono.
(4) O objetivo do IGCT é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de emissão de empresas integrantes do IGC que atendam aos critérios adicionais descritos nesta metodologia.
(5) A série de índices FTSE4Good foi projetada para medir o desempenho de empresas que demonstram fortes práticas ambientais, sociais e de governança (ESG)..
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