IBOVESPA +0,55% | 146.969 Pontos
CÂMBIO -0,41% | 5,37/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a segunda-feira em alta de 0,6%, aos 146.969 pontos, renovando o recorde histórico de fechamento do índice. A reunião entre Lula e Trump, realizada no último domingo (26), esteve no foco dos investidores em meio às negociações entre os dois países sobre as tarifas impostas ao Brasil pelos EUA. Além disso, o movimento de apetite por risco foi reforçado pelo Boletim Focus, que apontou uma queda nas expectativas de inflação para todo o horizonte, mas especialmente para 2025.
As ações da Usiminas (USIM5, +10,5%) subiram, em meio ao otimismo dos investidores com a potencial implementação de mecanismos de defesa que favoreçam as siderúrgicas locais (veja aqui mais detalhes). A companhia também divulgou resultados na última sexta-feira (24), considerados neutros pelos nossos analistas da XP, apesar de melhora das perspectivas para o 4T25 (veja aqui o comentário completo). Na ponta negativa, Raízen (RIAZ4, -2,1%) recuou após a agência Fitch rebaixar a nota de crédito da companhia de BBB para BB-.
Nesta terça-feira, serão divulgados os dados de confiança do consumidor do Conference Board nos EUA. Pela temporada de resultados do 3T25, destaque para Hypera e Intelbras. Por fim, pela temporada internacional, todos os olhos se voltam para os balanços das big techs Alphabet, Meta e Microsoft.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros encerraram a sessão de segunda-feira com pouca variação ao longo da curva. No Brasil, os juros operam perto da estabilidade, em meio à agenda esvaziada e à baixa liquidez, mas com algum otimismo em torno das negociações entre EUA e Brasil. O DI jan/26 encerrou em 14,9% (+0,7bps vs. pregão anterior); DI jan/27 em 13,84% (+1,8bps); DI jan/29 em 13,05% (+0,9bps); DI jan/31 em 13,31% (- 0,4bps).
Nos EUA, as taxas também seguem de lado, com os rendimentos dos Treasuries de 2 anos subindo levemente antes da decisão do Fed na quarta-feira. Com isso, os rendimentos de dois anos terminaram o dia em 3,49% (+1,05bps vs. pregão anterior); enquanto os de dez anos em 4,01% (- 0,94bps).
Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos EUA operam estáveis (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: +0,1%) após o rali que levou os principais índices a novos recordes. Investidores aguardam uma semana carregada de eventos, com destaque para os resultados das big techs, a decisão de política monetária do Federal Reserve e avanços nas negociações comerciais entre EUA e China. O S&P 500 fechou ontem pela primeira vez acima dos 6.800 pontos, enquanto Nasdaq e Dow Jones também atingiram máximas históricas. A expectativa é de que o Fed anuncie nesta quarta-feira o segundo corte de juros do ano, em meio à paralisação do governo americano e sinais de desaceleração no mercado de trabalho. Amazon, Alphabet, Apple, Meta e Microsoft divulgam resultados entre quarta e quinta-feira, respondendo por cerca de um quarto do valor total do índice.
Na Europa, as bolsas recuam (Stoxx 600: -0,2%) à espera da decisão do Fed e em meio à temporada de resultados corporativos. O movimento contrasta com o otimismo da véspera, quando os mercados avançaram com esperanças de uma trégua comercial entre EUA e China. HSBC sobe 2,5% após divulgar números acima do consenso. O mercado precifica em 96% a probabilidade de um corte de 25 pontos-base pelo Fed nesta reunião, segundo o CME FedWatch, enquanto investidores buscam sinais de novos cortes até o fim do ano.
Na China, os mercados fecharam em queda (HSI: -0,3%; CSI 300: -0,5%) acompanhando o recuo em outras bolsas asiáticas, em meio à assinatura de um novo acordo sobre terras raras entre EUA e Japão que ofuscou o rali em Wall Street. No Japão, o Nikkei 225 recuou 0,6% e o Topix 1,2% após renovar recordes, enquanto o Kospi caiu 0,8% na Coreia do Sul, apesar do PIB acima do esperado. O sentimento na Ásia é de cautela antes do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, marcado para quinta-feira, que pode selar um acordo preliminar sobre exportações minerais, compras agrícolas e o futuro do TikTok.
IFIX
O IFIX encerrou a segunda-feira em alta de 0,12%, refletindo o desempenho positivo dos fundos de tijolo (+0,14%) e dos fundos de papel (+0,08%). valorização foi influenciada pelo Boletim Focus, que sinalizou redução nas expectativas de inflação, especialmente para o horizonte de 2025, e pela sinalização após a reunião entre Lula e Trump, indicando disposição para avançar em um acordo comercial. Entre as maiores altas do dia, destacaram-se VILG11 (+2,5%), HGRE11 (+2,5%) e VGRI11 (+2,3%). Já entre as principais quedas, figuraram GZIT11 (-0,9%), SNFF11 (-0,9%) e XPSF11 (-0,8%).
Economia
Após a reunião entre Lula e Trump, ambos sinalizaram disposição para avançar em um acordo comercial. Segundo o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, os EUA concordaram em estabelecer uma agenda de reuniões técnicas para avançar nas negociações.
Hoje, agenda sem divulgação de indicadores relevantes. O destaque fica para o índice de confiança do setor da construção no Brasil.
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Economia
EUA e Brasil preparam próximos passos para acordo comercial
- Após a reunião entre Lula e Trump, ambos sinalizaram disposição para avançar em um acordo comercial que reduza tensões geradas pelo tarifaço de 50% imposto pelos EUA sobre produtos brasileiros. Lula afirmou estar “convencido” de que uma solução definitiva virá em poucos dias e entregou um documento com as principais demandas do Brasil, incluindo a suspensão imediata das tarifas durante as negociações. Trump classificou o encontro como “muito bom” e disse acreditar ser possível “fechar bons negócios para ambos os países”, embora tenha ponderado: “vamos ver o que acontece”. Segundo Mauro Vieira, Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Brasil e EUA concordaram em estabelecer uma agenda de reuniões técnicas para avançar nas negociações, com foco em suspender sobretaxas e criar mecanismos estáveis para resolver disputas comerciais;
- IPCA se aproxima do topo da meta em 2025. O Boletim Focus mostrou que as expectativas para a inflação em 2025 recuaram de 4,70% para 4,56% (topo da meta: 4,5%), e para 4,20% em 2026. O movimento pode ser atribuído à leitura benigna do IPCA-15 (acesse nosso relatório aqui) e corte de preços de gasolina pela Petrobras. O outro destaque fica para o recuo das projeções da taxa de câmbio, que cederam para R$/ US$ 5,41 em 2025. Para mais informações, leia nosso relatório completo aqui;
- Hoje, agenda sem divulgação de indicadores relevantes. O destaque fica para o índice de confiança do setor da construção no Brasil.
Empresas
MBRF (MBRF3) | MBRF expande plataforma Halal; IPO na KSA no Horizonte; Acordo MBRF e HPDC
- A MBRF anunciou um acordo com a Halal Products Development Company (HPDC), subsidiária do fundo soberano da Arábia Saudita, pelo qual a MBRF cederá seus ativos Halal para a Sadia Halal (antiga BRF Arabia Holding, uma JV existente entre MBRF e HPDC). A administração também mencionou que o acordo é o primeiro passo para um IPO da JV no mercado acionário da Arábia Saudita após 2027.
- Vemos o anúncio como positivo, pois (i) permite à Companhia acelerar crescimento em uma região estratégica; (ii) estimamos potencial criação de valor entre 4,4%-9,7%, em grande parte já precificada, dependendo da participação final da HPDC; e (iii) ajuda, embora não resolva totalmente, parte da preocupação do mercado com a alavancagem da MBRF.
- Apesar de considerarmos o anúncio positivo, mantemos nossa recomendação Neutra, pois acreditamos que o momentum está enfraquecendo e a Valuation continua exigente.
- Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/mbrf-mbrf3-mbrf-expande-plataforma-halal-ipo-na-ksa-no-horizonte-acordo-mbrf-e-hpdc/
JBS (JBSS32) | Carne bovina e suína em alta, aves em queda; Prévia dos resultados do 3T25
- Estamos projetando receita líquida de BRL 123,0Bi (+11% A/A e +3% T/T), EBITDA ajustado de BRL 9,9Bi (-17% A/A e estável T/T) e fluxo de caixa livre de BRL 3,8Bi.
- Pelo lado negativo, projetamos queda sequencial nas margens da Seara e PPC, principalmente devido a preços mais baixos no Brasil e à redução nos preços de aves grandes nos EUA. Por outro lado, esperamos melhores margens nas operações de carne bovina em todas as regiões, impulsionadas por spreads mais favoráveis, compensando margens menores no frango.
- Destacamos a expectativa de recuperação de margem no segmento US Beef após efeitos pontuais que impactaram negativamente o 2T (XPe US Beef margem EBITDA ajustada de -1,0%). Em resumo, não esperamos que o 3T gere revisões significativas de lucros para frente.
- Link: https://conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/jbs-jbss32-carne-bovina-e-suina-em-alta-aves-em-queda-previa-dos-resultados-do-3t25/
JHSF (JHSF3): Dados operacionais positivos amparados por crescimento em segmentos não residenciais
- A JHSF divulgou seus dados operacionais do terceiro trimestre de 2025. No setor de desenvolvimento imobiliário, as vendas contratadas aumentaram para R$ 400 milhões (+6% em relação ao ano anterior, +36% em relação ao trimestre anterior), impulsionadas pela forte performance de venda de terrenos, que atingiram R$ 203 milhões (+84% em relação ao ano anterior, +40% em relação ao trimestre anterior), e pelo desempenho positivo dos produtos imobiliários construídos, que totalizaram R$ 196 milhões (+32% em relação ao trimestre anterior), apesar de uma queda em relação ao ano anterior (-27%).
- Nos shoppings, as vendas nominais dos lojistas aumentaram 11% em relação ao ano anterior, impulsionadas pelo forte desempenho do Shopping Cidade Jardim (+16% em relação ao ano anterior), resultando em SSS (vendas mesmas lojas) positivo de 8,7% e SAS (vendas mesmas área) de 9,5%, refletindo os benefícios de um mix renovado de lojistas.
- Em H&G, (i) as diárias médias dos hotéis aumentaram 9% em relação ao ano anterior, com ocupação estável em 54%, levando a um aumento de 4% no RevPar (Receita por quarto disponível), e (ii) a média de couvert dos restaurantes cresceu 7,5% em relação ao ano anterior, com o total de couvert permanecendo estável.
- Por fim, os movimentos nos aeroportos aumentaram 65% em relação ao ano anterior e os litros abastecidos cresceram 46% em relação ao ano anterior, ambos apoiados pela elevada atividade de clientes avulsos.
- Clique aqui para acessar o relatório.
Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Notícias Diárias do Setor Financeiro
- Pagamentos: Mudando as Engrenagens – Acelerando o Retorno aos Acionistas
- Estamos revisando nossas estimativas para Stone (STNE) e PagBank (PAGS), considerando os resultados mais recentes e as premissas macroeconômicas, além de introduzir nosso TP para o final de 2026 (YE26):
- Também estamos atualizando nossa abordagem de valuation, passando do DCF para o modelo de DDM, já que ambas as empresas têm se comprometido a aumentar consistentemente a remuneração aos acionistas ao longo do tempo;
- Vale mencionar que antecipamos um aumento na remuneração aos acionistas no curto prazo, impulsionado pelos esforços das empresas para otimizar suas estruturas de capital;
- Além disso, estamos ajustando nossas estimativas para refletir os últimos desenvolvimentos de ambas as companhias, que estão passando por uma mudança em seus modelos de negócio, de adquirentes para IFs mais diversificadas, aumentando gradualmente a importância do segmento bancário e de crédito em seus resultados;
- Ao atualizarmos nosso TP para 2026, o TP da STNE aumentou para US$23,2/ação (ante US$15,0/ação), enquanto o TP da PAGS diminuiu para US$11,4/ação (ante US$12,0/ação).
- Apesar das ações de ambas as empresas terem se valorizado significativamente desde nossa última atualização (+134% para STNE e +50% para PAGS no ano), ainda vemos potencial de valorização suficiente para reafirmar nossas recomendações de Compra para ambos os papéis;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
- Combustível XP: As principais notícias que movem o setor de Óleo & Gás
- Distribuição de Combustíveis | Prévia 3T25: Retomando o ritmo – Elevando os preços-alvo
- Nesta nota, apresentamos os novos preços-alvo para o final do ano de 2026 para as empresas de distribuição de combustíveis sob nossa cobertura. Para a Vibra, definimos um preço-alvo de R$ 30,0/ação (acima do preço-alvo para o final do ano de 2025 de R$ 26,0/ação). Para a Ultrapar, elevamos nosso preço-alvo para R$ 25,0/ação (contra R$ 19,0/ação no final do ano de 2025);
- Ainda assim, mantemos nossa recomendação de compra para a VBBR com base nos rendimentos atraentes do FCFE (cerca de 14% em 2026). Continuamos a preferi-la vs. a UGPA (recomendação neutra), que apresenta rendimentos FCFE ligeiramente inferiores (cerca de 12% em 2026);
- Também apresentamos nossa prévia dos resultados do 3T25. Prevemos margens EBITDA de R$ 162/m³ (acima dos R$ 113/m³ no 2T25) para a Vibra e R$ 149/m³ (acima dos R$ 118/m³ no 2T25) para a Ipiranga, o que representa resultados sequencialmente mais fortes para ambas as empresas, à medida que o setor se recupera de um 2T25 desafiador;
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Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- ‘Shutdown’ não deve impedir novo corte do Fed (Valor Econômico);
- Aneel leiloa R$ 5,53 bi em novas linhas de transmissão no país (Valor Econômico);
- Ambipar tem vitória em recurso para manter recuperação judicial no Rio (Valor Econômico);
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Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- Fundos imobiliários de tijolo se destacam entre altas; IFIX mantém tendência positiva (Suno);
- FII BTLG11 acelera ‘reciclagem de ativos’ com operação de R$ 557 milhões em SP (InfoMoney);
- Caixa anuncia FII com imóveis dos Correios (ClubeFII);
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ESG
EUA e Japão assinam acordo para garantir fornecimento de minerais críticos e terras raras | Café com ESG, 28/10
- O mercado fechou o pregão de segunda-feira em território positivo, com o IBOV e o ISE avançando 0,55% e 0,81%, respectivamente;
- Na política, (i) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, assinaram hoje um acordo para garantir o fornecimento de minerais críticos e terras raras por meio de mineração e processamento, segundo comunicado da Casa Branca – o acordo foi firmado durante a visita de Trump ao Japão, enquanto os dois países buscam fortalecer suas cadeias de suprimento de terras raras; e (ii) o governo brasileiro pretende publicar até a COP30, em novembro, o decreto de regulamentação das atividades de captura e estocagem geológica de dióxido de carbono (CCS) e, possivelmente, o decreto do programa de incentivo aos combustíveis sustentáveis de aviação (SAF);
- Do lado das empresas, o Google concordou em comprar energia de uma usina nuclear desativada em Iowa, nos Estados Unidos, para ajudar a abastecer seus “data centers”, no mais recente exemplo de reatores inativos que estão voltando à operação – pelo acordo com o Google, a usina deverá reabrir em 2029, desde que receba as aprovações necessárias;
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Destaques da reunião da XP com o Ministério da Fazenda
- Na semana passada, nós, do time de Research ESG da XP, em conjunto com a equipe de Política, nos reunimos com a Sra. Cristina Reis, Subsecretária de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Ministério da Fazenda. A discussão focou em debater o desenvolvimento do mercado de carbono no Brasil e a criação da Secretaria Extraordinária;
- Ouvir diretamente os líderes desta nova fase proporcionou insights importantes sobre o cenário atual, particularmente em relação a: (i) a estrutura da Secretaria; (ii) as próximas etapas; (iii) os principais desafios de implementação; (iv) as implicações para as seguradoras; e (v) as expectativas para a COP30;
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