IBOVESPA -1,03% | 161.975 Pontos
CÂMBIO +0,15% | 5,38/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda de 1,0%, aos 161.975 pontos, pressionado principalmente pelo desempenho negativo do setor bancário. Entre os destaques de baixa estiveram Itaú (ITUB4, -1,6%), Bradesco (BBDC4, -1,3%), Banco do Brasil (BBAS3, -1,9%) e Santander (SANB11, -2,3%). O mercado também repercutiu os dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, com os relatórios Jolts e ADP vindo abaixo das expectativas.
Cogna (COGN3, +7,5%) subiu após elevação de recomendação por um banco de investimentos. Já Assaí (ASAI3, -6,3%) recuou em movimento técnico, devolvendo parte dos ganhos acumulados nos dois pregões anteriores (+8,4%).
Para o pregão desta quinta-feira, o foco do mercado estará na divulgação dos dados de produção industrial de novembro no Brasil e dos dados de inflação ao consumidor de dezembro na China.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram ontem com movimentos distintos ao longo da curva: queda nos vencimentos curtos e leve alta nos longos, refletindo ajustes antes do leilão de títulos prefixados do Tesouro, previsto para amanhã, que deve ter volume robusto e novo vencimento de longo prazo. DI jan/27 fechou em 13,685% (-4,0bps); DI jan/28 em 12,980% (-0,5bps); DI jan/29 em 12,990% (+1,0bps); DI jan/31 em 13,335% (+3,0bps). Nos Estados Unidos, as Treasuries recuaram após indicadores apontarem moderação no mercado de trabalho, reforçando expectativas de cortes de juros pelo Fed ao longo do ano. O relatório ADP mostrou criação de 41 mil vagas em dezembro, abaixo da projeção de 48 mil, enquanto o Jolts indicou queda nas ofertas de emprego. T-note 2y fechou em 3,470% (estável); T-note 10y em 4,150% (-3,0bps); T-bond 30y em 4,820% (-4,0bps).
Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,4%). O movimento ocorre após uma sessão negativa na quarta-feira, quando o S&P 500 recuou cerca de 0,3%, interrompendo uma sequência de três altas, apesar de ter tocado novas máximas intradiárias. O Nasdaq destoou e avançou levemente, sustentado por uma alta de 2,4% das ações da Alphabet, que levou o valor de mercado da companhia a ultrapassar o da Apple pela primeira vez desde 2019. No mercado de commodities, o petróleo recuou após declarações do presidente Donald Trump indicando que autoridades interinas na Venezuela devem transferir até 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, alimentando temores de aumento de oferta global.
Na Europa, as bolsas negociam em queda (Stoxx 600: -0,4%), em meio ao aumento das tensões envolvendo a Groenlândia após declarações do presidente Trump sobre possíveis ações para adquirir o território. Apesar do tom cauteloso dos mercados, o setor de defesa voltou a se destacar, com o índice europeu de aeroespacial e defesa avançando cerca de 3%, marcando o quarto dia consecutivo de alta, após o governo da Dinamarca anunciar um plano de investimento de 88 bilhões de coroas para rearmar a Groenlândia.
Na China, os mercados fecharam em queda (CSI 300: -0,8%; HSI: -1,2%), em um ambiente de maior aversão ao risco na Ásia após o recuo das bolsas americanas e a queda dos preços do petróleo. No restante da Ásia, o Japão liderou as perdas, com o Nikkei recuando mais de 1,6%, pressionado por ações de tecnologia e materiais básicos, enquanto a Coreia do Sul fechou próxima da estabilidade.
IFIX
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou a sessão de quarta-feira em leve queda de 0,19%, refletindo um movimento de correção. Os fundos de papel recuaram 0,38%, enquanto os fundos de tijolo apresentaram baixa de 0,12%. Entre as maiores altas do dia, destacaram-se TRBL11 (2,0%), KISU11 (1,9%) e BRCR11 (1,8%). Já entre as principais quedas, figuraram BROF11 (-2,4%), HSAF11 (-2,0%) e LIFE11 (-1,9%).
Economia
O setor de serviços dos Estados Unidos ganhou tração no final de 2025. O PMI (Índice de Gerentes de Compras) de Serviços – medido pelo ISM – subiu de 52,6 em novembro para 54,4 em dezembro, acima das expectativas. Em relação aos resultados desagregados, destaque para o avanço nos componentes de novos pedidos e de emprego. No mercado de trabalho, houve criação de 41 mil vagas no setor privado em dezembro, reforçando sinais de desaceleração na demanda por mão de obra.
Na agenda doméstica, destaque para a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) referente a novembro. Estimamos que o volume produzido na indústria tenha ficado praticamente estável em relação a novembro (-0,1%). O aperto das condições monetárias e os elevados níveis de estoques vêm pesando sobre a produção manufatureira. Na agenda internacional, destaque para pedidos de seguro-desemprego nos EUA e dados de inflação na China.
Veja todos os detalhes
Economia
Mercado de trabalho nos EUA apresenta sinais de desaceleração
- O setor de serviços dos Estados Unidos ganhou tração no final de 2025. O PMI (Índice de Gerentes de Compras) de Serviços – medido pelo ISM – subiu de 52,6 em novembro para 54,4 em dezembro. A mediana das expectativas de mercado apontava para 52,3. O componente de novos pedidos recebidos por empresas de serviços avançou de 52,9 para 57,9. Além disso, a medida de emprego voltou a crescer após seis meses consecutivas de queda;
- No mercado de trabalho, houve criação de 41 mil vagas no setor privado em dezembro, após queda de 29 mil em novembro. O resultado ficou abaixo da expectativa de 47 mil postos, reforçando sinais de desaceleração na demanda por mão de obra. Apesar do ritmo fraco, as demissões também permanecem baixas. A incerteza relacionada a tarifas de importação e a adoção de inteligência artificial em algumas funções têm limitado contratações;
- Em complemento, o relatório JOLTS – Job Openings and Labor Turnover Survey – mostrou que as vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos caíram 303 mil em novembro, para 7,146 milhões, abaixo das expectativas do mercado. Além disso, o dado de outubro foi revisado para baixo, de 7,670 milhões para 7,449 milhões. As contratações também recuaram, com queda de 253 mil, totalizando 5,115 milhões. Esse movimento indica um arrefecimento gradual do mercado de trabalho, sugerindo menor pressão sobre salários e, consequentemente, sobre a inflação. A redução consistente nas vagas abertas reforça a percepção de que a política monetária restritiva do Federal Reserve (Fed, banco central) está surtindo efeito, aproximando a economia de um equilíbrio entre oferta e demanda por trabalho;
- Donald Trump anunciou que a Venezuela passará a comprar exclusivamente produtos fabricados nos Estados Unidos, utilizando recursos provenientes de um acordo de venda de petróleo entre os dois países. Segundo ele, as aquisições incluirão itens agrícolas, medicamentos, equipamentos médicos e produtos para infraestrutura energética e elétrica. Trump destacou que essa decisão reforça os EUA como principal parceiro comercial da Venezuela, classificando-a como uma escolha sensata e benéfica para ambos os povos. O acordo prevê o envio de até 50 milhões de barris de petróleo aos EUA, com a receita depositada em contas controladas por autoridades norte-americanas;
- Na agenda doméstica, destaque para a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) referente a novembro. Estimamos que o volume produzido na indústria tenha ficado praticamente estável em relação a novembro (-0,1%). Na comparação com o mesmo mês de 2024, por sua vez, esperamos contração de 1,3%. O aperto das condições monetárias e os elevados níveis de estoques vêm pesando sobre a produção manufatureira. Na agenda internacional, destaque para pedidos de seguro-desemprego nos EUA e dados de inflação na China.
Commodities
Proteínas | Data Expert: Exportações de Carnes – Dez/25
- As exportações de carne bovina permaneceram fortes em dezembro, resultando no maior preço do ano. A perspectiva para exportações de carne bovina em 2026 estão mais incertas com o novo sistema de cotas da China, mas seguimos confiantes em nossa estimativa conservadora de 6% de crescimento em 2026.
- A redução das tarifas dos EUA também contribui com volumes no 1Q26. As exportações de frango melhoraram MoM, impulsionadas pela União Europeia e Sudeste Asiático, e a flexibilização das restrições relacionadas à gripe aviária na China começa a se refletir nos embarques.
- As exportações de carne suína se recuperaram em dezembro e fecharam o ano com um recorde de 1.333 mil toneladas.
- Link: conteudos.xpi.com.br/acoes/relatorios/xp-proteinas-data-expert-exportacoes-de-carnes-dec-25-2/
Empresas
Varejo Farma: GLP-1 em destaque (novamente)
- Neste relatório, nós:
- Atualizamos nosso tracker de importações de GLP-1 da XP, que aponta um crescimento de 77% ano a ano no 4º trimestre;
- Estimamos o mercado de GLP-1 em até R$ 10 bilhões em 2025;
- O ambiente competitivo de RX em São Paulo parece continuar acirrado, com DPSP e Panvel aumentando os descontos em relação à nossa última análise;
- A Panvel elevou os preços de OTC;
- Os varejistas farmacêuticos estão se tornando mais competitivos na categoria HPC, embora os marketplaces continuem mais baratos, especialmente quando se considera o frete grátis;
- De modo geral, mantemos uma visão construtiva sobre o crescimento no 4º trimestre para os varejistas farmacêuticos, impulsionados pelo GLP-1;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
WEG (WEGE3): Discussões sobre armazenamento voltam a ganhar força com leilão de abril se aproximando
- Conforme adentramos 2026, esperamos que as discussões sobre o BESS recuperem força à medida que o Brasil se aproxima de seu primeiro leilão de baterias em grande escala, agora agendado para abril de 2026.
- Nosso time de Utilities estima que curtailment atingiu 74 GWh em 2025, o suficiente para justificar ~19 GW de capacidade potencial, embora esse excedente de capacidade possa diminuir com o tempo à medida que a demanda de energia cresce, as restrições da rede diminuem e as adições de DG desaceleram.
- Continuamos vendo a WEG bem-posicionada para se beneficiar desse mercado em crescimento, com seu relacionamento de longa data com concessionárias, track-record operacional e suporte pós-venda como vantagens competitivas.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Tesouro deve manter postura proativa diante de rolagem elevada da dívida em 2026 (Valor Econômico);
- Após pressão pública, ministro do TCU deve recuar de inspeção urgente no BC sobre Banco Master (Valor Econômico);
- Braskem traça estratégia para superar parcela da dívida que vence neste mês (Estadão);
- Latache consegue eleger a maioria do conselho da Oncoclinicas (NeoFeed);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX tem primeira queda do ano, em dia de ajuste para mercado de FIIs (FIIs);
- Setor de Escritórios em SP: taxa de vacância cai e preço pedido de aluguel sobe no 4T/2025 (Buildings);
- Mercado paulista de escritórios de alto padrão (A+ e A) deve entregar quase 230 mil m² em 2026 (SiiLA);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
ESG
Trump amplia o recuo climático com a retirada dos EUA das principais organizações internacionais | Café com ESG, 08/01
- O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território negativo, com o IBOV e o ISE recuando 1,03% e 1,53%, respectivamente;
- No Brasil, (i) o governo criou ontem um grupo técnico para estudar a infraestrutura nacional para reatores nucleares de potência, a fim de recepcionar pequenos (SMRs) e microrreatores modulares em terra – o grupo, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), será composto por membros de diferentes ministérios; e (ii) André Lima, secretário extraordinário de controle do desmatamento e ordenamento ambiental territorial do Ministério do Meio Ambiente (MMA), está em conversas com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e com o Ministério da Fazenda para aprimorar os mecanismos de incentivos a quem conserva – o secretário destaca duas iniciativas do governo nesse reorientação dos subsídios para o agronegócio: o programa Eco Invest e mudança nas exigências de critérios socioambientais para concessão de crédito rural;
- No internacional, o presidente Donald Trump ampliou a retirada dos Estados Unidos da cooperação global em relação à ação climática ao sinalizar uma retirada das principais organizações internacionais – o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC);
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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