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Balanço da Petrobras e dados de emprego no radar

PMI dos EUA e Guerra no Oriente Médio são alguns dos temas de maior destaque nesta quinta-feira, 05/03/2026

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IBOVESPA +1,24% | 185.366 Pontos

CÂMBIO -1,47% | 5,20/USD

O que pode impactar o mercado hoje

Ibovespa

O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira em alta de 1,2%, aos 185.366 pontos. O índice se beneficiou de um movimento parcial de recuperação dos ativos globais após a queda observada no dia anterior, embora as tensões geopolíticas entre EUA e Irã ainda não tenham apresentado sinais claros de arrefecimento.

O destaque positivo do dia foi GPA (PCAR3, +14,7%), se recuperando da forte queda de 17,8% registrada no pregão anterior. Nossos analistas XP colocaram a companhia sob revisão, destacando que as ações devem negociar principalmente em função do processo de reestruturação de sua dívida, mais do que com base em seus fundamentos operacionais. Na ponta negativa, Raízen (RAIZ4, -13,0%) registrou forte queda após a notícia de que a Cosan (CSAN3) não acompanhará a Shell no processo de aumento de capital da companhia.

Para o pregão de quinta-feira, pela temporada de resultados do 4T25, estão previstos os balanços de 3tentos, Fleury, Tenda, Trisul, Petrobras, Alpargatas, Lojas Renner, Localiza, Alupar, Eneva e CPFL.

Renda Fixa

Os juros futuros recuaram no Brasil nesta quarta‑feira com um alívio do prêmio de risco global, diante da possibilidade de que o conflito no Oriente Médio não se estenda por muito tempo, o que reabriu espaço para apostas no início do ciclo de cortes do BC. O DI jan/28 caiu para 12,795% (‑7 bps), o DI jan/29 para 12,865% (‑6,5 bps) e o DI jan/31 para 13,225% (‑9 bps). Nos EUA, as Treasuries avançaram, com dados fortes de atividade e emprego no radar. A T‑Note de 2 anos subiu para 3,544% (+4 bps), a de 10 anos para 4,093% (+3 bps) e o T‑Bond de 30 anos para 4,726% (+2 bps).

Mercados globais

Nesta quinta-feira, os futuros nos EUA operam estáveis (S&P 500: 0,%; Nasdaq 100: 0,%), após a recuperação observada na sessão anterior. Na quarta-feira, os índices avançaram com suporte das ações de tecnologia e semicondutores. Entre os destaques estiveram Nvidia (+1%), AMD e Micron (+5%). O petróleo se estabilizou após a forte alta recente, com o WTI encerrando praticamente estável. Investidores seguem monitorando a guerra entre EUA e Irã, além da possível implementação da tarifa global de 15% anunciada pelo governo Trump.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: +0,5%), acompanhando a melhora parcial no apetite por risco, embora a guerra no Oriente Médio continue dominando o noticiário. O IBEX espanhol sobe cerca de 1%, mesmo após o presidente Donald Trump ameaçar interromper relações comerciais com a Espanha, que recusou o uso de bases militares para ataques ao Irã.

Na China, os mercados fecharam em alta (HSI: +0,3%; CSI 300: +1,0%), acompanhando a recuperação do sentimento global após a estabilização dos preços do petróleo. Durante a reunião anual do Congresso Nacional do Povo, a China anunciou meta de crescimento do PIB para 2026 entre 4,5% e 5%, o nível mais baixo das últimas décadas, refletindo desafios estruturais e tensões comerciais com os EUA.

IFIX

O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão desta quarta‑feira com alta de 0,20%, impulsionado principalmente pelos fundos de tijolo, que avançaram 0,29%. Dentro desse segmento, os fundos de lajes corporativas apresentaram o melhor desempenho, registrando alta de 0,70%, seguidos pelos fundos de ativos logísticos, com ganho de 0,34%. Já os fundos de shoppings recuaram 0,12%. Os fundos de papel também tiveram desempenho negativo, com queda de 0,05%. Entre outros segmentos, multiestratégia e híbridos avançaram 0,49% e 0,38%, respectivamente, enquanto os FOFs registraram retração de 0,15%. Entre as maiores altas do dia estiveram RBFM11 (+4,0%), JSRE11 (+2,9%) e BROF11 (+2,4%). No campo negativo, os principais destaques foram RZAT11 (-1,1%), MCCI11 (-0,6%) e PSEC11 (-0,6%).

Economia

Nos Estados Unidos, o PMI (índice de gerentes de compras) de Serviços ISM subiu de 53,8 em janeiro para 56,1 em fevereiro, o patamar mais alto desde o início de 2022. A expectativa de mercado apontava para 53,5. Leituras acima de 50,0 indicam crescimento no setor terciário. Em relação ao mercado de trabalho americano, o setor privado criou 63 mil vagas em fevereiro, uma melhora em relação às 11 mil de janeiro e acima da estimativa de consenso de 48 mil. A maior parte das contratações concentrou-se em apenas dois setores: serviços de saúde e construção civil.  

No que diz respeito aos conflitos no Oriente Médio, o Irã negou a notícia de que teria entrado em contato com os Estados Unidos visando uma negociação. Por sua vez, o governo de Donald Trump afirmou que pretende aumentar os ataques ao Irã e que as capacidades do país estão “evaporando”. Os ativos financeiros globais mostraram alívio ontem, após deterioração aguda no início da semana. Por exemplo, as principais bolsas americanas subiram e as moedas emergentes se apreciaram frente ao dólar. A taxa de câmbio brasileira se fortaleceu em 1,0%, atingindo R$/US$ 5,22. Por sua vez, a cotação do petróleo (tipo Brent) ficou praticamente estável em US$ 81 por barril.        

Hoje, a agenda doméstica de indicadores tem como destaque a Pnad Contínua (principal pesquisa sobre o mercado de trabalho). Estimamos que a taxa de desemprego tenha subido de 5,1% no 4º trimestre de 2025 para 5,4% no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2026. Descontadas as influências sazonais, esperamos ligeira alta de 5,4% para 5,5%, patamar historicamente baixo. Os agentes de mercado também estarão atentos à dinâmica dos salários, que vieram acima do esperado nas últimas leituras mensais. Além disso, a balança comercial de fevereiro será publicada à tarde (exp: US$ 4,2 bilhões).   

Nosso relatório Brasil Macro Mensal acabou de ser publicado. Destacamos que o conflito entre EUA e Irã pode alterar o cenário econômico brasileiro devido à relevância dos preços do petróleo para as exportações, receitas fiscais e inflação do país. Ainda assim, considerando o elevado nível de incerteza neste momento, optamos por manter a premissa de 60 dólares por barril. Apresentamos projeções alternativas considerando diferentes níveis de preços da commodity. Reforçamos que impulsos de renda e crédito devem reacelerar a atividade em 2026, após estabilidade no 2º semestre de 2025. Mantivemos a projeção de alta de 2,0% para o PIB deste ano. Ademais, nosso cenário de política monetária continua prevendo cortes consecutivos de 0,50 p.p. a partir deste mês, até que a taxa Selic atinja 12,50% em setembro. Para acessar o relatório, clique aqui.

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Economia

Ativos financeiros globais mostram alívio, embora preços do petróleo continuem pressionados em meio aos conflitos no Oriente Médio

  • Nos Estados Unidos, o PMI (índice de gerentes de compras) de Serviços ISM subiu de 53,8 em janeiro para 56,1 em fevereiro, o patamar mais alto desde o início de 2022. A expectativa de mercado apontava para 53,5. Leituras acima de 50,0 indicam crescimento no setor terciário. O componente de novas economias da sondagem ISM avançou de 53,1 para 58,6, o melhor resultado desde setembro de 2024. Por sua vez, a medida de preços pagos por insumos recuou de 66,6 para 63,0 (patamar ainda elevado). Além disso, a métrica de emprego aumentou de 50,3 para 51,8;
  • Ainda sobre o mercado de trabalho americano, o setor privado criou 63 mil vagas em fevereiro, uma melhora em relação às 11 mil de janeiro e acima da estimativa de consenso de 48 mil. A maior parte das contratações concentrou-se em apenas dois setores: serviços de saúde e construção civil. As demais atividades apresentaram estabilidade ou recuo no saldo de emprego. O índice ADP antecede o relatório Nonfarm Payroll (a ser divulgado amanhã), que traz as principais estatísticas sobre o mercado de trabalho local. A mediana das projeções de mercado aponta para a criação de 50 mil ocupações, com a taxa de desemprego estável em 4,3%;
  • No que diz respeito aos conflitos no Oriente Médio, o Irã negou a notícia de que teria entrado em contato com os Estados Unidos visando uma negociação. Por sua vez, o governo de Donald Trump afirmou que pretende aumentar os ataques ao Irã e que as capacidades do país estão “evaporando”. Ademais, um míssil iraniano foi interceptado pela OTAN no espaço aéreo da Turquia. Os ativos financeiros globais mostraram alívio ontem, após deterioração aguda no início da semana. Por exemplo, as principais bolsas americanas subiram (S&P: 1,0%; Nasdaq: 1,6%), o índice DXY – mede o valor do dólar em relação a uma cesta de moedas de países desenvolvidos – recuou ligeiramente (98,8 pontos), e as moedas emergentes se apreciaram frente à divisa americana. A taxa de câmbio brasileira se fortaleceu em 1,0%, atingindo R$/US$ 5,22. Enquanto isso, o preço internacional do petróleo (tipo Brent) ficou praticamente estável em US$ 81 por barril;    
  • Hoje, a agenda doméstica de indicadores tem como destaque a PNAD Contínua (principal pesquisa sobre o mercado de trabalho). Estimamos que a taxa de desemprego tenha subido de 5,1% no 4º trimestre de 2025 para 5,4% no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2026. Descontadas as influências sazonais, esperamos ligeira alta de 5,4% para 5,5%, patamar historicamente baixo. Os agentes de mercado também estarão atentos à dinâmica dos salários, que vieram acima do esperado nas últimas leituras mensais. Projetamos aumento real de aproximadamente 4,5% para a massa de renda do trabalho em 2026, o que deve contribuir para a reaceleração do consumo das famílias. Além disso, a balança comercial de fevereiro será publicada hoje à tarde (exp: US$ 4,2 bilhões).
  • Nosso relatório Brasil Macro Mensal acabou de ser publicado. Destacamos que o conflito entre EUA e Irã pode alterar o cenário econômico brasileiro devido à relevância dos preços do petróleo para as exportações, receitas fiscais e inflação do país. Ainda assim, considerando o elevado nível de incerteza neste momento, optamos por manter a premissa de 60 dólares por barril. Apresentamos projeções alternativas considerando diferentes níveis de preços da commodity. Reforçamos que impulsos de renda e crédito devem reacelerar a atividade em 2026, após estabilidade no 2º semestre de 2025. Mantivemos a projeção de alta de 2,0% para o PIB deste ano. Ademais, nosso cenário de política monetária continua prevendo cortes consecutivos de 0,50 p.p. a partir deste mês, até que a taxa Selic atinja 12,50% em setembro. Para acessar o relatório, clique aqui.

Empresas

Banco Mercantil (BMEB4): Execução sólida compensa efeitos não recorrentes

  • O Banco Mercantil divulgou os resultados do 4T25 e do ano de 2025.
    • Em mais um trimestre sólido, o banco encerrou o ano com 10 milhões de clientes e uma carteira de crédito de R$ 23,7 bilhões, com cerca de R$ 2 bilhões vindos de crédito consignado privado.
    • Do lado da qualidade de crédito, porém, houve alta de 30 bps t/t no NPL +90, que fechou o trimestre em 3,1%, patamar ainda compatível com uma carteira ~82% colateralizada.
    • Na parte de receitas, o desempenho seguiu robusto: a margem financeira (NII) alcançou R$ 1,4 bilhão (+14% t/t; +19% a/a), levando a margem financeira líquida (NIM) a encerrar o trimestre em 18,4%.
    • Do lado do custo de crédito, o indicador do banco subiu para 3,3%, em linha com o crescimento da carteira e a aceleração do consignado privado.
    • Como resultado, o lucro líquido recorrente foi de R$ 270 milhões (+6,3% t/t; +31,7% a/a), o que implica um ROAE recorrente de 43,5%.
    • Já o lucro líquido contábil somou R$ 15 milhões, pressionado por: (i) R$ 103 milhões relacionados ao acordo com a PGFN; (ii) R$ 131 milhões em reversões de juros sobre capital próprio; e (iii) R$ 21 milhões em perda de benefícios fiscais.
    • O índice de Basileia também foi afetado pelo acordo, fechando o trimestre em 13,5%.
    • Vale destacar, contudo, que o aumento de capital privado foi concluído em março e, ajustando por essa entrada, o índice teria alcançado 16,2%.
    • De forma geral, vemos o desempenho operacional do banco no trimestre como sólido e em linha com nossa visão positiva para a tese, detalhada no nosso recente IoC (link). Reiteramos nossa recomendação de Compra e preço‑alvo de R$ 126/ação.

Clique aqui para acessar o relatório completo

Multiplan (MULT3): Olhar voltado para a reforma tributária do IVA e seus possíveis impactos

  • Realizamos uma reunião com a alta administração da Multiplan. Os principais pontos foram: (i) a Multiplan pode enfrentar um impacto menos negativo da reforma tributária, dada sua baixa exposição a inquilinos do Regime Simples, que podem enfrentar dificuldades para gerar créditos fiscais;
  • (ii) novos CAPEX geram créditos fiscais imediatos; (iii) os shoppings devem ter uma base ampliada de despesas elegíveis para créditos fiscais; (iv) serão necessários ajustes operacionais transitórios, como a forma de emissão de faturas e como será tratada a pressão adicional sobre condomínios e estacionamentos; e (v) a diferença entre ativos de alto e baixo desempenho deve aumentar;
  • Mantemos uma visão construtiva sobre a MULT3;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Vittia (VITT3) | Prévia de resultados 4T25 & atualização do modelo: um ambiente ainda desafiador

  • Estamos divulgando nossa prévia de resultados do 4T25 e atualizando nosso TP 2026E baseado em DCF de BRL 5.8/ação para BRL 5.1/ação;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra, dado o balanço sólido da companhia e sua trajetória de crescimento contínuo, ainda que em um ritmo mais lento devido às condições de crédito dos produtores e aos persistentes ventos contrários de oferta e demanda;
  • No geral, preços normalizados de commodities e insumos agrícolas no longo prazo devem recolocar a companhia de volta em uma trajetória de crescimento;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Market Dispatch – Fevereiro de 2026

O Veredito: Mais Um Ano de Chuvas Abaixo do Normal Durante a Estação Chuvosa

  • Nesta edição do nosso Market Dispatch mensal, trazemos atualizações dos mapas climáticos para o restante da estação chuvosa e recapitulamos o que ocorreu em fevereiro;
  • Como já passamos pelo grosso da estação de chuvas e, diante de uma perspectiva ruim para março, podemos concluir que esta foi novamente uma estação seca;
  • A Axia é a grande vencedora nesse cenário, com um EBITDA, aos preços atuais da BBCE, chegando a R$ 34 bilhões (EBITDA médio 26-30e), seguida pela AURE (a uma boa distância);
  • Isso consolida nossa visão de que AXIA é um nome “must own” no setor para 2026, já que a companhia combina: i) fundamentos sólidos / forte momento de resultados;
  • ii) exposição a fluxos de fundos generalistas de emergentes dada sua relevância no índice e;
  • iii) se destaca como uma das large caps mais baratas no Brasil;
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

Ultrapar (UGPA3) | Resultados do 4T25: Resultados sólidos, embora em linha com as expectativas

  • Nesta quarta-feira (4), após o fechamento do mercado, a Ultrapar divulgou os resultados do 4T25. O EBITDA recorrente consolidado de R$ 1,75 bilhão (-2% t/t, +36% a/a) ficou em linha com nossas estimativas (+1% vs. XPe);
  • Notavelmente, a Ipiranga superou nossas expectativas (margem R$ 165/m³ contra R$ 157/m³ da XPe). O lucro líquido (atribuível aos acionistas) totalizou R$ 323 milhões, ficando abaixo de nossa estimativa de R$ 562 milhões;
  • Outro destaque positivo foi a geração de caixa livre. Calculamos um FCFE recorrente de R$ 765 milhões (retorno anualizado de 10,6%);
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

PagBank (PAGS): Resultado misto, guidance cauteloso

  • O PagBank apresentou resultados mistos no 4T25, com uma sólida expansão de crédito e qualidade de ativos estável ajudando a compensar um TPV ainda fraco, porém em recuperação, enquanto foi impactado por maiores despesas tributárias e uma perspectiva mais conservadora para 2026.
    • A Receita Total atingiu R$5,4 bilhões (+6% A/A e T/T; -1% vs. XPe), apoiada pelo contínuo fortalecimento das receitas de Banking, que ajudaram a compensar tendências ainda mais fracas em Payments.
    • O Lucro Bruto totalizou R$2,1 bilhões (+6% A/A; +7% T/T; -1% vs. XPe), enquanto as margens permaneceram pressionadas (-350 bps A/A), principalmente devido ao ambiente de Selic ainda elevado.
    • O EBT chegou a R$717 milhões (+2% vs. XPe), refletindo disciplina de custos e alavancagem operacional.
    • Em base ajustada (excluindo o impacto de aproximadamente -R$142 milhões de imposto diferido no trimestre), o lucro líquido atingiu R$644 milhões (+8% A/A; +3% vs. XPe), implicando um ROAE ajustado de 17,4% (+230 bps T/T).
    • Em conjunto com os resultados, a companhia introduziu seu guidance para 2026.
    • O forte crescimento da carteira contrastou com uma expansão mais modesta do lucro bruto, que segue abaixo da faixa de guidance de longo prazo (2029); vemos isso como um potencial vento contrário de curto prazo para as ações do PagBank.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo

Broadband Game | Valuation da V.tal: Quanto vale a última rede neutra

  • V.tal é hoje o último grande ativo independente de rede neutra em um setor que começa a sair da fase de expansão para entrar em um ciclo de consolidação, com crescimento desacelerando e maior pressão por convergência.
    • Na nossa visão, o desfecho mais provável para o ativo, em um horizonte de médio prazo, é via M&A.
    • Em um exercício teórico de valuation, usando benchmarks recentes de transações, estimamos um EV implícito entre R$ 15 bi e R$ 31 bi, o que sugere um range de ~1,0x-2,0x EV/PP&E, a depender das sinergias assumidas.
    • No relatório, apresentamos cenários ilustrativos de como uma eventual transação desse porte poderia impactar Vivo e TIM: em termos de ordem de grandeza, seria algo equivalente a ~11%-22% do market cap de Vivo e ~22%-46% do market cap da TIM, com implicações distintas em alavancagem e na própria equity story de cada companhia.
  • Vale reforçar que se trata de um exercício teórico, sem indicação de negociação em andamento.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo

Rumo (RAIL3): Acompanhamento Mensal das Ferrovias + Resultados da Rumo no 4T25 | 4T25 Fraco como esperado; Volumes fortes em Fev’26; Maior convicção nos números de 2026

  • A Rumo reportou resultados negativos, como esperado, com EBITDA -3% A/A, implicando um modesto downside de 1% versus o piso do guidance de 2025;
  • Destacamos:
    • Um ambiente de yield pressionado, após ajustes contínuos de preços (-13%/-8% no Norte/Sul);
    • Forte eficiência de custos, refletida em custos fixos controlados e melhorias no consumo de combustível;
    • Capex menor de R$1,5 bi (R$6,1 bi em 2025 vs. guidance de R$5,8-6,5 bi), em uma execução concentrada no início do ano.
  • A Rumo também reportou volumes novamente sólidos para fev/26, em 6,9 bi RTK (+17% A/A e +4% vs. XPe), principalmente impulsionados pelos fluxos acelerados de soja;
  • Reiteramos nossa recomendação de Compra, pois acreditamos que os ajustes recentes de preços terminaram no 4T25 e tornaram a Rumo competitiva para capturar o cenário favorável de grãos em 2026;
  • Clique aqui para acessar o relatório.

Renda fixa

De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa


Alocação & Fundos

Principais notícias

  • Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
    • JSRE11 sobe 2,95%, PSEC11 e MCCI11 caem, e IFIX avanca 0,2% (FIIs);
    • Shopee é maior ocupante de galpões em aeroportos — e faz preço decolar (Exame);
    • FII RBVA11 fecha contrato com rede de farmácias Panvel e reduz vacância no portfólio (InfoMoney);
    • Clique aqui para acessar o relatório.
  • ETFs: confira as principais notícias dos índices e movimentos setoriais
    • Invesco Markets II anuncia dividendos do 1º tri para 80 ETFs: A Invesco Markets II declarou dividendos para 80 ETFs no primeiro trimestre, com pagamentos agendados para 19 de março e valores que variam entre ações, renda fixa e séries BulletShares — incluindo distribuições de destaque como o Nasdaq‑100 Income Advantage UCITS ETF (US$ 0,1629 por cota) e o Variable Rate Preferred Shares UCITS ETF (US$ 0,5270), além de múltiplas classes com hedge cambial. (Investing.com);
    • Preços do cobre e de ações de mineradoras caem fortemente com a guerra no Irã: A escalada da guerra no Irã derrubou os preços do cobre — que recuaram cerca de 3% em cinco dias — e provocou quedas ainda mais acentuadas nas ações e ETFs de mineradoras, pressionadas pelo temor de desaceleração econômica global e pelo impacto do conflito no fluxo de commodities, apesar de parte das perdas ter sido parcialmente recuperada na sessão seguinte. (Valor Econômico);
    • Money Rolls Into Emerging-Market ETFs Even as Rout Hits Shares: Investors continued pouring money into emerging‑market ETFs even as markets convulsed, with more than $600 million in fresh inflows on Tuesday — a day when the MSCI Emerging Markets Equity Index posted its worst drop since April and EM currencies slumped against a surging dollar — signaling confidence that the Middle East war won’t disrupt risk assets for long. (Bloomberg);
    • Bitcoin Surpasses $73,000 as Crypto’s Coveted Volatility Returns: Bitcoin jumped as much as 8.9% to nearly $74,000, its highest level in a month, as renewed volatility returned to crypto markets amid strong ETF inflows, rising open interest, and surprising resilience despite Middle East tensions—while Ether also surged, gaining up to 13% to trade near $2,200 (Bloomberg).
    • Acesse o relatório completo aqui

ESG

WEG (WEGE3) reforça estratégia em baterias e mira leilão de armazenamento | Café com ESG, 05/03

  • O mercado fechou o pregão de quarta-feira em território positivo, com IBOV e o ISE avançando 1,24% e 1,91%, respectivamente;
  • No Brasil, (i) a WEG, que acaba de anunciar a construção de uma nova fábrica em Itajaí para produzir sistemas de armazenamento de energia com baterias, está com uma visão bastante positiva para as perspectivas do setor, segundo Harry Schmelzer Neto, diretor de Solar, BESS e Building – a companhia aposta agora no leilão organizado pelo Ministério de Minas e Energia, previsto para abril, mas ainda sem edital; (ii) de olho em governança, a Petrobras informou nesta quarta-feira que recebeu indicações para a eleição do conselho de administração, que acontece na assembleia geral ordinária de 16 de abril – as indicações ainda serão submetidas à análise de requisitos pelo comitê de elegibilidade da companhia;
  • Nos EUA, Google, Microsoft, Meta, Amazon, e várias empresas de inteligência artificial assinaram ontem um compromisso na Casa Branca de arcar com o custo da nova geração de eletricidade para abastecer seus data centers – o acordo tem como objetivo ajudar a mitigar preocupações de que os data centers das grandes empresas estão aumentando os custos de eletricidade para residências e pequenas empresas no país.
  • Clique aqui para acessar o relatório completo.

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  • A Avaliação Técnica e a Avaliação de Fundamentos seguem diferentes metodologias de análise. A Análise Técnica é executada seguindo conceitos como tendência, suporte, resistência, candles, volumes, médias móveis entre outros. Já a Análise Fundamentalista utiliza como informação os resultados divulgados pelas companhias emissoras e suas projeções. Desta forma, as opiniões dos Analistas Fundamentalistas, que buscam os melhores retornos dadas as condições de mercado, o cenário macroeconômico e os eventos específicos da empresa e do setor, podem divergir das opiniões dos Analistas Técnicos, que visam identificar os movimentos mais prováveis dos preços dos ativos, com utilização de “stops” para limitar as possíveis perdas.
  • Ação é uma fração do capital de uma empresa que é negociada no mercado. É um título de renda variável, ou seja, um investimento no qual a rentabilidade não é preestabelecida, varia conforme as cotações de mercado. O investimento em ações é um investimento de alto risco e os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros e nenhuma declaração ou garantia, de forma expressa ou implícita, é feita neste material em relação a desempenhos. As condições de mercado, o cenário macroeconômico, os eventos específicos da empresa e do setor podem afetar o desempenho do investimento, podendo resultar até mesmo em significativas perdas patrimoniais. A duração recomendada para o investimento é de médio-longo prazo. Não há quaisquer garantias sobre o patrimônio do cliente neste tipo de produto.
  • O investimento em opções é preferencialmente indicado para investidores de perfil agressivo, de acordo com a política de suitability praticada pela XP Investimentos. No mercado de opções, são negociados direitos de compra ou venda de um bem por preço fixado em data futura, devendo o adquirente do direito negociado pagar um prêmio ao vendedor tal como num acordo seguro. As operações com esses derivativos são consideradas de risco muito alto por apresentarem altas relações de risco e retorno e algumas posições apresentarem a possibilidade de perdas superiores ao capital investido. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto.
  • O investimento em termos são contratos para compra ou a venda de uma determinada quantidade de ações, a um preço fixado, para liquidação em prazo determinado. O prazo do contrato a Termo é livremente escolhido pelos investidores, obedecendo o prazo mínimo de 16 dias e máximo de 999 dias corridos. O preço será o valor da ação adicionado de uma parcela correspondente aos juros – que são fixados livremente em mercado, em função do prazo do contrato. Toda transação a termo requer um depósito de garantia. Essas garantias são prestadas em duas formas: cobertura ou margem.
  • O investimento em Mercados Futuros embute riscos de perdas patrimoniais significativos. Commodity é um objeto ou determinante de preço de um contrato futuro ou outro instrumento derivativo, podendo consubstanciar um índice, uma taxa, um valor mobiliário ou produto físico. É um investimento de risco muito alto, que contempla a possibilidade de oscilação de preço devido à utilização de alavancagem financeira. A duração recomendada para o investimento é de curto prazo e o patrimônio do cliente não está garantido neste tipo de produto. As condições de mercado, mudanças climáticas e o cenário macroeconômico podem afetar o desempenho do investimento.
  • ESTA INSTITUIÇÃO É ADERENTE AO CÓDIGO ANBIMA DE DISTRIBUIÇÃO DE PRODUTOS DE INVESTIMENTO.
  • A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.


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