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Avanços para pacotes de estímulos nos EUA e vacina para a COVID-19 na Rússia

Tudo o que você precisa saber sobre os mercados nacional e internacional, com análises econômicas e políticas sobre fatos que podem impactar seus investimentos.

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IBOVESPA 0,7% | 103.445 Pontos

CÂMBIO 0,79% | 5,48/USD

O que pode impactar o mercado hoje

O Ibovespa fechou ontem em alta de 0,65%, aos 103.444 pontos, em sessão de volatilidade para os maiores nomes da bolsa. As taxas futuras de juros fecharam um dia em alta, principalmente no longo prazo devido a preocupações com o ambiente fiscal brasileiro. Isso levou a aumento na inclinação da curva. DI jan/21 encerrou em 1,89%; DI jan/23 fechou em 3,82%; DI jan/25 foi para 5,61%; e DI jan/27 fechou em 6,47%. Bolsas na Europa e na Ásia operam em forte alta nesta manhã, enquanto futuros do S&P 500 nos EUA apresentam leve alta.

A alta de ontem refletiu as expectativas otimistas nos mercados globais em relação ao pacote de estímulos nos EUA para enfrentar os impactos da pandemia do coronavírus. Notícias apontam que o presidente americano Donald Trump afirmou que a presidente da Câmara dos EUA, a democrata Nancy Pelosi e o senador Chuck Schumer (líder dos Democratas no Senado) manifestaram o desejo de se reunirem para fechar um acordo em torno do pacote estimado em US$ 1 trilhão.

Ainda na frente internacional, o presidente da Rússia Vladimir Putin afirmou que sua nação conseguiu registrar sua primeira vacina para a COVID-19, e que uma de suas filhas já teria recebido uma dose. A vacina está sendo desenvolvida pelo institulo Gamaleya de Moscou, com o apoio do Fundo Direto de Investimentos da Rússia, e iniciou a fase 3 de testes na semana passada. O governo russo afirma que médicos poderiam receber doses de vacinas ao final deste mês.

Indo para o campo de economia doméstica, a equipe econômica do governo prepara uma força-tarefa no Congresso para defender o teto de gastos, mecanismo importante para o equilíbrio da política econômica. A ideia é, através de um “roadshow”, apresentar aos deputados e senadores dados que mostrem a atual situação fiscal do país, a começar pela previsão de alta da dívida bruta do governo para 98,2% do PIB em 2020.

No noticiário econômico, também ganhou destaque uma matéria da Folha, que afirma que a arrecadação obtida com a aprovação de uma “nova CPMF” (estimada em R$ 120 bilhões) não seria suficiente para compensar todas as iniciativas citadas pelo ministro Paulo Guedes, como a redução de impostos pagos por empresas sobre a folha de funcionários, a ampliação da faixa de isenção do imposto de renda e a expansão de programas sociais (estimados entre R$ 218 bilhões e R$ 248 bilhões).

Na política, destaque ao noticiário que registra intenção do governo de enviar ao Congresso decreto para prorrogar o estado de calamidade e assim estender até 2021 o Orçamento de Guerra, que flexibiliza regras fiscais. A ideia em estudo no governo é editar o decreto apenas se as condições atuais permanecerem até o fim do ano, e a depender das chances de aprovação no Congresso — o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ainda mostra resistência à ideia.

Do lado das commodities, os preços de celulose de fibra curta na China tiveram queda na semana (-US$1,1/t), para US$441,26/t. Esperamos uma reação negativa das ações de Suzano e Klabin no pregão de hoje. No longo prazo, acreditamos que os níveis de preço atuais não sejam sustentáveis, na medida em que se encontram há muito tempo abaixo do custo marginal (~US$500/t, em nossa opinião). Adicionalmente, esperamos que uma recuperação da demanda na China seja gatilho para um movimento de recomposição de estoques.

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Internacional

  1. Política internacional: Democratas e governo Trump estão prontos para voltar às negociações sobre o novo pacote de estímulo

    Acesse aqui o relatório internacional

Empresas

  1. Ambev (ABEV3): revisamos o preço-alvo para R$ 16, mas mantemos Neutro
  2. Papel & Celulose: Queda no preço da celulose de fibra curta na China


Veja todos os detalhes

Internacional

Política internacional: Democratas e governo Trump estão prontos para voltar às negociações sobre o novo pacote de estímulo

  • O destaque internacional desta segunda-feira é a iminente retomada das negociações sobre o novo pacote de estímulo à economia. Na segunda-feira, tanto os democratas quanto o governo disseram estar prontos para voltar às conversas após decisão de Donald Trump de  emitir ordens executivas no fim de semana;
  • No lado das tensões entre Beijing e Washington, anuncio de sanções contra a líderes americanos, a China disse que deve aumentar compra de soja dos EUA no quarto trimestre – uma tentativa de atenuar tensões;
  • Na Europa, o ministro das Finanças da Alemanha, Olaf Scholz, foi escolhido na segunda-feira pelo Partido Social-Democrata (SPD) como candidato à sucessão da premiê do país, Angela Merkel, nas eleições nacionais que serão realizadas em 2021.  

Empresas

Ambev (ABEV3): revisamos o preço-alvo para R$ 16, mas mantemos Neutro

  • Atualizamos nosso modelo de Ambev com os números divulgados pela empresa do 2T20 e incorporamos o novo cenário macroeconômico conforme expectativas da nossa equipe de Economia, com um risco-país ligeiramente menor. Com isso, aumentamos nosso preço-alvo de R$ 15/ação para R$ 16/ação, mas mantemos nossa recomendação Neutra, seguindo margens ainda pressionadas adiante, com dificuldade no repasse de preços, competição acirrada e pressão de custos;
  • Nas nossas novas estimativas, as ações da Ambev negociam a 20x Preço/Lucro 2021, um patamar justo em nossa visão. Por outro lado, enxergamos as iniciativas de inovação da Ambev como positivas para a empresa no longo prazo, porém ainda difíceis de serem quantificadas. Nessa seara, vale destacar iniciativas como o Zé Delivery, a digitalização do relacionamento com os clientes e a expansão do portfolio com foco nas tendências de premiunização e expansão do core;
  • Em resumo: estamos mais otimistas com Cerveja Brasil; entendemos que o segmento de não-alcoólicos deve seguir pressionado no curto prazo; já no internacional, América Central e Canadá devem seguir mais fortes. Clique aqui para acessar o relatório completo.

Papel & Celulose: Queda no preço da celulose de fibra curta na China

  • Os preços da celulose de fibra curta tiveram queda na semana (-US$1,1/t), para US$441,26/t. No longo prazo, acreditamos que os níveis de preço atuais não sejam sustentáveis, na medida em que se encontram há muito tempo abaixo do custo marginal (~US$500/t, em nossa opinião). Adicionalmente, esperamos que uma recuperação da demanda na China seja gatilho para um movimento de recomposição de estoques;
  • Esperamos uma reação negativa das ações de Suzano e Klabin no pregão de hoje. Temos recomendação de Compra para ambos os nomes, com preço-alvo de R$47 e R$22/ação para Suzano e Klabin, respectivamente.
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