IBOVESPA -0,97% | 181.363 Pontos
CÂMBIO +0,66% | 5,22/USD
O que pode impactar o mercado hoje
Ibovespa
O Ibovespa encerrou a semana passada em alta de 1,4% em reais e 2,1% em dólares, aos 181.364 pontos, renovando máximas históricas e ultrapassando pela primeira vez a marca dos 180 mil pontos. O índice fechou janeiro em um forte rali, avançando 12,6% em reais e 17,4% em dólares.
Raízen (RAIZ4, +27,2%) foi o principal destaque positivo da semana. Nosso time setorial de Agronegócio avalia que o movimento foi majoritariamente técnico, com destaque para o fechamento de posições vendidas, dado que o short interest do papel havia atingido máximas históricas recentemente.
Na ponta negativa, Embraer (EMBJ3, -6,7%) apresentou desempenho inferior após a divulgação de seus resultados operacionais do 4T25. Confira o resumo semanal da Bolsa aqui.
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros dos Estados Unidos tiveram desempenho misto, em meio à incerteza sobre a escolha do novo presidente do Fed, confirmada na sexta feira como Kevin Warsh. As Treasuries oscilaram, com a T Note de 2 anos em 3,53% ( 7 bps), a T Note de 10 anos em 4,25% (+2 bps) e o T Bond de 30 anos em 4,83% (+6 bps).
No Brasil, a curva de juros recuou acompanhando o fluxo global que beneficiou emergentes e a sinalização do Copom de possível corte na próxima reunião. A NTN B 2030 fechou em 7,68% ao ano, ante 7,94%. Na curva nominal, o DI jan/27 encerrou em 13,49% ( 21 bps), o DI jan/29 em 12,73% ( 30 bps) e o DI jan/31 em 13,10% ( 25 bps). Saiba mais.
Mercados globais
Nesta segunda-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,6%; Nasdaq 100: -0,9%), após a nomeação de Kevin Warsh como novo presidente do Federal Reserve por Donald Trump na última sexta-feira, assim como início de um novo shutdown no fim de semana, após congresso falhar em aprovar orçamento ou stopgap até o final de janeiro. Desta vez, o shutdown é parcial, e o speaker da Câmara, Johnson, declarou estar confiante que conseguirão passar um pacote fiscal até terça-feira. A temporada de resultados segue no centro das atenções ao longo dessa semana, na expectativa dos balanços das Big Techs Alphabet e Amazon.
O índice pan-europeu opera em alta nessa manhã (Stoxx 600: +0,1%), e as bolsas chinesas fecharam em forte queda (HSI: -2,2%; CSI 300: -2,1%) após dados seguirem indicando dificuldades na frente da atividade econômica.
Após forte rali recente, metais preciosos aprofundam a queda dos últimos dias nesta segunda-feira.
IFIX
O índice de fundos imobiliários (IFIX) encerrou a semana com alta de 0,51%, impulsionado sobretudo pelo desempenho dos Fundos de Fundos (FOFs) e dos fundos de multiestratégia, que avançaram 2,52% e 1,53%, respectivamente, seguidos pelos fundos de lajes corporativas (+1,34%). No campo negativo, o destaque foi o segmento híbrido, que recuou 1,75%, pressionado principalmente pelo TGAR11, que caiu 15,7% na semana após a divulgação de seu relatório gerencial, revisando para baixo o guidance de distribuição para o primeiro semestre, agora projetado entre R$ 0,70 e R$ 1,00 por cota. Como resultado, o IFIX iniciou 2026 em território positivo, acumulando valorização de 2,27% em um mês marcado por sucessivas renovações das máximas históricas, encerrando o período em 3.860,99 pontos. Leia os destaques da semana aqui.
Economia
No Brasil, o mercado de trabalho permanece apertado. A Pnad Contínua apontou taxa de desemprego de 5,1% em dezembro, mantendo-se em níveis historicamente baixos. No campo fiscal, o setor público registrou déficit primário maior em 2025 e nova alta da dívida bruta do governo geral em relação a 2024.
Na agenda internacional desta semana, destaque para indicadores de mercado de trabalho de janeiro nos Estados Unidos. Na Zona do Euro e no Reino Unido, haverá decisões de política monetária. Por fim, índices PMIs – sondagens empresariais que visam aferir o pulso da atividade econômica – serão divulgados em todas as principais economias. No Brasil, o foco se voltará para a ata do Copom. Além disso, o IBGE divulgará a produção industrial de dezembro. Por fim, as estatísticas da balança comercial de janeiro serão publicadas pelo MDIC.
Veja todos os detalhes
Economia
Trump indica novo presidente para o Fed
- Donald Trump anunciou Kevin Warsh como indicado para substituir Jerome Powell na presidência do Fed (banco central dos Estados Unidos). Warsh já integrou o colegiado do Fed entre 2006 e 2011. Esse histórico reduziu o receio de que Trump escolhesse um nome com perfil político, o que ajudou a sustentar uma reação inicial favorável dos mercados. A indicação segue para aprovação no Senado e, se validada, Warsh assumirá o posto em maio. O anúncio ocorre após críticas frequentes de Trump à atuação de Powell na definição da taxa de juros. Mantemos a projeção de apenas um corte de 0,25 p.p. em 2026, apoiada na força da atividade doméstica norte americana. O mercado, por sua vez, precifica redução total de 0,45 p.p. no ano, equivalente a quase duas quedas de 0,25 p.p.. Para detalhes, leia o relatório “Kevin Warsh é indicado como novo presidente do Federal Reserve”;
- • No Brasil, a divulgação da PNAD Contínua mostrou que o mercado de trabalho permanece bastante apertado. A taxa de desemprego recuou de 5,2% para 5,1% em dezembro, em linha com as expectativas e mantendo se em níveis historicamente baixos. A população ocupada alcançou 102,4 milhões de pessoas, com alta de 1,1% na comparação com dezembro de 2024 e crescimento acumulado de 1,9% em 2025. Por outro lado, a força de trabalho diminuiu 0,2% em relação ao mês anterior, para 108,1 milhões, e a taxa de participação caiu para 61,9%, o menor nível desde novembro de 2023, e abaixo do patamar pré pandemia. Em suma, o emprego segue em trajetória de expansão, ainda que em ritmo mais moderado, com taxa de desemprego historicamente baixa, sustentando a demanda doméstica;
- O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 55,0 bilhões (0,43% do PIB) em 2025, maior que o registrado em 2024 (R$ 47,6 bilhões; 0,40% do PIB). Enquanto os governos regionais e as empresas estatais apresentaram uma ligeira melhora em relação ao ano anterior, os resultados do governo central se deterioraram ainda mais. A dívida bruta do governo geral aumentou 2,5 p.p. do PIB, para 78,7% — o nível mais alto desde novembro de 2021 e, desta vez, sem os efeitos da pandemia. A tendência da dívida deve continuar sendo motivo de preocupação neste ano. Para 2026, projetamos déficit de R$ 48,8 bilhões do governo central, uma leve melhora frente a 2025, sustentada por medidas de arrecadação aprovadas no ano anterior. A dívida bruta deve alcançar 83,5% do PIB;
- Na agenda internacional desta semana, destaque para indicadores de mercado de trabalho de janeiro nos Estados Unidos, especialmente para o Nonfarm Payroll na 6ª-feira. Na Zona do Euro e no Reino Unido, haverá decisões de política monetária (5ª-feira) – para ambas as regiões, o mercado espera manutenção nas taxas básicas de juros. Por fim, índices PMIs serão divulgados em todas as principais economias – lembrando que PMIs são sondagens empresariais que visam aferir o pulso da atividade econômica;
- No Brasil, o foco se voltará para a ata do Copom (3ª-feira). O mercado tentará extrair indícios sobre a magnitude do corte de juros anunciado para março. Além disso, o IBGE divulgará a produção industrial de dezembro (3ª-feira), cujos resultados devem reforçar a tendência de enfraquecimento do setor no último ano. Por fim, as estatísticas da balança comercial de janeiro serão publicadas pelo MDIC (5ª-feira).
Empresas
Banco Pine (PINE4): Tese com risco reduzido e upside assimétrico
- Estamos iniciando a cobertura de Banco Pine (PINE4) com recomendação de Compra e preço‑alvo de R$ 20,2 por ação, o que implica um upside de 52,0%.
- Vemos um momentum positivo para os lucros à medida que a companhia entra em um novo ciclo, após concluir um período significativo de ajustes estratégicos e de risco.
- O banco agora opera com um balanço mais robusto, governança fortalecida e um modelo de negócios mais disciplinado e diversificado, criando condições para um crescimento seletivo e maior previsibilidade dos resultados.
- O crédito consignado privado surge como o principal motor incremental da tese de investimento, em um mercado que permanece pouco penetrado e operacionalmente complexo, favorecendo instituições capazes de executar bem.
- Como resultado, a criação de valor para o acionista deve depender menos de um crescimento acelerado e mais da capacidade de ganhar escala mantendo disciplina em risco, funding e capital, abrindo caminho para níveis estruturalmente elevados de ROE.
- Nosso preço‑alvo implica um múltiplo P/L 2026E de ~9x, o que representa um potencial re-rating significativo em relação ao atual P/L 2026E de 6x.
- Clique aqui para acessar o relatório.
Principais notícias dos setores
Nestas publicações diárias, trazemos as principais notícias nacionais e internacionais dos setores: Financeiro, Varejo (e-commerce, supermercados, lojas de roupa, farmácias, etc.), Agro, Alimentos e Bebidas, Energia (óleo & gás e elétricas) e Saúde.
- Notícias Diárias do Setor Financeiro
- Neste relatório, seguimos acompanhando a dinâmica de preços nos segmentos móvel e fibra, destacando as principais mudanças por região.
- No móvel, os preços do pré-pago permaneceram inalterados.
- No segmento Controle, os preços absolutos ficaram majoritariamente estáveis mês a mês; porém, Vivo e TIM aumentaram o preço por GB ao reduzirem as franquias de dados. Apesar dessas mudanças, a NuCel segue oferecendo o menor preço por GB entre os planos de entrada.
- No pós-pago puro, os preços permaneceram estáveis mês a mês, com exceção da TIM, que reduziu sua franquia de dados.
- Em fibra, a Claro elevou preços na maior parte dos planos, enquanto a TIM aumentou levemente os preços de seus planos de entrada. A Vivo manteve os preços inalterados.
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- Radar Tech XP: Notícias diárias do setor de Telecom e Tecnologia
- Esperamos um trimestre positivo para LWSA e Bemobi, enquanto a Positivo deve seguir com resultado pressionado.
- A LWSA deve entregar um conjunto sólido, com Commerce +16,8% a/a (ex-Squid), EBITDA ajustado de R$92 mi (+13% a/a) e lucro líquido ajustado de R$47 mi (+9% a/a).
- Para a Bemobi, projetamos resultados fortes, com destaque para Payments (+40% a/a) e SaaS (+21% a/a), levando a EBITDA ajustado de R$65 mi (+17% a/a) e lucro líquido ajustado de R$52 mi (+14% a/a).
- Já a Positivo deve reportar um bottom line apertado, refletindo queda forte em vendas ao Setor Público, tendência mais fraca no Varejo e piora no resultado financeiro.
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- Entrega XP: Notícias diárias do setor de varejo
- Neste relatório, discutimos nossa visão para as tendências de consumo, com dinâmicas macro favoráveis e medidas de estímulo fiscal potencialmente apoiando uma melhor perspectiva para 2026, embora com eleições, Copa do Mundo e efeitos de calendário adicionando volatilidade;
- Também aproveitamos para atualizar nossas estimativas em toda a cobertura, ajustando os modelos de algumas empresas para refletir divulgações recentemente alteradas e atualizando nossos TPs para o final de 2026. Além disso, adicionamos uma abordagem mais top-down/temática na análise de nossa cobertura, já que vemos investidores às vezes olhando primeiro para temas macro para depois aprofundar e escolher uma tese baseada em fundamentos;
- Nesse sentido, dividimos os varejistas em três grupos: (1) teses macro; (2) teses que se autoajudam; e (3) teses de crescimento. No geral, nossas top picks para 2026 são Mercado Livre, Pague Menos e Lojas Renner.
- Clique aqui para acessar o relatório completo.
Renda fixa
De Olho na Renda Fixa: principais notícias de crédito privado, mercados e renda fixa
- Donald Trump nominates Kevin Warsh as Federal Reserve chair (Financial Times);
- MPF pede bloqueio de R$ 1 bilhão da Vale por ‘danos significativos’ após vazamentos em Minas Gerais (O Globo);
- Por que a Tereos vendeu uma usina no Brasil? (Globo Rural);
- S&P Global eleva rating da Ultrafértil S.A. de brAA para brAAA’; perspectiva estável (S&P Global);
- Clique aqui para acessar o clipping.
Estratégia
XPresso: Investidores na Europa permanecem otimistas com o Brasil
- Passamos a semana passada visitando investidores na Europa, para discutir as perspectivas para a bolsa brasileira. A forte alta observada em janeiro foi bem recebida pelos investidores, já que o Brasil tem sido uma posição overweight (acima do neutro) para a maioria dos fundos desde 2024–25;
- No entanto, percebemos que muitos investidores ficaram surpresos com a intensidade do rali recente, que parece ter sido impulsionado por fundos globais e passivos, em vez de gestores ativos de emergentes;
- Um sinal positivo foi que a maior parte dos fundos de emergentes tem registrado entradas de recursos recentemente;
- Sobre as eleições, o tema apareceu em todas as reuniões, embora não pareça ser uma grande fonte de preocupação para os investidores estrangeiros;
- Em termos de posicionamento, os setores financeiros, commodities e domésticos sensíveis a juros estão entre as principais áreas de interesse;
- Link: https://conteudos.xpi.com.br/estrategia-acoes/xpresso-investidores-na-europa-permanecem-otimistas-com-o-brasil/
Alocação & Fundos
Principais notícias
- Fundos Imobiliários (FIIs): confira as principais notícias
- IFIX fecha sexta-feira em alta e acumula ganho de 0,51% na semana (FIIs);
- O investidor invisível: como o capital estrangeiro está moldando a indústria de FIIs (EInvestidor);
- Faria Lima Saturada Redireciona Demanda por Escritórios de Alto Padrão (Forbes);
- Clique aqui para acessar o relatório.
ESG
Distribuidoras aposentam 88% do volume de CBIOs da meta estabelecida para 2025 | Café com ESG, 02/02
- O mercado fechou a semana passada em território positivo, com o IBOV avançando 1,40% e o ISE 0,83%. No pregão de sexta-feira, o Ibovespa e o ISE registraram quedas de 0,97% e 0,49%, respectivamente;
- No Brasil,distribuidoras de combustíveis aposentaram 88,2% do volume de créditos de descarbonização (CBIOs) da meta estabelecida para 2025, como forma de compensar as emissões associadas aos derivados de petróleo, divulgou nesta sexta a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP);
- No internacional, (i) a ministra das Finanças, Nirmala Sitharaman, disse que a Índia reduzirá o imposto sobre bens de capital necessários para processar minerais críticos e fabricar células de baterias de íon-lítio, o que ajudará os esforços de transição energética do país – no orçamento anual do país, Sitharaman também eliminou tarifas sobre antimonato de sódio usado para produção de vidro solar e monazita, uma fonte de elementos de terras raras usada em ímãs permanentes para veículos elétricos; e (ii) a SpaceX, do bilionário Elon Musk, pretende lançar uma constelação de 1 milhão de satélites que orbitarão a Terra e aproveitarão a energia solar para alimentar data centers de inteligência artificial, de acordo com documento apresentado à Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos;
- Clique aqui para acessar o relatório completo.

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