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🌎 Mundo em 60s: Semana mais importante

Entenda o que aconteceu na semana mais importante do trimestre nos mercados internacionais.

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Bolsas: Déjà vu de 2020? Para o índice de volatilidade, sim. O VIX alcançou os 37 pontos na última quarta-feira (27/jan.) movido pela compra em massa de investidores pessoa física nos EUA (Efeito Reddit). Este é o maior patamar desde outubro de 2020 e algo mais próximo ao visto em 27/2/2020, quando a bolsa americana registrava 27% de queda desde o pico. Hedge funds bilionários correm risco de desalavancagem forçada, fazendo o mercado global recuar da recente alta.

Setores: Quem amorteceu os danos? O setor de tecnologia (-1,6% na semana), apesar do valuation relativamente caro, perdeu menos que o mercado. Uma onda de resultados positivos do 4º trimestre confirmou a resiliência destas empresas num cenário pandêmico e sua capacidade de expansão de lucros em um mundo que migra aceleradamente para o digital.


A semana mais importante do trimestre

  • A temporada ganhou ritmo nesta semana nos EUA com US$ 12tri de valor de mercado reportando resultado, totalizando mais de 52% do S&P 500 divulgado.
  • No agregado, a surpresa é muito positiva, com ~75% das empresas superando as expectativas de vendas e com lucros ~20% acima do consenso.
  • Em destaque, o setor de tecnologia, que superou as receitas dos modelos (já otimistas) em +7% enquanto a média do mercado foi de +4%.
  • Até o momento, 4 das 6 gigantes americanas (FATAMGs – Facebook, Amazon, Tesla, Apple, Microsoft e Google) já divulgaram e todas surpreenderam positivamente na linha de faturamento. Restam apenas a Amazon e a Google, que divulgarão na próxima terça-feira de uma semana movimentada, na qual 23% do S&P 500 reporta.
  • Olhando para os setores, Saúde e Tecnologia tiveram receitas crescentes em +6,5% e +4,8% a/a, enquanto, do lado negativo, Petrolíferas e Materiais Básicos contraem -32% e -7,4%, com lucros ainda mais afetados em -82% e -9,3% a/a.
  • Recuperação em curso: Em relação ao trimestre passado, o S&P 500 expande o faturamento e lucro em +1,7% e +4,5% no agregado.

Os destaques da semana

Facebook – Positivo: Receita de US$ 28 bilhões, 6% acima do esperado e 22% superior vs. 2019. Tendência #FiqueEmCasa continua impulsionando demanda por anúncios e comércio digital. Redes sociais crescem 14% a/a, batendo 3,3 bilhões de usuários mensais ativos no 4T, um crescimento de 14% a/a. Apostas de crescimento: Varejo social, Instagram Reels e realidade virtual.

Apple – Positivo: Vendendo mais e mais caro, a companhia tomou da Samsung a posição #1 de maior vendedora de celulares do planeta, com ¼ do mercado global de smartphones. A Apple vendeu “meros” 90 milhões de aparelhos no 4º tri e sua receita cresceu 21% a/a para US$ 111,4 bilhões , 8% acima das (já elevadas) expectativas. Mercado chinês em expansão e o lançamento do iPhone 5G foram os principais contribuidores do desempenho.

Microsoft – Positivo: Como um gigante continua crescendo? Investindo no futuro. O Azure (plataforma de computação em nuvem) cresce 50% a/a enquanto o segmento de computação pessoal (incluindo o videogame Xbox) cresce 14% a/a. Resultado: Faturamento alcançou US$ 43 bilhões, 8% acima do consenso e 17% maior a/a. Olhando para frente, empresa divulgou crescimento 5% superior às expectativas do mercado.

Tesla – Neutro: A montadora elétrica de Elon Musk equilibra-se numa linha tênue entre 1) crescimento de receitas e 2) contração da margem de lucro. No primeiro ponto, bateu mais um recorde: US$ 10,7 bilhões de faturamento, 3% acima do esperado, e entrega de 500 mil veículos em 2020. Mas Musk decepcionou pela baixa margem bruta de 20,7% (exp. 23,7%) e guidance para 2021 de 750 mil entregas, inferior ao que já havia sido citado pelo visionário CEO.

Mastercard – Positivo: Receitas de US$ 4,1bi  e lucro líquido de US$ 1,6bi surpreenderam positivamente os analistas em 3% e 8%. Em um ano de consumo reduzido, a margem de 40% de lucro é bem vista, demonstrando a capacidade da empresa de controlar seus custos. 2021 parece ser promissor: A diretoria apontou para parcerias e aquisições no Reino Unido, onde deve expandir sua fatia no mercado de débito de ~5% para 33% e na Alemanha, onde irá incorporar +10 milhões de cartões em sua bandeira via Deutsche Bank. Além disso, a retomada do consumo e a diminuição das restrições sociais devem beneficiar seus principais mercados (países desenvolvidos) que estão à frente da imunização em massa. Olhando para frente, a empresa está bem posicionada para capturar um mundo cada vez mais adepto à transações digitais e menos dependente do dinheiro físico.

Uma prévia da semana que vem:

  • No mundo dos games, a barra está alta: Mercado espera que o faturamento/lucro da EA e Activision cresça, respectivamente +50% / +36% e +52% / +32%. O isolamento social continua trazendo milhões de novos gamers para a realidade virtual.
  • Destaque também para Google e Amazon que faturam, juntas, mais de ½ trilhão de dólares/ano e representam 10% do valor de mercado do S&P 500. O consenso espera um faturamento 4% menor a/a para Google e 37% maior para Amazon.
  • Na China, o Alibaba deve continuar acelerando crescimento e modelos estimam expansão de 45% nas receitas a/a. Olhando para frente, a companhia tende a recuperar o momento positivo.

#ProvaRápida – Como seria o acrônimo das FAAMGs, se organizado em ordem crescente de faturamento anual?

a) FAMAGs
b) FAGMAs
c) FMGAAs
d) FGAMAs

Resposta: c) FMGA(pple)A(mazon)s

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