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🌎Mundo em 60s: Colapso do minério, risco da Evergrande

O que você precisa saber dos mercados globais nesta semana

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Bolsas: Índices desenvolvidos apresentaram leve queda na semana (S&P 500 -0,3%, Nasdaq 100 -0,6%, Eurostoxx 600 -0,9%) enquanto investidores ainda buscam os próximos catalisadores para a renovação das máximas históricas ou de uma possível correção. Ventos em proa: 1) inflação mais fraca nos EUA dá espaço para um tapering mais agressivo, 2) a duração da recente alta da bolsa americana sem uma correção de 5% já é 3x maior que a média vista desde a 2ª Guerra e 3) expectativas de mais impostos e regulações nos EUA. Ventos em popa: 1) Consumo americano robusto e gastos no cartão 15% acima de níveis pré-pandêmicos e 2) Início da temporada de resultados em 3 semanas (lucro S&P 500 esp. +38% a/a).

Setores: Materiais básicos (-3,1%) e industrial (-1,3%) figuram entre as maiores quedas na semana por conta do colapso nos preços do minério de ferro, refletindo a política chinesa de cortes na produção de aço. Do lado oposto, empresas petrolíferas (+3,5%) seguem beneficiando-se da alta da commodity em função da recuperação da demanda, bem como dos impactos negativos do Furacão Ida na oferta do Golfo do México.


As 5 histórias da semana

1. O colapso do minério de ferro

Para reduzir as emissões de CO2 antes das Olimpíadas de Inverno e manipular o preço crescente das commodities metálicas, o governo chinês ordenou cortes de produção de alumínio para o setor siderúrgico. As consequências já são visíveis: O minério de ferro despencou mais de 50% e cruzou o patamar dos US$ 100/ton, prejudicando o desempenho das principais extratoras globais, dentre elas a Vale e a BHP. Para o UBS, a correção foi mais rápida do que o esperado e o banco cortou em 12% o preço-alvo médio do minério em 2022 para US$ 89/ton, uma vez que a redução na demanda chinesa coincide com inventários nos portos 10% maiores no ano contra ano.

2. Aumenta o risco na China

Temores no setor imobiliário chinês: A Evergrande, construtora chinesa, sendo uma das empresas mais endividadas do mundo com um saldo devedor de US$ 300bi, vem passando por problemas de liquidez e causando incertezas no mercado imobiliário chinês. Bancos chineses foram alertados sobre a possível falta de caixa por parte da companhia para cobrir os juros das dívidas com vencimento em 20 de setembro.

Apenas neste ano, a Evergrande recebeu 3 reduções em sua pontuação de crédito, sendo a mais recente na terça-feira, dia 9 de setembro, pela Fitch Ratings de CCC+ para CC, classificando as dívidas da empresa como altamente especulativas. Como resultado, as perdas na ação da empresa se intensificaram e já acumulam uma queda de 81,4% desde o início de 2021.

Em resumo, as construtoras chinesas são responsáveis por grande parte do mercado de crédito do país, aproximadamente 80 companhias possuem dívidas em torno de US$ 200bi, logo, uma potencial falência da maior construtora local poderia causar um temor ainda maior, contaminando outros setores como o financeiro. Outro ponto de atenção do governo é em relação ao preço das propriedades chinesas, visto que esta indústria setor compõe ~28% do PIB do país, logo, manter preços estáveis se torna um ponto crucial para o governo. Em conversa no Coffee & Stocks, Gabriela Santos, estrategista global do J.P. Morgan, afirmou que o governo chinês deverá deixar os investidores sofrerem algumas perdas, com o intuito de reduzir as expectativas dos mesmos de que o governo sempre “irá pagar a conta” do alto endividamento das empresas, mas que em algum momento as autoridades podem intervir para evitar um problema econômico sistêmico.

Fonte: Bloomberg

3. Cash is trash” – Ray Dalio

Co-fundador e chefe de investimentos da gestora Bridgewater, Ray Dalio é um dos investidores mais respeitados e acompanhados pelo mercado financeiro e responsável por uma carteira com mais de US$ 150 bilhões em ativos sob gestão. Em declaração recente, o bilionário recomendou que, no atual ambiente, “dinheiro é lixo” e, portanto, investidores deveriam ter pouca posição em papel-moeda, uma vez que a pandemia mostrou a capacidade dos governos em imprimir moeda para evitar um colapso econômico. Dalio também afirmou que possui uma pequena porcentagem de seus ativos em Bitcoin e ouro, por sua vez escassos, mas alertou para o risco de “destruição” do mercado das criptos por parte dos governos, caso essa nova tecnologia seja bem sucedida.

4. Em busca da próxima FAAMG

Estrategistas do Bank of America mapearam as potenciais tecnologias do futuro para ajudar investidores a identificarem as empresas que poderão fazer parte do seleto grupo das FAAMGs (Facebook, Amazon, Apple, Microsoft e Google). Internet 6G, metaverso, aumento da expectativa de vida e eletricidade sem-fio figuram entre as potenciais revoluções em curso. De acordo com o BofA, “não identificar a tecnologia do futuro pode significar perder a próxima grande revolução” e que “tecnologias revolucionárias – como smartphones e energias renováveis – ultrapassaram as expectativas de crescimento dos analistas durante décadas, pois humanos tendem a pensar de forma linear, mas o progresso delas ocorre de forma exponencial“.

Apesar disso, o investimento em tecnologias exponenciais exige estômago para perdas. A cesta do Goldman Sachs focada em indústrias incipientes chegou a cair 40% em 2021 e ainda não recuperou metade de suas perdas.

Fonte: BofA

5. Preços de aluguel recuperam-se nos EUA

Após uma migração em massa dos centros metropolitanos para o interior ou regiões periféricas em decorrência da pandemia, o movimento inverso dá sinais de tração. Os preços dos aluguéis de casas em Nova Iorque voltaram a se recuperar após descontos entre 15% e 20%, na média, durante o pico da pandemia.

A demanda por moradias nos centros é puxada pelo movimento de reabertura de diversas atividades, como, por exemplo, o sistema de educação pública de Nova Iorque, que já voltou à normalidade sem a opção de aulas remotas ou presença híbrida. Apesar do mercado positivo para casas e apartamentos, acreditamos que o mercado imobiliário corporativo deve ter uma recuperação mais lenta em função de grandes empresas de tecnologia optando por modelos de trabalho mais flexíveis.

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