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Comentário Internacional: 28 de janeiro de 2020

CENÁRIO GLOBAL Os mercados internacionais seguem pressionados por preocupações em torno do real impacto econômico que o coronavirus pode trazer. Autoridades chinesas barraram viagens para Hong Kong, enquanto o vírus respiratório já atinge mais de 4.500 pessoas. Até o momento, o vírus parece ser tão contagioso quanto o SARS porém menos fatal (4% vs 11% […]

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CENÁRIO GLOBAL

Os mercados internacionais seguem pressionados por preocupações em torno do real impacto econômico que o coronavirus pode trazer. Autoridades chinesas barraram viagens para Hong Kong, enquanto o vírus respiratório já atinge mais de 4.500 pessoas. Até o momento, o vírus parece ser tão contagioso quanto o SARS porém menos fatal (4% vs 11% mortalidade).

Ações globais nos setores de tecnologia, consumo e luxo, que são mais dependentes da atividade chinesa, tem sofrido mais. Marcas de luxo como LVMH e Kering (80%+ do crescimento marginal vem da China), e de tecnologia como Alibaba (impactado por queda de consumo e bloqueio de viagens), caíram quase 10% nos últimos 7 dias.

Com relação a bolsa americana, apesar da queda de 1,6% ontem, historicamente é limitado o impacto de eventos como este e o foco dos investidores permanece na temporada de resultados. Até o momento, 23% do S&P 500 reportou, trazendo crescimento de lucro +5% acima das expectativas (em linha com +5.2% nos últimos 3 anos).

Dados Macro – Reino Unido: decisão da política monetária do BoE, com quase 60% de chances de corte de juros.

EMPRESAS

Temporada de resultados – Hoje teremos 26 empresas, 8,5% do S&P 500 reportando resultados, como Apple, Pfizer, United Tech, Starbucks, 3M Company, Advanced Micro Devices (AMD), eBay, Xerox e Harley-Davidson. Europa: LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton), SAP; Coréia do Sul: LG.

Whirlpool reportou ontem (Varejo nos EUA e LatAm): Receitas em linha e superou o crescimento de lucro no trimestre, à medida que preços mais altos e custos de insumos mais baixos compensam volumes menores. O grupo elevou suas perspectivas para este ano, e investidores reagiram positivamente.

Sprint: investidores reagiram negativamente, após a companhia ter perdido 115 mil clientes pós-pagos no 4T19, enquanto o grupo desacelerou o ritmo de promoções e a fusão com a maior rival T-Mobile permaneceu sem solução. A quarta maior operadora de telefonia móvel dos EUA perdeu 91 mil dessas conexões no trimestre anterior e 26 mil no 4T18, dando sequência a um movimento de queda de mais de 1 ano.

Alibaba: Gigante de internet chinês chega a US$ 600bi de capitalização de mercado. Se fosse uma companhia americana, seria a sexta maior do S&P 500.

Amazon: Boa parte do mercado acredita em resultados positivos do 4T19. O grupo tem acelerado investimentos principalmente em infraestrutura para a AWS (divisão de processamento e armazenamento em nuvem), o que historicamente traz resultados positivos, e poderá acalmar as preocupações do mercado em relação ao crescimento da AWS nos próximos trimestres.

COMENTÁRIOS DO MERCADO

Ouro: Maior aporte em ouro em 17 semanas (US$ 1.7bi), apesar do dólar forte.

Ainda não vimos a tão esperada rotação de Growth para Value, pelo contrário, fluxos para Tech continuam em níveis recorde. Como consequência, o efeito deflacionário na economia americana continua.

Brexit: Foram necessários 32 meses para retirar o Reino Unido da União Europeia. Mas a parte mais difícil das negociações ainda não começou. Os dois lados têm até o final do ano para definir os termos de um possível acordo. Enquanto o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou que gostaria de encontrar uma solução rápida e troca de mercadorias sem tarifas, a presidente da Comissão da EU alertou que um acordo abrangente é “basicamente impossível” até o final de 2020.

Para se ter uma ideia, as exportações da EU para a Grã-Bretanha em 2018 atingiram € 301bi, sendo que aproximadamente € 47bi (16%) seriam expostos às novas tarifas. O total de custos adicionais para produtos da UE chegaria a quase € 5bi. Do lado da UE, produtos da Alemanha seriam os mais impactados, como carros, aproximadamente € 19bi sujeitos à tarifas – quase o valor combinado de parceiros comerciais próximos como Bélgica, Espanha, Holanda e França. Em média, a UE representou quase 47% do total de produtos importados pelo Reino Unido nos últimos cinco anos, indicando ser a maior fonte de importações dos britânicos. Por outro lado, apenas 6% do total das exportações da UE foram enviadas para o Reino Unido em 2018, número ligeiramente abaixo da média dos últimos 5 anos.

O andamento das negociações determinará se o bloco continua a diminuir o comércio com seu ex-membro. Se o processo do Brexit voltar a ser turbulento, Boris Johnson pode precisar solicitar uma extensão até julho, apesar de já ter descartado essa possibilidade algumas vezes no passado recente.

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