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Comentário Internacional: 03 de fevereiro de 2020

CENÁRIO GLOBAL Mais de 17 mil pessoas infectadas pelo coronavirus e aproximadamente 360 mortes. A bolsa de Hong Kong chegou a cair 6% na última semana, maior movimento de queda semanal dos últimos 2 anos. Na China, a bolsa voltou a negociar e caiu quase 8% nesta madrugada, após um pausa para o período de […]

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CENÁRIO GLOBAL

Mais de 17 mil pessoas infectadas pelo coronavirus e aproximadamente 360 mortes.

A bolsa de Hong Kong chegou a cair 6% na última semana, maior movimento de queda semanal dos últimos 2 anos. Na China, a bolsa voltou a negociar e caiu quase 8% nesta madrugada, após um pausa para o período de Ano Novo Lunar desde 23 de janeiro. Tanto as ações na Europa quanto futuros nos EUA operam em campo positivo.

O BC chinês anunciou corte de 0,1% nas taxas de juros de curto prazo e relevante injeção de liquidez no sistema financeiro para apoiar os mercados. Serão US$ 129bi em compra de títulos de curtíssimo prazo e mais US$ 43bi em títulos de duas semanas. Além disso, é provável que autoridades convoquem o grupo especial de fundos de investimentos apoiados pelo governo, com o intuito de comprar ações de empresas locais para amortecer grandes perdas nas bolsas. Enquanto os setores de luxo e turismo parecem suavizar as perdas dos últimos dias, parte das commodities seguem fortemente impactadas como metais, agrícolas e petróleo. A Bloomberg Economics estimou que o crescimento chinês poderá cair para 4,5% no 1T20, um dos menores níveis desde 1992.

Macro: Leitura positiva do índice de atividade (PMI) na Zona do Euro em janeiro de 47,9, ligeiramente acima do consenso de 48,8; Na China, por outro lado, o indicador desacelerou de 51,5 em dezembro para 51,1 em janeiro, menor nível em cinco meses – impacto do coronavírus;  Hoje teremos divulgação de dados de atividade nos EUA, Índia e Brasil; Na terça-feira, governos da Austrália e Índia anunciarão suas respectivas decisões de política monetária; Sexta-feira, divulgação de geração de empregos na economia americana. Eleições: Atenção para os resultados das pesquisas em Iowa hoje a noite.

EMPRESAS

Temporada de resultados: Até o momento 62% do S&P 500 reportaram os resultados do 4T19 – sendo que 60% das empresas apresentaram crescimento de lucro maior que o consenso (nos últimos 3 anos 71% das empresas superaram o consenso). Destaque negativo para Exxon Mobil e Chevron na última sexta-feira. Globalmente, essa semana teremos – Segunda-feira: Alphabet (Google), Julius Baer, Panasonic e Unilever; Terça-feira: Sony, British Petroleum, Pandora, Ferrari, Ralph Lauren, Chubb, Disney, Snapchat, Ford, Chipotle Mexican, Prudential e Capcom; Quarta-feira: BNP Paribas, Siemens, Spotify, General Motors, FOX, MetLife, Qualcomm, Grubhub, Zynga, Yum China e Royal Caribbean Cruises; Quinta-feira: Toyota, Nordea Bank, Japan Tobacco, Total S.A. (Óleo e Gás), Sanofi, S&P Global, T-Mobile, Uber, Activision Blizzard, Baidu, Tyson Foods, Fiat Chrysler, Twitter, Kellog, ArcelorMittal, Take-Two e Pinterest; Sexta-feira: Honda e Cboe Global Markets.

Resultados divulgadosna sexta-feira:

Petroleiras: O setor vem sofrendo com os preços mais baixos das Commodities, e consequente menor lucratividade no segmento de refino e produtos químicos. Com o atual excesso global de oferta de petróleo e gás natural, Brent US$ 58,00 e WTI US$ 51,00 seguem no mesmo patamar de preços dos últimos 5 anos.

Exxon Mobil: O lucro de ~US$ 2bi no 4T19 veio em linha com o (baixo) consenso, fechando 2019 com lucro total de US$ 10,6bi (-31% A/A), mais baixo desde 2016. As receitas atingiram US$ 265bi (-9% A/A), e as despesas de capital aumentaram 20% no ano contra ano. O grupo segue com planos de aumentar substancialmente a produção de petróleo e gás natural, e isso vem gerando um aumento de custos superior aos principais rivais. O grupo pretende atingir 5mi de barris por dia, comparado aos atuais 4mi, o que poderá elevar o atual patamar de custos de US$ 4-6bi para US$ 30bi ao ano.

Chevron: Reportou perdas de US$ 6,6bi no 4T19, devido ao impacto da redução de ~US$ 10bi em propriedades de xisto dos EUA e outros ativos, meses antes. As receitas atingiram US$ 36bi (-14% A/A), número abaixo do consenso.

Royal Dutch Shell: Registrou lucro de US$ 2,9bi (-48% A/A), número abaixo do consenso, assim como as receitas de US$ 84bi (-18% A/A). O atual momento do setor está desafiando os planos do grupo de se transformar em um negócio de baixo carbono, à medida que os governos se concentram no combate às mudanças climáticas, apoiando novas tecnologias como veículos elétricos e energia renovável. Dirigentes anunciaram que os investimentos em 2020 estariam no limite mais baixo da faixa de US$ 24 a 29bi. Assim, gastos em projetos como energia eólica e solar, aproximadamente 10% do investimentos totais, seguirão limitados. Para “descarbonizar”, a Shell precisaria renegociar as suas dívidas.

Honeywell International: Lucro de US$ 1,6bi em linha com o consenso mas -9% abaixo no ano contra ano, e receitas de US$ 9,4bi (-2,4% A/A), número ligeiramente abaixo do consenso. Destaque positivo para uma de suas principais fontes de receitas, venda de sistemas e controles para motores aeroespaciais (+7% A/A) no 4T19. Por outro lado, a desaceleração do crescimento no mundo, interrupção da produção do Boeing 737 MAX e atual epidemia na Ásia prejudicarão os resultados do grupo em 2020.

Outras informações:

Apple: Anunciou que fechará todas as suas lojas na China até a data final da extensão do Ano Novo Lunar, 09 de fev, devido ao coronavírus. O mercado chinês representa 20% do total das vendas. Tim Cook prevê um relevante impacto nos resultados do 1T20.

Panasonic: Co-fabricante de baterias, junto com a Tesla, anunciou que sua fábrica em Nevada se tornou lucrativa no 4T19.

COMENTÁRIOS DO MERCADO

Impacto do SARS: A bolsa de Shanghai chegou a cair 9% entre meados de abril e maio de 2003, período em que o surto de SARS foi mais grave e os mercados foram fechados por pouco mais de uma semana.

Impactos no Petróleo: A demanda chinesa de petróleo já caiu cerca de três milhões de barris por dia, 20% do consumo total do país – já ultrapassando a redução ocorrida na época do SARS, dada a atividade mais fraca com o surto do coronavírus. É o maior choque de demanda que o mercado de petróleo sofreu desde a crise financeira de 2008 e o mais repentino desde os ataques de 11 de setembro. A China é o maior importador de petróleo do mundo, portanto, qualquer mudança no consumo tem um impacto enorme no mercado global de energia. A China também é o maior produtor de cobre e aço refinado e importa dois terços do minério de ferro marítimo do mundo – a China responde por quase 50% da demanda global de metais básicos, segundo o Bloomberg. S&P 500: O setor de energia representa menos 4% do índice, comparado a 11% em 2007 e 16% em 2008.


Participação dos setores no S&P 500 – Tech se tornou o mais relevante, enquanto energia perdeu espaço:

Movimentos semanais do índice Hang Seng China Enterprises – a bolsa de Hong Kong chegou a cair 6% na última semana, maior movimento de queda semanal dos últimos 2 anos. Além disso, os últimos 2 anos não tem sido fáceis para o mercado de ações na China (-7% em 1 ano; -24% em 2 anos; +6% em 3 anos).

Factset; Data 31/01/20

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