Relatório de Alocação | Julho 2019

Visão para julho Internacional O mês de junho foi muito positivo tanto para o mercado de renda variável internacional, quanto para o brasileiro, sendo os grandes protagonistas dessa história, os principais bancos centrais do mundo. Suas sinalizações de futuros cortes de juros, animam os mercados, ao menos no curto prazo, uma vez que essas políticas […]


Compartilhar:

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp
  • Compartilhar no LinkedIn
  • Compartilhar via E-mail

Visão para julho

Internacional

O mês de junho foi muito positivo tanto para o mercado de renda variável internacional, quanto para o brasileiro, sendo os grandes protagonistas dessa história, os principais bancos centrais do mundo. Suas sinalizações de futuros cortes de juros, animam os mercados, ao menos no curto prazo, uma vez que essas políticas monetárias visam dar fôlego às economias como contra medida para os dados de crescimento global que seguem mais fracos.

O FED, por exemplo, manteve a taxa de juros dos EUA em 2,25-2,50%. Porém, o ritmo mais lento do que o previsto da taxa de inflação do país, abriu de fato, a possibilidade de corte de juros em julho. Esse cenário cria diferentes incentivos, mas dentro do universo de investimentos, tem como resultado uma busca maior por risco e consequentemente um maior fluxo de capitais não só para para as principais bolsas globais, ilustrados nas altas de 6,89% do S&P500 (EUA) e 5,89% do EuroStoxx em junho, mas também para mercados emergentes, categoria na qual nós nos encontramos.

Outro episódio muito relevante para a melhor performance dos ativos globais, foi a expectativa e posterior concretização de uma trégua no conflito comercial entre Estados Unidos e China, durante o encontro dos G20. O resultado foi acima do esperado, dado que ambos não só concordaram em retornar à mesa de negociações, como já anunciaram concessões. Os EUA vão postergar indefinidamente a implementação de novas tarifas à produtos chineses e a China concordou em aumentar as compras de produtos agrícolas dos EUA.

Em relação ao conflito comercial, mantemos nosso cenário base de acordo entre as partes, mas sem conclusão no curto prazo. Para julho, esperamos um corte de 0,25% na taxa de juros americana.

Mais importante até que altas contínuas do mercado internacional, é um ambiente de menos incertezas e taxas de juros mais baixas, considerações relevantes para destravar valor em ativos brasileiros como ações e manter nosso maior otimismo com o mercado local.

Brasil

Na economia, os principais indicadores mostram que a recuperação segue lenta e a inflação permanece em níveis confortáveis, ingredientes essenciais para que o Banco Central do Brasil, em linha com os demais bancos do mundo, possa cortar juros. No entanto, temos um fator a mais para ser considerado pelos dirigentes: o problema fiscal.

Na prática, há a certeza de que a reforma da Previdência será aprovada e com isso, poderemos ter um respiro, ao menos temporário, em relação a nossa dívida fiscal, abrindo caminho para cortes de juros. As dúvidas remanescentes são em relação ao tamanho da economia que a reforma gerará e sobre o momento de sua aprovação.

O primeiro ponto ficou mais claro após apresentação do texto na Comissão Especial. Segundo a equipe do relator da proposta, a economia total prevista é de R$ 913,4 bilhões, abaixo portanto dos R$ 1,2 trilhões esperado pelo governo, mas acima dos 700 bilhões esperados pelo mercado (Confira aqui nossa última pesquisa). Como consequente ajuste dessa nova realidade, a bolsa reagiu positivamente.

Em julho a reforma segue a todo vapor e um novo texto foi apresentado, agora com uma economia esperada de 1,071 trilhão. A receita adicional foi proveniente do fim das da isenção previdenciária das exportações agrícolas. Apesar das declarações e esforços do presidente da câmara Rodrigo Maia, para aprovação antes do recesso, até 17 de julho, achamos pouco possível que seja aprovada no primeiro semestre, tendo como cenário base aprovação em Agosto.

Consideramos que o início de um novo ciclo de juros no Brasil, esteja condicionada à aprovação na câmara. Consequentemente, esperamos que o banco central ainda não corte juros em julho, mas que o ciclo se inicie com 25bps em Setembro, e que hajam mais dois cortes de mesma proporção, ou seja, esperamos que Selic chegue a 5,75% no final do ano.

Renda Variável

Junho foi um mês positivo para o Ibovespa, com o índice atingindo a histórica marca dos 102 mil. E para nós isso é só o começo. Estimamos que o índice pode chegar a 125 mil pontos nos próximos 12 meses e 140 mil pontos no final de 2020.

Além da nossa tese de uma Selic mais baixa ter sido reforçada, quando analisamos o preço atual das ações do índice dividido pelo lucro esperado pelas mesmas até 2020 (P/L), estão negociando ao múltiplo de 10,5 vezes, 15% abaixo do seu histórico de 12,3 vezes, ou seja, a bolsa está barata. 

Mais do que isso, acreditamos que em um Brasil após aprovação da reforma da previdência, o índice pode passar a negociar a prêmio em relação aos níveis históricos. 14,0 vezes nos parece uma boa referência de um novo patamar, o que significaria que o índice está a 25% de desconto hoje.

Sendo assim, recomendamos o aumento de 5% na alocação nos ativos de renda variável para os perfis agressivo e moderado.

Multimercados

Os fundos multimercados seguiram a tendência positiva de maio no mês de junho, de forma geral. Como referência da indústria, o Índice de Multimercados da ANBIMA (IHFA) teve resultado expressivo, impulsionado pela performance dos fundos de estratégia macro, os quais investem nos mercados de juros, moedas, ações e commodities, tanto no Brasil quanto no mundo. Das mais de 100 estratégias que compõem o índice, cerca de 89% superou o retorno do CDI em junho. No mês, houve a continuidade do movimento de redução das taxas de juros futuros no Brasil, e os gestores em geral conseguiram capturar ganhos por meio de posições aplicadas em juros nominais ou reais, que se mostraram operações comuns entre os fundos.

Diante do quadro de juros na mínima histórica e a expectativa de estabilidade desse patamar, passível de cortes adicionais, os fundos multimercados se mostram opções atrativas, como produtos de maior valor agregado, para o investidor que busca maiores retornos para sua carteira. Vale lembrar que, entre os fundos dessa classe, existem diferentes estratégias, como macro, valor relativo em ações, quantitativo e multiestratégia, e a combinação delas pode trazer ainda mais diversificação para o portfólio.

Renda Fixa

Após novo cenário desenhado pelos bancos centrais, as expectativas de juros no mundo, se ajustaram a nova realidade. Aqui não foi diferente, sendo os contratos de juros, negociados para prazo de 5 e 10 anos, tendo recuado mais de 1%. Dito de outra forma, o mercado tinha como estimativa para o valor dos juros nesse período respectivamente 7,92 e 8,72 e no fim de junho esses números recuaram fortemente para 6,92 e 7,68.

Outro dado que impacta de forma significativa a expectativa do mercado é a inflação, pois quanto menor esse dado, mais espaço os bancos centrais tem para cortar juros. Em maio, a variação foi de 0,13%, já o IPCA-15 para o mês de junho, prévia da inflação para o mês, foi 0,06%. Em ambos os casos, foi o menor resultado desde 2006. Não a toa, os ativos recomendados dessa classe não performaram tão bem em junho.

Nossa expectativa é que a inflação permaneça mais baixa nos próximos meses, por isso recomendamos a redução de 5% em todos os perfis. Para um perfil conservador que irá iniciar uma carteira de investimentos em julho, recomendamos aplicar esses 5% em ativos com alta liquidez, como fundos com resgate em D+1, ou seja, um dia útil após solicitado, para que possamos realocar esse valor, provavelmente, em ativos indexados à inflação. 

Para fazer o download do relatório clique no link abaixo:

Avaliação

O quão foi útil este conteúdo pra você?


Newsletter
Newsletter

Gostaria de receber nossos conteúdos por e-mail?

Cadastre-se e receba grátis nossos relatórios e recomendações de investimentos

Telegram
Telegram XP

Acesse os conteúdos

Telegram XP

pelo Telegram da XP Investimentos

Leia também
BM&F Bovespa Autorregulação Anbima - Gestão de patrimônio Autorregulação Anbima - Gestão de recursos Autorregulação Anbima - Private Autorregulação Anbima - Distribuição de Produtos de Investimentos

A XP Investimentos CCTVM S/A, inscrita sob o CNPJ: 02.332.886/0001-04, é uma instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Toda comunicação através de rede mundial de computadores está sujeita a interrupções ou atrasos, podendo impedir ou prejudicar o envio de ordens ou a recepção de informações atualizadas. A XP Investimentos exime-se de responsabilidade por danos sofridos por seus clientes, por força de falha de serviços disponibilizados por terceiros. A XP Investimentos CCTVM S/A é instituição autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

B3 Certifica B3 Agro Broker B3 Execution Broker B3 Retail Broker B3 Nonresident Investor Broker

BMF&BOVESPA

BSM

CVM

Este site usa cookies e dados pessoais de acordo com a nossa Política de Cookies (gerencie suas preferências de cookies) e a nossa Política de Privacidade.