Guia do investidor iniciante

O investidor iniciante costuma ter muitas dúvidas sobre como atingir sua saúde financeira! O que nos traz a pergunta: O que fazer após abrir minha conta de investimentos?

access_time 23/03/2020 - 19:47
format_align_left 9 minutos de leitura

Parabéns, agora que você abriu sua conta na XP Investimentos você está um passo mais próximo de sua saúde financeira! Todo investidor iniciante se pergunta: O que fazer após abrir minha conta?

A saúde financeira é importante para a vida de um indivíduo assim como sua saúde bucal, do corpo e etc. É ela que garante que o tempo lhe traga rendimentos. A saúde financeira é o caminho para atingir os seus objetivos, como uma boa aposentadoria, educação dos filhos, compra de imóveis entre outros.

Em muitos quesitos a saúde financeira se assemelha à nutrição. Neste artigo iremos traçar um paralelo para facilitar o entendimento.

Não é necessário ser um especialista em nutrição para garantir sua saúde. Basta saber o mínimo e eventualmente se consultar com especialistas para ter uma dieta saudável.

Como você verá a seguir, com a sua saúde financeira as coisas funcionam de forma parecida.

Como se ganha dinheiro com investimentos?

A remuneração mínima para seus investimentos é a taxa de juros básica da economia (Algo próximo ao CDI e à SELIC). Você já fez o que é necessário para garantir o acesso a esta remuneração: abrir conta na XP Investimentos e parar de investir com o seu banco.

Agora, para ganhar rentabilidade acima da taxa de juros só existe uma forma: correr risco.

O investidor iniciante pode se perguntar: “Mas eu sou muito conservador e não quero correr risco”. Calma… existem muitas formas de risco.

Por exemplo, deixar o dinheiro “preso” é a consolidação de um risco chamado “risco de liquidez”, e isto por si só já deveria lhe render algo acima da taxa de juros.

Abaixo listamos os riscos mais comuns e conhecidos:

Estes riscos funcionam como os nutrientes de uma dieta, como carboidratos, proteínas, água e gordura.

Cada pessoa necessita de quantidades diferentes de cada um dos nutrientes, mas toda dieta balanceada conta com uma variedade deles.

Da mesma forma, não é interessante que o investidor corra excessivamente nenhum tipo de risco, e sim uma porção deles. Mesmo que sua carteira final possua pouco risco.

Então… correr risco é bom?

Sim! Quanto maior o nível de risco de um portfólio, maior é seu retorno esperado.

Isto significa que eu deva correr o máximo de risco possível? Não, pois o retorno não é tudo.

Observe que em muitos momentos ao longo dos 5 anos a carteira com mais risco acumula ganhos inferiores à conservadora. Ela também passa longos períodos, vários meses, com perdas ou de lado.

Isto significa que se você precisar do seu dinheiro no meio do caminho, pode ter feito mau negócio.

É importante ser capaz de tolerar esses períodos, tanto mental e emocionalmente quanto do ponto de vista de liquidez. Se o investidor resgatar, por sua vontade ou por necessidade, em um momento desfavorável, sofrerá uma perda permanente de capital.

Por isto a compreensão do seu perfil de risco é tão importante. No processo de construção de sua carteira, você e seu assessor irão estimar quanto dinheiro pode ser necessário para emergências, a sua reserva de liquidez, e reservar este capital para investimentos mais constantes e menos arriscados.

O que são classes de ativos?

É uma classificação utilizada para identificar ativos financeiros que são parecidos em sua constituição, perspectiva de retorno e tipo de risco. Atualmente estão dividas em seis: Pós-fixado, Prefixado, (títulos indexados à) Inflação, Multimercado, Renda Variável e Internacional.

Os três primeiros necessariamente compostos por ativos de renda fixa, que podem ser adquiridos diretamente por meio da compra de títulos do governo brasileiro, via plataforma do tesouro direto, por exemplo ou através de fundos de investimentos. Dentre eles, os Pós-fixados flutuam menos, pois são atrelados às taxas de juros de 1 dia (CDI ou Selic). Os Prefixados são aqueles onde o retorno do investidor é definido na largada, mas seus preços flutuam à medida que o mercado re-estima as taxas vigentes até o vencimento. Por fim, na Inflação há uma combinação das duas coisas: um componente Prefixado (o cupom) e um componente pós-fixado (a inflação a ser divulgada entre a compra e o vencimento do papel).

Dentro de Multimercado, consideramos os fundos cujos gestores possuem mais liberdade para comprar e vender ativos que podem ser de renda fixa, ações, moedas e commodities tanto no mercado brasileiro quanto no internacional.

Em Renda Variável encontram-se as famosas ações e fundos compostos por elas. Por fim e não menos importante, os ativos que fazem parte da classe Internacional são todos os veículos que nos possibilitam acessar ativos não brasileiros, sejam eles fundos de renda fixa, multimercados ou de renda variável.

Agora que vocês já sabe o básico sobre classes, quero que você pense nelas como tipos de alimentos. Por exemplo, sabemos que carnes, em geral, possuem mais proteínas do que outros nutrientes e que as massas possuem mais carboidratos.

De forma semelhante, em geral, ações possuem mais risco de mercado enquanto títulos de crédito privado possuem mais risco de crédito e liquidez.

Na hora de compor sua dieta financeira, você escolherá as classes de ativos que sejam compostas dos nutrientes que você mais precisa!

Saiba mais sobre os ativos indicados para cada classe

Retornos esperados

Agora que já entendemos melhor o que é risco, precisamos entender o conceito de retornos esperados. Afinal, ao investir, sua tarefa é garantir que você tenha uma remuneração adequada para o risco que está correndo.

O retorno esperado de um ativo é a projeção de seu retorno para o investidor. Separamos metodologias simples para projeção de algumas classes de ativos na tabela abaixo.


Sabemos que é muita informação para um investidor iniciante e que nem todos os possuem tempo para realizar essas projeções. Por isto, mensalmente publicamos um relatório com as projeções e retorno esperado chamado 5 anos em 5 minutos.

Carteira e diversificação

Muito bem, já sabemos o que é risco e retorno e como estes estão presentes em cada classe de ativos. O próximo passo é justamente unir estes conceitos e montar nossa dieta.

Uma carteira diversificada permite que o seu risco final seja menor do que o de cada classe individualmente ao mesmo tempo maximizando o retorno ajustado ao risco.

Como isto é possível? Bom, para responder esta pergunta, além de risco e retorno, precisaremos entender o que é correlação.

Correlação entre ativos é uma medida do quanto estes ativos se comportam de maneira parecida. Isto é, os ativos A e B são ditos correlacionados se quando um cai o outro cai também e quando um sobe o outro sobe também.

Quando construímos uma carteira diversificada, queremos que nossos ativos se comportem de forma bem diferentes. Assim, quando acontece algum problema, por exemplo relacionado ao risco de crédito, isto não afeta sua carteira inteira. Os demais ativos, se forem descorrelacionados, tendem a não sofrer.

Além disto, para um investidor, é muito importante dimensionar uma reserva de liquidez. Isto é, uma parcela de capital que fica e aplicações líquidas e de baixíssimo risco para satisfazer potenciais emergências.

O que faz um assessor de investimentos?

Muito prazer em lhe apresentar o seu nutricionista financeiro!

O papel do assessor é justamente te ajudar a montar sua dieta. Além de tirar suas dúvidas sobre cada ativo ou classe, seu assessor será um portal para se manter por dentro do que há de mais moderno e do que está acontecendo no mercado.

O assessor financeiro é o seu especialista de plantão. Ele entende de todos os assuntos relacionados a investimentos e possui a única missão de manter sua saúde financeira.

O seu assessor precisa de você!

Assim como o nutricionista não prescreve a mesma dieta para todos os seus pacientes, a sua dieta financeira também precisa levar em conta todas as suas especificidades

Para te conhecer, o seu assessor precisa de você.

Já concordamos que mais risco traz mais retorno, certo? É claro que nossa missão é maximizar o seu retorno. Porém, precisamos fazer isto sem que você corra mais risco do que está disposto, afinal, um dos papéis do assessor e da corretora é não deixar o investidor correr risco demais.

O seu perfil de risco é uma informação que só você possui e, se para você que acabou de conhecer os tipos de risco já é difícil saber ao certo, imagine para o seu assessor.

Por isto, é recomendável que você sempre compartilhe detalhes de sua vida financeira, de sua família e dos seus objetivos financeiros e responda sempre com muita seriedade todos os questionários da corretora. Assim, no longo prazo, você tende a ter mais retorno em seus investimentos.

Próximos passos

Um bom ponto de partida são as carteiras recomendadas pelos nossos especialistas de alocação e o curso grátis que acabamos de lançar sobre como se comportar em relação à crise do coronavírus.

Na sequência, é muito importante entrar em contato com a sua assessoria para fazer a alocação de sua primeira carteira de investimentos.

Daqui para frente, mais informação sempre significa mais retorno, então sempre que possível escute nossos morning calls para as notícias do dia.

Se você ainda não tem conta na XP, abra a sua aqui.