E agora: Decisão do Banco Central

Banco Central corta taxa de juros para 5,5% a.a.: Entenda como investir neste cenário

access_time 18/09/2019 - 18:56
format_align_left 2 minutos de leitura

O Banco Central, nesta quarta-feira, deu sequência ao processo de redução de juros em linha com nossas expectativas, cortando 0,5% da Selic e levando-a para 5,5% a.a., uma nova mínima histórica.

Nossa visão é de que o ciclo de cortes deve continuar, com os juros básicos no Brasil encerrando 2019 em 4,5%. Esse deve ser o patamar até o final de 2020, dado que a inflação continua sob controle e a capacidade ociosa da economia está alta.

O mercado ainda não incorpora os cortes de juros que prevemos e, além disso, os preços anteveem um ciclo de alta de juros começando no primeiro trimestre do ano que vem, o que faz com que a curva de juros fique bem inclinada, como mostra o Gráfico 1.

Dessa forma, faz sentido para aqueles que podem abrir mão da liquidez, ter em carteira papeis pré-fixados com prazo entre 2 e 3 anos.

Na nossa projeção, títulos do governo retornarão ao investidor algo em torno de CDI + 1,0 a 1,3% ao ano (aproximadamente 120% do CDI), sendo que esses ganhos podem ser maiores em papéis privados.

Este é apenas um exemplo do tipo de classe de ativo que pode fazer parte de uma carteira no cenário atual, que cada vez mais precisa ser diversificada.

O momento exige sair da inércia e investir em classes diferentes de ativo, buscando o máximo de diversificação na carteira. Inclusive, correndo um pouco mais de risco.

É assim que construímos nossas carteiras recomendadas!

Dessa maneira, é possível equilibrar os investimentos e, inclusive, surfar algumas ondas positivas em momentos favoráveis para a Bolsa ou fundos multimercados, por exemplo.

O momento é transformacional, e veremos novas mínimas dos juros em breve. Por isso, as carteiras precisam ser repensadas, diversificadas e otimizadas para gerar rentabilidade.

Vale dizer que em levantamento que fizemos esta semana 30% dos respondentes acredita que a Taxa Selic ao final do ano pode cair mais do que esperamos e apenas 10% acham que pode encerrar o ano acima de 5,25% ao ano. Isso quer dizer que, na visão dos pesquisados, há uma chance maior de os ganhos em relação ao CDI superarem nossa estimativa.

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