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Juros: nova mínima histórica? Confira as expectativas de gestoras renomadas

Na quarta-feira (30) teremos mais um Comitê de Política Monetária, onde é definido a taxa básica de juros. Entenda porque é relevante e o que grandes gestoras esperam desse evento.

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Banco Central se prepara para mais um corte de juros

Na próxima quarta-feira (30), os diretores do Banco Central se reunirão no Comitê de Política Monetária (COPOM). Temos convicção de que ocorrerá mais um corte de 0,5% na taxa básica de juros, a Taxa Selic.

Na opinião do mercado e dos gestores de recursos que consultamos (veja mais abaixo), estamos ainda distantes do final desse ciclo .

O gráfico a seguir ilustra a evolução da expectativa do mercado para o CDI, desde 2016, no final de 2020. Atualmente já está precificada nessa curva não só mais um corte na taxa de juros nesse encontro, mas uma continuação desse ciclo, ou seja, teremos algumas “novas mínimas históricas”.

Atualmente em 5,5% ao ano, a Selic é um dos principais parâmetros quando pensamos em investimentos. Seja diretamente atrelada a rentabilidade de um ativo, como o Tesouro Pós Fixado, ou através do indexador cuja rentabilidade é muito próxima a ela como o CDI, muito utilizado como base para remuneração de ativos mais conservadores, como os bancários (LCA, LCI e CDBs).

Confira abaixo as opiniões de grandes gestores, da nossa equipe econômica e como adequar seus investimentos tendo em vista esse novo cenário:

Dahlia Capital: José Rocha, Gestor.

Achamos que o corte de juros será de 0,50% na próxima reunião do Copom, mas esta não é a questão mais importante. O ponto fundamental é saber até onde vai (e por quanto tempo ficará) o ciclo de cortes. O mercado hoje estima mais dois cortes de 0,50% e alta de 0,50% em 2020, o que nos parece desconectado do cenário da economia global. A atividade econômica continua fraca, a inflação segue comportada e os principais bancos centrais do mundo estão mantendo os juros em um patamar muito baixo. Acreditamos na convergência da taxa SELIC para as metas de inflação, ou seja, juro real próximo a zero.

OCCAM Brasil: Paulo Val, Economista Chefe.

O Copom deverá reduzir a taxa Selic para 5,0% e sinalizar a manutenção deste mesmo ritmo em sua reunião de dezembro. Dado o ambiente de expectativas ancoradas, inércia reduzida, ociosidade no mercado de trabalho, redução do risco fiscal com a aprovação da reforma da previdência e considerando nossas expectativas para a inflação e atividade, avaliamos que a Selic deve atingir 4,0%, ou menos, ao final deste ciclo de afrouxamento monetário.

Legacy Capital: Gustavo Pessoa, Gestor.

Temos bastante confiança que o COPOM irá cortar a SELIC em 0,5% para 5% em decisão unanime. Deve ficar claro no comunicado que o processo de con corte de juros no mesmo ritmo deve continuar, provavelmente até 4%. Comunicação deve ser mais otimista em relação às reformas, crescimento local e externo mais favorável para emergentes. Além disso, o comitê deve manter sua projeção de inflação em 2020 no cenário hibrido e de mercado em 3.80%.

XP Asset Management: Julio Fernandes, Gestor.

Esperamos que o Banco Central corte os juros em 0,50% na próxima reunião (para 5% a.a.) mantendo o mesmo teor do comunicado da última reunião. Isso, juntamente com as projeções condicionais sinalizando inflação abaixo da meta para 2020, deve sinalizar que o BC vê espaço para que a Selic terminal fique abaixo de 4.5%. Em nossa visão, o cenário benigno de inflação para 2019 e 2020 deverá permitir que o Banco Central continue a cortar a Selic para o nível de 4,0% ou abaixo.

E qual a opinião da Equipe Econômica da XP?

Nossos economistas acreditam que o tom de cautela do Banco Central do último Comitê de Política Monetária (Copom) será mantido. No comunicado emitido logo após a reunião em Setembro, o BC sinalizou que o balanço de riscos para a inflação estava mais benigno e passou a mensagem de que mais cortes seriam necessários, o que nos fez revisar a nossa projeção de Selic para 5,0% em outubro e para 4,5% ainda em 2019.

Desde o último Comitê, uma série de indicadores econômicos foram divulgados, o que trouxe ao mercado mais nitidez quanto ao que esperar das próximas decisões de política monetária. Em síntese, de lá até aqui, os indicadores de atividade econômica reforçaram a mensagem de recuperação gradual da economia brasileira, mas em ritmo mais lento do que o esperado.

A inflação medida pelo IPCA-15, por sua vez, apresentou alta de 0,09% em outubro, surpreendendo tanto as nossas expectativas (+0,01%) quanto as expectativas de mercado (+0,03%). Ainda que a leitura tenha surpreendido negativamente, a inflação acumulada em 12 meses ainda se encontra em um patamar historicamente muito baixo, o que sugere a existência de espaço para mais queda na taxa de juros adiante.

Do lado das reformas, os principais acontecimentos foram a aprovação da Reforma da Previdência no Senado (ainda que com resistência até o último minuto no segundo turno)  e o anúncio de que a Reforma Administrativa será a próxima prioridade do governo, deixando a Reforma Tributária em segundo plano.

No cenário externo, desde a última reunião do Copom, o pedido de impeachment do presidente Donald Trump nos Estados Unidos, o Brexit e a guerra comercial entre China e Estados Unidos continuaram sendo pontos de instabilidade, ainda que os últimos dois elementos tenham apresentado certo alívio.

Quanto à próxima reunião do Copom, com base nos últimos acontecimentos citados acima, esperamos que o BC reduza outros 0,5% tanto na próxima reunião quanto na reunião de dezembro, trazendo a Selic para 4,5% em 2019 e permanecendo neste nível até o final de 2020.

Como adequar meus investimentos a esse cenário?

Nossa recomendação para os perfis moderado e agressivo é que progressivamente diminuam sua alocação em ativos pós-fixados, ou seja, atrelados ao CDI. No entanto essa movimentação resulta em maior volatilidade. Sendo assim, a melhor alternativa nesse cenário é uma carteira diversificada entre diversas classes de ativos. As melhores recomendações para seu perfil encontram-se no relatório Onde Investir.

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