Pensou em se proteger da inflação? Os fundos de renda fixa podem te ajudar!

A inflação é um fator muito importante que todo investidor precisa levar em consideração ao analisar a rentabilidade recebida em um investimento. Conheça as diferentes estratégias dos fundos de renda fixa que te possibilitam essa proteção!


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Tema recorrente nos noticiários, a inflação é um dos indicadores mais importantes para a economia. No Brasil, um dos índices oficiais de inflação mais conhecidos é o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços, refletindo o custo de vida médio da população brasileira. Quando seus rendimentos, sejam eles do trabalho, dos investimentos ou qualquer outra fonte, têm variação abaixo da variação do IPCA, temos como consequência a redução do seu poder de compra, que pode ser extremamente danoso se mantido por muitos anos. Por esse motivo, a proteção da inflação é um fator muito importante que todo investidor precisa levar em consideração ao analisar a rentabilidade recebida em um investimento.

Imagine um investidor que realizou uma aplicação visando a compra de um carro, porém no vencimento dessa aplicação o investidor percebeu que o preço do carro subiu acima da rentabilidade recebida no período e por esse motivo não conseguirá comprar o carro desejado incialmente. Situação complicada né? É isso que acontece quando um investimento fica abaixo da inflação! Como consequência temos o poder de compra impactado negativamente e a rentabilidade real dos investimentos, que é a rentabilidade nominal descontada da inflação, tem valor negativo.

Com a alta inflação que se instalou no atual cenário econômico brasileiro, muitos investidores estão procurando ativos com exposição direta a inflação. Importante frisar que independente do cenário, toda estratégia de investimento deveria ser direcionada para que a rentabilidade final supere não só o CDI, como a maioria dos investidores ainda faz, mas principalmente superar a inflação no longo prazo. Por outro lado, não é indicado que o investidor realize toda sua alocação de capital apenas em ativos indexados a inflação, pois a diversificação sempre precisa ser um pilar estratégico da carteira. Caso você ainda não possua uma estratégia definida, poderá contar com nosso relatório Onde Investir que consolida as principais teses de investimentos além de trazer a alocação por perfil e objetivos.

Se você já possui uma estratégia definida e sabe a importância desse tipo de alocação, é importante conhecer as diversas opções de produtos de investimentos. Uma das mais relevantes opções disponíveis e que traz a possibilidade de exposição direta à inflação, além de outras vantagens são os fundos de renda fixa de inflação!   

Como funcionam os fundos de inflação?

Os fundos de inflação são caracterizados como renda fixa e buscam replicar ou superar um índice de inflação. A carteira desses fundos pode possuir títulos de emissão pública como o Tesouro IPCA+, além de emissões privadas como as debêntures, Letras Financeiras (LF), Letras de Crédito Imobiliário ou Agrícola (LCI/LCA), FIDCs, entre outros ativos. Quanto tiver como estratégia ter mais do que 50% do patrimônio investido em títulos privados, o fundo deverá adotar em seu nome o termo “Crédito Privado” ou “CP” de forma abreviada. Esses fundos de inflação possuem em seu portfólio papéis com taxas de remuneração consideradas híbridas, com uma parcela do retorno atrelada ao IPCA acrescido de uma taxa pré-fixada. Isso não quer dizer que o fundo não possua títulos atrelados ao CDI ou outro indexador em seu portfólio, mas para ser considerado inflação precisa acompanhar majoritariamente um benchmark do segmento – e este pode ser o IPCA, IGPM ou até mesmo o IMA-B. Por este motivo, é importante entender o conceito de marcação a mercado para compreender as oscilações dos ativos de inflação – que irão impactar diretamente na cota do fundo.

Um ponto de atenção que precisa ser levantado é que investir em renda fixa não quer dizer não haver oscilações e riscos. É importante lembrar que todos os tipos de investimentos possuem um ou mais tipos de riscos e eles apenas variam quanto à sua natureza (risco de mercado, liquidez, crédito, legal e operacional) e quanto ao seu nível, maior ou menor. Uma característica marcante dos fundos de inflação é sua volatilidade, que vai depender da taxa de juros e da duração dos títulos da carteira desses fundos.

A duração dos ativos e a volatilidade

Quando o assunto é marcação a mercado o prazo do ativo terá impacto direto na sua volatilidade. Isso porque fundos que possuam ativos com vencimentos mais longos possuem maior sensibilidade às alterações das taxa de juros. Dessa forma, ao escolher um fundo de inflação é importante que o investidor fique atento ao prazo médio dos ativos que compõem a sua carteira.

Existem diferentes estratégias e ativos que um fundo de investimento pode adotar para obter essa exposição a inflação. Uma boa parte dos fundos utilizam o IPCA ou o IMA-B como indexadores oficiais. Além disso, existem fundos com gestão ativa e fundos indexados – se de um lado, temos gestores que buscam através da gestão ativa superar o indexador, do outro temos fundos que apenas irão acompanhar o indexador. Conhecer essas diferenças é importante na hora de definir a alocação.

Para explicar essa relação entre a volatilidade e o horizonte de investimento nos fundos de inflação, vale trazer para fins comparativo o IMA B – índice utilizado para analisar a rentabilidade dos títulos públicos atrelados à inflação.  Esse índice possui segmentações com base no prazo dos títulos. Temos o IMA-B 5 que inclui títulos públicos indexados a inflação (Tesouro IPCA+) com prazos de vencimentos de até cinco anos e o IMA-B 5+ que é formado por títulos públicos indexados à inflação com vencimento iguais ou superiores a cinco anos.

Abaixo você poderá verificar um comparativo entre o IMA-B 5 e IMA-B 5+ nos últimos 5 anos:

Perceba que o indexador composto por títulos mais longos, tem retornos superiores no período, porém com maior volatilidade. Mesmo com quedas mais expressivas em alguns momentos, historicamente os índices apresentam retornos acima do CDI, sendo essa justamente a gestão de risco x retorno dado um certo horizonte de investimento que devemos fazer. A diferença da duração dos títulos da carteira se mostra justamente no nível de sensibilidade às mudanças da economia. Quanto maior a duração do título que compõe o fundo, maior tende a ser a sua oscilação, representada pela volatilidade. Vale ressaltar que em alguns momentos o titulo de longa duração apresenta uma volatilidade similar a ativos de renda variável listados na bolsa de valores, por esse motivo é importante que seja uma alocação de longo prazo e que o investidor possua tolerância as oscilações de preços.

Duas boas opções de investimentos passivos que buscam apenas replicar esses dois índices de inflação são os fundos Trend Inflação Curta e Trend Inflação Longa. Com aplicações iniciais de apenas R$ 100,00, taxa de administração de 0,30% e liquidez para resgates em D+1 dia útil, os investidores podem ter acesso a essas “cestas” de títulos públicos indexados a inflação.

Vantagens de se investir via fundos

Assim como em todas as classes de ativos, os fundos de investimentos oferecem vantagens para todos tipos de investidores. Desde aqueles que já conhecem o mercado e possuem experiência, até aqueles que ainda não possuem experiência e por isso podem contar com o fundo de investimento como uma excelente ferramenta de acesso as oportunidades. O ponto crucial desse debate é o nível de conhecimento e a disposição de tempo que esse investidor possui. No caso dos fundos de inflação algumas particularidades chamam atenção:

  • Diversificação e gestão ativa: como falado anteriormente existem diferentes títulos de inflação, desde aqueles que possuem risco soberano (por serem emitidos pelo governo) até aqueles que possuem risco de crédito de bancos e/ou de empresas, como debêntures de infraestrutura, por exemplo. Investindo através de fundos de investimentos em um único aporte o investidor tem acesso a uma carteira completa selecionada por um gestor profissional, que em alguns casos também possui gestão ativa do seu portfólio, realizando a compra e venda de ativos em momentos mais propícios do mercado, não somente carregando esses ativos até o vencimento.
  • Flexibilidade de liquidez: se estamos falando de pulverização como pilar estratégico, ter vários papéis na carteira dificultam o controle de liquidez. Dessa forma, a aplicação via fundos de investimentos possibilita que o investidor se preocupe apenas com a liquidez do fundo, já que a liquidez da carteira é papel do gestor.
  • Gestão profissional: se tem uma coisa que faz toda diferença na rentabilidade de uma carteira é o conhecimento somado à experiência. A seleção de bons ativos dentro da carteira de um fundo passa por diversas etapas de alocação, desde a definição de fronteiras de risco até a análise de qualidade do papel/emissor. Essas análises levam tempo e experiência e na aplicação via fundos o investidor poderá contar com o gestor para desempenhar esse papel.
  • Custos adequados: esse item precisa ser analisado caso a caso. Assim como em outras categorias, quanto mais ativa for a gestão de um fundo de inflação, maior deverá ser a qualidade técnica da equipe, consequentemente os custos provavelmente serão maiores quando comparados a um fundo de gestão passiva. Via de regra os fundos de inflação tem taxas de administração menores que fundos multimercados e de ações, podendo entregar retornos excedentes bastante compatíveis ao que se paga por eles.

Um destaque pode ser dado aos fundos de infraestrutura que possuem isenção de imposto de renda para seus cotistas, o que gera um diferencial no seu rendimento final. Para entender “porque eu deveria investir um pedaço do meu patrimônio em fundos de debêntures incentivadas?” clique aqui.

Existe melhor momento para colocar um fundo de inflação na carteira?

É comum um investidor questionar o melhor momento para se ter uma classe de ativos na carteira, porém a premissa básica de uma carteira bem construída é a diversificação. Dessa forma, independente do momento em que a economia está, ter uma parcela de inflação na carteira é essencial para boa parte dos investidores. O que irá determinar o peso de fundos de inflação na carteira é a necessidade maior ou menor de superar o IPCA com esse tipo de investimento, quando o CDI e demais indexadores da carteira não conseguirem entregar esses retornos.

Ainda sim, a seleção de um fundo de investimento não é uma tarefa trivial e é importante que o investidor se atente às características básicas. Quando olhamos para o histórico da indústria de fundos no Brasil, ainda é possível identificar muitos fundos, geralmente de grandes bancos, que oferecem uma verdadeira “pegadinha” ao investidor, uma vez que cobram altas taxas administrativas e entregam retornos abaixo do indexador selecionado.  Para fugir dessas ciladas o investidor precisa sempre realizar um comparativo com o indexador e outros fundos do mercado para entender se vale a pena ou não a aplicação.

Ter uma parcela da carteira direcionada a ativos indexados a inflação pode garantir uma rentabilidade real positiva nos investimentos de longo prazo. Se considerarmos a premissa da diversificação de que o investidor não deverá colocar todos seus recursos em uma única estratégia ou ativo, a alocação em inflação independe do momento da economia. Superar o IPCA em qualquer cenário é essencial e os fundos de inflação são veículos essenciais para esse objetivo.

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