Por que você deveria investir um pedaço do seu patrimônio em fundos de debêntures incentivadas?

Os investidores estão começando a entender a importância dessa modalidade de crédito para suas carteiras: Com a exceção do ano de 2020, devido à pandemia, as emissões do mercado têm crescido aproximadamente 52% ao ano


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O que são debêntures incentivadas

As debêntures incentivadas são títulos de dívida emitidos por empresas não financeiras cujos recursos são destinados para obras ou serviços de infraestrutura (por exemplo, construção de rodovias, ferrovias, linhas de energia). Por ser um assunto de interesse nacional, as debêntures incentivadas são isentas do recolhimento do Imposto de Renda, ou seja, nada de Leão por aqui! –  como forma de incentivo ao desenvolvimento nacional.

Assim como suas homônimas, as debêntures incentivadas são títulos de renda fixa – ou seja, as empresas captam recursos junto ao mercado para compor o seu passivo, e em troca pagam uma taxa de juros como recompensa pelo capital investido. Por suas características específicas, as debêntures incentivadas têm prazos longos de liquidação – os títulos são emitidos com no mínimo 4 anos para o vencimento. Além disso, são atreladas a algum índice de inflação (como IPCA) acrescido de uma taxa de juros ao ano (cupom) e se assemelham, portanto, aos títulos do Tesouro IPCA (antigas NTN-Bs).

O mercado de debêntures incentivadas no Brasil

Os investidores estão começando a entender a importância dessa modalidade de crédito para suas carteiras. Com a exceção do ano de 2020 – cujo volume total de emissão foi de somente R$ 18,3 bilhões como consequência das incertezas trazidas pela pandemia – as emissões do mercado têm crescido aproximadamente 52% ao ano

Esse ano as emissões já estão aquecidas, até fevereiro já foram emitidos um total de R$ 5,3 bilhões de acordo com dados da Anbima, onde este volume representa mais de 2,5x os valores do mesmo período de 2020. O prazo médio das emissões também vem crescendo – enquanto em 2015 o prazo médio foi de 7,4 anos, esse ano os papeis saíram em média com vencimento para 12 anos (o que indica que os investidores estão cada vez mais familiarizados com esse produto e dispostos a tomar o risco do investimento).

Apesar da popularidade do investimento direto nesses ativos (nos últimos 5 anos, em média 24,5% das emissões foram alocadas para pessoas físicas), os fundos de investimento em debêntures incentivadas têm crescido em relação ao mercado, e nesse mesmo período abocanhou 18,5% das emissões. E a partir daí, surge a pergunta: porque eu deveria investir um pedaço do meu patrimônio em fundos de debêntures incentivadas?

Primeira razão: eficiência tributária. Como já discutimos, as debêntures incentivadas são isentas de imposto de renda. Esse benefício, no entanto, não se resume às pessoas físicas – ele também se estende para os fundos de investimentos em debêntures incentivadas! Investindo nesse fundos, além do come-cotas ser uma preocupação do passado, também quaisquer ganhos de capital (valorização da cota) serão isentos!

Segunda razão: diversificação. Assim como os demais títulos de crédito privado, as debêntures incentivadas também possuem risco de crédito (i.e.: a contraparte não honrar parte ou o total da dívida),  risco de liquidez (o mercado secundário para os papeis ainda é escasso), e (diferente de alguns títulos de renda fixa) as debêntures incentivadas não são garantidas pelo FGC.

É aí que entram os fundos de investimento. A distribuição da alocação  do seu portfólio voltado para esta estratégia feita via uma carteira de títulos, ao invés de uma alocação em um único ativo em específico, minimiza as possíveis perdas por eventos de crédito, enquanto a grande quantidade de investidores do fundo mitiga os riscos de liquidez – o impacto dos pedidos de resgate do fundo tem um impacto na cota muito menor do que você teria vendendo um título direto no mercado secundário.

Terceira Razão: gestão profissional. A decisão de investimento em debêntures incentivadas, assim como em qualquer título de crédito, exige uma análise profunda da empresa, do seu balanço, dos seus fluxos de caixa, e, portanto, da capacidade de pagamento da empresa, buscando assim, evitar o risco de default – além do acompanhamento constante da indústria em busca de novas oportunidades, emissões, notícias etc. É esse o trabalho executado pelos gestores de investimento; os gestores são responsáveis por todo o extenso trabalho de análise e acompanhamento, enquanto ao investidor cabe saber que seus investimentos estão sendo geridos pelos melhores profissionais.

​Com benefícios tão claros, vejamos então na prática quais seriam os ganhos tributários dessa isenção de IR que o Leão da Receita deixou de abocanhar e nos deu de incentivo.

Fizemos uma simulação com a Comdinheiro que levou em conta os seguintes parâmetros:  comparamos o ganho tributário ao longo de dez anos que um fundo isento tem em relação a um fundo de renda fixa tradicional.

Tanto a simulação feita para fundos com hedge como a para fundos indexados à inflação evidenciam os benefícios de longo prazo dessa classe de investimentos. No primeiro gráfico, vemos uma debênture representativa dos fundos com hedge (fundos que troca o risco de inflação pelo CDI) – a diferença crescente entre as curvas representa o come-cotas acumulado durante o período de 10 anos da simulação – ao final do investimento, a diferença do saldo investido no fundo com isenção de impostos foi mais do que 15,5% maior do que o saldo investido nos fundos com come-cotas. Na segunda comparação, essa diferença foi superior a 7%!

Fundos com ou sem Hedge

Existem dois tipos de fundos de debêntures incentivadas: com ou sem hedge. O termo hedge significa seguro.  Como as debêntures incentivadas possuem remuneração atrelada ao IPCA + uma taxa pré-fixada, os fundos que possuem hedge têm a indexação do fundo transformada em IPCA + para uma remuneração pós-fixada.

Os fundos sem hedge, por sua vez, possuem remuneração atrelada ao IPCA.

Com todos esses argumentos, fica muito claro o porquê de se investir em fundos de debêntures incentivadas, agora resta no ar somente uma pergunta: em qual fundo de debêntures incentivadas você vai investir hoje? Não deixe de conferir a nossa lista de Top Fundos para dicas de por onde começar! A lista de Março conta com a presença do XP Debêntures Incentivadas e do Icatu Vanguarda Incentivado em Infraestrutura.

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