Mundos e Fundos – melhores momentos da live com Pierre Jadoul, da ARX Investimentos

Um dos maiores gestores de Renda Fixa do Brasil, nos conta os desafios e segredos da criação de portfólios.


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No 11º episódio da série Mundos e Fundos recebemos Pierre Jadoul, gestor do ARX Vinson FIC FIRF CP, um dos principais fundos de crédito privado.

Check In: Pierre Jadoul iniciou sua carreira no Morgan Stanley, na área de derivativos. Alguns anos mais tarde foi para o Indosuez Wealth, onde teve seu primeiro contato com fundos de crédito. Em 2018, o gestor e seu time migraram para a Arx e ali repetiram a estratégia que já fazia sucesso na classe ded Renda Fixa.

A Arx é uma casa tradicional do mercado financeiro brasileiro. Subisidiária de uma grande instituição financeira (Banco BNY Mellon), a gestora conta com uma ótima estrutura, entretanto com as mesmas vantagens de uma asset independente. Esse foi o diferencial que atraiu Pierre e sua equipe para aceitarem o projeto de adicionar estratégias de crédito privado em uma gestora que já era forte em equities e multimercados.

O início do projeto foi reconstruir tudo que já havia sido consolidado em cerca de sete anos na Indosuez Wealth: desde a reconstrução das bases de dados, guinada pelo bom conhecimento em programação da equipe, até a discussão dos regulamentos e estratégias de cada um dos fundos.

Se por um lado recriar um projeto tão complexo como esse é um trabalho árduo e massivo, por outro apresenta a vantagem de tudo ser desenhado de acordo com as preferências do gestor e sua equipe, otimizando os processos e facilitando o trabalho a ser realizado no futuro.

Você pode acessar o Arx Vinson e outros excelentes ativos através dos Fundos DNA.

Plano de voo: O processo de investimento do Pierre e sua equipe começa com uma minuciosa análise de crédito dos emissores e suas respectivas emissões, a fim de evitar qualquer tipo de inadimplência nos fundos. A boa qualidade dessa análise pode ser observada pelo fato desses fundos nunca terem tido um episódio de inadimplência, mesmo em momentos de crise, como na pandemia em 2020.

A próxima parte do processo é definir as porcentagens alocadas em cada ativo. O gestor e sua equipe observam a relação Risco – Retorno – Liquidez, pois, diferente de outras classes de ativos, a liquidez no mercado de crédito privado pode ser um problema em situações onde o fundo não consegue resgatar uma posição, ou então para conseguir vende com uma taxa de desconto elevada.

Em uma análise comparativa são definidos os setores a serem investidos e dentro desses quais as melhores empresas na relação risco-retorno-liquidez.

Então as convicções do gestor e sua equipe são utilizadas a fim de aproveitar boas oportunidades em emissões não tão óbvias. Finalmente são considerados os movimentos técnicos do mercado de crédito onde, em algumas situações, ativos com spread de crédito¹ distorcidos pelo grande volume de negociações, passam a ser mais atrativos e entram no portfólio da gestora.

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Há algumas diferenças entre o mercado de crédito privado e o de renda variável.

Na renda variável acertos pontuais podem trazer elevados ganhos (como Magalu nos últimos anos) e os fundos dessa classe dependem do desempenho de algumas posições. Já no mercado de crédito a rentabilidade vem do acúmulo de pequenos ganhos de spreads de crédito e/ou da curva de juros com a cautela de não haver nenhuma inadimplência.

Em empresas listadas em bolsa e que fazem a emissão de dívidas no mercado de crédito, quando há uma crise primeiramente os acionistas são afetados com a desvalorização das ações. Caso a magnitude desse stress seja grande o suficiente para que o marcado cogite a hipóteses dessa empresa não pagar sua dívidas, então os credores são impactados.

Veja também: Resumo do Mundos e Fundos com Felipe Dexheimer, da XP Allocation.

Atualmente Pierre tem sob gestão três fundos de crédito privado. Os três são de perfil conservadores. Por serem fundos de risco semelhante apresentam sobreposições de empresas e até de ativos. Entretanto há algumas características que os diferem.

O Arx Denali FIC FIRF CP, por ser um fundo prazo de resgate curtíssimo, com cotização D+0 ², deve ter ativos mais líquidos e diversificados que o Arx Vinson FIC FIRF CP , que é um fundo cujo prazo de resgate é mais longo. Com isso seu portfólio apresenta um número maior de ativos bancários (como Letras Financeiras), devido a grande liquidez desses ativos no mercado secundário.

Fundos menos líquidos podem ter ativos com mais risco e maior duration³. Assim, o Arx Vinson em momentos normais de mercado costuma ter uma rentabilidade maior que o Arx Denali. Entretanto, em momentos do crise, o Vinson é mais propenso a sofrer mais por ser mais volátil.

Já o ARX Denali XP Seg Prev FIC FIRF CP, por ser um fundo de previdência e apresentar um menor número de resgates, consegue carregar posições menos líquidas que o Arx Denali FIC FIRF CP, e com isso ter um portfólio um pouco mais parecido com o Arx Vinson, mesmo com prazo de resgate curto.

Melhor voos: Diferente de alguns gestores de crédito privado, Pierre gosta de ter um pouco mais de caixa em seus fundos. Graças a essa estratégia, durante a pandemia em 2020, conseguiu manter e carregar suas posições, executar os resgates com parcimônia e aproveitar as ótimas oportunidades que surgiram no mercado. Assim, o fundo apresentou uma boa recuperação e não sofreu tantos impactos durante esse período.

Pouso forçado: Em 2018, nos fundos focados no setor de infraestrutura havia uma demanda  menos prêmio em suas emissões e a gestora contava com posições muito longas nesse setor. Quando houve um reajuste e o prêmio de crédito aumentou, esses ativos foram impactados, causando uma queda no fundo e assustando seus cotistas.

Isso fez com que o gestor, após esse evento, buscasse emissões em infraestrutura com menor duration em fundos direcionados a cotistas com uma maior aversão a risco.

Voos futuros: No ano passado, após as quedas de todos os setores do mercado financeiro, surgiram as melhores oportunidades em emissões de crédito privado. Apesar dessa onda de ativos com taxas agressivas já ter passado, Pierre ainda acredita que seja um bom momento para o mercado de crédito privado.

Pousa ou não pousa:

Ativos longos – No setor de infraestrutura Pierre tem preferido comprar as emissões mais curtas e vender as mais longas no mercado secundário. Isso ocorre pois os ativos mais curtos tem tido um spread de crédito melhor que as debêntures incentivadas com maior duration. Essa distorção é ocasionada pelo grande volume de compras de debêntures mais longas pelas pessoas físicas que, diferente dos gestores de crédito privado, costumam considerar apenas a taxa nominal do ativo (a rentabilidade até o vencimento) em detrimento do spread de crédito.

Já nos ativos atrelados ao CDI, como não há alta demanda por emissões mais longas, mesmo em empresas com bom rating, o gestor pousa e mantém em seu portfólio ativos de boas empresas como o Itaú.

Assim como outros gestores, Pierre está voltando a pousar em ativos de porcentagem do CDI. Se durante períodos de juros em queda esses ativos são pouco atrativos, agora, com a eminente subida da SELIC, esses ativos voltaram a entrar no portfólio de fundos de crédito privado.

¹ Spread de crédito – Diferença entre o retorno de um investimento com taxa livre de risco (ativos emitidos pelo governo, como NTN-B), e outro investimento com risco (como uma debênture). Assim, o spread de crédito é o prêmio de risco que o investidor ganha acima da taxa livre de risco.

² Resgates dos fundos:

ARX Vinson FIC FIRF CP – Cotização: Cota D+30 (dias corridos) – Liquidação: D+1 (dia útil) após a cotização

Arx Denali FIC FIRF CP – Cotização: Cota D+0 – Liquidação: D+1 (dia útil) após a cotização

ARX Denali XP Seg Prev FIC FIRF CP – Cotização: Cota D+2 – Liquidação: D+1 (dia útil) após a cotização

³ Duration: É o prazo em que o investidor recebe os pagamentos de seu investimento.

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