Mundos e Fundos: Daniel Vairo, gestor do Pacifico Macro, fala sobre montar estratégias macro em fundos multimercado

Felipe Dexheimer, head da XP Allocation, recebe Daniel Vairo, gestor do fundo Pacifico Macro FIC FIM, para falar sobre estratégias macro em fundos multimercado.


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No nono episódio da série Mundos e Fundos, recebemos Daniel Vairo, gestor do fundo Pacifico Macro FIC FIM, para falar sobre estratégias macro em fundos multimercado.

Check-in: A história profissional de Daniel Vairo se confunde com a história da gestora Pacífico. Logo que formou em economia deu início na sua carreira no Opportunity. Foi lá que ele iniciou sua carreira no mercado financeiro, passando por várias áreas até chegar na gestão da estratégia Macro.  Desde o início ele conheceu Carlos Eduardo Ramos, Felipe Pádua, Eduardo Carvalho, Leonardo Rufino e Paulo Ribeiro, o grupo que fundaria a Pacífico em 2011.  

Algo que ficou marcado na gestora desde sua fundação foi o fato de, por serem de gerações diferentes, uma parte do aprendizado de cada membro do time vem do treinamento por alguém mais experiente, o que criou um alinhamento cultural na gestora.

Com 27 pessoas, a Pacífico conta com uma equipe experiente em administrar recursos de terceiros. Há três diferentes estratégias (Ações, Ações Long Biased e Multimercado Macro) e há interações entre esses times, tornando a gestora mais completa em seus processos de análise.

Um dos grandes diferencias da casa é justamente o fato de o núcleo duro já trabalhar junto há mais de 20 anos, passando por diversos momentos de stress do mercado e vendo também muitos fundos entrarem e saírem da indústria de gestão. Isso moldou sua filosofia de investimentos ao longo do tempo, focando em sobreviver a choques. Como exemplo, as posições nos fundos são sempre dimensionadas para serem resilientes a um choque grande de mercado.

Hoje com  4 bilhões de reais sob gestão e fundos com bom histórico de retornos, comprovam que toda essa experiência traz bons resultados.

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A conversa com Daniel Vairo é focada no Pacífico Macro.

Na cabine do piloto: O Pacífico Macro é um fundo multimercado cuja estratégia se apoia em prever é o cenário macroeconômico e suas implicações para diversos ativos. Suas alocações são em majoritariamente em Renda Fixa, Moedas e Ações, com maior foco em Brasil, mas também com posições no exterior. O horizonte de cada posição construída é de três a seis meses, horizonte em que acreditam que suas projeções de cenários são mais assertivas, e permitindo maior flexibilidade.

Diariamente a equipe do fundo discute e busca as melhores oportunidades, em especial quando acredita que suas projeções são diferentes das expectativas do mercado. À media que essas oportunidades se materializam, a equipe de fundos constrói a estratégia do portfólio, decidindo o tamanho de cada investimento e a quais mercados eles terão exposição.

Um exemplo recente dessa gestão foi no Governo Temer, quando havia a expectativa de que o governo iria diminuir as taxas de juros de uma maneira bem rápida, devido a medidas similares feitas anteriormente pelo então presidente do Banco Central. Entretanto, a Pacífico acreditava que a equipe econômica do governo iria focar em controlar a inflação, demorando mais para abaixar a taxa Selic e,  por causa disso, montou uma posição comprada no Real vs. o Dólar, que tendia a valorizar por oferecer um retorno maior ao investidor estrangeiro do que o consenso estimava.

Um tempo depois, na virada de 2016 para 2017, as projeções da gestora mudaram: acreditando que o governo iria abaixar essas taxas rapidamente, devido ao controle da inflação e alinhamento de expectativas de inflação com as metas. Então suas posições se alteraram para se beneficiar com essa mudança de cenário, zerando a exposição no câmbio e passando a ficar aplicados em pré-fixados.

Veja também: Mundos & Fundos: Mariano Andrade, da Polo Capital, conta os desafios de construir um portfólio de ativos de crédito

Foi também durante o Governo Temer que o Pacífico Macro realizou um de seus Pousos Forçados. A economia brasileira estava se fortalecendo, a reforma da previdência tinha sua aprovação encaminhada e o mercado estava pouco volátil. Então ocorreu o Joesley Day, que pegou todos de surpresa, causando uma forte queda dos ativos de Brasil. Apesar do Pacífico Macro ter sofrido um certo impacto com esse movimento, conseguiu se recuperar de maneira rápida pois suas posições são dimensionadas para resistir a um evento inesperado como esse e a carteira possuía também seguros contra quedas mais fortes, que estavam baratos devido ao momento anterior de maior tranquilidade.

Esse e outros pousos forçados trouxeram o aprendizado para o gestor que se deve sempre olhar o risco antes dele acontecer, fazendo com que o portfólio tenha um bom retorno e sobreviva a momentos de stress.

Quando ocorre uma crise geram-se boas oportunidades. Um dos melhores voos do Pacífico Macro devido à pandemia de 2020: o fundo possuía seguros em carteira, o que lhe deu resiliência no momento de maior dificuldade. No momento seguinte ao choque o time vislumbrou, corretamente, que a economia americana deveria sair primeiro do choque, e se posicionou de modo a se aproveitar disso. Por causa desse bom plano de voo no final de maio o fundo já tinha revertido completamente as perdas de março.

Próximos destinos: Os próximos destinos da gestora no mercado internacional estão relacionados às estratégias de vacinação. De uma forma geral o ritmo ainda é lento ao redor do globo, porém com indicações de possíveis melhoras. Para o gestor, o mais importante é a proteção dos grupos mais suscetíveis a internações, idosos e profissionais de saúdo. Quando um país chega a 15 ou 20% de sua população vacinada, a pressão em seu sistema de saúde deve cair, reduzindo a necessidade lockdowns, que é o que de fato afeta as economias.

No Brasil é necessário atenção pois a segunda onda de casos continua preocupante. Em conjunto com uma vacinação mais lenta que nos países desenvolvidos, isso pode fazer com que haja a necessidade de novos trancamentos. O retorno do auxílio emergencial, somado a uma maior dificuldade de crescimento da economia, causaria um desastre fiscal em nossa economia.

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