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Global Conference 2026: as visões de Howard Marks, Paulo Leme e mais; saiba como investir internacionalmente

Confira os destaques da XP Global Conference 2026, que reuniu os melhores especialistas em Miami, nos Estados Unidos

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Nesta semana, a XP Global Conference 2026 reuniu lideranças, gestores e parceiros em Miami, nos Estados Unidos, para discutir a internacionalização dos investimentos dos clientes XP.

O evento começou na segunda-feira (16) e teve programação de três dias, com palestras de grandes nomes da indústria de fundos, da economia e da geopolítica.

Oferta robusta de produtos

José Tibães, head da plataforma de fundos da XP, e Marcelo Coscarelli, head de Private Wealth Management Internacional da XP, abriram o evento, destacando que a internacionalização é parte estrutural da construção de portfólio dos clientes brasileiros.

Para Tibães, o produto fundos se tornou uma alocação “core” na carteira dos clientes, sendo uma porta de entrada para o investimento no exterior. Ele reforçou que a plataforma da XP evoluiu muito nos últimos anos. “A gente já tem uma oferta muito robusta de produtos.”

Segundo Coscarelli, foi-se o tempo em que a presença do investidor brasileiro era pontual. “Diversificação global é chave, é importante, a era em que você está concentrado simplesmente no Brasil acabou”, disse.

Além disso, o head de Private Wealth Management Internacional da XP reforçou que a estratégia é “totalmente baseada na missão de usar, proteger e valorizar o principal ativo na XP, que é a nossa capilaridade”.

Carteira diversificada contra a instabilidade

No segundo painel do dia, Paulo Leme, chairman do Comitê Global de Alocação de Ativos da XP Advisory, falou sobre a importância da diversificação, as tensões geopolíticas e o papel da gestão na construção de carteiras de sucesso.

Na questão da governança, Leme falou que é preciso definir claramente objetivos, regras, metas e benchmarks do fundo. “Se você não tem os princípios muito claros, quando você chega num momento de estresse você começa a inventar”, disse. Para ele, poucos sobrevivem ao “market timing”.

“Carteira bem construída nos ajuda a dormir quando vol e incerteza aumentam”, destacou na apresentação.

Leme trouxe ainda atualizações sobre o conflito no Oriente Médio, que seguiu dominando o noticiário e gerando volatilidade nos mercados pela segunda semana.

Os EUA e a tensão geopolítica

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã também foi abordado em seguida por Thomas Mucha, estrategista geopolítico da Wellington, que conversou com Fabiano Cintra, head de análise de fundo da XP.

Para Mucha, estamos caminhando para um ciclo geopolítico marcado por turbulência e incerteza, e eventos como o visto atualmente no Oriente Médio apontam para uma fragmentação, reforçando o foco das agendas globais em questões de segurança nacional.

Durante o terceiro painel da Global Conference, Mucha destacou que a China é um país que ameaça o status dos Estados Unidos como hegemonia global.

Ele lembrou ainda sobre o papel da mudança climática nas disputas geopolíticas, e apontou temas como defesa, tecnologia de defesa e minerais críticos como pontos importantes no desenho da geopolítica atual.

A inteligência artificial e os mercados

No painel que contou com a presença do economista sênior da Vanguard Thiago Ferreira, a inteligência artificial foi o foco. Para ele, a IA deve transformar a economia, em um contexto de juros mais altos e em que o déficit fiscal domina.

Segundo Ferreira, a produtividade tem ido muito bem e, com isso, não vê pressão inflacionária proveniente do mercado de trabalho americano. Mas o cenário é complicado para a política monetária em 2026. Com oferta de crédito estável, a IA aumenta a demanda, o que pressiona as taxas de juros pra cima, deixando o Federal Reserve, banco central dos EUA, com menos espaço para cortar juros.

O economista aponta, ainda, valuations elevados ao redor do mundo, apresentando boas oportunidades em um contexto de rotação de recursos para fora dos Estados Unidos.

Global high yield

No período da tarde, Peter Vecchio, portfolio manager na BNP Paribas Asset Management e Mark Benbow, portfolio manager da Aegon, conversaram com Marcello Pasquatti, presidente de contas da Pimco, sobre os fundos high yield. O termo em inglês high yield quer dizer “alto rendimento”

Diferentemente dos fundos high grade, que focam empresas de alta qualidade, dentro dos títulos de renda fixa classificados como high yield é possível encontrar títulos com uma nota de crédito menor, mas que, em contrapartida, podem oferecer maiores taxas de remuneração.

A visão tanto de Vecchio quanto de Benbow é positiva para a classe, mesmo que haja alguns desafios, sendo o maior risco o de crédito. Como montar o portfólio pensando nas incertezas atuais, portanto? Vecchio disse que estão um pouco mais defensivos, com “short duration” na alocação.

Benbow comentou, ainda, que papeis de qualidade não são um colete à prova de balas, e que os setores favoritos estão constantemente mudando. Em eventos que causam muita volatilidade, como o conflito no Oriente Médio, o importante, de acordo com ele, é “não entrar em pânico”.

Mercado de ações global

Em seguida, foi a vez de Diego Correia, head da XP International, receber no palco Nathan Achezinsky, diretor estrategista de ações da Blackrock, e Nick Cangialosi, diretor executivo e especialista em ações da JP Morgan, para falar sobre o mercado de ações global.

Novamente, um dos principais assuntos foi o impacto da IA no mercado de renda variável. Apesar de ainda estarem construtivos, a seleção de ativos é um ponto importante, destacaram.

Como apontaram nossos analistas no último Raio-XP, com o aumento das preocupações sobre possíveis disrupções da IA pressionando vários setores, a rotação global para fora dos EUA continuou no último mês.

Achezinsky disse que há mercados emergentes baratos e apontou oportunidades, por exemplo, no Japão. Mesmo reconhecendo algumas acelerações no exterior, Nick reforçou o grande papel dos Estados Unidos na evolução dos setores potencialmente impulsionados por IA.

Fundos alternativos

Outro assunto em destaque no evento foi o de fundos alternativos. Christopher Remington, diretor-executivo e head de estratégia de portfólio e clientes da Morgan Stanley, e Nicole Drapkin, diretora-executiva e gestora da Blue Owl, conversaram com Victor Mazzonetto, responsável por fundos internacionais da XP em Miami.

O painel trouxe reflexões sobre o avanço dos mercados, a evolução do investidor e o papel dessa classe de ativos em 2026.

A gestora descreveu portfólios altamente diversificados e resistentes, com desempenho sólido. Na visão da Blue Owl, a seleção criteriosa de crédito é fundamental. Drapkin disse que essa classe de ativos “é feita para ser entediante”, mas não é simples.

Remington complementou ressaltando que a “democratização dos alternativos” ainda está em fase inicial. O investidor de varejo representa uma fatia relativamente pequena desse universo, mas sua participação tende a crescer.

Howard Marks e o risco nos investimentos

Artur Wichmann, CIO da XP, também participou do evento, em um painel que contou com Howard Marks, sócio-fundador da Oaktree Capital, uma das maiores gestoras globais em investimentos alternativos.

Marks compartilhou sua visão sobre a IA e suas implicações para o mundo do trabalho e para os mercados. Suas conclusões recentes vieram após uma intensa interação com Claude, o modelo de IA da Anthropic. Ele destacou que nada na história se espalhou tão rápido.

Em uma carta publicada em fevereiro de 2026, Marks destaca que a IA é real, poderosa e subestimada, o que não significa que suas ações estejam baratas.

Outro tema do painel foi sobre o pensamento do investidor e como avaliar quais ativos são adequados. O sócio-fundador da Oaktree Capital afirmou que cada pessoa precisa saber quanto risco ela está disposta a tomar. Aí entra a importância do asset allocation.

Alocação de capital ou na expressão mais conhecida em inglês como asset allocation é um conceito essencial em investimentos e planejamento financeiro pessoal. A prática envolve dividir os investimentos entre diferentes categorias ou classes de ativos, como renda, renda variável, fundos listados, multimercados, alternativos, entre outros. Seu objetivo principal é atingir uma combinação ótima entre risco e retorno para maximizar a probabilidade de que o investidor atinja seus objetivos no longo prazo, correndo o menor risco possível.

Invista com a XP

O primeiro dia da XP Global Conference 2026 terminou com um painel com Gustavo Pires, sócio e diretor-executivo da XP, que falou sobre as transformações na estrutura da empresa para tornar os investimentos internacionais cada vez melhores e mais acessíveis.

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