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Fundos de crédito com retornos turbinados: ainda dá tempo de investir?

Mercado aquecido, retornos turbinados e uma pergunta de ouro: ainda vale a pena investir nos fundos de crédito? Ainda existe espaço para mais ganhos? Quais são as perspectivas dos gestores? Como se posicionar no cenário atual? Neste relatório, trazemos 3 gráficos que podem contribuir na resposta dessas perguntas, além de reforçar a importância de manter a seletividade e contar com a gestão ativa, na hora de colocar crédito na carteira.

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Após o grande choque no mercado de crédito no primeiro trimestre de 2023, muitos investidores pensaram que os fundos mais conservadores desses segmentos dificilmente voltariam “a normalidade”. Por outro lado, não faltaram avisos sobre as oportunidades que o carrego desses fundos estava apresentando, combinados com um cenário benigno para a economia. Em nossa visão, muitos eram os sinais que indicavam a recuperação desse mercado, que finalizou 2023 com excelentes números de rentabilidade.

Nesse momento de mercado, em que a volatilidade segue presente, uma das únicas classes das estruturas de fundos de tracionais que está se destacando é a de crédito. Mês após mês, a geração de alpha em relação ao CDI tem chamado atenção dos investidores, resultando em fluxo, que combinado com um primário robusto e mudanças regulatórias tem aquecido ainda mais esse mercado.

Mercado aquecido, retornos turbinados e uma pergunta de ouro: ainda vale a pena investir nos fundos de crédito? Ainda existe espaço para mais ganhos? Quais são as perspectivas dos gestores? Como se posicionar no cenário atual? Neste relatório, trazemos 3 gráficos que podem contribuir na resposta dessas perguntas, além de reforçar a importância de manter a seletividade e contar com a gestão ativa, na hora de colocar crédito na carteira.

1. Fluxo e um filme que se repete

De tempos em tempos o mercado escolhe uma classe de ativo para ser a “vilã” da vez e, por vezes, os fundos crédito exercem esse papel. Aconteceu de em 2018, 2019,2020 e mais recentemente em 2023, quando mais uma vez a indústria de fundos presenciou uma onda de resgates relevantes dos fundos de crédito sem aparentemente haver muita distinção entre eles, como que em um efeito manada.

No gráfico acima, temos uma amostra com 1021 fundos que possuem crédito na carteira, e os dados até o dia 26 de abril, aponta para uma entrada de cerca de R$ 45 milhões para esses fundos, apontando para uma forte tendência de recuperação para essas estratégias após um ano de resgates relevantes.

Olhando para o passado é possível notar que esses efeitos ao longo dos anos tiveram alguns “gatilhos”, a corrida por liquidez em um segmento que é conhecido pela facilidade de resgate, o pode gerar uma mudança rápida de dinâmica, em especial nos mandatos mais líquidos.

Por outro lado, o mesmo fluxo que pressiona os preços para baixo, pode ter o efeito potencializador de retornos quando o mercado volta a se normalizar, tendencia que estamos acompanhando nesse momento.

2. Spreads, de olho na dispersão

Com todo esse cenário para o crédito, somado a uma taxa de juros elevada no Brasil e no mundo, acompanhamos uma maior diversidade de risco (e performance) entre os diferentes emissores e operações, resultando em uma maior dispersão de spreads de crédito.

Essa dispersão pode ser observada tanto setorialmente quanto a nível de rating, ou seja, classificação de risco. O processo de queda dos spreads de crédito, que vinha acontecendo de forma gradativa nos últimos meses após os picos no 1º trimestre de 2023, ocorreu principalmente nos títulos mais seguros, com rating A, e ainda vemos um espaço de queda para convergência desses spreads dos títulos mais arriscados – importante destacar que esses já estão apresentando uma aceleração de fechamento.

E nesse momento, ainda mais quando olhamos para um cenário mais incerto do ponto de vista do patamar de juros ao redor do mundo, entendemos que a seletividade deve seguir na carteira do investidor, e vemos oportunidades para os fundos de crédito mais estruturados. Ou seja, fundos que são conhecidos por seu perfil de risco mais elevado, como os high yield, os de crédito estruturado e special situations.

Em linhas gerais, existe espaço para aqueles gestores que procuram operações mais robustas, buscando oferecer uma proteção adicional ao investidor em meio às incertezas.

3. E os Fundos de Debêntures Incentivadas?

Desde o 2º trimestre de 2023, os fundos de debêntures incentivadas passaram a apresentar melhores resultados se comparados, por exemplo, aos retornos de 2022, confirmando o que sinalizamos em alguns dos nossos relatórios, que eles poderiam e ainda podem se beneficiar de um cenário de (i) flexibilização monetária, pois o fechamento da curva de juros beneficia a marcação a mercado das debêntures incentivadas; e do (ii) fechamento dos spreads de crédito para as debêntures incentivadas que ganhou ainda tração em 2024 após a decisão do Conselho Mentário Nacional de apertar as regras para emissões de títulos incentivados.

Por outro lado, conflitos geopolíticos entraram na esteira de uma inflação global já alta após dois anos de pandemia e a pressionaram ainda mais, com elevação nos preços de commodities (incluindo, claro, combustíveis) e problemas na cadeia de suprimento mundial. Apesar do IPCA, aqui no Brasil, estar sob controle, o CPI, índice de inflação norte-americano, surpreendeu negativamente na semana anterior, elevando os prêmios das NTN-Bs e atingindo um componente de retorno desses fundos.

Se de um lado, temos os spreads que já fecharam consideravelmente, do outro a abertura das NTN-Bs abrem mais uma janela de oportunidade para esses fundos, que em nossa visão, podem continuar entregando retornos positivos nos meses seguintes.

No cenário atual, o principal vetor de preocupação no longo prazo para a inflação no Brasil seria a nossa política fiscal. Por isso, enxergamos que é importante manter uma parcela considerável de títulos e/ou fundos atrelados à inflação para proteção contra seu efeito ao longo do tempo, especialmente considerando a imprevisibilidade em relação à sua trajetória em prazos mais longos, podendo beneficiar esses fundos com retornos ainda maiores por conta da marcação a mercado em cenários de corte da Selic mais adiante.

4. Não atoa, o crédito segue se destacando no cenário atual  

Os fundos de Renda Fixa que possuem crédito privado na carteira passaram por períodos de alta turbulência no início de 2023, por conta de eventos ocorridos no mercado de dívida corporativa, que impactaram negativamente os spreads e consequentemente o retorno de curto prazo desses fundos.

Apesar do início de ano turbulento, muitos desses fundos, em especial os mais conservadores que foram fortemente impactados por esses eventos, já apresentaram uma recuperação significativa, refletindo o fechamento dos spreads de crédito, bem como a retomada do mercado primário. Como é possível ver no gráfico acima, os fundos estão rodando com um retorno mediano de 115% do CDI nos últimos meses.

 Em conversa com os gestores de crédito, identificamos alguns consensos, como (i) a realização de trocas na carteira com o objetivo de melhorar o carrego e qualidade dos ativos na carteira, quando houve o aumento dos spreads de crédito, (ii) a visão de uma normalização desses spreads em patamares atrativos, além da (iii) observação do aumento de fluxo no mercado secundário de crédito.

Quando olhamos para a performance das diferentes classes nesse primeiro trimestre, são os fundos de crédito que se destacam perante os fundos locais em relação a performance perante o CDI, liderando ganhos mês após mês com esse ambiente positivo para os fundamentos do mercado de crédito.

Acreditamos que no cenário atual, existe espaço para aqueles gestores que procuram operações mais robustas, buscando oferecer uma proteção adicional ao investidor em meio às incertezas.

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