Coronavírus e a opinião dos gestores de Fundos de Ações

Entenda a cabeça dos gestores de ações em torno do coronavírus e veja o que está por trás das estratégias


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No relatório publicado por nós há poucos instantes, vimos o que pensam os gestores dos Fundos Multimercados sobre o impacto do COVID-19 nos ativos.

A equipe de Research da XP também fez uma análise mais geral dos impactos do coronavírus no mercado, especialmente sobre o aumento de aversão a risco ao redor do planeta.

Agora, vamos resumir especificamente como está a cabeça dos principais gestores de Fundos de Ações com quem falamos ao longo do dia.

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Impacto na bolsa hoje

As quedas das ADRs brasileiras negociadas em Nova York, na segunda e na terça-feira de Carnaval, eram o prenúncio de uma quarta-feira de cinzas bastante negativa no mercado brasileiro. E de fato foi o que ocorreu. No pregão de 26/02/2020, o Ibovespa caiu 7,00% (para 105.718 pontos). Foi a maior queda diária desde 18 de maio de 2017, o dia após o vazamento das gravações de conversas entre o empresário Joesley Batista e o então presidente, Michel Temer, que acabou com possibilidade de uma reforma da previdência na época.

Setorialmente, ninguém se salvou, mas ficou claro o impacto inicial maior em empresas de commodities, que têm seus resultados mais ligados à saúde da economia global.

Mas e os fundos de ações?

Com o movimento generalizado de queda das ações hoje, tantos os fundos de ações de estratégia “Long Only” (que ficam majoritariamente investidos em ações) quanto os “Long Biased” (que são mais flexíveis e podem oscilar bastante o quanto ficam expostos ao mercado acionário), não passaram ilesos e encerraram o dia com fortes quedas, acompanhando o Ibovespa.

Falamos com algumas dezenas de gestores hoje e compilamos a seguir suas principais opiniões e como têm atuado em meio à incerteza que tem assolado investidores profissionais, amadores, inciantes, estrangeiros…

Também perguntamos sobre suas recomendações aos investidores que estão que estão apreensivos com o cenário atual (sobre este tema, também recomendamos a leitura do estudo feito pela equipe de Alocação da XP sobre uma possível correção de 15% no índice Ibovespa).

Opinião dos gestores

No geral, os gestores de fundos de ações continuam otimistas com a bolsa e ainda não acreditam que, com o cenário atual do Coronavírus, as empresas serão fortemente afetadas. Boa parte deles nos disse que planeja reduzir o caixa e aumentar a exposição em ações (ou seja, vão às compras, dados os preços mais baixos).

Ainda assim, podemos dizer que estão cautelosamente otimistas, pois muitos deles possuem proteção em seus portfólios, principalmente através de opções de venda de empresas específicas ou de índices acionários (estruturas que ganham com a queda do mercado).

Alguns mais flexíveis, como é o caso dos fundos Long Biased (sejam fundos de previdência ou fundos tradicionais), estão se protegendo inclusive com a utilização de outras classes de ativos, como dólar e ouro.

Como recomendação aos investidores, a maior parte dos gestores acredita que o melhor a se fazer no momento é aguardar. É o famoso “sentar na mão” (para não tomar atitudes precipitadas).

A seguir, seguem os resultados das questões feitas aos gestores.

Como estão a exposições líquidas compradas em ações nas estratégias atualmente?

Fundos Long Only / Previdência 100

Fundos Long Biased / Previdência RV 70

Tanto os fundos Long Only quanto os Long Biased estão com exposição comprada em ações em níveis historicamente elevados, o que demostra que permanece o otimismo com a bolsa local entre os gestores, de forma geral.

Possui algum tipo de proteção/hedge para o portfólio como um todo?

Apesar de seguirem otimistas, mais de 70% dos gestores possui algum tipo de proteção nas carteiras (a grande maioria dentro das estratégias Long Biased).

Acredita que a disseminação do coronavírus possa alterar as perspectivas de crescimento para as empresas brasileiras nos próximos 12 meses?

Cerca de 40% dos gestores acredita que ainda é cedo para estimar qual será o impacto negativo do Coronavírus no valor das empresas, enquanto o restante acredita em um impacto pequeno, de até 10% nos valuations das empresas.

Com as novas notícias sobre o coronavírus divulgadas nos últimos dias, como pretende agir com relação à carteira do fundo?

Mais da metade, ou 57%, dos gestores disse que não pretende mexer nas carteiras por enquanto. 38% deles já pretende diminuir o caixa para comprar mais ações (estão gastando em meio ao que consideram uma liquidação!). Apenas 5% disse que pretende deixar a carteira mais defensiva, aumentando o caixa e vendendo alguns papéis.

Que recomendação faria ao investidor de renda variável mais nervoso nesse momento de mercado, assumindo que sua alocação em fundos ou ações não esteja fora do seu perfil de risco?

Como recomendação aos investidores, 38% dos gestores dos fundos de ações entrevistados sugere que não se faça nada em um momento de incertezas como o que estamos vivendo agora. 30% acredita que o momento já oferece oportunidades de compra. Por fim, 32% acha que é necessário aguardar um pouco mais, pois o cenário pode piorar ainda mais.


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