Chegou a hora de investir em ações globais

Com uma oferta cada vez maior de produtos de qualidade, o investimento em ações globais é uma ótima alternativa de diversificação


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A teoria da alocação de ativos fala à exaustão da importância da diversificação como uma maneira de se reduzir o risco: é o famoso “não coloque todos os ovos na mesma cesta”. Nosso time de alocação, inclusive, sugere carteiras dependendo do perfil de risco de cada um.

Nós, da equipe de fundos de investimento, temos tratado bastante desse tema ao falarmos sobre fundos de diferentes classes de ativos, como ações, renda fixa e multimercados. E, nos últimos meses, estamos falando cada vez mais de uma classe ainda pouco presente no portfólio do brasileiro: a de fundos internacionais.

No início do ano, publicamos um relatório no qual discorremos sobre alguns dos motivos para se ter investimentos no exterior através de fundos internacionais (link).

Com um número cada vez maior de produtos de qualidade, das maiores assets do mundo, acreditamos que o investidor deve prestar mais atenção a essa classe de fundos.

Nesse relatório, falaremos especificamente sobre a classe de fundos de ações internacionais e as razões por que diversificar as carteiras com fundos dessa classe.

Limitações do mercado local

Nos últimos anos temos visto um crescimento muito grande no patrimônio líquido dos fundos de ações, porém, ainda temos um mercado acionário pouco desenvolvido. Segundo dados do Economática, hoje na Bovespa temos cerca de 350 empresas de capital aberto, porém cerca de metade disso é “investível”, ou seja, possui uma liquidez suficiente para estar nas carteiras dos fundos.

Apesar da liquidez da bolsa brasileira ter aumentado 32,6% ao ano desde 2016, o crescimento do patrimônio líquido dos fundos de ações foi bem maior e atingiu 49,1% ao ano no mesmo período. Por esse motivo, vimos um número crescente de fundos de ações sendo fechados desde o ano passado. Apesar de alguns terem reaberto recentemente é bem possível que voltem a fechar com uma retomada dos mercados e das captações.

Assim, quando temos menos opções de fundos locais, vemos nos fundos de ações globais uma excelente alternativa de exposição à classe de renda variável.

Exposição a diferentes fatores de risco

Empresas de um mesmo país, mesmo sendo de setores diferentes, possuem exposição aos mesmos fatores de risco inerentes ao país. Um exemplo que temos notado nos últimos anos no Brasil é como as questões políticas locais têm muitas vezes ditado os movimentos da bolsa. Durante o ano de 2019, uma das maiores preocupações dos analistas de ações era o andamento da reforma da previdência.

Para exemplificar com números, selecionamos dois eventos, exclusivamente locais, e verificamos o retorno do Ibovespa nos meses em que eles ocorreram.

Em maio de 2017 ocorreu o vazamento das gravações de conversas entre Joesley Batista e o então presidente Michel Temer, que acabou com qualquer possibilidade de reforma da previdência na época. No mês do “Joesley Day” o Ibovespa teve queda de 4,12%.

Outro evento que teve grande repercussão na bolsa local foi a greve dos caminhoneiros que parou o país em maio de 2018. A expectativa de queda da atividade fez com que o Ibovespa tivesse uma forte queda de 10,87% naquele mês.

Como foram eventos exclusivamente locais, uma carteira com exposição a ações de outros países poderia ter se defendido bem. Mesmo diante de um evento global como a crise do coronavírus, em março deste ano, os mercados emergentes sofrem mais que os desenvolvidos, ainda mais quando consideramos a variação cambial. No gráfico abaixo comparamos o retorno do Ibovespa nesses meses aos índices acionários dos EUA e Europa, todos em reais.

Exposição a diferentes momentos de ciclo econômico

Os movimentos da bolsa de valores de um país são um termômetro da expectativa de lucros das empresas locais. O lucro das empresas está diretamente ligado à atividade econômica daquele país. Por isso, comumente dizemos que o preço das ações antecipa as viradas nos ciclos econômicos.

Como cada país vivencia uma realidade própria, cada um se encontra em um momento do ciclo econômico. Enquanto alguns se encontram em recessão, com desemprego em alta, outros podem estar com um forte crescimento e em pleno emprego.

Por isso, ter exposição a ações de diferentes países significa estar exposto a diferentes expectativas de crescimento das empresas.

Com ou sem proteção à variação cambial?

Várias opções locais de fundos internacionais possuem as versões “hedgeada”, que possui proteção contra variação cambial, e “não-hedgeada”, que também terá o câmbio como fonte de retorno.

Mas ao escolher um fundo internacional para compor meu portfólio devo escolher um fundo com ou sem hedge? Não existe reposta certa para essa pergunta. O fundo sem hedge funciona como proteção contra crises domésticas e em momentos chamados “flight-to-quality”, em que investidores mundo afora buscam ativos mais seguros e dólar se valoriza. Porém, em momentos de otimismo local, o real se valoriza e os fundos com hedge performam melhor.

Por isso, não há uma escolha óbvia entre um ou outro. Uma alternativa é acompanhar as carteiras recomendadas da equipe de alocação da XP, que mensalmente sugere uma alocação em ativos internacionais para determinados perfis, com mais ou menos exposição cambial.

Resumindo: não se esqueça de olhar para fora ao diversificar sua parcela de ações

Sabemos que com o mundo cada vez mais globalizado, as correlações entre os mercados financeiros têm aumentado. Além disso, existem eventos globais que afetam igualmente a todos os países. Entretanto, para reduzir os riscos de uma carteira de ações é importante não estar exposto a apenas aos riscos de um único país.

Fundos de ações internacionais disponíveis:

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